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História Through The Future - Capítulo 4



Notas do Autor


Depois de um ano, eu voltei! Sim, eu sei, demorei demais e peço desculpas! Mas com a ajuda do Asura, eu consegui finalmente sair do hiatus, estou grato a ele pois eu estava pensando em desistir. Boa leitura e agradeço os comentários dos leitores que ainda se mantiveram na espera da actualização desta fic. Abraços!

Capítulo 4 - Início dos Treinamentos (Parte 2) - Ataque de Julius


Fanfic / Fanfiction Through The Future - Capítulo 4 - Início dos Treinamentos (Parte 2) - Ataque de Julius

Ao Norte, era visível uma luz incendiaria. Meu tio permaneceu com uma expressão de horror estampada em sua face, mesclada a fúria que crescia. Parecia no fundo saber quem fora o responsável por tal crueldade.

– Tio Chuck, o que vamos fazer? – Perguntei trêmulo, caminhando para mais próximo, que apenas pousou a mão esquerda em meu ombro destro, impedindo a continuidade de meus passos.

– Você fica aqui, Silver. – Enrijeceu o cenho, apertando o punho direito. Uma pequena veia pulsava próximo a têmpora esquerda.

– Ma-mas tio e se tiver...

– Não me desobedeça, menino! - Me interrompeu. - Trate de ficar aqui. Você ainda não está pronto. – A elevação rígida da voz, me fez assustar mais. Cedi a ordem de meu tutor recuando alguns passos.

– Si-sim senhor...

– Eu não vou demorar. Entre para dentro. – Sir Charles caminhou alguns passos, ao soltar meu ombro e saiu correndo em disparada ao local.

Tudo que pode ver, foi sua silhueta desaparecer no manto das sombras, criado pelas árvores.

Eu no fundo estava assustado. Algo me dizia que tinha relação com as chamas do desastre. Mas não era apenas isso.

Meu tio se comportou, como se soubesse quem era o responsável. Sua expressão, não era nada agradável assim como sua aura intensa que exalava fúria. Não podia desobedece-lo, depois das inúmeras coisas boas que ele fez por mim. Mas uma parte em meu interior, dizia para eu não deixa-lo. Que eu precisava saber e ir ajudar, mesmo que não pudesse fazer muito. Não quero que algo o aconteça.

Ao meu próprio comando, recuei um passo. Mas algo em meu interior, me incentivou inconscientemente a movimentação oposta, fazendo correr na mesma direção aonde meu tio havia saído em disparada. O que eu estava fazendo? Essa era a pergunta que rondava minha mente. Dizem que os maiores heróis, sempre avançavam do nada para salvar alguém.

Não duvidava das grandiosas habilidades do meu tio. Pelo pouco de treinamento que tive, pude perceber sua vasta experiência em combate. Apesar disso, o meu peito estava inquieto. Algo de ruim aconteceria, não restava dúvidas. Independentemente do nível de habilidades e experiência de uma pessoa, nunca devemos deixar de apoia-las e ajuda-las. Ainda mais quando nos acolheram e apoiaram quando mais precisávamos.

Eu não sabia exatamente o trajeto dele, mas conseguia captar algumas vibrações bem estranhas, deixadas no ambiente escuro.

Aos poucos pude visualizar, um brilho de cor laranja mesclada ao vermelho. O cheiro de queimado, poluiu o ar e invadiu minha respiração, causando-me algumas tosses. Vi as cinzas cintilarem com a brisa a medida em que me aproximava. A fragrância tóxica ficava mais forte também. Para não inalar mais aquele horrível odor, levei ambas as mãos a frente da boca e o focinho.

Dentro da luz incandescente, pude ver duas silhuetas. Uma de um homem grande e gordo, sentado em sua pequena nave e a outra era de um ouriço bastante familiar. Me ocultei em uma das árvores próximas, observando o embate. Olhando mais de perto, vi o meu tio encarar o estranho homem, que esboçava um sorriso maldoso, com os seus olhos tão sombrios, pela eclescera negra e as pupilas vermelhas. O seu braço direito era todo mecanizado, enquanto o oposto era composto de pele normalmente. Suas largas ombreiras, prendiam uma capa laranja que esvoaçava com o vento. Sua roupa superior era uma vestimenta vermelha, com o detalhe de três linhas laranjas ligadas a um círculo da mesma cor. A parte de baixo, era coberta por uma grande calça preta, misturada com o cinza. Suas botas eram marrons com as pontas amareladas. A cabeça de ponta suavemente curvada, com alguns fios de cabelo pelas laterais, na área mais abaixo, lhe dava um aspecto mais assustador.

Novamente senti vibrações estranhas, mas desta vez emanarem dele. Sua aura era tão sombria, quanto a mais profunda escuridão, exalando uma terrível sensação de maldade, vilania em sua fase mais nítida, frieza e impiedade, junto da ganância desenfreada por poder e soberania incontroláveis. Não sentia nenhum coração ou vestígio de bondade em seu ser. Aquilo me apavorava. Como era possível ter alguém assim? Que é capaz de fazer o que tiver o que for necessário para se ter o que deseja? Ele era a definição perfeita disso. Movi todo o meu olhar pelo campo, olhando o corpo de alguns mobianos caídos no chão. Poucos estavam inconscientes e os outros, estavam mortos. Nunca pensei que poderia experimentar tal horror me invadir. Encolhi ainda mais, sentindo minhas lágrimas próximas de caírem, não desviando a atenção daquela luta.

– Que crueldade... – Pobres mobianos... – Pensei para mim mesmo. – Não posso ficar parado. Tenho de fazer alguma coisa e ajudar o tio e estes mobianos. – Me enchi com alguma coragem.

– Julian, seu maldito... Como pode fazer uma coisa dessas? – Gritou Chuck.

– Sacrifícios são necessários para se ter o poder, Sir Charles. – Respondeu com a maior naturalidade do mundo, não sentindo nenhuma culpa pelos seus atos.

– Os meios não justificam os fins! Temos crianças e idosos no meio disso! Inúmeras vidas se perderam e estão sendo transformadas em marionetes por você! Até onde planeja ir, seu demônio!?

– Deixe ver... – Fitou o veterano dos guerreiros da liberdade, com um semblante de desdém. – Até onde for necessário para que eu tenha tudo. Nem que para isso, eu tenha de morrer e voltar a vida! – Forçou ao máximo suas cordas vocais, deixando a saliva escorrer pelas laterais da boca e os olhos carregados de ambições.

Meu mestre apenas se enfureceu mais, não contendo a fluidez de sua aura esmeralda. O vi apertar seus punhos e as vibrações de alta frequência de sua aura, intensificarem o fluxo caótico, dando uma tonalidade e um brilho mais vivo. Todos os tipos de pensamentos, rodeavam a cabeça do ouriço mais velho. As veias em suas têmporas pulsavam ainda mais.

– E se dúvida de mim, isso lhe dará a certeza que precisa!

Um ressoar ensurdecedor se fez presente no ambiente, com a chegada de uma nave de guerra. Algumas portas metálicas se abriram, dando passagem para que alguns soldados caíssem e aterrissassem na frente de Chuck, junto a um grande robô de braços e pernas verdes escuras, tendo três garras nas pontas, simulando suas mãos. A cabeça era pontiaguda, com dois pares de chifres, sendo os inferiores, curvados para baixo e os superiores virados para cima. Em sua face, encontrava uma placa metálica no lugar da boca e do nariz, com uma fenda entre este ponto e a testa, onde se localizava os olhos vermelhos. Sua coloração esverdeada, também era mesclada com o cinza metálico. Ambos os braços e pernas eram ligados, por canos maleáveis.

Meu tio não se intimidou com a grande máquina. Apenas assumiu uma posição de combate, posicionando a perna esquerda atrás e a outra na frente as flexionando. Deixou o braço canhoto flexionado próximo da cintura, fechando o punho e apontando a mão direita aberta, mantendo-a no mesmo alinhamento do ombro. O robô gigante não era uma preocupação para Chuck, mas o que veio junto dele, o enfureceu claramente. Testemunhou a descida de cinco soldados menores, mas eles não eram máquinas puras e sim mobianos robotizados, com partes de armaduras mecanizadas, equipadas com armas de fogo nos braços e propulsores em algumas partes do como costas, pés e cotovelos.

O veterano dos guerreiros da liberdade, arregalou os olhos em descrença, reconhecendo de imediato os cinco soldados. Eles eram um gambá, coyote, lobo, tigre e leopardo. Eram antigos membros, que haviam sido capturados e supostamente mortos. A cólera se apoderou de sua aura mais uma vez, deixando a pressão levemente sufocante.

– Jamais o irei perdoar... – Aquelas palavras ressoaram em minha mente, aumentando o medo que sentia daquele embate. Julian, como se chamava aquele cruel homem, não sairia impune desta vez.

– Meu Deus... O senhor que é sempre tão tranquilo, está realmente muito zangado. – Ironizou, rindo de forma sarcástica.

– Você vai pagar muito caro por isso!

– É o que vamos ver... Ataquem! – Forçou as cordas vocais ao máximo, ao dar o seu comando.

Todos os soldados robôs, caminharam lentamente até onde o meu tutor se encontrava. Os menores avançaram em passos lentos, tentando cerca-lo. Seus olhos estavam vazios completamente vazios, sendo puras marionetes. Ergueram suas armas de fogo, apontando para Charles que desviou em incrível velocidade das cinco projeções, ressurgindo em frente ao leopardo robotizado, o acertando com um potente soco no peito que o lançou a cinco metros de distância, rolando no chão a uma velocidade consideravelmente alta. O que não foi muito efetivo, pois o ex-lutador se ergueu como se nada tivesse acontecido. Sua carapaça de aço estava completamente ilesa, sem vestígios de danos como rachadura ou esmagamento.

O coyote manifestou uma lâmina de energia azulada, por meio de sua arma ligada ao braço, uma espécie de sabre de plasma. Robotnik apenas se deliciava com o evento, assistindo como uma empolgação evidente de quem cria afeto por um grande espetáculo. Sentia prazer em ver companheiros lutarem uns contra os outros. Era uma cena sem dúvidas, muito tristes. Mesmo Chuck lutando bem contra os cinco animais antropomórficos robotizados, ele encontrava mais dificuldade para desviar dos golpes da máquina gigante. Estava completamente trêmulo e perplexo com o que via. Ele hesitava em atacar os seus companheiros e possivelmente feri-los. Se continuasse assim, o ouriço de pelagem clara poderia ficar em desvantagem e eventualmente correr perigo.

É muito estranho, mas pude sentir um vestígio estranho possivelmente de consciência dentro deles. Que ainda lá dentro, estavam lutando contra este horrível controle tecnológico que oprimia suas mentes. A frustração só me engolia cada vez mais, por causa da minha incapacidade.

Tudo que pode fazer era observar. E assim continuaria. O combate foi prosseguindo completamente incerto. Charles havia conseguido atingir os mobianos várias vezes, mas nenhum de seus golpes surtia efeito, fossem físicos ou energéticos. Não dependendo apenas de meios tecnológicos como as armaduras, armas e propulsores, os robotizados eram guerreiros bastante habilidosos. Não tanto quanto o meu tio em um contra um, mas em conjunto conseguiam lhe dar certa dificuldade. E o pior era enfrentar o gigante metálico.

Um pressentimento horrível tomou conta da minha mente, intensificando o medo que sentia. A seguinte cena me fez pensar no pior. Em um breve instante de descuido, o androide titânico de cor verde mesclada ao prateado, atingiu o ombro de Chuck com truculência, abrindo-lhe um ferimento profundo no ombro e rasgando o seu traje alaranjado de treinamento. Vi o líquido carmesim escorrer e escutei o maléfico ditador, rir cruelmente da cena. Os cinco soldados, se posicionaram em torno do ouriço superado, preparados para apontar suas armas. Por pura inocência e medo, meu corpo se impulsionou sem o meu comando em direção ao local em que meu mestre estava caído e próximo ao estado de inconsciência.

– Tio Chuck!!! – Gritei ao máximo desviando o olhar de todos para minha direção.

Os ex lutadores da liberdade, me olhavam com uma expressão vazia, enquanto Robotnik, estava com a dúvida estampada em sua face. Já o meu tio, estava incrédulo por ter ido atrás dele, desobedecendo sua ordem.

– Ora... Um outro ouriço? Não sabia, que o Sir Charles tinha outros parentes vivos. – Cruzou os braços, alargando o seu sorriso maldoso.

– Silver, seu... Eu te pedi pra ficar quieto! - Me repreendeu Chuck nervoso.

– Não podia deixar o senhor lutando sozinho!

Tudo que pode fazer, foi passar rapidamente pelos soldados e ficando à frente de meu tio, tentando apoia-lo. Seu ombro escorria uma grande quantidade de sangue, quase formando uma poça por baixo de sua barriga e peito. O dano era bem agravante. Senti os meus olhos molharem e as lágrimas escorrerem pelas minhas bochechas.

– Tio, por favor aguente firme!! – Disse tentando ergue-lo com cuidado.

– Silver... você precisa fugir... Por favor... Se salve... – Ofegava bastante, enquanto dizia. Mas de forma alguma sairia dali sem ele.

– Eu não vou te deixar aqui!

– Não me desobedeça outra vez!! Vá depressa! 

– Não, não! – Tentei ajudá-lo a se levantar. Mas ele ainda era maior que eu e sangrava bastante. Não poderia carrega-lo de qualquer jeito.

– É uma cena até comovente, mas... Acho que já é o suficiente. Acabem com eles!! – Escutei o som de uma grande batida, percebendo que o ditador havia socado o apoiador de braço.

Me virei rapidamente, para fitar os soldados e o robô maior que se aproximava, prontos para dar o suposto golpe final. Minhas mãos estavam encharcadas e quando as olhei, vi as palmas úmidas de um líquido vermelho.

Meu corpo tremeu e as piores memórias, começaram a vir à tona em minha mente. Lembrei de meus pais adotivos, que morreram com as minhas lágrimas. O sonho com as Chamas do Desastre, inúmeras pessoas mortas. Os piores pensamentos e imaginações, vieram como uma tormenta bruta, levando-me para próximo da loucura.

Apesar da visão culturalmente negativa, o medo é algo interessante. Ele às vezes nos impulsiona as atitudes mais absurdas e opostas, as suas ações impulsivas mais comuns, acordando até mesmo dons latentes. E acho que naquele breve momento de estase, foi o que me ocorreu.

Uma sensação de explosão interna, preencheu o meu espirito de força, percorrendo por cada célula de meu corpo em seus mínimos detalhes, manifestando o fluxo da aura esverdeada vinda da força caótica, ao erguer a cabeça para os céus e gritar. Sua grandiosa pressão, lançou o grupo de soldados para longe, os fazendo caírem a alguns metros de distância e rolarem no chão. O ar se abalou, chocando átomos divergentes e trazendo um ressoar com a elevação de meu poder. Ao abrir os olhos inteiramente esverdeados, levantei com calma, mantendo meu olhar fixo no pequeno grupo de malfeitores, que agora experimentariam minha ira, principalmente o homem, Julian Robotnik, responsável por tantas maldades e catástrofes.

A energia elevada como um pilar de luminescência verde, moldou-se na forma de um grande dragão esmeralda, com dois longos bigodes e olhos avermelhados. E por seu corpo longo semelhante à de uma serpente, era rapidamente decifrado como um dragão do tipo oriental. Robotnik se assustou com a presença da enorme fera, que se abaixou lentamente até ficar próximo de mim, os fitando com o olhar mergulhado em fúria, simbolizando nossa ligação psíquica. Meu professor estava caído atrás de mim, olhando surpreso pela manifestação da habilidade, ignorando por completo o seu ferimento.

– Eu não acredito... Psicogênese? Desde quando, ele aprendeu esta técnica? – Perguntou a si mesmo, completamente surpreso com a habilidade manifestada. – Este garoto...  

O ditador ambicioso, olhou assustado e ofegante para a cena. O temor da quebra de seus planos, começou a invadir sua mente, rapidamente ordenando os seus soldados.

– Acabem com estes dois! Destruam-nos, peguem-nos! Não os deixem vivos! – Berrou nervosamente, me fazendo fitar todos os cinco soldados, apontarem suas armas para mim e o androide maior, converter o seu braço para um canhão de três canos, calibrando a energia e preparados para projeta-las.

Novamente berrei, fazendo o grande dragão rugir e lançar uma poderosa rajada psíquica, assim causando um grande abalo semiesférico em todo o ambiente, atingindo os mobianos robotizados e o seu líder, os fazendo gritarem e levarem as mãos à cabeça. Os guerreiros controlados, caíram inconscientes, com exceção do gigante. O cientista lunático ajeitou-se em seu banco, salivando e suando bastante, com a terrível vertigem que sentia. Já meu mestre, olhava com a surpresa tomando conta de sua expressão.

– Ele realmente... Tem muito potencial. Precisará de muito treinamento, para o que virá daqui para frente... – Pensou com um leve sorriso de orgulho estampado em seus lábios.

Agora encarava minhas próprias mãos ainda envoltas por uma aura esverdeada de meus dons psíquicos.

– Estes devem ser os meus dons latentes... – Sussurrei com as pernas bambas, sentindo a exaustão física por liberar uma grande quantia de energia sem ter o mínimo de controle adequável sobre os mesmos. Mas se é para mim cair inconsciência, antes salvarei o tio Chuck que se arriscou para me salvar deste sujeito.

O que me arrastou para fora de meus pensamentos, foi ver uma tropa de vinte e dois robôs me cercarem com suas armas prontas para disparar suas balas. E assim eles fizeram ao comando de Julius, que berrou ao máximo de suas cordas vocais para a execução do ataque. Porém em um ato instintivo de proteção, o dragão psíquico rodeou-me o corpo até formar uma espécie de barreira com capacidade de rebater todos os tiros a laser de volta para os soldados mecânicos.

Eles acabaram se desnorteando com o rebate a ponto de afetar a formação de ataque que haviam programado e sendo atingidos por suas próprias projeções de maneira perfurante, levando alguns S.W.A.T bots a terem a couraça de seus peitos perfuradas pelo meu contra-ataque e assim desencadeando uma explosão que atingiu outros deles e eliminando boa parte da legião. Outros soldados se aproximavam correndo, tentando me eliminar a todo custo. Porém desta vez, manipulei adequadamente minha energia psíquica para que o escudo se dispersasse em vários dragões psíquicos de corpo serpentino, ascendendo em direção aos céus e mergulhando em alta velocidade para abocanhar os lacaios mecânicos de Julius, que explodiram em nuvens de chamas mescladas a fumaças no interior de minhas bestas psíquicas e assim dando um possível fim ao crescimento da tropa robótica.

Julius observou sentado em seu Egg Carrier com um profundo desgosto, os seus robôs e criações caírem um-a-um perante a minha força latente que cada vez mais era liberada contra os mesmos. Os sentimentos negativos como raiva, podem ser ótimos gatilhos para uma força adormecida despertar em cada um de nós. E isso que me dava força neste momento ao lembrar de tantas vidas que foram injustiçadas por este homem.

Com o baixar da poeira, fitei Robotnik com firmeza, canalizando mais de minha força psíquica em ambas as palmas na intenção de ataca-lo. Já o meu tio, observava todo o embate completamente surpreso.

– Ousa me desafiar, sua aberração? – Questionou apertando as bordas de sua nave espacial com as mãos trêmulas, indicando que estava sentindo um pouco de medo em tentar me enfrentar.

– Eu ouso sim! Porque não admito que um monstro como você continue livre por ai, levando o caos para várias vidas inocentes! – A aura psíquica elevou-se sobre todo o meu corpo como uma camada inicialmente fina, porém com sua coloração, brilho e tamanho se tornando cada vez mais nítido com o elevar de minha fúria.

– Marque minhas palavras... Você será um dos primeiros que eu irei eliminar, junto a todos os outros guerreiros da liberdades que ousam se interpor em meu caminho! – Exclamou recuando aos poucos para a nave principal e por fim retomando sua confiança e insanidade para assim liberar um riso tirânico que ecoou por todo o céu em meio ao recuar de suas tropas.

E assim acabou o primeiro combate, com o despertar de meus poderes e conhecendo o nosso principal inimigo. Agora tenho mais motivos para treinar e ficar mais forte. Ao fim deste combate, só pude sentir o cansaço me vencer cada vez mais até cair em um estado de pré consciente no chão com os meus poderes já desativados. Antes de mergulhar na completa escuridão, sentir braços me envolverem com ternura e carregarem-me de volta para a base dos lutadores da liberdade liderados por meu tio. Não sei o que o futuro aguarda, mas acho que enquanto tiver meu tio e meus companheiros, poderei enfrentar qualquer confronto futuro.

– Salvei você... Tio.

– Só descanse, Silver. Só descanse.
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e sinto muito pela espera. Vou tentar não vos fazer esperar tanto! ^^


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