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História Through the days - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oii,

Obrigada a todas as pessoas que favoritaram e comentaram, foram super fofos e sinceramente é muito animador continuar escrevendo assim. Obrigada mesmo!

Esses dois primeiros caps estão sendo curtos, mas os próximos provavelmente serão em torno de 3 a 4k de palavra, essa é uma história um pouco complicada e eu vou ter que abordar outros lados além dos personagens principais. Eu sinto muito se for incômodo, vou fazer o máximo para que os capítulos não fiquem monstruosamentes grandes.

Essa fic tem playlist(s) e eu vou explicar como elas vão funcionar nas notas finais. Sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 2 - Get in my car and we'll drive around...


We'll make believe we are free

Already proved we can tough it out

And we get along so sweetly

 

Doyoung acorda com os gritos de Gongmyung e Yuta.

Ele tentou ignorar, claro, o sol sequer tinha aparecido, mesmo que já devesse passar das seis horas se os dois patetas já estavam acordados.

Gongmyung gritava para Yuta calar a boca enquanto o mesmo gritava de volta alguns versos de uma música qualquer.

Assim que seus pés nus encontram o piso frio do quarto, sem falar nada, fechou os olhos e se desligou do caos ao seu redor.

Não era um ritual nem nada do tipo, mas como desde do começo de sua adolescência sofria com ataques de Ansiedade, ele tirava pelo menos alguns minutos antes de levantar totalmente da cama para colocar sua mente no lugar.

Tanto seu irmão quanto Yuta, mesmo que o último fosse a menos tempo, sabiam que não deviam atrapalhar então em poucos segundos o quarto estava vazio. Era bom assim.

Puxando os joelhos até estarem na altura de seu peito, o Kim puxou todo o ar de seu pulmão, deixando ele sair devagar logo depois.

Enquanto continuava, piscou os olhos algumas vezes, deixando a nuvem de sono se esvair naturalmente. Repetiu o processo uma última vez e finalmente voltou suas pernas ao chão.

Conforme levantava, pisando em cima da mochila de Yuta, começou a prestar atenção a sua volta.

Seu pôster da Cindy Lauper estava meio descolado da parede e seus mangás tinham escorregado da prateleira improvisada que seu irmão tinha feito na última primavera. Além disso, sua mesa tinha um monte de bolinhas de papel crepom, o chão tão colorido que parecia ter sido enfeitado com confetes.

Sinceramente, era a última vez que convidava Yuta para dormir na sua casa.

Chutou algumas outras coisas que estavam em seu caminho até chegar na toalha, pendurada em um suporte de Charlie e Lola que estava ali desde seus dez anos, dessa vez muito bem atento aos gritos que vinham da cozinha.

...

Antes de entrar na cozinha conferiu o relógio que ficava a cima da porta (uma coisa horrorosa com vários gansos que pareciam ter acabado de sair de um filme de Terror) e considerou duas vezes antes de realmente entrar no local.

Infelizmente, antes que Doyoung conseguisse colocar seu plano de abandonar Yuta a própria sorte e meter o pé em prática, a porta abriu e Gongmyung apareceu ostentando um sorriso maníaco junto com um prato de panquecas queimadas.

- Seu amigo não cala a boca nunca?

- Raramente – Com o peso da derrota nas costas, o Kim mais novo passou pelo irmão, finalmente entrando na cozinha e encontrando o amigo em um dos aventais ridículos que seu irmão mais velho colecionava. Revirou os olhos quando o cheiro estranho alcançou seus sentidos – Seus ovos estão queimando, Yuta.

Ele não sabia exatamente se o grunhido de irritação saiu do japonês ou de Gongmyung, já que ambos pareciam igualmente estressados, mas ignorou a favor de sair a procura de alguma coisa que não o fizesse ter uma infecção alimentar mais tarde.

- Em algum momento eu pedi pra você fazer alguma coisa? – Gongmyung, ás vezes, gostava de fingir que estava bravo com Yuta, apesar de todo mundo saber que isso era impossível, o próprio Doyoung comprovava. Talvez fosse seu charme.

- Eu queria te ajudar, hyung!

Enquanto desfrutava de um café forte demais e algumas panquecas que tinham gosto de carvão (sua busca de comida de verdade também tinha falhado), o Kim mandou uma mensagem para Jeno, perguntando se ele iria querer carona.

A resposta chegou em algum momento entre os choramingos de Yuta e outro ovo queimado.

Por favor, hyung

...

Quando tinha dez anos e ainda chorava todas as vezes que seus pais iam viajar por “tempo indeterminado” um caminhão de mudança parou na esquina da sua casa.

De lá, um garoto dois anos mais novo saiu.

Na época, Jeno era mais baixo que o normal para crianças de sua idade, tinha um adorável eye-smile e vivia andando atrás de Doyoung.

O garoto ainda lembrava a mesma criança de alguns anos atrás, tirando os centímetros a mais que tinha ganhado. E apesar de ter crescido em maturidade, ainda tinha o mesmo sorriso infantil e os mesmos olhos inocentes.

Como Yuta se encontrava roncando no banco de trás, o Lee entrou com movimentos leves dentro do carro, o sono fazendo suas feições ficarem ainda menos maduras.

- Precisa parar de deixar Jaemin te arrastar pra tudo quanto é lado, Jen.

O outro murmurou um “foi YangYang, dessa vez” e deixou sua cabeça escorregar pelo vidro da janela do carro.

O caminho até a casa de Jungwoo é quieto, Yuta e Jeno dormindo enquanto Doyoung canta Spark no tom mais baixo possível.

Assim que virou a esquina em direção a casa do Kim, avistou o mesmo sentado nas escadas sem qualquer casaco, mesmo com a brisa fria que soprava e bagunçava seu cabelo.

Antes mesmo de parar propriamente o carro, o outro já tinha entrado na parte de trás, com pressa e força, chegando a acordar Yuta no processo.

Doyoung conseguia ver pelo rosto do Kim que ele não estava bem, mas não precisou comentar nada pois assim que o Japonês passou os braços por seu corpo, alegando estar “exigindo” um abraço em troca de seu sono perdido, Jungwoo já parecia outra pessoa.

Por agora, Doyoung deixou de lado suas preocupações e virou a esquina, tomando o caminho da escola de Jeno.

...

Se alguém tivesse avisado ao Doyoung do primeiro ano que o clube de Jornalismo, na verdade, só tinha gente folgada ele provavelmente teria se juntado ao clube de Astronomia com Jungwoo.

Só que como ninguém tinha lhe feito esse favor, nesse exato momento, no primeiro dia do seu Terceiro Ano, Doyoung se encontrava correndo pelos corredores da Neo High enquanto tentava chegar na secretaria antes de seu tempo acabar.

O que acontecia era o seguinte, todos os clubes antes de entrarem de férias deveriam levar uma espécie de documento comunicando as atividades dos participantes. Bem simples.

O negócio era que Taeil, o antigo presidente do clube (e alguém que se dizia amigo de Doyoung), esqueceu desse pequeno detalhe e a nova presidente, Irene, estava ocupada com a organização, então o que aconteceu?

Sobrou tudo para o coitado do Secretário geral.

Caso não tenha ficado claro, o coitado do Secretário Geral era Doyoung.

O maior problema de tudo na verdade, era o fato de que quando foi pintar o cabelo resolveu bancar o diferentão e ao invés de cortar e hidratar como todo mundo, decidiu simplesmente pagar e sair com um cabelo mais longo do que o necessário e todo emaranhado. Resultando em uma franja chata que volta e meia caia sobre seus olhos, atrapalhando sua visão.

Claro que em algum momento isso traria um problema e Doyoung diria que a culpa foi do garoto, afinal de contas quem fica parado no meio de um corredor no primeiro dia de aula? Mas em algum momento entre sua correria cega, alguma coisa bateu contra seu corpo, fazendo ele ir pra cima da tal coisa e consequentemente, derruba-la no chão junto consigo.

Escutou os murmúrios ao redor dos dois e sua mente registrou alguém gritando alguma coisa que soou como “long”, mas ele ignorou a favor de tentar checar se tinha quebrado alguma coisa ou machucado a pessoa em que tinha “aterrissado”.

A primeira coisa que passa pela cabeça de Doyoung é que o garoto tem olhos realmente grandes. Como olhos de boneca, talvez.

Mas caso se esforçasse um pouco mais veria que de boneca o garoto a sua frente, não tinha nada.

As linhas do rosto eram sérias e bem másculas, a via do queixo bem definida e afiada, os lábios finos, estando pressionados, lhe davam um ar de irritação que poderia o deixar bem ameaçador, caso necessário.

Na verdade, ele parecia um animal selvagem em um corpo falsamente delicado. Como Wybie, um dos gatos de rua que seu irmão tinha adotado.

Doyoung gostava de Wybie e gostava daquele garoto.

...

Antes que o garoto achasse que estava se aproveitando dele, o Kim se levantou, estendendo sua mão na direção do outro em uma tentativa de se redimir por quase ter lhe (pausa dramática) matado.

- Desculpa, cara. Eu tava com pressa e meu cabelo tá muito longo, então fica caindo no meu olho e...

- Seu cabelo é fofo.

Ok, por essa ele não esperava.

- Ah, é... Obrigado?

O garoto balançou a cabeça e por alguns segundos o Kim achou que ele ia retrucar alguma coisa, mas foi interrompido por Johnny, um garoto do clube de Fotografia que fazia os períodos de Biologia consigo.

- Taeyong! – Ele e um outro garoto, vestido todo de preto e que parecia vagamente familiar, só agora pareciam ter entendido o que tinha acontecido e andavam em volta do outro como duas mães preocupadas – Ai meu pai, isso é sangue?

Nessa hora Doyoung entrou em pânico, se tinha sangue significava que o garoto tinha se machucado feio, mas seu medo sumiu assim que Taeyong se afastou dos dois murmurando alguma coisa do tipo “deixa de ser demente”.

Se contentou em pensar que ele estava melhor do que o próprio Doyoung.

Estava prestes a sair, ainda precisava levar aquela porcaria de papel na secretaria ou Irene usaria sua pele como casaco, quando lembrou que o tal Taeyong ainda não tinha aceitado seu pedido de desculpas, desconsiderando o elogio estranho.

- Eh... Taeyong? – Sua voz assusta o trio, que se vira com tipos variados de reações, Johnny e seu amigo emo fazendo caretas e Taeyong simplesmente parece confuso, como ele sequer lembrasse que ainda estava ali, Doyoung precisa se esforçar para não se sentir ofendido – Posso te pagar um sorvete?

- O quê?

- Eu te derrubei e você podia ter se machucado – Abriu um de seus melhores sorrisos, tirando mais alguns fios rosas da frente de seu olho esquerdo. Era engraçado o jeito que Taeyong acompanhava os movimentos de sua mão – Sem contar que você elogiou meu cabelo, tudo isso definitivamente merece um sorvete. Depois da escola?

Taeyong parece ainda mais confuso, mas como se entendesse que Doyoung realmente não tem tempo, ele concorda.

O rosado sorri, aliviado.

- Certo, me espere na saída!

E então, volta a correr, ignorando a voz do amigo emo de Johnny gritando “você vai continuar correndo? ”.

Doyoung detesta dias nublados, mas hoje o tempo parece especialmente bom. 


Notas Finais


Então, como eu disse no início, essa fic tem duas playlists, uma para o Taeyong e outra para o Doyoung. Como vocês puderam ver, cada capítulo começa com uma música, dependendo de qual ponto de vista vai ser abordado no capítulo, a música vai ser da playlist do Doyoung ou do Taeyong.

Como quem narrou o capítulo de hoje foi o Doyoung, aqui está o link da playlist dele, com a música-título, Fast in my car do Paramore: https://open.spotify.com/playlist/3evotnlctOUR6jwTSLoobA?si=7p99vTi8QJG1j6PRtcv8xw


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