História Tickets - Capítulo 2


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Categorias Stranger Things
Personagens Chefe Jim Hopper, Dustin Henderson, Eleven (Onze), Lucas Sinclair, Maxine "Max" Mayfield / "Madmax", Mike Wheeler, Nancy Wheeler, Will Byers
Tags Finn Wolfhard, Romance, Suícidio, Suspense
Visualizações 12
Palavras 1.710
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Segundo episódio fresquinho.
Espero que vocês, amores da minha vida, entendam melhor agora.
Amo muito vocês.

Boa leitura.

Capítulo 2 - The asshole of Finn Wolfhard


 

 

Não pensei que seria tão ruim ver o corpo de Karen morto pela segunda vez. Mas foi, e foi simplesmente pior do que a primeira quando descobri que a pessoa que era tão amada por e por minha família, tinha ido embora eternamente.

 

O rosto de Hopper não foi nada bom. Eu ainda não podia controlar as lágrimas e as batidas aceleradas do coração. A sensação de perder alguém é horrível: seu coração acelera, o peito subindo e descendo rápido demais para os seus olhos cheios de água acompanharem, aflição, medo, tontura e uma série de outras coisas terríveis que eu passei junto à Millie e Hopper naquele momento.

 

Só nós sabíamos ainda, digo ainda por que a decisão de Millie, já que foi ela que achou o corpo, foi contar ao resto da família e não deixar eles pensando que está tudo bem enquanto nós duas passamos por um grande inferno emocional.

 

-Você vai vir comigo, Kamilly. - Hopper disse. - Preciso que conte tudo que viu para a policia. Você e Millie.

 

O abracei forte, ele não ia conseguir se controlar, e eu sabia disso. E foi ai que ele começou a chorar.

 

-Kamilly - Millie chamou minha atenção. - Vamos contar a Natália.

 

-Não vão querer esperar a perícia? - Hopper perguntou com os olhos marejados.

 

-Hopper - comecei, pelo menos uma vez eu precisava superar os sentimentos e ser autoritária. -, acho que você não está possibilitado para fazer esse trabalho.

 

Ele apenas assentiu e saiu dali, indo em direção ao banheiro, aposto que ia chorar.

 

Em quanto Hopper começava a passar o que Millie eu passamos, nós duas fomos nos preparar para dar a noticia às filha e a família de Karen. Não seria legal, e muito menos fácil, mas precisávamos contar, são a família dela.

 

Quando entramos na casa de novo, recebemos todos os olhares que estavam ali. Isso tornou tudo mais difícil, todos estavam ali, ninguém que a conhecia teria a matado. Adentramos mais a sala, e caminhamos até Natália, que brincava com a irmãzinha mais nova de boneca. Quando paramos na sua frente, ela levantou o olhar, já preocupada.

 

-Aconteceu alguma coisa, meninas? - perguntou. - Vocês estão... tristes?!

 

-Naty... - Millie iria contar, mas como eu já havia dito antes, ela não tinha estomago para isso, então sobrou tudo para mim. - Não consigo...

 

Olhei para o lado tentando recuperar o folego, mas a única coisa que aconteceu, foi eu avistar um garoto pálido, com expressão fria e fechada entrar na casa. Seus cabelos negros e enrolados cobriam boa parte da testa, eu já tinha o visto aqui no começo da festa, mas ele sumiu antes de Karen, infelizmente, entrar em óbito.

 

Voltei toda a minha atenção a Naty quando o garoto me encarou por alguns segundos, eu estava ficando com medo, talvez tenha um assassino aqui nessa sala e ninguém sabe quem exatamente é.

 

-Naty, eu e Millie fomos tomar um ar e... - recuperei o ar novamente para continuar. - Achamos sua mãe, morta. Me desculpe, Naty. Eu sinto muito.

 

As lágrimas começaram a rolar sob seu rosto, e isso mais que partiu meu coração. Eu não aguentaria muito tempo, e se eu já estava nesse estado, não queria nem olhar para Millie, que era considerada a mais sentimental. Talvez eu pudesse ser considerada insensível em alguns momentos, mas o que as pessoas veem por fora, não veem por dentro.

 

E foi então que descobri, que mais do que ninguém naquela sala, era eu a muito fraca, mais do que Millie, até. Não aguentei ver uma pessoa morrer, não aguentei segurar o choro, mas também não queria que ninguém visse. E essa era a minha fraqueza: não admitir que estou fraca, o que me torna mais fraca ainda. Sim, eu era egoísta por isso, e me arrependo amargamente de não ter pedido um ombro amigo naquela hora.

 

- Eu sinto... - dei uma pausa para puxar um pouco de ar para os pulmões. - muito, mesmo.

 

Não foi Millie que saiu correndo para fora de casa, mas sim eu. Eu era ridiculamente fraca, mas também era extremamente egoísta, e não iria admitir para ninguém. Isso podia ficar só entre mim. Queria Millie ao meu lado, porque ela foi uma das únicas a me dar apoio em toda a minha vida, e ela podia fazer isso de novo, mas não só por mim, mas por nós duas.

 

Parei fora do portão, na calçada da rua asfaltada e cheia de buracos. Tapei a boca e me joguei de joelhos, sentindo o choque da minha pele com as pedrinhas e sujeiras. Estava tarde da noite, e agora, todos sabiam da morte de Karen Wheeler, o que era um fato que eu gostaria de esconder para o resto da minha vida.

 

Senti um pingo na minha testa. Era impossível o dia ficar pior. Morte, chuva de alagar, dor... Tudo que pedi com fé para que nunca acontecesse, mas estava acontecendo, e eu não podia fazer nada para impedir esses fatos. Soltei um grito longo, descontando minha tristeza na garganta, estava afastada de casa, ninguém me escutaria. A chuva começou a cair mais forte, e agora, meus cabelos pretos, que estavam soltos, grudavam na minha pele. 

 

-Não sabendo lidar com a morte da Wheeler, senhorita? - uma voz grossa e rouca soou atrás de mim, mas não me virei para olhar. Ninguém poderia saber dos meus medos. Sentei sobre os meus pés, colocando as mão na minha coxa e abaixei a cabeça. - Nunca sabe lidar com as coisas direito, Kamilly?

 

-Não seja grosseiro! - passei as mãos no meu cabelo, colocando os fios da testa atrás da orelha. - Você não sabe o que é passar por isso.

 

-Talvez sim, talvez não... - contrariou. - Você nunca vai saber. A propósito, não sabe quem eu sou e esta de costas. Isso seria falar com estranhos, sua mãe não te ensinou a ter cuidado? - sua voz foi de assustadora para melancólica e maliciosa.

 

-Eu não tenho mãe! - gritei, já me descontrolando. 

 

Eu odiava falar da minha mãe, a mesma que me abandou para ir morar em Los Angeles, na Califórnia, com meu padrasto, me deixando sob guarda dos meus tios Winona e Hopper, acabei me tornando irmã da Mills. E esse desgraçado já estava me irritando. Seja lá quem for, vou mandar que cate suas tralhas e vaze daqui, não sou obrigada a ouvir desaforo quando uma pessoa muito importante para mim morreu.

 

-Vamos com calma, amorzinho. - senti uma mão no ombro e virei o rosto para ver quem era. Aqueles cachos, aqueles olhos... Era o garoto que chegou depois que eu e Millie voltamos para dentro, o único que não estava lá dentro quando Karen veio a falecer. - Não queria te estressar.

 

-Quem é você e porque estava na festa da MINHA família? - Eu tive que destacar o minha, pra ressaltar que era minha e não dele, e que caso ele fosse, eu não o conhecia e nem pretendia conhecer. - Porque não estava na hora que eu e Millie encontramos Karen morta?

 

-Opa, já levantando suspeitas, garotinha. Tome cuidado! - comecei a tremer, talvez ele estivesse certo, eu não podia levantar suspeitas assim, do nada, mas caso eu tivesse, iria acusar sem dó quem fez isso com Karen. - E falando na Millie, ela é sua prima e é uma gatinha.

 

Levantei, avançando em cima dele e puxando seus cachos. O fiz olhar para mim, puxando mais os fios de seus cabelos para cima, ele sorriu, frio como gelo, mal como um lobo, malicioso como alguém que acabou de fazer sexo. Nojento.

 

-Não a chame de gatinha. E nem de nada. - com a outra mão livre, apontei o dedo na sua cara. - Está me ouvindo?

 

-Queria estar no lugar dela? - mais um pio e eu levaria a mão na sua cara. - Queria ser chamada de gata e gostosa no lugar dela, não é?

 

-Você não me conhece para falar essas coisas, cacheado. - sorri maliciosa e balancei a cabeça negativamente. Se ele queria brincar, iríamos brincar. - Não sabe quem sou.

 

-Sei, e como sei, garotinha. - se soltou e agarrou meus punhos quando tentei dar um tapa em seu rosto. - Sei sobre todos vocês naquela sala.

 

-Quem é você e o que fez? - cerrei os punhos na sua frente e mordi o lábio a ponto de tirar sangue. - Me responda!

 

-Sou Finn Wolfhard - me respondeu, finalmente. -, sou do Canadá e conheço Jack Dylan, ele me convidou para a festa. É seu primo certo? É tudo que você precisa saber.

 

-É - estiquei a cabeça e vi a silhueta de Hopper vindo em nossa direção. Eu teria que encerrar logo o assunto se não teria que explicar mais coisas e eu já teria muitas para explicar na delegacia onde Hopper trabalha. -, meu primo. Espero não te ver nunca mais.

 

-Kamilly? - Hopper chamou. - Estamos indo para a delegacia agora. Você vem, não vem?

 

-Estou indo, pode ir na frente.- gritei, já que os pingos da chuva batiam na calha da casa e fazia um tremendo barulho.

 

Soltei-me com força e o encarei por alguns segundos, ele, ainda sorrindo maliciosamente, e eu, rangendo os dentes de raiva.

 

-Gostei de você também, garotinha. - piscou, lambendo os lábios cheios de água de chuva. 

 

-Pare de me chamar de coisas no diminutivo! - me virei, tomando rumo até o carro de Hopper alguns metros dali. 

 

- Tudo bem então, minha garota. 

 

- E nem de sua!

 

Me afastei, batendo os pés e mais molhada do que quando vou tomar banho. Millie me espera no carro no banco de trás, já que na frente estava Natália. Tedy foi o meu lado, esposo de Karen. Holly passará a noite aqui com Sadie e Jack, que, por mais de estarem tristes, não tinham tanta intimidade assim com Karen e podiam suportar o peso da morte e da Holly.

 

Finn Wolfhard era um tremendo imbecil, e seja lá o que ele tiver haver com isso, eu vou descobrir. Vou descobrir quem matou Karen, quem ajudou, quem passou informações. Vou sentir o gostinho de ver essa pessoa podre dentro das celas de uma prisão.

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


E acabou.
Próximo episódio sai logo, viu?!
Millie gatinha? Uy.
Kamilly, garotinha de Finn?
Que bipolaridade é essa, meu amigo?
Beijos da Lyaah.


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