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História Through the Looking Glass - Capítulo 14


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Notas do Autor


Desculpem o atraso. Acabei de começar o ensino médio integral. Uma das maiores mentiras que conto é que consigo me adaptar a mudanças facilmente. Enfim, boa leitura ♡♡

Capítulo 14 - 13 - Perante à fogueira


– Ele quem? 

Hongjoong já havia deixado o amigo nos braços da ave e feito uma adaga surgir em uma de suas mãos quando reconheceu que o dono da voz confusa era Yeosang ao lado de Hyojung, que segurava uma chama azul em nas mãos, e Wayo ao lado deles, mas que logo correu pra si.

– Vocês nos assustaram! – Soojin disse em um tom baixo mas audível. 

– Já resolveram as pontas com a rainha? – o Kim questionou. O sarcedote logo assentiu.

– Mas ainda tem muito o que explicar pra todo mundo! – a fada afirmou com confiança encarando Yeosang com um olhar que era, evidentemente, de dúvida. Mas a ave, entre a gente, piou alto chamando a atenção de todos.

– Olha, desde que entrei na equipe percebi que falta algo, talvez diálogo ou confiança porque todos escondem muitas coisas, que são vitais, uns dos outros. Por mim, já tá na hora de acabarmos com isso. Desculpe pela pressão, mas se somos uma equipe devemos confiar uns nos outros. – a Seo disse furiosa, o que acabou provocando um curto momento de reflexão para todos, até Yeosang aproximar-se da mesma.

– Soojin está certa.

– E o que vamo fazer? Ficar aqui e abrir o jogo? – o Kim, sarcasticamente, sugeriu.

– Por que não? Assim que Hyungwon acordar. – Hyojung disse.

– Pensei que íamos procurar os próximos ingredientes do antídoto! – o caçador contrariou a fada, e a mesa caminhou até o mesmo com um semblante sério.

– Hongjoong, vai ser pior se continuarmos essa missão sem resolver isso o quanto antes. Não é apropriado esconder tanto coisa da própria equipe como fazemos. Viu como foi depois de conversarmos sobre o que aconteceu no outro mundo? – Soojin ajeitou o garoto nas asas enquanto falava com a voz trêmula.

O Kim sentia-se uma lacuna profunda desgastando toda a construção do muro que seria a equipe, e sabia que a ex-parceira sentia-se da mesma forma.

– Em algum momento, não conseguiremos prosseguir isso juntos se não revelarmos o que sabemos. – Yeosang continuou a fala para convencê-lo. – Posso ser o mais recente a entrar na equipe mas tenho coração e consciência pra sentir o clima pesado que criou-se. 

– Podem nos atacar se ficarmos aqui. – o caçador ressaltou nervoso. – E não eram vocês que falavam que íamos prosseguir à qualquer custo pra terminarmos o mais rápido possível?

– Basta uma barreira com um feitiço de invisibilidade e ninguém poderá nos localizar. Vamos lá, Hongjoong. Sacrificamos coisas por toda a vida, sacrificar um pouco de tempo não será mal. – Hyojung tomou a frente e aproximou-se do mesmo. – Você deve ter feito bem pior. Já deve ter sacrificado pessoas para completar uma "caçada".

Embora soubesse que a fada não tinha conhecimento sobre o evento, dizer aquelas palavras o feriram da pior forma possível, levando-o de volta até o outro mundo e visualizar Hwanwoong acorrentado entre as memórias perdidas de sua mente. 

Ele percorreu a distância que o separava da mesma, furioso, com um punho cerrado, mas fora impedido por uma mordida na sua perna, que forçou-o a cair no chão gélido. Gemeu com a dor instantes antes de perceber quem causara isso: Wayo, para que voltasse a realidade antes de atacar Hyojung, que, assim como os outros, estava chocada com o ataque repetino. O animal largou a perna do seu amigo sacudindo a cabeça na tentativa de limpar o sangue em sua boca, e caminhou até ficar à frente da fada, como se fosse seu guarda.

– Hongjoong! – o sacerdote correu até o amigo e observou a ferida. – Calma, eu vou curar isso agora e--

– Não... – o Kim interrompeu-o e levantou-se, cambaleando, só para seguir até uma das paredes da caverna e sentar-se escorando no local, resistindo a dor, deixando o Kang abismado. Sabia que merecia isso como punição pela sua reação explosiva. Ele realmente ia atacar sua própria amiga?


◇♡◇


Era novidade uma coisa para Hyungwon, havia conseguido dormir profundamente sem que o forçassem. Se antes sentia-se que estava perdido, vagando numa tempestade de gelo, agora estava entre confortáveis edredons. Dessa vez sem sonhos para atrapalhae.

Ao abrir os olhos, assustou-se ao ver que estava entre as asas de uma gigante ave. Só não debateu-se pois lembrara quem era.

– Soojin? – chamou sua atenção. 

– Hyungwon, como você está? – ela o colocou, lentamente, no chão, para que pudesse voltar à sua forma humana.

– Acho que sim. – o garoto mal teve tempo de responder e já sentiu seu rosto ser lambido por um Wayo animado, deixando escapar um sorriso.

Ele acariciou o pelo do animal e passeou o seu olhar pela caverna, procurando os outros. Deixou escapar um sorriso ao ver Hyojung e Yeosang conversando entre si, mas não durou muito, apenas até perceber a seriedade que se encontrava entre eles. 

– Gente...? – caminhou até eles devagar com um pouco de medo.

– Wonnie! Você acordou! – a fada disse e foi até o mesmo. – Está melhor?

– Temos assuntos inacabados. – o sacerdote disse após o garoto assentir. 

– Cadê o Hongjoong? – Hyungwon perguntou, e foi respondido pelo olhar de Yeosang até o citado, que estava encostado na parede. 

A primeira coisa que o Chae percebeu foi um tecido envolto da perna do caçador de recompensas manchado de vermelho, e logo passou-se a lembrar dos acontecimentos no palácio.

– O-o que aconteceu?

– Vamos explicar tudo, fica tranquilo. – o de cabelos azulados levantou-se e aproximou-se deles.

Era perceptível a dor em seus lentos passos até o círculo que seus companheiros fizeram. Ele até aceitou a ajuda de Soojin para acomodar-se ao seu lado, Hyungwon não fez diferente, entrou na formação. Não demorou para a fada fazer uma fogueira no centro deles. 

– Uma coisa que sei temos em comum com o outro mundo é que não conseguimos mentir perante à fogueira. – ela disse, mas logo respirou fundo. – Há muitas coisas que escondemos uns dos, então, agora, vamos acabar com isso, logo mais continuaremos nossa jornada pelo antídoto.

O garoto, automaticamente, encolheu os ombros. Isso lembrava fogueiras de acampamentos que apareciam em séries, os quais nunca pôde ir por dois motivos: seus progenitores e sua própria invibilidade, provavelmente o esqueceriam lá e o deixariam vagando tentando voltar até a cidade por conta própria. 

– Eu começo. – a Choi falou e logo endireitou sua postura. – Não tenho uma experiência tão longa sobre a vida fora do templo, mas Hyungwon é algo novo pra mim. – ela o olhou. – Você não é de Monphius, mas tem coisas que aqui parecem fazer parte de sua própria essência, e não são coisas boas.

– O que quer dizer com isso? – o Chae questionou.

– Há uma energia obscura no seu olhar e em volta de seu corpo quando em vários momentos. Como quando está com sua foice. – a menor respondeu. – Você pode não saber, mas quando aquele homem te controlou, você invocou essa arma com uma facilidade extrema, como se ela fizesse parte do seu ser. Uma aura negra emana de seu corpo desde então. 

– Isso é verdade? – Hyungwom, tremendo, perguntou e todos assentiram. – Sabem por que isso aconteceu?

– Temos uma suposição. – Soojin começou a o responder. – Há muito tempo, fui acusada de roubar a espada do atual rei do reino do leste. Não me deixaram explicar o que de fato aconteceu, apenas me declararam culpada, então fugi pro outro mundo para evitar minha execução. Conheci alguns foragidos por lá, até consegui descobrir onde eles, constantemente, se encontravam. Pouco tempo depois de me adaptar, conheci Hongjoong e Hwanwoong.

A mesma pergunta que passava na mente de Hyungwon passava na cabeça de sua amiga de cabelos parcialmente avermelhados. Quem era esse outro rapaz de quem Soojin falara?

– Hwanwoong e eu já éramos caçadores de recompensas, mas recebemos uma missão especial da rainha da capital, Solar, para caçar foragidos no outro mundo. Lá, nós encontramos a Soojin e quase a prendemos, mas ela diss que trocaria informações sobre a localização de mais foragidos caso a deixássemos ir. Hwanwoong ofereceu a oportunidade de, caso ela estivesse falando a verdade, voltar pra Monphius sob a nossa proteção e ter a chance de explicar todo o evento sobre o qual ela foi "culpada". De início, discordei, mas ele me convenceu. – Hongjoong contava enquanto sorria bobo cada vez que falava sobre o parceiro, deixando claro o seu amor pelo mesmo, mas logo voltou a sua face sem expressão. – Então fomos com ela a casa de uma mulher.

– Eu pensava que ela era apenas a líder dos foragidos, mas ela, na verdade, os controlava. – a Seo complementou.

– Ela nos atacou com dois de seus "zumbis" e Hwanwoong acabou preso, mas conseguiu congelar o tempo para que ela e eu fugíssemos. Ele sacrificou-se para que Soojin tivesse a chance de voltar pra casa. – a voz do caçador passou a ficar trêmula. – Por muito tempo eu a culpei por ter perdido Hwanwoong, mas isso só serviu pra um inútil ódio construir uma barreira entre nós dois. Por isso, pedi perdão a Soojin depois de ouvir a conversa de Hyungwon e Yeosang no templo, já que me fizeram lembrar disso e descobrir que foi nesse dia em que o encontrei pela primeira vez. – ele disse, olhando diretamente pro garoto.

– V-você nos ouviu? – o Chae perguntou gaguejando, mas logo percebeu o restante da declaração do amigo. – Perai, explica direito. Como você me encontrou?

– Quando o tempo tava parado, enquanto fugíamos, pude ver um menino no alto da escada que tinha na casa. Só percebi que era você enquanto falava com Yeosang sobre o que ele tinha descoberto invadindo sua mente. 

– Mas isso quer dizer que a mulher que atacou vocês... era minha mãe? – Hyungwon perguntou e acabou por paralisar após seus parceiros assentirem. 

– Você tem mais conexões com Monphius do que pensa, Wonnie. Sua mãe é apenas uma delas. Ela atormentou muito todo o reino de Monphius enquanto esteve aqui, por isso Yiyeon te atacou, ela acha que você fará o mesmo que a mulher que te deu a luz, mas que transformou sua vida em trevas. – Yeonsang prosseguiu. – Praticamente, Yiyeon e eu somos amigos desde que nascemos. O reino já estava em guerra com a Princesa das Trevas, então, constantemente, éramos atacados pelo exército do vazio, foi nesse conflito que meus pais morreram. A vida das crianças era desgastada de uma maneira diferente: nos torturavam enquanto dormíamos, pelos nossos sonhos. Surpreendentemente, não morremos como a maior parte do reino, mas foi num desses sonhos que a prórpia Princesa das Trevas apareceu para Yiyeon, dizendo que ela nunca conseguiria proteger sua casa do poder do vazio, amaldiçoando seu futuro. – ele falava de maneira vazia, como se evitasse deixar seu sofrimento interno transparecer. – Após os ataques se dispersarem, fui adotado por um conde do reino do oeste e passei a treinar magia de cura, isso dificultou minha relação com Yiyeon pois já não podíamos nos encontrar.

– Vocês parecem bem apegados um ao outro hoje em dia... – Hyojung apontou.

– Quando nos tornamos jovens adultos, chegamos a tentar ter um relacionamento sério, mas não durou muito porque reconhecemos que funcionamos melhor como amigos. Voltando, o rei não tinha esposa ou filhos, então escolheu Yiyeon como sua discípula e sucessora do trono pois a sua ambição, sinceridade e lealdade foi o que mais chamou atenção em todo o reino, foi assim que ela desenvolveu seus poderes. Já eu, quando completei vinte anos, passei a cuidar dos templos sagrados de Monphius, então nunca pude ficar parado, mas foi isso que me permitiu voltar a ter contato com Yiyeon. Sabíamos que a Princesa das Trevas estava "sumida" durante um tempo, mas não sabíamos por que. Apenas quando Hongjoong contou os fatos para a rainha Solar.

– Entendi que minha mãe é a tal vadia das trevas, mas já deixei claro que não quero seguir o caminho dela! – Hyungwon levantou-se nervoso. – Isso é demais pra minha cabeça!

– Você, com certeza, já teve leves contatos de Monphius no outro mundo. – Hongjoong disse. 

– É onde Shin Hoseok se encaixa. – o sacertou calou-se, reconheceu que falara demais.

Hyungwon olhou cada um dos seus parceiros, todo de pálido pelas notícias repentinas, até mesmo Wayo, mas que, acima de tudo, ansiavam por respostas. O garoto engoliu em seco e passou a mão pela nuca receoso.

– No outro mundo, como vocês chamam, nós namoramos um tempo, mas eu não sabia que ele era daqui. Provavelmente era tudo armação para descobrir mais coisas sobre minha mãe ou algo assim, mas ele não conseguiu e pulou fora. – ele falou rápido, o que fez com que algumas lágrimas deslizassem pelo seu rosto. – Minha vida toda baseou-se apenas em trabalho escravo pra vadia das trevas e invisibilidade a todos, é claro que não ia se aproximar de mim como uma pessoa normal. – o garoto passou a se questionar em voz alta. 

– Ei ei, calma! Você está à salvo conosco. – Hyojung voou até o mesmo e o abraçou. 

– Não te deixaremos na mão. – Hongjoong, manco, foi até o mesmo e repetiu o afeto por cima da menor.

– Se pensa que te isolaremos depois disso, está enganado. – Yeonsang completou, seguindo a ação dos outros.

– Afinal, somos uma equipe, não é? – Soojin, que virara uma ave, abraçou todos com suas asas. O garoto chorava escandalosamente, mas pôde ouvir uma voz a mais, vinda do lobo do grupo, que aproximava-se deles

– Vai ficar tudo bem...


Notas Finais


Mais uma coisa, eu alterno as postagens de Through the Looking Glass com Lovely, minha historia do Wattpad. Caso tenham curiosidade, aqui meu perfil do watt:

https://www.wattpad.com/user/LBKpoper


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