História Tiara Insídia - Capítulo 22


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 6.151
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Tortura
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


genteeeeee
não acredito, quase 4 meses depois...
devo muitas desculpas a todos.
lamento mesmo a demora.

Capítulo 22 - Capítulo XXII


Uma semana depois...

Mily e Emilio estavam na arena junto com Lorenzo e Narya. Não costumavam lutar em grupo, mas Narya a procurou dizendo que Lorenzo precisava de bastante ajuda com os poderes.

Apenas Mily conseguia ajudá-lo com a manipulação do som, aquela coisa parecia vir de dentro da cabeça, mas era de fora para dentro, e Mily conseguia criar uma barreira protetora em volta dela e dos outros.

Emilio já havia progredido bastante, graças ao fato de que Mily conseguia impedir a propagação do fogo frio.

—Eu já estou cansado. —Reclamou Lorenzo pouco antes de o treino acabar.

—Pode ir. —Disse Mily o encarando. —Por hoje foi suficiente.

Lorenzo apenas assentiu para ela e olhou para o irmão, como se pedisse autorização, o mesmo fez um sinal discreto de confirmação usando o rosto.

Lorenzo se retirou restando apenas os três.

Narya continuou treinando um pouco mais, ela estava acostumada ao treino bastante longos, graças a MIly.

Depois de alguns minutos os três continuaram a treinar e estavam se adaptando bem, exceto de que Emilio e Narya eram incompatíveis em relação aos poderes dos dois.

No meio de um ataque de Emilio, Narya caiu no chão sobre o joelho e abraçando o próprio corpo, nada saia da boca da garota. Ela abria e fechava a boca tentando falar, mas não emitia nenhum som.

Mily conhecia bem aquilo e sabia o que significava, ela so não entendia o que estava acontecendo, Narya já havia começado a tremer, o que só piorava a situação seja La qual fosse.

Emilo conseguiu parar e controlar seu ataque e então olhou para Mily com a testa franzida como se estivesse perguntando o que estava acontecendo.

Nem mesmo Mily tinha aquela resposta.

Com calma e a passos lentos Mily se aproximou de Narya.

Mily colocou uma das mãos sobre a testa dela.

Não era algo que ela gostava ou costumava fazer, principalmente com ela, mas assim mais fácil conseguir mais fácil, não preciva colocar a mão nela, mas o fez como forma de mostrar o que faria.

Em poucos segundos Mily soube o que estava acontecendo, ela so não entendeu e nem sabia como explicar.

Tudo que Mily fez foi revestir Narya com a armadura da garota, ela controlou os poderes de Narya dentro da cabeça dela.

—Apenas entre no castelo. —Mily disse com uma calma que nem mesmo ela sabia de onde tinha tirado. —Não tente lutar.

—Mas... —Narya tentou argumentar, mas não tinha argumento nenhum que valesse a pena.

—Mas nada. Entre no castelo e fique La dentro. —Disse Mily em tom ríspido, o mesmo que ela usava quando estava dando uma ordem, ordem essa que ela não aceitaria ser quebrada. —Seja La quem for, você não conseguirá lutar.

Narya apenas assentiu e entrou no castelo.

Ela nunca havia sentido nada desse tipo, nem mesmo Mily emanava esse tipo de energia e isso a deixava incapacitada de lutar, conseguia presentir o que era capaz de acontecer e isso a assustava.

Ela faria o possível para não perder ninguém dali do castelo. Poderia fazer algo por ali também.

—Mily o que está acontecendo? —Perguntou Emilio logo depois de ficar a sós com ela, e de frente para ela.

—Use sua melhor armadura. —Disse ela o encarando. —Eu não o que esta acontecendo, apenas que tem alguém vindo para cá e o poder que que emana dessa pessoa é grande. E a vontade de matar também.

—Como você... —Emilio começou a perguntar.

—Narya consegue sentir os poderes de qualquer pessoa próxima o suficiente, e isso quando é muito que o dela a deixa daquele jeito.

—Com sorte sabemos o que está por vir. —Disse Emilio, era a única que poderia dizer.

(***)

Narya entrou em seu quarto quase correndo e começou a pegar a maioria das armas que estavam disponíveis e que ela mantinha no local. Mily a revestiu com sua armadura e agora ela só tinha que se armar.

—O que esta acontecendo? —Perguntou Clara assim que ela entrou no quarto e a andar de um lado para outro enquanto pegava algumas armas e encaixava na armadura e as escondia.

—Eu não sei. —Disse ela simplesmente e de forma rápida. —So sei que preciso ir ate Micael o mais rápido possível.

Ela saiu do quarto colocando seu elmo sem esperar a resposta de Clara. Apenas ordenou que Ella não saísse do ultimo quarto e ficasse La com Alice. Era um lugar de difícil acesso e estratégico para que as pessoas do castelo ficassem seguras. Tinha uma passagem secreta por baixo para que parecesse um cômodo vazio e inutilizado, em anos seria a primeira vez que utilizariam o lugar.

E então ela foi ate Winner, e ele voou o mais rápido que conseguia, estaria esgotado, mas seria preciso. Ela saiu por trás do castelo, seria o caminho mais curto e Mily não a perceberia.

(***)

Mily e Emilio já haviam se retirado da arena e não precisaram esperar Lorenzo já havia se juntado aos dois. Estavam os três lado a lado, haviam acabado de se encontrar. Mas não tiveram tempo de falar uma palavra.

No horizonte surgiu um navio pequeno, considerando os outros que Mily era acostumada a ver, no entanto a velocidade dele era muito maior. Algo parecido com uma cortina de fumaça preta estava por baixo do navio perto da água.

Mily concluiu que era aquilo que fazia o navio se mover tão rápido.

Ela não reconhecia aquele tipo de poder, lembrava o de Alexia. No entanto, não era nada parecido com as sombras da rainha.

—Mily. —Chamou Emilio sem olhar pra ela.

—Oi. —Respondeu ela encarando aquele navio que agora estava quase chegando na praia, faltava poucos segundos para saber quem era que estava vindo na direção dos dois.

—Eu acho que sei quem é, se eu não estiver errado é... —Começou Emilio a falar, mas foi interrompido.

(***)

Narya estava sentindo Winner se esgotar, estava voando muito rápido e faltavam tão pouco, ela estava suplicando que conseguisse chegar a tempo. E que micael conseguisse chegar a tempo também.

Narya estava tão aflita que nem percebeu quando Winner aumentou sua velociadade, dando um impulso para trás, mas era  algo que ela já havia se habituado, ela estava com as mãos entre as penas dele e de alguma forma se poder de cura recuperou um pouco da energia vital de Winner. Ela manteve a concentração e em metade do tempo previsto, ela estava descendo de Winner e adentrando no castelo de Micael.

Ordenou que cuidassem de seu animal e foi ate Micael, sem pedir nenhuma autorização.

O que não era algo aceitável e educado.

Ela foi a sala do trono e com sorte Micael estava sozinho.

—Micael —Disse Narya o encarando. —Vem comigo e no caminho te explico.

—O que houve? —Perguntou ele se levantando e caminhando ate ela a passos largos.

—Algo muito ruim esta para acontecer. —Disse ela já se encaminhando para a saída da sala do trono.

(***)

—Oi primo. —Disse um rapaz depois de descer do navio e se aproximar dos a passos largos.

Mily olhou de um para o outro, Emilio o encarava com uma feição dura e ríspida, o que indicava que a relação dos dois era nada amigável.

—O que faz aqui? —Perguntou Emilio para o outro entre dentes.

—Oras —Disse ele em tom irônico. —Sabia que meu querido e idiota primo não iria fazer nada do jeito certo, vim verificar que tudo saísse como manda a tradição de nossa família.

—Pedro —Chamou Emilio fechando as mãos em punho. —Suma daqui.

—Não. —Disse ele encarando o primo de volta.

Diferente de Emilio, Pedro tinha os cabelos escuros e baixos como em um corte militar, os olhos eram pretos, a pele branca e imaculada pelo sol, o corpo também tinha bastante músculos, não como os de Emilio, mas tinha os ombros largos e bem definidos. O semblante dele era rígido, mesmo usando de ironia ao falar com o primo, a boca não tinha muitas curvas, parecia uma linha quase reta e avermelhada, única cor apresentada no rosto.

—Vai desobedecer ao seu rei? —Perguntou Emilio o encarando, ele era autoritário e sabia se impor, mas com seu primo não adiantava muita coisa.

—Vou. —Disse ele olhando para Emilio com o maxilar contraído. —Sabe que sou seu sucessor caso você o Lorenzo morram? —Perguntou Pedro erguendo as sobrancelhas.

—Não se atreveria. —Disse Emilio dando um passo a frente.

—Sim, meu primo, eu me atreveria. —Disse ele se aproximando de Emilio. —Você é fraco. Foi mandado aqui para buscar o corpo de meu pai e o deveria vingar a morte dele, uma rainha estúpida o matou, você apenas tinha que matá-la de volta e levar o corpo, mas então o que fez? —Perguntou ele encarando o primo, ele falava com a voz alterada e quase aos gritos, suas pupilas estavam dilatadas. —Você se aliou a rainha e resolveu brincar de colônia de férias. Sempre foi um fraco.

—Creio que me chamar de estúpida tenha sido precipitado. —Disse Mily se colocando ao lado de Emilio. Sua voz saiu firme, decida e com autoridade, a cabeça da rainha levemente inclinada para cima, de forma a olhar nos olhos de Pedro, ele alguns centímetros mais alto que Emilio.

—Eu não creio. —Disse Pedro desviando os olhos dela.

—Tenha certeza. —Disse Mily o afrontando.

—Chega de conversa, vim aqui para fazer o que meu primo não fez e tenho a intenção de me livrar dele também.

—Veremos. —Disse Mily o encarando.

Pedro jogou uma carga de seus poderes em cima de Mily, a garota conseguiu se envolver com uma parede de fogo para se defender.

O poder dele era além do de Alexia, ela não compreendia aquilo.

Quando ela usava o fogo contra alexia, as sombras se enfraqueciam, mas com Pedro, não acontecia o mesmo, aquilo parecia ter vontade própria e ficava tentando romper a parede espessa de fogo que Mily criado em torno de si. Ela aumentou a força em volta e então as sombras voltaram para Pedro.

—Chamas, interessante. —Disse ele de forma irônica.

Mily não teve tempo de retrucar, pois a luta agora era com Emilio, ele fazia de tudo para que as sombras não o tocassem, no entanto, onde Emilio ficava, deixava um rastro de chamas azul que ia se propagando.

Mily as apagou rapidamente, mas ela não poderia lutar e limpar os rastros de fogo frio que Emilio deixava.

—Vejo que esta mais forte. —Desdenhou Pedro enquanto lutava com o primo.

Mily se colocou ao lado de Emilio e lançou um ataque em cima de Pedro, ela lançou muitas bolas de fogo em cima de, ela lançou tantas que foi impossível contar, eram medias e rápidas, mas todas foram apagadas por Pedro, como se fossem engolidas por aquelas sombras.

Emilio aproveitou que Pedro estava ocupado se defendendo de Mily, e lançou algo parecido com raio, mas era gelo seco e pronto para queimar o que achasse pelo caminho, em cima do primo, mas ele não pareceu se esforçar ao erguer uma sombra em torno de si e bloqueando o ataque de Emilio.

Lorenzo que ate então estava quieto e observando, fez alguns movimentos com as duas mãos, invocou um raio em cima de Pedro, que desviou e logo invocou, mas Pedro tinha bastante agilidade também. Lorenzo iniciou um ataque de água, ele fez um gesto com as mãos para cima e uma grande quantidade de água subiu, depois ele fez um giro e a água começou a rodar e criar um finil, onde a água girava muito rápido, começou a formar um ciclone.

Pedro entendeu de cara o que o primo faria, ele jogou uma quantidade grande de sombras em cima do garoto, com varias pontas como se fossem chicotes, aquelas pontas eram para se enrolar no corpo do garoto e o mobilizar enquanto uma delas o pegaria pelo pescoço e sufocaria, seria uma morte um tanto rápida, já que Pedro pretendia esmagar o garoto.

Para a surpresa de todos, uma espessa e grande parede de gelo foi erguida, mas não durou muito, o gelo se rompeu e lascou como vidro e então caiu ao chão, mas não bastasse isso, uma parede de metal irrompeu atrás do gelo.

E quando Mily olhou para o alto, encontrou Diax, Winner com Narya montada nele e Brya. Micael já havia desmontado de Brya e estava ao chão já entrando em batalha. Seu irmão começou a se aproximar a passos largos.

Lorenzo estava agora  com um ciclone pronto e estava com total concentração, fez um movimento leve e lento com as mãos e jogou com tudo em cima de seu primo.

Pedro fez apenas um movimento com as mãos e as sombras engoliram aquele ciclone, que por sinal era enorme e forte, sua velocidade era muito grande. As sombras de Pedro conduziram o ciclone para o mar  novamente e quando ele juntou as mãos, o ciclone se desfez e toda aquela despencou no mar novamente.

Dian, Winner e Brya estavam atrás de seus donos e quietos, apenas esperando o momento certo para atacar.

Mily entrou na cabeça de Pedro por alguns segundos não poderia ficar muito tempo ou se desviaria da luta.

—Faça outro. —Disse Mily para Lorenzo. —Precisamos só de  mais um.

—Ele não vai deixar. —Disse Emilio ao lado do irmão.

—Emilio, Micael —Disse Mily invocando as chamas em uma mão e a eletricidade em outra. —Vocês dois junto comigo, manteremos ele ocupado e ganharemos tempo para Lorenzo.

—Sim. —Disseram os dois em uníssono.

—Brya e Winner no alto. —Disse Mily para os dois, mas precisou do comando de Narya eMicael, mas os animais ficaram onde Mily queria.

—Diax não deixe nenhuma sombra passar por você. —Disse Mily para seu dragão e o mesmo rugiu o mais alto que pode.

—Narya fique fora da luta, mas se mantenha no meio, entre Diax e Lorenzo. —Disse Mily olhando para a garota. —O que chegar ate você, será fraco, então use seus poderes para se defender.

Pedro se aproveitou que estavam todos falando baixo e lançou seus poderes com carga total em cima da rainha de cabelo roxo, nem precisou de muito esforço para saber que a mais forte dali era ela, teria que matá-la primeiro.

Suas sombras se moveram em ondas rápidas e com as pontas achatadas, os movimentos eram de uma cobra, mas as pontas eram de uma espada. Eram muitas e ao menos uma a acertaria, imaginou ele.

Ele a havia subestimado, um grande erro em uma batalha, ela ergueu uma parede especa e gigante de fogo e usou eletricidade também. Grande parte das sombras sumiram, mas uma outra parte foi para cima do seu primo e do outro sujeito que também tinha cabelo roxo.

Eles haviam montado alguma estratégia, isso era evidente depois da formação que estavam agora.

A rainha, o outro de cabelo roxo, que em muito se parecia com a rainha, deviam ter algum grau de parentesco e seu primo estavam na frente, lutando contra ele, atrás estava o dragão, um belo animal, Pedro tinha que admitir, a garota de metal atrás do dragão e seu outro primo atrás. Alguma coisa eles tinham planejado e ele precisava descobrir logo.

Emilio usou o fogo frio para se defender de algumas poucas sombras que foram para cima dele, o outro também usou o fogo para esconder as chamas.

O que ele não contava era que as sombras chegassem ate o dragão. Ele rugiu e se inclinou ficando sobre as patas traseiras e abriu as asas, bem esticadas, o que fez ele dobrar quase de tamanho. Ele cuspiu chamas vermelhas, como tochas, as chamas saiam preenchendo todo o espaço de sua boca, as sombras rapidamente sumiram.

Depois que não tinha mais sombra nenhuma, o animal deu um rugido alto, que latejou o ouvido de Pedro.

—O que? —Ele ouviu a rainha quase gritar depois do rugido do animal.

Ele rugiu novamente. Dessa vez mais baixo.

Ela atacou, usou bastante força nesse ataque, percebeu ele, a garota respirou fundo e juntou as mãos. Ela lançou uma quantidade bruta de fogo, que crepitava e queimava e atravessava o ar com uma grande velocidade, as faíscas elétricas vinham rápidas e brancas em sua direção. Aquee ataque era forte de mais.

Mas não bastasse isso, assim que ele defendeu o ataque da garota, seu primo lançou-lhe um raio espesso de fogo frio, diferente dos outros, esse não pode tocar nenhuma superfície, ele teve que usar uma grande carga de seus poderes para engolir todo aquele fogo frio.

O irmão da garota também não ficou muito longe. Lançou-lhe uma rajada de bolas de fogo, na qual ele tinha que pegar uma a uma, ou então aquelas chamas chegariam ate ele.

Mas isso tudo era apenas uma distração para ele. Lorenzo havia feito outro ciclone, e jogou para cima dele.

—Controle isso. —Foi tudo que a rainha disse antes de lançar quase o dobro de água que Lorenzo utilizou no olho daquela coisa, rapidamente a água foi incorporada naquilo, o irmão dela mexeu as mãos e Pedro sentiu o exato momento em que o ar se tornou mais denso, ele estava fazendo o ar circular mais rápido e mais forte.

Quando estava quase chegando em cima de Pedro, ele envolveu aquele ciclone com suas sombras, diferente da outra vez, ele não conseguiu parar e fazer as sombras assumirem o controle, apenas diminuiu a velocidade.

Com a rainha e o outro controlando a água e o ar, aquela coisa ficou forte de mais. Lorenzo só tinha que manter aquilo sob controle. Foram espertos e ele estava ficando sem tempo. Afastou alguns passos, e estendeu a mão parada.

Mas rainha se empenhou mais um pouco junto com seu irmão.

Aquela coisa não parava de vir em sua direção e em movimento ele não conseguia assumir o controle.

Emilio jogou-lhe um fio de fogo frio. Foi algo lento e sem pressa. Como se desse tempo para que ele escolhesse.

Ele não poderia desviar uma partícula de seu poder do ciclone ou aquela se aproximaria, no entanto se aquele único e pequeno fio de fogo frio o tocasse, ele queimaria e aquele fogo se espalharia rapidamente pela superfície de seu corpo.

Pedro fez um movimento para o lado e se desviou, mas seu primo estava disposto a brincar com ele, aquele mesmo fogo virou para o lado, com um movimento da mão de Emilio. Estava novamente encurralado entre o ciclone e o fogo frio.

Ele usou seus poderes na carga total, toda a força que tinha, ele usou e parou aquele ciclone, e então se empenhou mais um pouco e levou aquilo para o mar e o desfez. Ele poderia desfazer ali mesmo, mas Lorenzo e a rainha sabiam controlar a água, e desfazer um ciclone ali onde estavam era quase um presente para eles, a água estaria perto de mais e seriam ataques rápidos, a precisão iria depender da capacidade dos dois.

Isso consumiu muito de seus poderes. Ele nunca precisou utilizar tanto.

E ainda precisou utilizar mais um pouco para fazer Emilio parar com aquela brincadeira dele, mas ele havia aumentado a carga de seus poderes, e tornou a coisa mais difícil para ele.

—Ele esta cansado. —Mily disse se afastando dos dois. Havia dado dois passos padra trás. —Vocês conseguem cuidar dele. Tenho que fazer uma coisa, ele não vai morrer sem isso.

—Por quê? —Perguntou Micael olhando para ela de soslaio.

—É magia negra. —Disse Mily encarando o irmão nos olhos.

—Magia negra? —Perguntou Micael com as sobrancelhas erguidas.

—Diax quem disse. —Disse Mily como se isso explicasse tudo. E realmente para ela era uma excelente explicação. Diax era um dragão que tinha amplos conhecimentos sobre magia e conhecia quase todas as que existiam nesse mundo.

—Você o consegue matar? —Perguntou Emilio, ele também tinha um conhecimento razoável sobre magia, sabia que todos ali eram inutes, quem adquiria magia negra se tornava quase inatingível.

—Não sei. —Disse abaixando a cabeça. —Diax disse que preciso fazer uma coisa, mas para isso vocês terão que segurá-lo e manter quem que for longe de mim.

—Vai. —Disse Emilio e Micael em uníssono.

Ela se encaminhou para onde Lorenzo estava e o mesmo foi para frente. Agora estavam os três a mercê de Pedro, mas Mily o deixou cansado e dessa vez Narya queria lutar, Mily questionou, mas a garota queria, não tinha muitas alternativas há não ser permitir.

Ela se sentou com as pernas cruzadas na areia, e colocou as mãos no joelho com as palmas viradas para cima, a coluna reta, o rosto na direção do horizonte e uma expressão relaxada no rosto.

Mily precisava se concentrar, e esperava que isso não demorasse.

Pedro lançou um ataque em cima da garota com roupas de couro e metais. A mesma pareceu surpresa, mas segurou as sombras com placas de metais que se moldavam de acordo com a vontade da garota.

Emilio e o garoto roxo, que ele descobrira a pouco ser Micael, lhe lançaram bolas e mais bolas de fogo, enquanto a garota se defendia, ele foi forçado a parar o ataque em cima da garota e passou a se defender dos outros dois.

A garota moldou aqueles metais de suas roupas em formas de agulha, as jogou no alto  e lançou em cima dele. Pedro fez uma parede de sombras em sua frente, era espessa, mas eram apenas sombras e não era suficiente para segurar agulhas. Todas ultrapassaram aquela barreira e o atingiu. As sombras se desfizeram na hora.

Pedro agora estavam todo arranhado, algumas agarradas em seus braços, pernas e tronco, as que pegaram no rosto passaram direto e caíram no chão. Fios de sangue escorriam de sua pele e manchava as roupas de Pedro, algumas gotas de sangue já foram para o chão.

—Por que você so esta lutando agora? —Questionou Emilio.

Pedro estava tentando se concentrar na luta e agora retirava aquelas agulhas uma a uma. O eu tornava a tarefa difícil, pois foram muitas agulhas, com sorte elas não o machucaram gravemente, sua armadura o protegeu, mas ela não reveste todo o corpo e onde era apenas o tecido, as agulhas entraram, e algumas chegaram a entrar um centímetro na carne.

—Ela so conseguiu lutar agora. —Disse Micael intervindo por Narya.

—Você vai pagar por isso. —Disse Pedro entre dentes a encarando fixamente.

—Veremos. —Disse Emilio o desafiando.

(***)

Quando Diax usou suas chamas para apagar as sombras de Pedro, ele soube na hora que seus poderes se chocaram com os dele que se tratava de magia negra. E Pedro não morreria com os poderes de Mily bloqueado, ela tinha que dar um jeito de desbloqueá-los.

Quando ela sofreu aqueles ata que onde seus pais morreram, eles bloquearam os poderes dela para que ela conseguisse se passar por uma azul, eles limitaram bastante seus poderes e agora não estavam ali para desfazer esse bloqueio.

E ela não sabia por onde começar. E Diax também não foi tão preciso, disse apenas que ela teria que mergulhar em seus poderes e descobrir qual parte foi bloqueada. Era isso que ela estava tentando fazer no exato momento.

Era como um poço, que no momento ela não conseguia encontrar o fundo e estava a ponto de se perder ali dentro. Ela estabilizou e permaneceu onde estava, isso era algo perigoso, ela poderia demorar muito para conseguir voltar.

Quanto mais na superfície se encontrava os poderes, mais fraco ele era. Quando adentrou, ela encontrou uma camada muito fina de gelo, era quase nada, ela se perguntou qual seria a espessura de Micael, já que ele controlava muito bem o gelo.

Depois se deparou com uma camada grossa de algo verde, não era algo denso, ela passava facilmente por aquilo, era seu poder natures, aquele verde poderia ser raízes, raízes venenosas, arvores que ela conseguia fazer os frutos crescerem rapidamente, ela demorou bem mais a pasasar por aquele verde.

Foi mais fundo, e agora estava na água, a junção dos dois era quase como uma gosma, um pouco daquele verde se impregnou nela, e quando ela entrou na água ela viu aquele verde se soltando dela aos poucos e se voltou para a superfície. Nadou um pouco mais fundo, sempre para baixo, e algo que a surpreendeu foi que não lhe faltou o ar, ela conseguia respirar dentro da água.

Quando chegou no fundo da água, era uma camada bem espessa, tinha uma quantidade surpreendente de água, ela era bem forte se tratando de água. Com os olhos abertos, ela conseguiu ver algo branco bem no fundo, como uma lanterna de led. Ela se aproximou mais e aquela luz parecia tocar a água.

As faíscas eram visíveis e quando se aproximou mais os estalos foram audíveis. Aquela luz branca poderia cegar uma pessoa de tão intensa, Mily se aproximou e tocou com as pontas dos dedos, aquilo se propagou por seu corpo e ela estava toda em faíscas, dava para descarregar aquilo em alguém mesmo. Ela se jogou dentro daquilo sem pensar. Não despencou como imaginou que aconteceria. Sua eletricidade era bem forte, pois ela estava atravessando a uma velocidade muito grande.

(***)

—Ela ainda vai demorar? —Emilio perguntou para Micael, os quatro estavam cansados.

Pedro também estava exausto. Mas a magia negra não o permitia morrer, não com qualquer magia. E talvez a de Mily pudesse falhar. O que Diax pediu que ela fizesse era apenas uma teoria.

Mily estava a mais de um metro fora do chão. E seu corpo faiscava, as faíscas eram bem fortes, quem quer que a tocasse morria eletrocutado.

—Eu não sei. —Disse Micael com as mãos em chamas.

—O que ela ta fazendo? —Perguntou Lorenzo a olhando com o cenho franzido, ele estava movimentando as mãos e descarregando alguns raios em cima de Pedro. Assim o mantinha ocupado.

—Nem eu sei pra falar a verdade. —Disse Micael aumentando as chamas em suas mãos e atirou em cima de Pedro.

Os movimentos de Pedro estava cada vez mais lento. Aquela magneto o feriu mais que devia. Não bastasse as agulhas, ela se aproveitou de um ataque de seu primo e lhe atirou uma flecha, ele não percebeu pois ela não usou o arco.

Revestiu a flecha toda em metal e controlou o metal, fez com que fosse pra cima dele a uma velocidade grande mais para seus olhos perceberem os movimentos da garota. A flecha foi em direção a seu peito, ele só teve de desviar a centímetros de a garota lhe acertar o coração.

A magia o mantinha vivo, mas uma flechada no coração o atrasaria de mais.

E ele ainda precisava chegar ate a rainha, o quer que ela tivesse fazendo, quando terminasse, voltaria mais forte do que já era.

Sempre aprendeu a não subestimar seus inimigos, o fez apenas uma vez e agora isso lhe custou caro.

Ele estava tentando a todo custo chegar ate ela, que parecia vulnerável nesse exato momento, mas ele não conseguia passar por esses quatro seres que já estava começando a irritá-lo, mas graças aquela rainha ele estava cansado e a magia negra não estava se recuperando tão rápido como ele imaginava.

—Vamos segura-lo e ganhar tempo para ela. —Disse Emilio, enchendo a mão de fogo frio. Narya mantinha alguns metais flutuando no ar. E os usava sempre que via a oportunidade.

Diax estava na dele em pé e ao lado de Mily. Ele queria protegê-la e ficar de olho na batalha para interferir a hora que achasse necessário. Ele sabia que faria a diferença por lá, mas Mily ficaria muito exposta.

—Precisamos. —Disse Narya fazendo com que os metais começassem a rodar, apenas para confundir Pedro.

Era impossível se concentrar totalmente na  batalha com aqueles metais o rodeando. Ela não havia percebido que isso o desconcentrava, mas Emilio sim e havia dito para a garota e agora ela estava usando isso contra ele. A qualquer momento ele poderia ser atingido por uma daquelas coisas. Ela escolhia apenas uma e lhe atacava quando estava ocupado com um ou dois dos três.

(***)

Mily estava mergulhando cada vez mais dentro da eletricidade, estava se perguntando se aquilo não teria fim, mas então ela sentiu quando chegou ao meio, ali a concentração força era mais forte, ela teve que descarregar uma fração daquele poder que estava sobre ela, mas ela não podia controlar a direção na qual sairia a descarga elétrica.

Mily mergulhou mais um pouco e sentiu o calor de suas chamas, o vermelho do fogo fundido ao branco formava algo de cor rosa, na qual ela não tinha controle nenhum, e então ela entrou no fogo e aquelas chamas a invadiram e ela sentiu o conforto que a tempos não sentia. A vontade de ficar ali lhe pareceu muito tentadora.

Mas então ela se lembrou do porque estava ali e continuou, desceu mais um pouco.

Desceu cada vez mais fundo. Suas chamas trepidavam dentro dela como se pedissem para serem liberadas.

Mas Mily não tinha tempo, precisava ser mais rápida, ela se jogou de cabeça nas chamas como se estivesse mergulhando em águas, mas então do nada ela encontrou um limite.

Era como se fosse uma parede de vidro, pois ela conseguia ver além, tinha mais coisas para ela explorar em seus poderes, mas algo a impedia de ir mais além. Ela bateu, ela chutou, mas foi inútil. Com o que ela estava lutando?

Mas foi então que ela se lembrou. Aquele era o bloqueio, suas chamas foram bloqueadas quase na metade, sua telepatia estava abaixo das chamas, estava quase toda bloqueada... Qual seria a dimensão dos poderes de Mily depois de desfazer aquele bloqueio?

Como Mily iria quebrar aquele bloqueio?

—Isso não é meu. —Disse Mily se afastando um pouco enquanto olhava para algo que parecia ser invisível. —Não tem que está aqui.

Mily então espalmou suas mãos sobre aquilo, parecia ser um vidro, ela forçou para frente. Como se estivesse ouvido o que ela disse, o vidro rachou, uma rachadura que formou o desenho de um raio e então as chamas que estavam na mão da garota acabou de fazer o resta.

Nem mesmo Mily entendeu o que viu, seus poderes começaram a se realinhar. Algo parecido com um vácuo foi para cima. As chamas de Mily foram para o fundo, as faíscas elétricas se misturavam com as chamas quando os dois se encontravam. A telepatia era bem grande, pouco inferior as chamas e a eletricidade.

Mily mergulhou fundo até o final de suas chamas, uma fina camada de cinzas foi encontrada abaixo do fogo. O que aconteceria se ela tocasse as chamas?

(***)

Pedro precisava deter aquela garota. Ela estava dando mais trabalho que o necessário.

Ele teria que ignorar seus primos e o irmão da rainha.

Uma única e pequena sombra se propagou por baixo do solo ate chegar por trás da garota. E então  aquela sombra a sufocaria e a mataria. E ele teria que lidar apenas com os outros três.

A sombra subiu rápida e silenciosa. E quando tocou a garota, ela gritou a plenos pulmões, um alto e agudo que dava a impressão de rasgar a garganta da garota e Pedro sentiu um pequeno eco em seus ouvidos.

Aquilo parecia estar queimando-a.

Mas aquele grito pareceu despertar a rainha.

—Mily. —Narya gritou com toda força que tinha. Aquelas pequena e única sombra estava queimando e roendo a sua pele.

E então a rainha se levantou e saiu de seu transe.

Parecia ser outra. Ela estava tomada por seus poderes. As chamas dançavam e crepitavam e o calor era sentindo a distancia. As faíscas brancas e incandescentes e em neon. Ela estava emanando poder, era outra Mily.

E então não bastasse estar rodeada de chamas e faíscas, ela invocou a chama e trouxe a eletricidade nas mãos e jogou com carga total em cima de Pedro.

As sombras se colocaram na frente dele, mas as barreiras de sombras se quebravam assim que entravam em contato com os poderes de Mily, mas ela insistiu, e continuou.

As barreiras de sombra agüentavam cada vez menos.

Depois de alguns minutos, as chamas romperam as sombras abrindo espaço para a eletricidade, ambas atingiram Pedro com carga total, o mesmo caiu no chão desfigurado e com a pele escurecida.

Mily abaixou as mãos, tinha que admitir, estava cansada. Ela respirou fundo e olhou para Emilio e depois para Lorenzo.

Os dois não paravam de encarar o primo que estava em posição estranha no chão, estava retorcido, talvez tivesse fritado a coluna dele, pensou Mily consigo mesma.

—Desculpe. —Murmurou ela para Emilio e então deu um sorriso fraco para Lorenzo.

—Fez o que precisava fazer. —Disse Emilio com voz baixa, como se fosse errado dizer isso em voz alta. —Fez o que eu não consegui. —Emendou ele com amargura na voz.

—Não... —Ela começou a falar, não era para ele se sentir dessa forma.

—Emilio como fazemos agora? —Perguntou Lorenzo agitado. Como se só agora absorveu o que havia acontecido. Interrompeu Mily antes mesmo que ela começasse a falar.

—Procedimento padrão. —Disse ele se virando na direção do irmão. —Os dois reinos vivem em rivalidade a muito tempo. Não teremos complicações.

Os quatro entraram no castelo e Emilio acertou os detalhes da sua volta. Estava mais que na hora, precisava levar dois corpos de volta pro seu continente, e um era de seu tio, apesar de não gostar do primo, gostava do tio.

(***)

Lincon chegou no castelo uma hora depois da briga, Emilio e Lorenzo estavam prontos para partir.

—Adeus. —Disse Emilio para Lincon.

—Adeus. —O outro retribuiu.

—Falou cara. —Disse Lorenzo para Lincon, que apenas sorriu e apertou a mão do outro.

Enquanto os dois guardavam as malas, Mily se colocou de frente para Lincon e respirou fundo. Antes de falar com Lincon Mily pediu para que Emilio esperasse por ela.

E foi o que ele fez.

—Lincon —Ela começou a dizer, mas não sabia por onde iria começar, respirou fundo outra vez. —Eu vou com eles. Não quero isso, nunca quis. —Disse ela tirando a coroa da cabeça. —Não é isso que eu quero. —Disse ela gesticulando de forma a indicar o castelo e todo aquele lugar.

—O que esta fazendo? —Perguntou Lincon, apesar de estar obvio, ele não estava conseguindo acreditar no que ela estava fazendo. —Não pode fazer isso.

—Desculpe. —Disse ela em tom neutro.

—Mily... —Lincon a chamou, gritou seu nome como se isso fazê-la mudar de idéia.

—Desculpe, mas uma guerreira nunca vai ser uma rainha. —Disse ela como se fosse o suficiente e justificasse sua escolha.

Para ela era mais que suficiente. Para ela era o certo a se fazer, uma forma de descobrir quem ela realmente era. Mily sabia que não era dentro de um castelo administrando um reino, Lincon era melhor que ela nisso.

Lincon não podia e não queria acreditar no que Mily estava fazendo com eles. Ela simplesmente desistiu do nada, mas ele sabia que isso poderia acontecer e que não poderia fazer nada.

Tudo que ela disse foi um adeus.

Ela não se demorou com a despedida. Deixou-lhe apenas um papel que para ele não significava nada. Um acordo de paz com o reino de Emilio.

Ela não lhe deu muitas palavras e não lhe deu nada mais que um abraço.

Ele ficou olhando a silueta dela, que se afastava cada vez mais e tornava-se cada vez menor enquanto se afastava. Ele observou quando ela subiu na proa do navio e o vento agitava seu cabelo, ela os tinha cortado recentemente e estavam curtos e ondulados, as ondulações de seu cabelo quase abraçavam seu rosto, mas agora agitadas pelo vento, estava longe de mais de suas vistas e fora de seu alcance.

Tudo que ela deu-lhe foi reino para que ele cuidasse. Algo inútil perto do que ele queria.

Ele não conseguia acreditar no que acabava de acontecer, estavam indo tão bem. Os encontros, estava dando certo, ele estava pensando em fazer o pedido de namoro, quando Mily desistiu? E como ele não percebeu que ela não queria mais?

Agora não podia fazer mais nada.

Será que um dia ele iria encontrar que pudesse gostar tanto quanto gostou de Mily?

Ele conseguiria amar com a mesma intensidade?

Lincon tinha quase certeza que não.

Seguiu seu caminho de volta pra casa ccom esses pensamentos.

Uma coisa ele tinha certeza, o futuro é imprevisível. O que hoje é um problema, amanhã é a solução, ele aprendera isso na marra tudo dependia do quanto ele daria atenção.

Ele a amava, isso não havia o que contestar, mas ele também sabia que não poderia se prender, tinha coisas pra fazer e muito o que viver ainda, nunca esqueceria Mily e o que ela representou na vida dele. Mas devia seguir em frente mesmo que sem ela.

Depois de algm tempo convivendo com ela, ele acostumou a tê-la por perto, havia desaprendido a ficar sem a presença da garota.

Tudo o que Lincom sabia é que no final tudo se resolvia, tudo ficaria no lugar, cada ficaria como devia estar. 


Notas Finais


não me matem...
gente esse é o penulltimo capitulo.


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