História Tickets - Capítulo 1


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Will Byers
Tags Finn Wolfhard, Romance, Suícidio, Suspense
Visualizações 17
Palavras 1.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


inicio dramático porque sim.
Vou confessar que tive ideia dessa série com base em um sonho que eu tive, e além de traumatizada com sonhos, gostei bastante do resultado desse primeiro episódio.

Espero que gostem, amo vocês.
Boa leitura.

Capítulo 1 - The dead of Karen Wheeler


 

 

Eu, particularmente, amo festas de família. A deste ano estava bem animada, cheia de decorações festivas, comidas e bebidas, todos reunidos e até alguns amigos e conhecidos foram. 

 

A casa da minha bisavó, ainda viva, era de madeira, porém, bem espaçosa. A parte em que acontecia a festa era com piso colorido, feito aqueles com vários cacos que encontramos em algumas calçadas no centro da cidade daqui.

 

Viajamos para lá no minimo cinco vezes por ano, para ver como eles estão. Meus primos e eu somos muito chegados e não nos afastamos um momento sequer naquela festa.

 

Ficamos sentados nos bancos perto da parede a maior parte da festa, brincando e jogando conversa fora, faz pouco tempo que completei 17 anos e mal posso esperar para o próximo ano chegar e eu começar a trabalhar. Esse era o motivo da nossa conversa há pouco.

 

Resolvi sair para pegar um pouco de ar, muito tempo presa naquele ambiente pequeno me fazia tremer e ficar agoniada ao mesmo tempo.

 

Assim que senti o ar fresco em meus pulmões, me sentei na escadinha que dava à porta e encostei a cabeça na mesma, que já estava fechada. Precisava de um tempo. Mesmo sendo uma das melhores coisas que aconteciam no meu ano, essa festa me deixava maluca.

 

Levantei e comecei a andar pela garagem de céu aberto. Ali tinha uma parede de arames coberto por folhas gigantescas, que eram enfeitadas com algumas flores. Passei a mão por elas e peguei uma florzinha roxa, a cheirando em seguida. Isso me acalmava.

 

Quando olhei para trás, vi Millie, minha meia-prima, e particularmente, uma das minhas favoritas. Ela estava com os olhos borrados de preto, estava chorando. Corri até ela, que caia em um choro incontrolável. 

 

-O que aconteceu, Mills? - perguntei entrando em desespero junto à ela. - Tem algo de errado?

 

-Só corre lá para dentro de casa. - revirei os olhos, eu não obedeceria, eu nunca obedeço. - Vai logo Kamilly.

 

Sim, esse era o meu lindo, mas nem tanto, nome. Eu nunca fazia o que Millie mandava, mesmo que fosse para o meu próprio bem. Convivo com ela desde sempre, e nunca, nunca mesmo, me peguei fazendo algo que ela mandava ou pedia, por mais educado que fosse seu pedido.

 

Ela não parava de olhar para trás dos arbustos de arame, e em um certo momento comecei a ficar com medo do que ela viu ou sentiu lá. Ela poderia só estar triste, pensando em Jacob, seu ex-namorado que há pouco tempo a deixou.

 

-O que tem lá, Millie? - peguei em seus ombros e a vi estremecer. Algo de ruim havia acontecido. - Me fala!

 

-Eu... eu não consigo! 

 

Saiu correndo e me deixou lá fora sozinha, batendo a porta quando entrou. Seja lá o que estivesse lá do outro lado, eu queria ver, mas estava com medo. Então, resolvi que meus medos não valiam de nada e que um dia, eu morreria, mas que não seria agora.

 

Juntei minhas forças e fui rezando até lá, tendo visão do começo do outro lado.

 

Um pé. Um pé? O que diabos alguém estava fazendo ali aquela hora dormindo, deitado ou seja lá o que estava fazendo?

 

Dei mais um passo, vendo as pernas e a cintura de uma mulher, e eu conhecia essa mulher. Mais um e eu já podia ver parte de sua barriga e seios, e quando finalmente dei o último passo, eu desejei ter escutado Millie pelo menos um vez na vida. 

 

A mulher estava com roupa de festa, aparentemente porque estava inclusa na nossa e era bem próxima a minha família, e a mim. Sua boca esbanjava sangue, tinha uma faca bem no centro da barriga, e seus olhos estavam abertos, mas não piscavam. Estava imóvel, estava morta.

 

Fiquei uns dois minutos olhando para a figura, que tinha o nome de Karen, Karen Wheeler, mãe da Natália, uma das minhas primas de terceiro grau. A imagem resultou em lágrimas, Karen era muito querida e eu amava passar metade das férias com ela e suas filhas. 

 

Coloquei a mão na boca e chorei baixinho, ninguém poderia descobrir, não agora, pelo menos daria só mais dez minutinhos de felicidade  a Natália, Holly e o resto da minha família. Millie não contaria, não tinha estomago para isso.

 

 

Quando recompus meu corpo, mesmo ainda não as lágrimas, resolvi voltar para dentro e contar o ocorrido ao meu tio Hopper, pai da Millie e policia da cidade. Adentrei a sala e recebi todos os olhares. Eu era a mais animada de todos, nunca me viam chorar ao menos que fosse algo muito grave, e bom era, mas eles só não sabiam.

 

-Tio Hopper? - chamei sua atenção o chamando com movimentos rápidos das mãos. - Será que posso falar com o senhor?

 

Millie me olhava com olhar cabisbaixo, eu não era a única a amar Karen Wheeler. A mesma veio até nós dois, quando a chamei com o olhar, tínhamos esse abito de chamar com os olhos.

 

Os puxei o mais afastado da casa possível, e antes que eu pudesse começar a contar, eu e Millie caímos em choro. Hopper nos observava assustado e confuso, ele logo saberia, por mais que ele fosse muito ligado ao trabalho e não juntasse sentimento com isso, ele provavelmente iria ficar triste, era chegado  demais aos Wheeler.

 

-Karen está morta! - sussurrei, ainda não me dando conta das palavras e do sentimento. - Millie a achou morta.

 

-Eu...pai, ela está jogada perto dos arbustos. - Millie não parava de chorar, assim como eu. - Alguém a matou!

 

-A Karen? - Hopper estava de olhos arregalados, nós nunca mentíamos, não para Hopper, sempre contamos com ele para tudo. - Onde?

 

Eu sabia que ele iria se comover, ele nem havia a visto e seus olhos já brilhava com água prestes a serem derramadas.

 

Meu coração palpitava forte, eu não queria ter aquela última imagem de Karen, não daquela moça alegre, animada e que eu tanto amava. Não caída, e com uma faca na barriga.

 

Eu iria achar quem fez aquilo com ela. Nem que fosse a última coisa que eu fizesse, e nem que isso me leve a ficar como ela está. Vamos prender o desgraçado que fez a vida das pessoas mais importantes da minha vida um inferno emocional.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Acabou.
Tá confuso? Eu sei que sim, mas no próximo episódio já vai dar para entender melhor.
Amo vocês, até o próximo capitulo.
Beijos da Lyaah.


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