História Thunder - Capítulo 3


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Categorias EXO, Kaizoku Sentai Gokaiger (Esquadrão Pirata Gokaiger), Zyuden Sentai Kyoryuger (Esquadrão Eletrossauro Kyoryuger)
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Park Chan-yeol (Chanyeol)
Tags Baekhyun, Chansoo, Chanyeol, Exo, Kyoryuger, Power Rangers, Super Sentai
Visualizações 38
Palavras 1.963
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drabble, Drabs, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - A viela escura


Na viela fria e escura, suas botas militares faziam eco e batiam contra as poças. A tempestade que se estendeu durante todo o dia ainda ameaçava cair sobre sua cabeça em nuvens negras e pesadas.

Ele deveria voltar para casa, para o conforto de seu quartinho na republica da faculdade. Mas não ia.

Com Slipknot explodindo em seus ouvidos, não era à toa que estava eletrizado para o evento que aconteceria. Dentro dos bolsos, mesmo naquela noite gelada, suas mãos suavam. Kyungsoo havia saído cedo, esquadrinhava a escuridão ao redor do bairro barra pesada de Seul. Bem, sobre as lutas de hoje, ele tinha que esperar horas noturnas para que mandassem o novo endereço. Era comum que trocassem de local para precaução. E para alguém como Thunder, que dependia de lutar por razões pessoais, era infernalmente frustrante a espera pelas informações.

E a mudança abrupta na playlist o fez parar no meio do beco mau iluminado.

Enquanto abria o spotify para trocar a música Radioactive de Imagine Dragons, ele sentiu claramente a presença de alguém chegando por trás.

Guardou o aparelho no bolso.

E se virou.

-Passa o celular!

-Não.

Dois. Três. Quatro. Com os olhos, ele contou o quinto e sorriu para o do centro, que havia mandado entregar o celular.

-O que você disse? Desculpe, não escutei.

-O CELULAR! ENTREGA SENAO...

-Senão o quê? Eu morro apanhando? -riu com a própria piada. Tirou o fio do fone de ouvido enrolado em seu pescoço, enroscou em seus dedos para fazer uma espiral, guardou junto com o telefone no bolso e fechou o zíper.

-Cê tá calmin’ pra alguém que vai...

Embora o conceito de lutar contra civis não lhe ocorresse, sentia-se absurdamente libertado em liberar o mau humor. Ele estava eletrizado, muito animado para apresentar alguma resistência. Um pensamento racional que diria para correr ou... simplesmente para não os machucar.

Ele cuidaria dos caras. Porque mesmo se tratando de uma área perigosa, ninguém levaria o seu celular ou coisa alguma dele.

Sua face retorcia em um grunhido, um corpo esmurrando os bandidos sem misericórdia. Até que um celular tocou. Um toque rítmico: o toque do comunicador dos Mighty Morphin.

Kyungsoo rosnou quando soube quem era.

No fim do beco, esgueirado na escuridão, agora iluminado pela tela do próprio celular, Park Chan Yeol.

-...alô bae? Não posso falar agora, o thunder tá quebrando o cacete nuns caras aqui no beco depois te ligo...

Segurando um dos idiotas pelo pescoço, em um mata leão bem apertado enquanto o sobrevivente fugia pelo outro lado da viela, Kyungsoo se arrastou até a escuridão.

-Chanyeol.

O grandalhão boboca ficou imóvel.

-Sai daí.

Hesitou, mas saiu. Os olhos esbugalhados dele encararam o cara que se retorcia no aperto de Kyungsoo.

-O que eu já disse?

-Sei que... Sei que não deveria, mas-mas...

Kyungsoo suspirou. Se Chanyeol entrasse em choque, ele não conseguiria arrastar o cara até a faculdade. Agarrou o próprio punho, apertando fortemente a traqueia do cara, se debatendo como um peixe fora d’água os sons de engasgos foram suprimidos pela voz de Thunder:

-Você não deveria estar aqui, Chanyeol.

-Não mesmo. -dizia ele enquanto o cara desfalecia de tão roxo.

No mesmo instante, o celular de Kyungsoo vibrou. Largou o cara do mesmo modo que se largaria uma caixa velha e mofada.

-Merda. -xingou Thunder ao saber que não haveria luta aquela noite. Olhou para Chanyeol. -Vamos voltar.

Silenciosamente, com um espaço de centímetros de seus ombros, os dois caminharam pelo caminho de volta.

-Então... Por que você luta em rinhas?

Thunder permaneceu indiferente á pergunta. Mas o olhou de rabo de olho. A persistência de Chanyeol o irritava. Tinha até batido nele, que era seu sunbae. De toda forma, mesmo que o tivesse ameaçado, por algum motivo, começou a gostar do cara. Ele era engraçado, mas bem irritante com suas perguntinhas inconvenientes.

-Você sabe disso e não contou pra ninguém. -mudou o rumo da conversa. – Por quê? Você não perderia nada se...

-Perderia você.

Kyungsoo parou no meio da rua iluminada por somente um poste. Chanyeol ficou imóvel ao encará-lo.

-Não não! Tipo... Não é isto, sabe? É que não queria perder a oportunidade de te convencer a entrar na atlética.

Thunder pendeu a cabeça ligeiramente para o lado. De novo na mesma conversa.

-Eu não vou entrar para a atlética, Chanyeol.

-O que você perderia se entrasse?

-Tempo. Não tenho tempo.

Chanyeol presenciou quando a luz do poste piscou, o som energizado era um sinal de queimaria nos próximos minutos.

-As lutas são de domingo. E você poderia treinar com a gente.

-Por que treinar com vocês? Eu treino sozinho.

Chanyeol pressionou os lábios. Como convenceria aquele garoto que ele era essencial para a atlética e que precisava muito dele?

-Então me treine!

-Quê?

-Bem, não eu. Minha irmã mais nova.

Thunder franziu o cenho. Não era um bom professor. Pelo contrário, se irritava muito fácil. Por isso, muitas vezes, nem escutava o próprio treinador. A ideia de treinar outra pessoa pareceu muito divertida em sua mente. Principalmente, se tratando da irmã de Park Chan Yeol. Ele estava tão desesperado para tê-lo na atlética que nem sequer havia pensado em outros argumentos para tentar convencê-lo. Ou talvez tivesse. E Kyungsoo recusou-os todos.

A verdade é que a ideia de trabalhar em grupo para ele o apavorava. De todo modo, sua resposta ficou entalada em sua garganta e o riso deslizou pelos seus lábios facilmente.

Surpreso, Chanyeol acompanhou a gargalhada até Kyungsoo se acalmar:

-O que eu disse?

-Treinar alguém. Enfim, Chanyeol, eu já disse que não e...

A luz do poste piscou outra vez. Kyungsoo sentia que alguém se aproximava no final da rua. Atraído, ele virou o olhar para o bando liderado pelo único que correu da viela para se salvar.

-Merda. -xingou Chanyeol.

Mas a expressão de Thunder continuava animada. Estalando os dedos, o pescoço, ele começou a dar pulinhos no lugar.

-Graças a deus.

-GRAÇAS A... Kyungsoo! Vamo corr...

Thunder negou com a cabeça. Seria desperdício deixar tantos homens sem apanhar.

-Se joga no chão.

-Eu eu... eu vou correr.

-Não vai. Eles vão atrás de você. Se joga no maldito chão agora, Park Chan Yeol.

Um adolescente maldito estava mandando nele, o veterano? Relutando, ele ergueu o queixo, mas ao encarar o bando se aproximando, Thunder o empurrou até seus joelhos. -Por quê? O qu...

-Mantenha a cabeça coberta. Eles têm tacos.

-TACOS?

Em tese, Chanyeol achava que era ele que deveria defende-lo. Era mais velho, mais alto e veterano, também era bastante corajoso quando se tratava de brigas em boates, mas não contra gangues inteiras como acontecia naquele instante. Com sensatez, ele correria, e correria muito, mas não poderia deixar Kyungsoo sozinho.

Circulando-o, Thunder se plantou diante dele, seus pés afastados, as mãos diante do peito. Pelo vão das pernas de Kyungsoo, ele viu dois homens saírem das posições, correndo. O primeiro vestia um macacão preto. Os cabelos do outro brilhavam sobre a luz da lua.

Mais dois se dividiram do bando e atacaram Thunder por ambos os lados, chegaram rapidamente e foram derrubados ao chão. Quando as lendas sobre o lutador Thunder chegaram aos seus ouvidos, Chanyeol tinha certeza que ele era só um mito, que na verdade, havia outros muito melhores que ele. Mas, Santo Cristo, Kyungsoo sabia o que fazia. Ele era bom, muito bom.

O de macacão avançou com um bastão de metal em um grito de guerra de estourar os pulmões. Kyungsoo agarrou o metal com a mão igual seria apanhar um mosquito e atirou o cara no chão. Antes que o homem pudesse se levantar, Thunder pisou com força sobre o peito dele, prendendo-o. O outro de cabelos brancos foi pego por Thunder pelo pescoço e terminou se debatendo enquanto sufocava. O cara rapidamente se desligou e Kyungsoo o largou no chão como uma pena.

Três se desgarram do bando e avançaram contra Kyungsoo.

Sombrio, mortífero, com o olhar indiferente, D.O se mantinha muito controlado, à vontade com a violência. E sua fria expressão, tranquilizada, amena, incomodava Chanyeol. Por que aquele cara lutava tão bem?

Os movimentos alá Karatê Kid e O grande dragão Branco eram rápidos contra a montanha de homens que apareciam para ataca-lo. Atraves de violentos ataques corporais, Kyungsoo ia extravasando todo mau humor.

E quando sobrou apenas um, o sobrevivente covarde trêmulo do outro lado da rua, com tantos homens caídos, desacordados e machucados, ele se pôs a correr novamente. Kyungsoo não deixaria que ele escapasse outra vez. Correu como um trem de carga.

Chanyeol se levantou, arfante em sua própria adrenalina, ele olhou cada homem deitado no asfalto gelado. 12. Kyungsoo tinha abatido 12 caras em questão de minutos.

E lá ia o 13º.

Kyungsoo avançou de volta para Chanyeol, ignorando que existiam homem na rua, pisando sobre eles enquanto alguns grunhiam com os pisões.

-Vamos pra casa.

Chanyeol engasgou, intercalando o olhar arregalado de um lado ao outro.

-M-m-m-mas...

-Toda vez que estou com você acontece alguma confusão.

-Aqueles... aqueles movimentos eram do Kyoryuger.

Kyungsoo parou no meio do caminho. Seus ombros balançavam conforme ria.

-Acho que vai ser legal entrar na atlética com você, King.

E de repente, ele se virou bruscamente, apontando os dois dedos em formato de arma para o Park, que quase caiu para trás com o susto. O rosto de Thunder distorcido em um sorriso de canto a canto. Os olhos cinzentos brilhavam sobre a luz vacilante do poste.

-O bicho vai pegar...

Chanyeol abriu um sorriso ardente. Então, Kyungsoo realmente amava sentais tanto quanto ele.

-Brave In?

Kyungsoo colocou as mãos na frente do corpo.

-Brave In.

E de repente, imitou os movimentos de Kyuryuu Red.

Os mesmos muitas vezes copiados no tatame.

-Hear our ROAR! -começou ele, no meio da rua quase escura. – O Herói das Presas! Kyuryuu Red!

E Chanyeol decidiu entrar na brincadeira. Realizando os movimentos da transformação do Gold.

-The thundering hero! -Chanyeol dizia. A luz do poste vacilou outra vez. Um homem caído grunhiu de dor ao fundo. – Kyuryuu Gold!

Os dois caíram nas gargalhadas. Tão altas que fora impossível escutar o momento que a luz do poste da rua explodiu. No meio da escuridão, suas mãos se encontraram para irem embora.

-Eu sabia que eram do Kyoryuger. -falou Chanyeol, se referindo aos movimentos que Thunder fazia antes da luta iniciar em suas competições de judô. – Eu assisti um vídeo seu do ano passado, aquilo era do Seijuu Sentai Gingaman?

Kyungsoo apertou os dedos dele, sorrindo em meio a escuridão da rua. Suas vozes ecoavam pela estrada vazia.

-Bem, temos muito mais em comum do que pensamos.

Chanyeol sorriu também. Mesmo que ambos não percebessem a felicidade do outro, as mãos ainda juntas e quentinhas eram um sinal de que tudo corria bem.

Talvez só fossem perceber que suas mãos enlaçadas eram errado quando voltaram para a luz, a sete quadras de onde deixaram os treze caras desacordados. Na  frente do prédio de Thunder.

Envergonhado, Kyungsoo recolheu a mão para dentro do bolso.

-Vou entrar. Boa noite, Chanyeol.

-Boa noite, Thunder.

Kyungsoo riu enquanto subia as escadas.

-Thunder é você!

Chanyeol sorriu de volta, acenando.

-Claro!

 

No dia seguinte, sem combinarem, Kyungsoo e Chanyeol apareceram com as camisas do uniforme do Esquadrão Eletrossauro Kyoryuger.

Kyungsoo, de vermelho, foi em direção á lanchonete. Todos o encaravam, porque em seu encalço, com a mesma camisa, mas com uma tonalidade dourada, Park Chan Yeol, o veterano tão popular na atlética e na faculdade.

-Ei, King-u!

Kyungsoo sorriu abertamente quando escutou o nome.

-Utchy! -se virou e apontou para o peito dele.

-O que tanto você gosta de comer aqui?

-Bolo de pote. São os melhores.

-Bolo de pote? Mas você é um atleta...

-E dai... Que tem? Adoro bolo.

-Ah droga, eu também. Leite ninho?

-LEITE NINHO!


Notas Finais


King é nome de um dos personagens principais: Kyuryuu Vermelho
Utchy é o Kyuryuu Dourado e "um dos poderes" dele envolve raios (thunder) etc etc etc
e esse ngc de hear our roar sqla é parte da transformação deles

tchau amovcs


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