1. Spirit Fanfics >
  2. Through the Night - Gaahina >
  3. Descoberta

História Through the Night - Gaahina - Capítulo 10


Escrita por: Louiisee

Notas do Autor


Olá minna, voltei <3 Como vcs estão? Espero que bem.

Antes de começar o capitulo, quero agradecer a todo mundo de acompanha a fic e apoia comentando e favoritando mesmo a autora sendo a enrolada que é 🥰 Muito obrigada de verdade galera, o apoio de vocês é o que não me deixa desistir e apesar da demora eu sempre volto.

Somos 460💗

Espero muito que gostem, apesar do ep mais calminhos, temos uma revelação importante no final (que acho que já era esperada por mtos kkk até me perguntaram sobre) e tbm o inicio da missão da Hina e da Tema.
Boa leitura:

Capítulo 10 - Descoberta


Fanfic / Fanfiction Through the Night - Gaahina - Capítulo 10 - Descoberta

Finalmente o final de semana chegou e junto com ele o dia em que Hinata partiria para Iwagakure com sua cunhada, Temari. A garota de olhos perolados estava animada, seria a primeira vez que sairia em missão como uma ninja de Suna, e enquanto arrumava a mochila em seu quarto, desejou que tudo ocorresse bem para que pudesse orgulhar Gaara, e não decepcioná-lo.

Já o ruivo se encontrava no andar de baixo esperando pela chegada da irmã. Ele não queria, mas parecia inevitável se sentir preocupado com a ida de Hinata, sabia que sua esposa era uma ninja forte de um dos clãs mais estimados de Konoha, entretanto, havia adquirido um sentimento de proteção pela garota tão grande, que estava a um passo de largar tudo e ir com ela para garantir que não se machucaria.

Temari chegou minutos depois acompanhada de Kankuro. A loira levava consigo apenas uma mochila e leque, a missão de certa forma seria simples e se bem executada, rápida, não tinha muito com o que se preocupar, mas aparentemente na visão de seu irmão mais novo, ela estava errada. O fato não passou despercebido pelo marionetista que sorriu ladino ao ver o rosto de Gaara com a mesma expressão que ele usava quando algo dava muito errado em Suna, era preocupação pura, sentimento esse que ele não fazia questão de ter quando os três costumavam sair em missões, até porque, antes do exame chunin em Konoha o mais novo não fazia nem ideia de que podia ser atingido, pois sua areia o protegia de absolutamente tudo.

— Preocupado? — perguntou apenas para provocá-lo, e aparentemente funcionou pois os olhos verdes praticamente voaram em sua direção. Conteve um riso. — Isso é algo novo vindo de você, Gaara.

— Ignore-o. — Temari interferiu, sem tempo para brincadeiras. Quando o assunto era missões, a Sabaku gostava de ser séria e concentrada antes mesmo de sair de casa, falhar não era uma de suas opções e a maneira como Kankuro não parecia pensar dessa forma a irritava profundamente desde que eram crianças. — Onde esta  Hinata?

— No andar de cima, junto com o Shinki. 

A ex Hyuuga estava um pouco atrasada para o horário combinado entre as duas, mas vendo o estado do irmão mais novo preferiu não falar nada para não fomentar uma discussão. Logo a azulada foi vista no topo da escada trazendo uma mochila em uma mão e Shinki na outra, o garotinho sorriu abertamente assim que viu os irmãos da areia, especificamente Kankuro que ele não via há algum tempo e por quem parecia nutrir uma certa admiração.

— Desculpe o atraso, estava ajudando o Shinki a se vestir.

— De qualquer forma, nossa missão só começa quando chegarmos em Iwa, então estamos dentro do prazo. — Temari tratou de tranquilizá-la quando soube o motivo do atraso, realmente não devia ser fácil administrar o tempo junto a uma criança pequena. Imaginou se quando tivesse uma família, iria continuar saindo em missões como Hinata ou daria preferência para ficar em casa, provavelmente a primeira opção, entendia a cunhada, ser um ninja é tudo que eles conheciam, devia ser difícil abrir mão dessa realidade, apesar do conforto que a outra trazia. — Vamos?

— Hai. — a perolada sorriu, se abaixando na frente de Shinki aproveitando para bagunçar os fios castanhos do garoto. — Se comporte enquanto eu estiver fora, ok? E não se esqueça de comer, e vestir um casaco à noite porque fica frio, e não vá dormir muito tarde. — o abraçou. — Vou voltar o mais rápido possível.

Ao assistir a cena, os irmão se entreolharam como se compartilhassem o mesmo pensamento. Gaara conteve um suspiro, precisava achar os pais daquela criança antes que Hinata se apegasse demais, entretanto, parecia que ele já estava atrasado nesse quesito. Seria uma despedida difícil até para ele.

— Não se preocupe, Hinata — Kankuro interferiu. — eu vou ajudar meu irmãozinho a cuidar do Shinki, afinal ele não leva o menor jeito com crianças.

O ruivo revirou os olhos tirando um riso da perolada.

— Obrigada, Kankuro-kun.

O moreno se virou para Shinki em seguida.

— Preciso fazer umas reformas na minha marionete, você quer ajudar?

— Legal! — ele deu um pulinho, se animando.

Aproveitando a deixa, Hinata terminou de se despedir do pequeno o deixando com Kankuro na casa, pois Gaara fazia questão de acompanhá-las até os portões de Suna.

Os três caminharam em silêncio pelas ruas de terra batida, mas não de forma desconfortável, só parecia natural para o grupo sentir o momento, em vez de puxar um assunto qualquer. Pelo canto do olho, o Kazekage observava sua esposa que parecia admirar as paisagens da vila, ele sabia que ela ainda não conhecia tudo, e uma leve culpa por ter que ficar mais tempo no trabalho do que com a garota que era casado, o atingiu em cheio.

Ser o líder de Sunagakure era sua vida desde os quatorze anos e nunca teve problemas com a agenda lotada de compromissos que o impediam de ter tempo livre para sua família ou então para fazer algo que gostasse, seu cargo sempre foi sua prioridade, a vila vinha em primeiro lugar... isso até a chegada de Hinata, pois agora ele se via constantemente dominado por sentimentos egoístas que o faziam querer levantar da cadeira, jogar tudo pro alto e voltar para casa só para estar com ela, mesmo sabendo que algo do tipo seria muita irresponsabilidade de sua parte. E a cada dia que passava, resistir se tornava um pouco mais difícil.

A cada passo que dava, Hinata sentia mais olhares pra cima de si, primeiro foi o de seu marido, o qual ela gostou, mas assim que começaram a se aproximar mais do centro da cidade, os olhares dos moradores começaram a surgir, deixando-a inquieta. Por instinto, se aproximou de Gaara da mesma forma que costumava fazer com Kiba e Neji quando se sentia desconfortável, praticamente se escondendo atrás deles. Andar no meio dos dois irmãos Sabaku não a ajudava a passar despercebido, suspirou, quando seria aceita pelo povo de Suna? Esperava ansiosamente pelo dia que iria poder andar sem ser julgada ou virar o centro das atenções.

Parecendo perceber seu desconforto, o ruivo buscou por sua mão esquerda, entrelaçando seus dedos e passando a caminhar assim, de mãos dadas.

— Gaara... — murmurou baixinho, sentindo suas bochechas queimarem, os olhares aumentaram gradualmente e agora podia ver algumas pessoas apontando em sua direção, também teve a impressão de ouvir Temari rir da situação, mas seus olhos não sairiam do chão para averiguar.

— Deixe que eles vejam — a resposta direta a pegou de surpresa, fazendo-a levantar a cabeça em sua direção, encontrando os olhos esverdeados bem próximos aos seus. O rosto do jinchuuriki foi até seu ouvido, onde ele terminou sua frase baixinho para que só ela ouvisse: — quero que todo mundo saiba que você é minha. 

Hinata quase tropeçou nos próprios pés porque suas pernas ficaram bambas por alguns segundos. Ela mal estava acostumada com falas mais íntimas e tamanha proximidade no privado, ouvi-lo sussurrar em seu ouvido de uma maneira não convencional no meio da rua era demais para aguentar sem ficar completamente vermelha e um tanto desnorteada.

— Gaara, não importune a Hinata desse jeito no meio da rua. — Temari alertou o mais novo fazendo-o esboçar um sorriso lateral como se nada tivesse acontecido. A loira negou com a cabeça, fingindo decepção, mas no fundo estava muito satisfeita pelos dois estarem se dando bem, a kunoichi de Konoha foi sem dúvidas a melhor decisão que o conselho de Suna já tomou, ela fazia seu irmão feliz de uma forma que nunca havia visto antes. — Mas ele esta certo em uma coisa — agora ela falava olhando para a cunhada. — deixe que eles saibam qual é a sua posição aqui na vila, esta mais do que na hora deles conhecerem a primeira dama.

A morena sorriu para a loira e balançou a cabeça em um pequeno aceno voltando a caminhar ao lado do marido, só que dessa vez mais confiante. Em seu íntimo, Hinata pensava como tinha sorte em pertencer àquela família, eles faziam bem para ela, principalmente Gaara. Podia dizer que há cada dia se apaixonava um pouquinho mais pelo homem com que era casada, e só esperava que ele, ao menos um pouco, sentisse o mesmo.

Assim que chegaram a uma certa distância do portão da vila, Temari tomou distância do casal, indicando que daria privacidade para eles se despedirem, aproveitando que de onde se encontravam os guardas não conseguiam vê-los. Após ficarem sozinhos, o ruivo tomou a frente parecendo procurar algo no bolso do casaco vermelho que costumava usar quando estava sem o manto tradicional, Hinata sentiu seus olhos marejarem quando viu que se tratava de uma bandana de Sunagakure.

— É simbólico, para caso precise de uma identificação, mas não precisa aceitar se não quis-  — a pérola não esperou que ele terminasse de falar, em vez disso se jogou em seu pescoço, o abraçando forte. Sabia que aquele presente ia muito além de uma identificação, era o símbolo de seu novo lar, como se dissesse "você faz parte da Areia agora", e para ela significava muito e apesar de não usar mais uma tag em sua roupa, iria guardar com muito carinho.

Tinham conversado na noite passada sobre a missão, mas o fato dele guardar o presente para a despedida tornou-o ainda mais perfeito.

— Obrigada, Gaara-kun. — se separou antes que ele pudesse retribuir o abraço e pegou o objeto com as duas mãos, juntando-o próximo do peito depois de admirar por alguns segundos. — Vou me esforçar para que tudo ocorra bem e a missão seja um sucesso.

— Só não faça nada imprudente. — Hinata riu baixo, confirmando com a cabeça. — E se precisar de mim, não hesite em me chamar, irei o mais rápido possível.

— Agradeço a oferta Kazekage-sama, mas não vou precisar. — piscou, tirando um sorriso do rosto normalmente sério do Sabaku. Sem conseguir se conter, puxou-o pela gola da roupa deixando um beijo rápido em seus lábios, sem querer fazer Temari esperar por muito mais tempo. — Volto em alguns dias, cuide bem do Shinki.

E então ela se afastou quase correndo, se virando para trás apenas para acenar, tendo tempo de ouvi-lo dizer "eu vou" antes de sumir de sua vista. 

-...-

A pior parte da missão para Hinata definitivamente era atravessar o deserto, o sol escaldante e a areia derrapando embaixo de seus pés não parecia ter fim, deixando-a mais cansada do que o normal. Temari, por outro lado, parecia saber como pisar, se movimentando de uma forma até graciosa para evitar escorregar nos grãos finíssimos que não se juntavam de forma alguma para dar mais estabilidade a corrida, e o tempo quente não parecia afetá-la tanto quanto a ex Hyuuga que precisava fazer algumas pausas para beber água.

— Gomen, Temari-chan, estou nos atrasando novamente. — tirando o cantil da mochila, Hinata aproveitou para se desculpar com uma leve mesura antes de levar o objeto a boba e beber o máximo que conseguia de uma vez só.

— Não se preocupe, Hinata. Eu estou acostumada a atravessar o deserto desde pequena, mas isso é novo pra você, não é?

— Hai. — confirmou, ativando o Byakugan para inspecionar o caminho. Respirou aliviada quando percebeu que faltava pouco para chegar à parte florestal de Amegakure, vila que faz fronteira com Iwa. — Faltam pouco mais de cinco quilômetros para chegarmos a Ame.

— Podemos fazer uma pausa por lá antes de seguir, ouvi dizer que Ame tem boas fontes termais. — Temari colocou uma das mãos na cintura, se virando para a cunhada que sorriu de volta, parecendo animada com a possibilidade de um banho. Normalmente a Sabaku não faria tal convite, ela nunca foi muito desse tipo de garota que gosta de banhos coletivos, mas a perolada trazia uma sensação de conforto que não conseguia explicar, deixando-a confortável para sugerir tal coisa.

— É uma ótima ideia, Temari-chan. — se espreguiçando, ambas voltaram a correr em direção a Amegakure.

-...-

Em seus escritórios, Gaara olhava para os papéis em sua mesa com pouca animação, sem conseguir se concentrar em seu trabalho. Acabou passando praticamente o dia todo assim, perdido em pensamentos que sempre o levavam a esposa, ele queria saber como ela estava, se tinha chegado em Iwa e se tinha dado início a missão que, apesar de não ter uma classificação muito alta, poderia se tornar perigosa com algo se revelando apenas dentro da caverna.

Pelo menos Shukaku não estava o perturbando, pelo contrário, o bijuu se encontrava mais quieto que o normal, não sabia o motivo, mas talvez estivesse cooperando consigo depois de ter o deixado se vingar, ao menos um pouco, do homem que havia insultado Hinata. Depois de refletir, Gaara percebeu que seria imprudente de sua parte matar o secretário, afinal ele era um morador de Suna, e como Kage, seu dever é proteger todos da vila, mesmo que não mereçam tal feito. Entretanto, nada o impedia de lhe dar um susto, e no dia seguinte ao acontecido, ele foi até a escola.

Um sorriso surgiu em seu rosto ao se lembrar da cara de espanto de Shiro ao vê-lo entrando no recinto, aproveitou para caminhar de forma lenta até sua mesa, deixando-o se apavorar a cada passo que dava em sua direção, sentindo o medo exalar por cada poro de seu corpo, principalmente quando levou a mão para o bolso tirando a carta de demissão que havia trazido para entregar pessoalmente, era só um papel, mas foi o suficiente para que ele se encolhesse como se fosse tirar um objeto mortal e cortá-lo em pedaços nos segundos seguintes.

Sem falar nada, estendeu o envelope que foi pego por uma mão trêmula, todavia, antes que ele pudesse se afastar, segurou-o pelo pulso com força exagerada, o grito que Shiro deu soou como música em seus ouvidos e apertando ainda mais, esperou que seus olhos se encontrassem com os seus, ou melhor, com os de Shukaku, e ignorando os pedidos de misericórdia, falou: " — Se encostar na minha esposa novamente, eu te mato".

Não tinha certeza se foi sua voz a ser ouvida, ou a do Uma Cauda, não fazia diferença, também não contou para Hinata, sabia que ela não se orgulharia de seu ato, mas precisava ensinar aquele homem uma lição, tinha certeza que a partir de agora ele pensaria duas vezes antes de falar com alguém que não conhecia de forma pejorativa e a melhor parte, nunca mais se aproximaria da morena.

Soltou um riso soprado com a lembrança, sendo tirado de seus pensamentos pela porta sendo aberta de forma abrupta, sem qualquer tipo de anúncio ou autorização de sua parte.

— Gaara-sama, como o senhor pode deixar sua esposa sair da vila sem sua companhia? — teve vontade de revirar os olhos quando viu que se tratava de Joseki acompanhado de dois homens de sua confiança. O líder do conselho não tinha coragem de encontrá-lo sozinho, sabia que ele não confiava em sua pessoa mesmo depois de tantos anos como Kage, e costumava fazer de tudo para prejudicá-lo ou infernizar sua vida.

— Antes de ser minha esposa, Hinata é uma ninja de alto rendimento, não vou proibi-la de voltar a trabalhar. — foi firme, juntando as folhas de sua mesa para alinhá-las e colocá-las de lado pois sabia que aquela conversa demandaria tempo. — O senhor não estava presente na reunião, então não pode vir dar palpite quando a missão já esta em andamento.

O velho comprimiu os olhos, claramente irritado com o afronte.

— Saiba que tem um motivo para que eu não estivesse presente, Kazekage, entretanto nunca imaginei que o fato de faltar em uma reunião o daria liberdade para tomar uma decisão tão imprudente. Onde estava o restante do conselho nesse momento?

— Eles apoiaram a decisão de Hinata.

— "Decisão de Hinata"? — Joseki repetiu, indignado. — Quando sugeri que se casasse com alguém de Konoha para formar uma aliança, não era para dar a ela esse tipo de liberdade, e se ela morrer em uma dessas missões? Quem vai abrir as pernas e te dar um filho?

Os homens que o acompanhavam deram um passo para trás com o olhar que Gaara lançou em suas direções, Joseki parecia alheio a mudança de humor do ruivo, mas o jinchuuriki sabia muito bem qual era sua intenção, ou melhor, qual sempre foi sua intenção, tirá-lo do poder. O velho era o único que ainda não aceitava-o como Kazekage, taxando-o como um monstro descontrolado que a qualquer hora poderia perder o controle e matar todo mundo, por isso seu esforço para conter Shukaku quando próximo a ele era mil vezes maior.

Jamais lhe daria o gostinho de pensar que esta certo.

— Joseki-san, o casamento é uma aliança com Konoha e com os Hyuuga, filhos não estão no acordo. Hinata continua sendo uma ninja, agora trabalhando ao lado de Suna, e vai continuar assim até que ela não queira mais essa posição.

— Você não tem pulso para lidar com uma mulher, Gaara. — a fala o fez cerrar os punhos apoiados na mesa de mogno. — Como líder de Suna e parte do Clã que comanda a vila há anos, é necessário que você tenha um herdeiro, nunca imaginei que teria que colocar isso no contrato. Me diga, você ao menos consumou o casamento, ou nem para isso conseguiu se impor?

Impor? Ele esperava que forçasse Hinata a se deitar com ele caso ela negasse? A constatação fez Shukaku rugiu em seu interior, fazendo com que as partículas de areia que conseguiam escapar de sua cabaça fluissem pelo ar, o clima pareceu esfriar e se tornar pesado, e Gaara teve certeza que Joseki sentiu as mudanças, pois seus homens praticamente tremeram atrás de si, mas ele não recuou ou pareceu menos interessado em irritá-lo. Pelo contrário, um pequeno sorriso de escárnio se fez presente em seu rosto emoldurado pelo turbante.

— O que eu faço ou deixo de fazer no meu casamento, não é de seu interesse, Joseki. — endireitando-se na cadeira, Gaara apertou os apoios do móvel com força ao ponto de quase quebrá-los, formando rachaduras na madeira. — Por favor, saia do meu escritório, não temos mais nada para conversar.

— Eu vou, mas quando a primeira dama voltar quero ter uma conversa com ela, alguém precisa colocá-la em seu lugar já que o senhor não consegue. Passar bem, Kazekage-sama.

Em qualquer outro momento, Gaara teria uma boa resposta para aquele velho, mas achou melhor deixá-lo ir visto o estado em que se encontrava. Como esperado, Shukaku se irritou com sua decisão.

" — Por que não o mata logo de uma vez? Ele desafia sua autoridade criança idiota, quer motivo melhor pra arrancar sua cabeça?"

Chacoalhando a cabeça o Sabaku desejou que fosse fácil assim, só de imaginar o que aconteceria se matasse o líder do conselho lhe dava dor de cabeça - ou talvez fosse o Uma Cauda gritando em seu interior, não soube distinguir. Passando a destra pelos fios vermelhos e rebeldes, Gaara suspirou tentando voltar ao trabalho, infelizmente sua paz não durou muito, pois logo reconheceu o chakra de Kankuro em sua porta, deu permissão de entrada sem esperar que ele pedisse.  

— Vim em um momento ruim? — o mais velho perguntou, atrás dele vinha Shinki, distraído com uma espécie de marionete de treino na mão. Pelo menos os dois pareciam estar tendo um bom dia, diferente de sua sorte.

— Joseki esteve aqui. — o outro revirou os olhos ao ouvir o nome, sabendo do problema que seu irmão mais novo enfrentava com aquele homem desde que se tornou Kage, cerca de seis anos atrás. 

— Sinto muito por isso, ter que aturá-lo é um mártir que não desejo para ninguém. — se aproximando da mesa, Kankuro tirou do bolso um envelope com o selo de Konoha. — Vim te trazer isso, uma carta da Hokage, chegou pela manhã mas o mensageiro só me encontrou agora, ele foi até a sua casa mas não tinha ninguém.

— Por que ele não veio aqui? — Gaara perguntou enquanto pegava o objeto e abria.

— Não sei. — Kankuro deu de ombros, um sorriso se abrindo em seu rosto. — Acho que ele tem medo de você desde aquela vez que o acertou com a areia.

— Foi um acidente, se ele não tivesse aparecido na janela sem nenhum aviso prévio isso não teria acontecido. — o ruivo respirou fundo ao mesmo tempo que lia o conteúdo da carta, sua areia agia sem seu comando as vezes quando o assunto era o proteger, apesar de não entender o motivo. A ideia de que Shukaku o protegia parecia fora de questão em seu ponto de vista. — Tsunade quer que eu vá até Konoha assinar pessoalmente o tratado de paz entre as duas vilas.

— Interessante, Hinata vai gostar de visitar sua terra natal. 

Gaara confirmou com a cabeça, pensando quando teria tempo para tal ato até que Shinki se aproximou, mostrando a ele o que estava em sua mão, pegou a marionete, analisando-a, era bem feita, todavia possuía alguns arranhões e erros que sabia que seu irmão mais velho não cometeria.

— Você que fez? — o pequeno confirmou com a cabeça, entretanto o que chamou sua atenção mesmo foram as partículas que seus olhos captaram na marionete, era areia, mas não uma simples areia, e sim: — Areia de ferro?

— Bom, isso é outra coisa que vim te contar.  — Kankuro levou uma das mãos a nuca, desviando o olhar por alguns segundos como se não soubesse ao certo como passar  a informação.  — Eu acho que o Shinki-kun possui uma kekkei genkai. 


Notas Finais


E então, o que acharam?

Pra mim a melhor parte foi o Gaara dando a bandana pra Hina, deixando claro que ele a aceita não só como esposa mas como ninja de Suna 🥺❤ Foi mto fofo.
E eu particularmente adoro quando o Shukaku xinga o Gaara kkkk ele todo putinho e o Gaara 100% nem ai.

E essa viagem para Konoha em? Gaara não faz ideia de como a Hina vivia lá, ele também não sabe o quão protetor o Neji é com ela, e tbm da paixonite que ela tinha pelo Naruto, a real é, vocês querem que eu aborde esses temas? Ou nem? Lembrando que ninguém de Konoha sabe que ela se casou ainda, a não ser o povo do Clã Hyuuga. Se tiverem ideias ou algo que queiram ver nessa ida a Folha, me contem nesse cap.

E falando em ideias, uma das leitoras deu a ideia do Gaara ir até lá e assustar o Shiro com o Shukaku e eu usei, amei sua ideia xuxu, obrigada ❤ Achei que ficou algo plausível para ele fazer e ainda sim uma boa lição pra esse escroto.

Sobre o veio desgraçado que apareceu nesse cap, ele é um personagem existente no UO, não sei se lembram mas quando o Gaara foi sequestrado pela akatsuki (o que não aconteceu nessa fic), Joseki queria que deixassem ele pra lá e apenas elegessem um novo Kazekage. Não sei se ele é o líder do conselho, mas aqui na fic ele é, e provavelmente não é a ultima vez que veremos ele por aqui enchendo o saco.

Expectativas para a missão da Hinata e da Temari? Algo que queiram ver? Me contem tudo, sou curiosa!

Espero que tenham gostado, não esqueçam de comentar e favoritar caso ainda não tenham feito, rumo há 500 favs 🥰 Obrigada a todo mundo que acompanha a fic e a apoia de algum jeito, fico mto feliz com a interação de vocês, até o próximo, bjs ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...