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História Through Letters - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa Leitura amores,espero que gostem e leiam as notas finais!

Capítulo 2 - Então a gente se vê em breve


Fanfic / Fanfiction Through Letters - Capítulo 2 - Então a gente se vê em breve

 

- Meu nome é Selena – disse – Selena Marie Gomez. E estes são Josh, Joe e Taylor.

- Sou Justin Bieber – Eu disse ainda apertando sua mão que era confortavelmente quente e macia.

- Bom Justin, eu realmente sinto que deveria te recompensar por ter recuperado minha bolsa

- Você não precisa fazer nada...

- Já comeu? – ela perguntou ignorando completamente meu comentário – A casa que alugamos fica logo ali e estamos nos preparando para um churrasco, você deveria ir conosco.

- Não acho que seja uma boa idéia – quando digo sinto os garotos trocaram olhares. O tal Josh parecia desapontado com o convite que eu havia recebido e confesso que isso não me deixou nenhum pouco mal – Além disso, meu pai com certeza esta fazendo o jantar e me esperando voltar para casa.

- Por favor, deixe-me pelo menos lhe dar uma cerveja – Mesmo que eu não tivesse nenhuma vontade de passar mais tempo com jovens de fraternidade, Selena sorriu pra mim de um jeito tão convincente e amável que eu quase nem percebi quando as palavras saíram de minha boca.

- Tudo bem, pode ser legal tomar uma cerveja. Eu apenas preciso pegar minha prancha perto do píer.

- Eu te acompanho – A morena disse se colocando completamente ao meu lado – Encontramos vocês daqui a pouco pessoal.

Andamos junto em direção a duna, onde as escadas nos levariam ao píer. De relance, pude notar a loira virar a cabeça e nos olhar por entre os braços de Joe. Josh também olhou, parecia emburrado. Selena não parecia ter notado, a verdade é que ela estava atenta ao passo que dava pela areia da praia.

- Taylor deve ter odiado isso – Disse finalmente – estar andando com você na praia e ter te convidado para o churrasco.

- Por quê? – ainda que eu imagine qual seja sua resposta pergunto.

- Por causa do Josh. Ele acha que gosta de mim e ela, bom, ela acha que ele é perfeito para mim e vem tentando fazer com que nós fiquemos juntos desde que chegamos.

- Não entendi – disse esboçando um sorriso – Ele acha que gosta de você?

- Bem, é que eu não sou o tipo dele, mas ele não parece ter percebido isso ainda – respondeu rindo

Balancei a cabeça e encarei a lua, cheia e brilhante, que subia vagarosamente sobre o mar. Ela também olhava para o astro, enquanto suas mãos seguravam na madeira um tanto danificada pela maresia cheia de areia e sal. O piso rangia enquanto ela balançava seu corpo lentamente sentindo o vento balançar seus cabelos sobre seus ombros. Selena estava certa, ela não parecia ser o tipo de garota para ele.

- De onde você é? – sua pergunta tirou-me do transe em que me encontrava – digo, onde você mora?

- Eu sou daqui mesmo, no entanto sirvo em uma estação na Alemanha – ela me olhou surpresa, mas ainda sim sorrindo.

- Soldado então – Assenti com a cabeça – eu deveria ter imaginado. Esta de licença?

- Sim, mas só por algumas semanas, para visitar meu pai. E você, de onde é? – dou um leve riso antes de continuar – pelo sotaque imagino que não seja daqui.

- Tennessee – deu um longo suspiro me analisando – Bell Buckle. Eu falo como se fosse do interior não é? Não importa há quanto tempo eu tenha me mudado para a cidade grande.

- De jeito nenhum – disse cômico – tudo bem, talvez você fale um pouco.

- Esta tudo bem, eu sou do interior embora esteja morando em Charlotte agora. Cresci em uma fazenda e tudo. E sim, eu sei que tenho um sotaque, só não achei que ele fosse evidente. Taylor me disse que algumas pessoas acham charmoso.

- Josh parece gostar muito dele – Soou de um jeito mais estranho do que imaginei. Ela passou suas mãos por seus cabelos e eu a vi suspirar profundamente pela segunda vez naquele momento.

- Josh até parece ser um cara legal - ela comentou depois de um tempo, agora estávamos caminhando até a casa em que ela e seus companheiros haviam alugado – mas eu não conheço ele tão bem. Na verdade não conheço ninguém daquela casa, tirando o Joe, Chris e Taylor. Você vai conhecer o Chris quando chegarmos, você vai gostar dele, todos gostam.

- Se não conhece ninguém além de três pessoas naquela casa, porque esta de férias por uma semana com elas?

- Será um mês na verdade – ela diz rindo – mas não são realmente férias. Nós somos voluntários de uma ONG, estamos aqui para ajudar a construir casas para vitimas de desastres que ocorreram com freqüência na região. É meio que um complemento curricular para universitários.

Conforme íamos nos aproximando eu podia notar a imensa movimentação na casa, o volume da musica era alto e as risadas também. Josh, Joe e Taylor estavam ali, com cervejas nas mãos e rindo com alguns amigos em volta, suas feições entregavam o quanto estavam se divertindo, com certeza a noite seria longa para eles.

 - Os trabalhos voluntários só começam na segunda – Selena diz percebendo meu olhar para os vários jovens na casa – Todos logo se darão conta que não se trata só de festas e praia. Para a maioria deles é a primeira vez que trabalham com algo voluntario, estão aqui só pelo complemento curricular. Mas, no fim, o que importa é que as casas serão construídas.

- Você já fez trabalho voluntario antes?

- Todos os verões desde que eu tinha quatorze anos. Todo esse trabalho é bem pessoal para mim, minha família esta envolvida nisso desde antes de eu nascer. Quando fui para a faculdade em Charlotte, Chris teve a brilhante idéia de sugerir esse trabalho voluntario para a faculdade trabalhar com os alunos ao invés de mandá-los para estágios ou algo do tipo. Ele também é do Tennessee. Acabou de se formar e eu o conheço desde sempre.

- Isso é realmente incrível – eu pude notar o brilho em seus olhos enquanto falava do projeto – Não é qualquer um que esta disposto a perder todo o verão fazendo trabalho voluntario.

- Todos nós rachamos as despesas da casa, luz,  água, comida e essas coisas. Por isso era tão importante eu pegar minha bolsa quando caiu na água. Todo meu dinheiro estava lá, eu não poderia comer durante o mês todo.

- Tenho certeza que eles não deixariam você morrer de fome, ainda mais quando a culpa não foi sua

- Eu sei, mas não seria justo. Eles já estão fazendo algo que vale a pena, e isso é mais que o bastante – enquanto ela dizia, eu podia sentir meus pés afundando na areia da mesma maneira que sentia o quão perto nós caminhávamos.

- E você, já se formou? – perguntei lembrando quando ela contou sobre o tal Brad.

- Não, ainda faltam dois semestres. E vou me especializar em Educação Especial, se essa era sua próxima pergunta.

- Essa era, de fato, minha próxima pergunta – Disse agora rindo de verdade.

- Imaginei que seria. Todo mundo me pergunta a mesma coisa, eu acho que essa é a pergunta padrão para universitários que estão no ultimo ano da faculdade. E você, gosta de ser soldado?

- Não sei – Quando respondi, ela riu, e o som foi tão angelical que eu queria ouvi-la rir  novamente.

Finalmente havíamos alcançado a casa, o caminha não me parecia tão longo, mas conversando, ali, com ela, parecia que o tempo passava de vagar, e não era nem um pouco entediante. As estrelas brilhavam no céu sobre nossas cabeças e a lua estava ainda mais bonita do que antes, a brisa fresca me fazia sorrir, o clima estava muito agradável.

- Justin, você se importa se eu perguntar o que te levou a se juntar ao exercito?

- Digamos que, naquele tempo, eu precisei entrar. – Ela balançou a cabeça, seus cabelos varreram seus ombros. – Quantos anos você tem Selena?

- Vinte – ela dá uma risada fraca jogando seu corpo para frente, agora estávamos sentados na escada que fica na entrada da casa – faço vinte e um amanha. E você?

- Primeiro, quero lhe desejar feliz aniversario, já que não sei se te verei amanha. Segundo, tenho vinte e três. Tem irmãos?

- Não. Sou filha única, meus pais ainda vivem em Bell Buckle e ainda são felizes depois de vinte cinco anos juntos. Agora sua vez. – Disse rindo, esperando que desse as mesmas informações que ela havia me dado.

- Também sou filho único. Sempre fui apenas eu e meu pai

- E sua mãe? - Eu sabia desde o inicio que minha resposta a sua pergunta anterior levaria conseguintemente a essa pergunta – Desculpe, por perguntar.

- Tudo bem, todos acabam me perguntando – digo sincero – Minha mãe se foi quando eu ainda era muito novo, não no sentido, ela morreu, mas no sentido, ela me abandonou com três anos de idade com o meu pai e eu nunca mais soube dela desde então.

- Sinto muito – ela disse piedosa – Não deveria ter tocado no assunto.

- Não sinta, meu pai foi bom para mim.

- Foi ele quem te ensinou a surfar? – Ela sorri meiga e por algum motivo eu sorrio junto.

- Não, isso eu aprendi sozinho quando era criança, gostava de ir até a praia e praticar.

- Você é bom. Confesso que fiquei te observando por um tempo mais cedo. Você é tão bom que faz parecer fácil, me faz querer saber surfar também.

- Fico feliz em saber disso, adoraria te ensinar – Me ofereci – Não é tão difícil. Posso vir amanha, seria como um presente de aniversario.

- Não faça ofertas que você não pretende manter – ela ri e eu acompanho – Mas eu adoraria que me ensinasse.

 Ela se levantou e colocou seu corpo de frente para o meu que ainda estava sentado, havia um sorriso estampado em seu rosto e ela estendeu a mão para que eu me levantasse também. Eu levantei, e a deixei me guiar até o que parecia ser uma fogueira.

- Você ira conhecer algumas pessoas – Eu engoli o seco, sentindo uma sensação estranha percorrendo meu corpo. A casa parecia um daqueles monstros de três andares com uma garagem no térreo e provavelmente seis ou sete quartos. Um deque imenso circulava o andar principal; toalhas estavam estendidas nos varais fora da casa, e eu podia ouvir o som de múltiplas conversas vindo de todas as direções.

 

Havia uma churrasqueira no deque eu podia sentir o cheiro de carne assando. Na parte lateral da casa, a fogueira estava em um fosso, perto tinha várias garotas vestindo blusões da faculdade por cima de seus biquínis, todas fingindo não estarem conscientes dos garotos ao redor delas. Enquanto isso, os garotos estavam em pé além delas, agindo como se não notassem as garotas nem um pouco. Eles estavam no começo dos vinte, e a luxúria estava no ar. Jogados na praia e na cerveja, e eu podia adivinhar o que aconteceria depois. Pegamos um lugar de frente para o fogo.

- Você quer um cachorro quente? – Ela perguntou, parecendo indiferente com a movimentação ao nosso redor.

 - Quero sim – disse o mais gentil que eu pude

- E o que você vai querer beber? – ela perguntou novamente

- Qualquer coisa que tiver eu bebo, menos xixi okay?

- Tudo bem, eu volto logo – ela disse se afastando enquanto ria do meu comentário. Meu olhar seguiu seus passos até q eles se perdessem no interior da casa. Eu sabia pouco sobre ela e sabia menos ainda sobre o que ela pensou de mim. Além disso, eu não tinha nenhum desejo de começar alguma coisa que não poderia terminar. Iria embora há algumas semanas e nada disso ia chegar a alguma coisa; falei tudo isso pra mim mesmo, e acho que parcialmente me convenci de que iria pra casa assim que terminasse de comer.

- Aqui esta seu cachorro quente e sua cerveja, lembro de tela prometido a você – disse sorrindo se sentando ao meu lado e antes que eu pudesse dizer algo, uma garotinha, loira, sorridente e completamente exacerbada a abraçou por trás enquanto repetia seu nome diversas vezes. Ela parece ter uns seis anos, não é típico estar em um lugar assim, não neste horário.

- Não preciso nem me virar para saber quem é não é mesmo? – ela diz com um sorriso ainda mais perfeito do que da ultima vez – Rose? É a minha pequena Rose?

A garota solta um pequeno grunhido em meio a gargalhas e aperta ainda mais o corpo de Selena ao seu. Ela a aperta tão forte que se não se tratasse de uma pequenina eu acharia q ela poderia ser esmagada.

- Tudo bem Rose, vamos com calma. Hein vamos com calma, tudo bem.

- Desculpa, me desculpa Selena – ela diz toda imperativa, dando pequenos pulinhos e gargalhadas altas - te apertei forte.

- Tudo bem minha querida, quero te apresentar uma pessoa – Selena disse puxando a garota para o seu colo – Esse é o Justin, Rosie. Justin essa é a Rosie.

 - Olá Rosie, é um grande prazer conhecer você – Disse sorrindo para a garotinha que olhava para a própria mão avoada.

- Diga oi para o Justin Rosie – Selena disse amigavelmente enquanto colocava os cabelos dela para o lado – Bem, ela é meio tímida, então... Onde esta seu pai Rosie?

- ELE ESTA ALI – Respondeu aos gritos enquanto ria e se divertia com qualquer coisa que eu não notara – logo atrás de você.

- Exatamente Rose, logo atrás de você como sempre não é mocinha - Um homem de alto e de cabelo negro se aproxima de nossos corpos com a respiração ofegante, ele deve ser o pai da pequena Rose – Me desculpe Selena, mas ela parece um Míssil quando te vê, estávamos prontos para ir embora e ela te viu perto da fogueira.

- Sem problema algum, você sabe como eu a amo. Além disso, é bom q tenha aparecido, esse é o Justin – Disse me apresentando ao rapaz – Justin esse é o Chris.

- Muito prazer em te conhecer Justin, uma pena eu não poder ficar um pouco mais – Disse enquanto apertava minha mão em comprimento – Rose, filha, precisamos ir. Sem imprevistos agora em querida.

- Olá, Olá Justin – A garotinha me salda após o longo tempo passado e sai correndo na direção oposta a nossa e sinto minha risada fluir ao ver Chris correr atrás dela gritando seu nome.

- Isso foi muito incrível – Selena diz assim que ficamos sozinhos novamente – A Rosie é autista Justin, não fala com ninguém que não seja da família.

- Mas ela fala com você

- Sim, mas eu sou praticamente da família, conheço ela desde que nasceu – Ela sorri – Ela é filha do Chris e tem apenas seis anos. Ocultei o fato de que Chris foi casado durante a faculdade, mas a esposa dele morreu há uns três anos. Tem sido difícil para ele. Tem 27 anos e ama muito a Rose e faz tudo que pode para fazer dela uma garota normal e feliz, mas ela é autista e de qualquer maneira as coisas são difíceis às vezes, como por exemplo, ele ter que trazer ela para lugares como esse porque nem seus avós aceitam ficar com ela por mais que duas horas, ele alugou uma casa mais próxima à cidade, para que ela não tivesse que estar nesse ambiente cheio de voluntários de vinte anos bebendo e transando. Ele não costuma vir às festas, ele veio porque é o primeiro dia e muitos são novos no trabalho.

- Ele parece um homem bom – foi à única coisa que eu consegui dizer

- Sim ele é um homem muito bom.

Não havia se passado muito tempo que eu estava ali, mas eu sabia que teria que ir embora, parecia passar das sete e além da caminhada ser um tanto longa até minha casa, meu pai estaria sozinho lá me esperando.

 - Selena – chamei seu nome quase num sussurro, como se eu não quisesse que ela ouvisse – Esta ficando tarde, tenho que ir embora. Meu pai me espera.

- Sim, Claro, espero que ele não fique chateado por não ter jantado com você esta noite.

- Não se preocupe com isso – disse caminhando até a saída da casa com ela ao meu lado

- Lua Cheia essa noite – solto um sorriso devido à imensa capacidade dela transformar tudo em assunto – Já reparou o quanto a lua parece enorme quando esta surgindo e como ela parece tão pequena quando já esta no céu.

- Isso vai da sua perspectiva – respondi olhando para o grande astro brilhoso a nossa frente – Pois, não importa onde a lua esteja, se você levantar sua mão e fechar um de seus olhos, ela nunca será maior que seu dedão.

- Incrível! – Exclamou enquanto fazia exatamente o que eu havia acabado de descrever – Onde foi que aprendeu isso?

- Não sei, foi por ai – disse agora também fechando um de meus olhos pondo meu dedão sobre a Lua – Selena, gostaria de repetir isso amanhã?

- Comparar a lua com nosso dedão? – ela disse rindo – Tudo bem estou apenas brincando, amanha faremos frango aqui na casa, se você gostar pode vir.

- Não, eu estava pensando em outra coisa – disse respirando fundo me colocando de frente para ela que agora me olhava sorrindo – Pensei em sairmos e conversarmos mais. Um restaurante talvez, até que tem alguns bons por aqui.

- Tudo bem – ela disse ainda sorrindo – eu adoraria jantar com você em um restaurante que até que é bom.

- Sério? – disse mais empolgado do que eu queria soar – Então eu posso passar as dezoito e trinta para te buscar?

- Pode ser, estarei te esperando – Ela responde dando aquele sorriso de antes, e eu sorri também, quase da mesma maneira, andando de costas lentamente e tropeçado para não perder seus olhos de vista.

- Então a gente se vê em breve?

- A gente se vê sim – foi a ultima coisa que ela disse antes que eu me virasse e em fim fosse embora.

 


Notas Finais


Eu espero de verdade que vocês tenham gostado e que o capitulo não esteja enjoativo, mas é que eu preciso que essas coisas aconteçam e também não seria legal se fosse rápido de mais. Lembrando que toda critica construtiva sera bem vinda e o que tiver que melhorar, falem que eu darei o meu melhor.


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