História Through the Madness - Capítulo 20


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Categorias F(x)
Personagens Amber Liu, Krystal Jung, Luna Parker, Personagens Originais, Sulli Choi, Victoria Song
Tags Amber, Kpop, Krystal Jung, Originais, Suspense, Terror
Visualizações 2
Palavras 2.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Amoressss e seguimos com mais um capítulo bemmm lindinho e feito com carinho haha!

Espero que curtam ele, e vamos ler pra descansar um pouco já que as aulas tão voltando e o semestre já vem matando todo o mundo 😰

•●•●LEIAM AS NOTAS FINAIS! ●•●•

Boa leitura amores!

Capítulo 20 - Night before Dawn



" Whatever reason it may be, you need me

Because I'll become a doll who will fight for you. "



Luna disse que todos os que compraram ingressos para o passeio deveriam se locomover até o shopping central, onde a agência de passeios da qual comparam os bilhetes ficava. Lá dentro, muitas pessoas já estavam sentadas esperando os três guias anunciarem a chamada para o embarque nos três bondes que fariam o passeio pelos cemitérios da zona central da cidade. A classificação do passeio era para maiores de 14 anos, afinal tais histórias poderiam acabar sendo perturbadoras demais para os pequenos. 

Amber achou uma boa escolha a classificação indicativa conforme os bondes se moviam pelos trilhos. Não somente ela, mas todos em seu vagão, sentiam o vento leve soprar normalmente naquela fria noite, mas dentro de cada partícula de oxigênio haviam sussurros e pedidos que eram definitivamente reais e estranhos demais para serem considerados invenções das mentes férteis dos passageiros. Mesmo os guias, os quais já estavam habituados há essa travessia de anos, estavam hesitantes ao contar as históricas e mortais referências de cada um dos cemitérios. 

A noite estava sem nenhuma nuvem no céu, porém o vento continuava a soprar. Parecendo uma ação feita pelos ventiladores da agência de passeio, as rajadas fracas lambiam os corpos dos presentes. Amber estava ao lado de Krystal e Luna e Victoria nos assentos da frente já que havia 3 fileiras dispostas no bonde com assentos em duplas, como qualquer ônibus de transporte. As mãos da médica novata estavam deveras aceleradas, ela sentia um pouco de aflição conforme chegavam perto dos cemitérios e dos túmulos cobertos de branca névoa. 

Ela nunca tivera medo de entrar em um cemitério, como a maioria sente em seu subconsciente. As sinapses nervosas das pessoas liberavam substâncias como a adrenalina e aldesterona enviandos sinais de possível fuga, fazendo com que todos os seres humanos ficassem alerta a qualquer movimentação suspeita. Mesmo após essa aula de fisiologia na faculdade, Amber não sentia a necessidade de ficar alerta em um cemitério, mas quando voltava para sua rotina com os vivos, ela parecia mudar; se tornava uma loba concentrada e focada. 

O primeiro local de destino dos visitantes era a praça a qual as médicas já estiveram naquela tarde. A praça Jackson. De dia sua energia era boa e amigável, calma e relaxante. Porém, quando visitada à noite, aquela sensação de relaxamento desaparecia e se tornava uma sensação estranha de que alguém estava ali parado na frente da praça central esperando para vir conversar com quem se aventurasse nessas horas tardias. 

Todos desceram dos bondes e ficaram em filas para ouvirem os guias. Explicando que ali seria a última parada antes se seguirem de vez para o passeio, os guias estavam um pouco receosos com os passageiros, Amber notou ser a atuação principal dos guias, era ali que os profissionais causavam uma sensação de medo enquanto brincavam e manipulavam o psicológico dos presentes. A famosa psicologia reversa. Medo por medo. Fale com medo e espalhe o medo pore entre as pessoas. Amber estava ao lado de Krystal, esta que estava fazendo o possível para deixar seus cabelos morenos parados conforme o vento batia nas madeixas, deslocando-as. Amber emprestou para a amiga um prendedor de cabelo que, por natureza e hábito, carregava consigo. Sorrindo, Krystal aceitou e todos seguiram para dentro dos bondes sem desistirem do passeio, afinal, todos ali tinham gasto uma quantia de dinheiro que deveria ser aproveitada. 

Amber se sentou dessa vez na janela. Como não havia vidro, e a lona que ocasionalmente protegia a todos da chuva estava recolhida, Amber poe ter uma visão mais clara e nítida de tudo ao seu redor. Passaram a praça e entraram na zona francesa da cidade, ali era onde os maiores cemitérios estavam, entre eles o mais procurado pelos turistas, o cemitério Saint Louis Número 1. Este local era lar eterno da alma da Rainha do Vodu, Marie Laveau, o segundo túmulo mais visitado dos Estados Unidos, perdendo apenas para o de Elvis Presley. 

Quando os bondes pararam para avisar da seguinte descida, a noite havia mudado. Estava calma e quieta. Muita névoa estava por entre os túmulos, dificultado a visão de longa distância de Amber. Ela teria que ficar junto de suas amigas caso quisesse explorar o cemitério mais a fundo e com um boa visão. Luna e Victoria pareciam não ter medo e nem nervosas. Elas estavam lidando muito bem com aquilo e Amber assimilou a calma das amigas com o acidente que aconteceu há alguns anos; após um trauma grande, o cérebro humano fica adaptado à situações parecidas com o que aconteceu, preparando a pessoa para agir conforme a situação sem perder o controle. Krystal estava igualmente calma, mas suas mãos apertadas indicavam frio ou nervosismo. 

- Eu nunca consegui me sentir bem aqui... desdr a infância... tem realmente algo nesse lugar que deixa todo o mundo inqueito ou nervoso. - falou Krystal como se tivesse lido os pensamentos de Amber. 

- Aquelas duas parecem tudo menos nervosas. - Amber apontou para Luna e Victoria a sua frente. As duas estavam olhando vagarosamente para as paredes incrustadas de pedras do portão do cemitério. Se Amber quisesse arriscar, ela diria ter visto um olhar de desatenção e desinteresse nas histórias contadas pelos guias. 

Após contarem brevemente a história do cemitério que os locais costumavam chamar de mau assombrado, os portões rangeram ao abrir suas velhas grades brancas. Com um olhar mais atento, Amber notou os adornos nas colunas de pedra tipicamente franceses. Ao adentrar o cemitério, a grama estava fresca com orvalho e repleta de névoa fraca, Amber achou aquilo fascinante e entendeu o motivo do passeio sempre acontecer, todos os dias da semana. 

Todos passavam pelo meio do labirinto de túmulos no chão e de mausoléus em homenagem aos mortos poderosos. Haviam três túmulos em especial, onde cada dia revesaria com seu grupo antes de sair. Um deles era o mausoléu do barão de Orléans, originalmente francês e primeiro colonizador francês a pisar na América do Norte. O outro era túmulo simples mas que tinha um estátua em tamanho real do seu dono, o famoso músico de jazz Louis Armstrong, onde o grupo de Amber se encontrava. Já o último era o túmulo humilde da Rainha do Vodu. O mais esperado da noite. E, ao lançar um olhar rápido para o grupo que ouvia a história de Marie, Amber notou os presentes lançando olhares assustados para suas costas, como se estivessem checando a presença do fantasma de Marie. 

Amber ouvia curiosa o que a guia contava sobre Louis. Sua influência no estilo do jazz era inegável. Com um dom único, ele dominava o uso do saxofone e incentivava a todos os amantes de música a respeitar as pessoas e seus próprios colegas de profissão. Por um instante Amber notou que seu lado direito estava vazio e frio. Krystal não estava ali. Olhando para onde duas amigas deveriam estar, Amber notou o seu lado esquerdo também vazio. Engolindo em seco, ela se virou procurando pelas amigas com os olhos. Lá estavam elas, as três em frente a um mausoléu. Se aquilo era estranho? Amber mal sabia como andar até as garotas no momento de tão nervosa que estava. Mas conseguiu desprender seus pés do solo molhado e seguiu rapidamente até as médicas. 

- Ah Amber! Não vi você chegar. - Victoria disse colocando uma mão no peito como se tivesse assustada. 

- Você sabe de quem é esse túmulo? - perguntou Luna. Como Amber mexeu a cabeça negativamente, ela seguiu taciturna, com calma. - Esse é uma homenagem à Marcus, o patrono do asilo. Seu túmulo mesmo está lá e você com certeza já o viu, mas acabaram fazendo um mausoléu em sua homenagem aqui depois de alguns relatos dos locais. Eles afirmavam que viam Marcus caminhar pela noite aqui depois de ajudar alguns velhos doentes. 

- Até mesmo aqui lembraram-se dele... ele foi bem importante para Nova Orleans. - Amber disse impressionada. Mesmo com as recentes dúvidas formadas em sua cabeça em relação à conduta do médico, Amber achava ele uma boa pessoa. 

- Nosso grupo está indo para o túmulo de Marie Laveau, vamos lá, você vai gostar dela Amber. - Victoria disse colocando uma mecha de seus cabelos pretos atrás da orelha. 

Dando de ombros, ela seguiu junto de Krystal. Parando perto de um casal de turistas estrangeiros, Amber começou a prestar atenção na história, afinal ela tinha vindo até a cidade para ver Marie Laveau. 

- Como muitos devem se lembrar, Nova Orleans é um estado sulista, ou seja, o sistema escravagista durou muito mais tempo aqui do que no norte, e foi, sem sombra de dúvidas, muito pior e severo. Marie Laveau nasceu em 1794, no bairro francês dessa cidade, filha de um agricultor branco e uma ex escrava negra, Marie viveu uma vida normal. Até se casar em 1919 com um homem, negro e livre, Jacques Paris. Um ano somente após a união de ambos, o marido de Marie faleceu, e até hoje a causa da morte é incerta, mas com certeza, sombria. Marie, após, começou a trabalhar como cabeleireira no seu próprio salão de beleza, para moças brancas e do alto escalão da sociedade; a elite de Nova Orleans. 

Marie era uma mulher devota. Ela eta adepta ao catolicismo e ao voduismo, este vindo de regiões africanas, como o Haiti, quando trouxeram os negros para cá. E, vamos ver, o que vocês sabem sobre o vodu? - a guia lançou a pergunta com um sorriso convidativo no rosto. 

- Os bonequinhos com agulhas. - uma menina adolescente falou. 

Todos ali riram de leve. O som das risadas passou a ecoar no local e, após sumir, o som estranhamente parecia estar nos ouvidos de todos ali, ressoando em eco, como se cada alma daquele bosque estivesse rindo também. 

- Exatamente, o primeiro pensamento que nos vêm à cabeça é o pequeno boneco de pano cheio de agulhas que simboliza uma pessoa real e a faz sentir muitas dores nos locais das agulhas. Mas desmistificando o vodu, ele é uma religião como qualquer uma. Ele, aliás, combina aspectos do catolicismo e de várias regiões tribais da África. O vodu foi uma religião inteiramente nova criada aqui pelos negros escravos. 

Mas voltemos à nossa amiga Marie. Um mulher independente e responsável que foi muito bem sucedida em seu salão. Todos comentavam de como ela era boa em fazer penteados e em predizer o futuro. À ela foram associados alguns poderes sobrenaturais como visões de acontecimentos futuros e de saber o mais escuro e profundo desejo e segredo habitado no coração de cada habitante de Nova Orleans. Mas muitos dizem que isso era na verdade obra da nossa conhecida fofoca. Como dona de um bom salão de beleza, Marie podia usar as informações fofocadas pelas moças como uma justificativa ao seus poderes. 

Independente dos poderes de Marie serem reais ou não, muitas pessoas do país e mundo todo vinham até o túmulo de Marie Laveau, rabiscavam três X segundos enquanto pediam ajuda da Rainha do Vodu. Por muitos anos as pessoas alegaram ter os desejos alcançados e os pedidos relaizados. Hoje em dia a prática é proibida, senhor. - disse a guia rindo lançando um olhar amigável porém restritivo ao senhor turista ajoelhado perto do túmulo. Todos soltaram uma risada fraca. 

- Para terminar, até hoje, no século XXI, depois de quase 4 séculos, muitas pessoas alegam que Marie pode estar enterrada em outros dois túmulos sem identificação, onde também rabiscavam os X para pedir ajuda. Ela faleceu em 16 de junho de 1881, e nos encontramos aqui nesse mesmo dia mas um mês à frente, 4 séculos seguintes. Podem dar uma olhada no túmulo e podem fotografar, mas não usem o flash, ele incomoda os mortos. - a guia liberou a passagem para os visitantes com uma expressão séria. Ela, de fato, não estava mentindo quando disse a última parte. 

Amber e Victoria se aproximaram do túmulo velho. Elas sentiram uma sensação estranha e por coincidência, ambas se viraram para ver quem as havia tocado. Mas somente o vazio foi vislumbrado pelos olhos das médicas. 

- Vamos indo, temos o último túmulo antes de darmos adeus ao nossos mortos. - a guia disse antes de se locomover até o túmulo do barão de Orleans. 

Amber ouvia sem interesse o que a guia contava. Ela tinha a impressão de estar sendo vigiada e, quando foram voltar ao bonde para terminar o passeio, ela viu quem a estava olhando. 

Parado ao lado de uma mulher com xale, o fanstasma de Marcus sorria para Amber. 




Notas Finais


UAU HEIN? adorei escrever esse capítulo porque sou simplesmente fascinada pelo voduismo. É demais como a gente desmistifica algumas ideias que temos moldadas quando passamos a conhecer mais sobre o assunto. Espero que todos tenham gostado do capítulo e, em nenhum momento quis passar a ideia de que menosprezo/acho inferior o vodu.


Vou deixar um link sobre mais curiosidades sobre Nova Orleans e seu misticismo. Espero que curtam! Dêem uma lindinha bem rápida, é bem legal e com a leitura vocês passam a ter uma ideia melhor do que Nova Orleans possui de misterioso uhhhhh 🙃😛



https://catracalivre.com.br/rede/entre-fantasmas-vodu-e-vampiros-nova-orleans-tem-o-titulo-de-cidade-mais-mal-assombrada-do-mundo/




Muito obrigada pelo apoio e pela leitura! Espero estar atendendo às suas expectativas haha!

Até mais, lindes! ♡


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