História Through Secrets - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Visualizações 56
Palavras 2.108
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Chegueeeeeei pessoal!
Não sei se demorei, mas como eu disse ando cheia de coisas para fazer, e o tempo está curto. Quem é próximo sabe que tentei escrever a semana toda mas o tempo não ajudava.
Tem personagem novo na história. Haha
Espero que gostem e que comentem o que acham! Vocês são parte da história e quero saber a opinião de vocês.
Boa leitura.
Tradução do capítulo: A proposta (parte 2).

Capítulo 8 - The proposal pt.2


E então, o que me diz? Vai ou não começar com grande estilo? 

— Eu não vou fazer isso. Não adianta, Emmett. — tirei suas mãos de meus joelhos e me preparei para levantar.

— Caramba Kiera, tem como você pensar no tamanho da oportunidade que estaríamos perdendo se não fizéssemos isso?! — Emmett se levantou também, colocando as mãos na cintura, enquanto eu o olhava indignada com tamanha estupidez.

— Você que não está pensando! Eu não vou arriscar tudo, minha liberdade e minha sensatez, por dinheiro algum. — apertei meus punhos sentindo a eletricidade da raiva por todo meu corpo. — Se você, Diego e Matteo quiserem fazer isso, fiquem à vontade. Mas não contem com a minha ajuda.

— Você está sendo idiota.

Eu não fazia ideia de como ou quando Emmett havia se tornado alguém tão ambicioso. Eu sempre soube sim, que ele adorava tudo o que tinha conseguido com os assaltos e o tráfico, mas não sabia que ele estava disposto a qualquer coisa por isso.

Ele podia estar, mas eu não estava.

De alguma forma, em alguns momentos, eu me imaginava fora de tudo aquilo. Fora de tudo que soava tão pesado – e realmente era –, de toda aquela escuridão que não era de um ou dois dias. Ela fazia parte de todos eles, era como uma chuva que não cessava nunca. Me imaginava fora de toda a merda que rondava cada uma das pessoas que estavam naquele meio, mas que sabiam por algumas horas fingir contentamento diante do que conseguiam.

Como eu sabia disso?

Eu era umas dessas pessoas. E sabia que quanto maior fosse meu envolvimento na gangue, mais difícil seria sair depois.

Sendo assim, o homem à minha frente, com toda aquela pose e marra, não me faria mudar de ideia.

— Melhor uma idiota fora da cadeia, do que dentro dela! — disse alto e feroz.

— E depois você ainda diz que quer participar dos assaltos! É assim que você quer fazer parte? Na primeira grande oportunidade que tem, você simplesmente joga tudo para o alto. — gesticulou com os braços, andando de um lado para o outro.

— Eu não disse que queria fazer parte. Disse que você nunca me deixava fazer nada perto do que vocês fazem. Foi uma reclamação, somente.

— Ah agora você vem com esse papo. Fala sério. — negou com a cabeça, demonstrando impaciência.

Andei até ele que estava perto do sofá de costas, e o virei de frente pra mim.

— Desiste. Eu não vou ceder. Você pode tentar conseguir as informações de outra maneira. — dei dois tapinhas em seu ombro como forma de consolo. — Estou torcendo por você. — forcei um sorriso que logicamente não era verdadeiro, estava mais pra sarcástico. 

Antes que eu pudesse me afastar ele pegou em minha mão e apertou a mesma começando  a falar:

— Podemos fazer uma coisa. — reprimiu os lábios parecendo pensar duas vezes antes de dizer. — Você nos ajuda nessa, nessa, e depois você pode sair da gangue. Pode esquecer o pedido de Kenai, e  seguir. Mas desta vez, Kie, não podemos deixar essa oportunidade passar. Fora que você terá dinheiro o suficiente para reconstruir sua vida onde quiser, ajudar seus pais e, sei lá, qualquer coisa que pretenda fazer.

Aquela proposta era tudo que eu queria escutar por tempos. Eu aceitaria, sim, sem pestanejar se a situação fosse outra.

Se não fosse tão arriscado, com 80% de chances de sermos pegos. Se não fosse justamente um garoto do colégio o filho do dono. 

Se não fossem tantas coisas em jogo.

— Eu não posso. Sério. Isso ultrapassa o meu limite. — sentia a raiva sendo substituída pelo sentimento de insegurança. 

Porra. Eu estava cogitando essa ideia. 

Não Kiera, não vá por aí.

— É a sua chance. A única pra falar a verdade. Do contrário, você ficará nisso até que algo te faça sair. E você sabe do que eu estou falando.

Olhou para mim, dando sua cartada final. Bela cartada.

Eu duvidava que aquilo era algo que Emmett estava gostando de usar ao seu favor. Mas de qualquer forma, ele estava usando, e sabia o efeito que causaria em mim.

Foi então que eu decidi. E falei em alto e bom som aquilo que mudaria absolutamente tudo:

— Eu aceito. Mas, Emmett, você tem que prometer que me deixará ir depois disso.

Assim que terminei de falar senti seus braços em volta do meu corpo, e logo meus pés fora do chão. Emmett me rodava e ria sem parar, comigo fechando a cara por tal atitude. 

Aproximação desnecessária, Miller.

— Me larga! — bati em seus ombros, até que ele me soltou, ainda com o enorme sorriso no rosto. Eu evidentemente não estava da mesma maneira.

— Você fez a escolha certa, gata. Iremos planejar tudo, eu irei falar com os caras e olharemos as coisas em seus míni... — interrompi sua fala, fazendo sinal de pare.

— Antes de pensar em planejar qualquer coisa. Me prometa.

— Eu prometo, Kie. — riu. — Não teria porquê te enganar. Assim que estivermos com todo o dinheiro em mãos você estará livre.

Me enchi de esperança ouvindo aquilo.

— Ótimo. E a propósito, eu não serei amiga do Bieber, muito menos próxima a ele. Ok?

— Tudo bem. Só consiga as informações. 

Concordei pensando que aquilo seria difícil, mas que valeria muito a pena no fim.

— Psiu. — olhei para Emmett, que logo prosseguiu com a fala. — Espero que não se esqueça de mim quando realmente sair.

Passou a mão pesada por meu braço direito, virando um pouco a cabeça, olhando a cicatriz que eu tinha um pouco acima do cotovelo.

Continuei a observar suas ações com cautela.

Emmett não era confiável – ninguém era. Então eu sempre tinha um pé atrás com tudo.

— Eu, com certeza, me esquecerei na primeira oportunidade. — respondi olhando com humor para ele, que retribuiu o olhar.

— Eu não. Se decidir mesmo se desligar de tudo, ninguém conseguirá te substituir na gangue,  nas festas, muito menos na cama. — deu um sorriso de lado.

É claro que ele estaria pensando na foda.

— Você arruma outra. — mandei um beijo no ar. — Eu vou indo. Marca uma reunião com Diego e Matteo pra olharmos isso.

— Pode deixar.

Olhei para Emmett, logo dizendo algo que nunca havia sido direcionado a ele antes:

— Obrigada. De verdade. 

— Eu não estou fazendo nada, Kiera. — coçou a nuca. — Gostaria que você pudesse ter saído antes disso, já que sempre foi seu desejo.

Ele não gostaria, não mesmo. Enquanto eu estive na gangue ele teve parcial controle sobre minhas ações.

Emmett usava o argumento de que se eu desse um passo em falso, isso complicaria a coisa toda. Eu obviamente não cumpria tudo, fazia algumas coisas que queria e pronto.

Nisso ele estava mentindo descaradamente. Eu sabia que estava remoendo muito essa decisão. Mas não tinha outra opção, eu era a sua única ponte até a Center Bieber’s.

— Tchau. — disse.

Então Emmett puxou-me pela cintura, me dando um beijo profundo e rápido, logo me deixando ir.

 

Andando pelas ruas, ali, naquele momento, tive vontade de chorar. Mas não de raiva ou tristeza. Tive vontade de chorar por um sentimento estranhamente bom. Era quase conhecido, mas não usual.

Era quase como se eu pudesse tirar as toneladas que carregava nas costas. Era quase como apagar todos os erros. Era quase como deixar todos os segredos para trás.

Era quase como poder correr sem se preocupar em ser alcançada por seus medos.

Era tudo quase. 

 

POV Justin

 

Eu conversava animadamente com Lorena, enquanto a observava rir de uma história que acabara de contar de quando era criança.

A história era repetida, mas eu sempre fingia não me lembrar para que a garota a minha frente pudesse contá-la e me contagiar com sua risada.

Ela era adorável.

Vi sua expressão animada mudar em segundos, e a de desgosto tomar lugar. Não entendi até perceber que era algo atrás de mim que a fizera ficar assim. Seu olhar denunciava isso.

Virei o rosto encontrando Kiera me olhando encostada em seu armário. E ao contrário do que pensei, ela não tentou disfarçar ou desviar o olhar. Continuou me encarando. 

Voltei meus olhos para Lorena quando ela começou a falar:

— O que ela tanto olha? 

— Eu não sei. — mordi o canto da boca, me sentindo incomodado com a situação.

— Acho que vai descobrir agora. 

A garota loira maneou a cabeça e assim que me virei para trás novamente, Kiera andava em minha direção.

Sua autoconfiança era perceptível até no modo como andava e ignorava todos os olhares em sua direção. 

Quando ela se aproximou senti Lorena ficar ao meu lado e, vi pelo canto de olho a mesma fechar mais ainda a cara. A garota de longos cabelos castanhos em minha frente arqueou as sobrancelhas com tal atitude, e mediu Lorena de cima a baixo.

A tensão ali era quase palpável. 

Kiera foi a primeira a falar, depois de deixar claro em seu rosto o desdém pela presença de Lorena.

— Queria conversar com você. — foi direta.

Hm, ok. O que ela queria depois do nosso último encontro? Creio que ela se lembrava muito bem de como foi grossa e prepotente, quando tudo que eu queria era ajudar.

— Oi para você também. — ela prendeu o riso, dando de ombros. — Sobre?

— É particular, Justin.

Kiera olhou para Lorena que, até então, estava quieta só observando. Direcionei meu olhar à ela também, que assentiu entendendo tudo. Me deu um beijo na bochecha, sussurrando que depois nos veríamos, e saiu dali.

— Vá em frente.

— Tive assuntos pessoais e por isso não apareci ontem, então não te procurei. Queria saber se vai ou não continuar me ajudando.

Aquilo não parecia um pedido, e talvez realmente não fosse um. Apesar de que cairia bem depois de tudo que me disse.

— É óbvio que sim, — um sorriso de vitória começou a se formar em seu rosto, mas eu continuei a fala cortando ele. — eu ajudaria se você fosse mais educada, grata e humilde. Mas como esse não é o caso, procure outro.

Kiera abriu a boca por algumas vezes mas nada saiu dela. Então eu continuei:

— Tire a ilusão de que só porque eu te trato bem eu sou idiota ou bobo. Te auxiliar era algo que me ajudaria a ter mais chances em uma vaga na universidade. Consegue compreender isso? Como eu lhe disse, foi algo imposto a mim e nós dois sairíamos perdendo caso eu não te ajudasse. — coloquei as mãos no bolso da calça, mantendo a expressão tranquila. — Mas está tudo bem, eu darei um jeito nisso. E espero que você também dê, mas lembre-se da educação, gratidão e humildade. É importante. 

Me despedi com um aceno de cabeça e fui andando em direção à minha sala.

Ela precisava parar de achar que estava por cima, que era o centro de tudo. E mais do que isso: precisava parar de achar que eu era tão idiota quanto ela julgava.

Eu era gentil e educado, era diferente de ser um mané. Fui ensinado a tratar bem as pessoas sem olhar quem fosse. Além disso, era, também, uma maneira de tirar a má impressão que tinham de mim por meus pais terem tanto dinheiro.

Já caminhando pelo corredor, senti uma mão puxar meu braço e me virar. Eu sabia que era ela. Quem mais seria?

— Eu não vou te dizer que serei a fofura e gentileza em pessoa, nem que terei um humor excelente sempre. Eu não sou assim. Mas serei o mais educada possível com você. 

— Por que isso agora? — olhei curioso para ela.

— Porque eu não tenho mais ninguém que possa pedir! A maioria aqui me odeia ou tem medo de chegar perto da” ex-aluna-exemplo” que virou a “rebelde sem causa”. E eu preciso passar.

Convincente, mas não totalmente. Estava quase lá. 

— Você me disse que não fazia diferença repetir de ano. 

Eu me lembrava das coisas. Tinha uma ótima memória.

— Agora eu tenho outros planos para o meu futuro. Quero alcançá-los.

Eu não esperava escutar isso dela. Ela parecia um tanto despreocupada quanto ao futuro. Parecia o tipo de garota que vivia o hoje e pronto. Era o que eu tinha escutado, pelo menos.

— E por que eu deveria te ajudar nisso?

Kiera respirou fundo fitando seus pés, depois de alguns instantes levantou o rosto, mas não focou em mim enquanto falava:

— Eu preciso de ajuda para fazer isso. Eu preciso fazer isso, e só você pode me ajudar.

Eu sentia algo por trás daquelas palavras. E mais que isso: sentia algo por trás de seu olhar distante.

Não sei o porquê, mas decidi que daria a ela uma outra chance. 

Eu não via outra decisão a ser tomada, outra resposta a ser dada ou outro caminho a ser seguido.

Eu a ajudaria mesmo no escuro. 


Notas Finais


Gente, eu imaginei a Lorena como a Mary Elle Fanning, e sim, ela irá aparecer mais vezes na história.
Abordando um pouco o assunto, desculpem, mas eu não posso e nem irei falar mais (detalhes) ou explicar os personagens. Por que? Porque a história é baseada justamente nos segredos e mistérios dos personagens (Through Secrets = Através de Segredos). Se eu lhes contasse, qual seria a graça?
Sendo assim, tenham paciência comigo e com a história. Peço também, que confiem em mim e que curtam tudo mais o mais intensamente possível.
Bom, é isso, um beijo.
Até!


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