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História Ties of Love - Capítulo 13


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🤦‍♂️

Capítulo 13 - Soyeon


Fanfic / Fanfiction Ties of Love - Capítulo 13 - Soyeon

FOI uma longa noite.

Como se tivessem destruído a barreira invisível que as separava, Miyeon e Minnie atingiram o clímax ao mesmo tempo diversas vezes durante a noite. Até que finalmente, exaustas, adormeceram um pouco antes do amanhecer.

Quando Miyeon acordou várias horas mais tarde, estava sozinha na grande cama. Afastando os cabelos dos olhos, sentou-se, puxou o lençol de seda branca até o peito e olhou ao redor do quarto, como se esperando que Minnie aparecesse das sombras. Mas não apareceu.

Cuidadosamente, uma vez que seus músculos estavam doloridos, ela saiu da cama, seguiu o corredor para seu próprio quarto e foi direto para o banheiro. Enquanto tomava um longo banho, sua mente voltou para a noite anterior, fazendo-a imaginar se as coisas seriam diferentes entre elas agora. Contudo, se pensasse sobre isso, se desejasse isso, quão mais desapontada poderia ficar se não acontecesse?

Minnie não fizera promessas.

Assim como não tinha feito promessas um ano atrás, durante a incrível semana delas juntas juntos. Portanto, basicamente, Miyeon disse a si mesma, ela havia cometido o mesmo erro de antes... indo para cama com a pessoa que amava... apesar do fato de Minnie não amá-la.

— Oh, Deus.

Ela descansou a testa contra os azulejos brancos, enquanto jatos de água quente massageavam suas costas.

— Miyeon, se você vai cometer erros... e todos cometem... pelo menos cometa novos erros.

Depois do banho, ela vestiu um shorts branco e uma blusa verde-escura. Então, sentou-se na cama e tentou pensar no que faria a seguir. O único problema era que não tinha ideia do que fazer com o que estava acontecendo em seu mundo.

Aquilo tudo parecera uma ideia tão simples. Ir até Minnie e contar-lhe sobre as garotas. Voltar para casa e para sua vida de sempre.

Mas agora, tudo parecia... complicado.

Falando sozinha sobre decisões estúpidas e consequências, Miyeon olhou para o relógio no criado-mudo e notou o telefone. Instantaneamente animou-se. Era disso que precisava, percebeu. De contato com o mundo real. Falar com sua irmã. Ouvir suas filhas arrulhando.

Pegando o telefone, foi imediatamente atendida pela telefonista do navio, deu o número que queria e esperou enquanto o telefone do outro lado da linha tocava e tocava. Finalmente, Soyeon atendeu ofegante e disse.

— Eu não tenho tempo para vendedores.

Rindo, Miyeon recostou-se contra a cabeceira.

— Olá para você também.

— Oh, Miyeon, é você.

Soyeon deu uma risada.

— Desculpe sobre isso, mas suas bebês estão me deixando meio louca.

Ela se sentou mais ereta, a expressão preocupada.

— Elas estão bem?

— Sim, estão.

Soyeon a tranquilizou.

— Sou eu quem vai morrer logo. Como você faz isso todos os dias? Se algum dia eu me esquecer de lhe dizer o quanto você é incrível, lembre-me deste momento.

— Obrigada, farei isso. Então as meninas estão bem?

— Felizes como moluscos. Todavia, como sabemos que moluscos são felizes? Não é como se elas sorrissem, assobiassem ou algo assim...

— Um dos grandes mistérios do universo.

— Amém.

De fundo, Miyeon ouvia a televisão e pelo menos um bebê chorando.

— Quem está chorando?

— Yuqi.

Respondeu, a voz abafada por um minuto.

— Estou segurando Shuhua e lhe dando uma mamadeira, e Woogie quer sua vez. Não tem muita paciência, esta menina.

— Verdade, Woogie é um pouco mais difícil do que Shuhua.

Miyeon ficou calada então, enquanto Soyeon lhe contava como ia a rotina das bebês. Ela sorria ao ouvir, mas seu coração parecia doer, também. Queria estar lá, segurando suas filhas, tranquilizando-as, alimentando-as. E sofria por não estar.

— Em resumo, está tudo bem por aqui. E você? Como Nicha recebeu a notícia?

— Ela não acredita em mim.

— Bem, ela é uma imbecil.

Miyeon fez uma careta. Soyeon não era uma grande fã de Nicha Yontararak. Sua irmã havia sido cortejada com luxo, e depois dispensada por um homem rico alguns anos atrás, e desde então, não tinha muita fé nos homens em geral... e não particularmente nas pessoas ricas.

— Mas ela fez o exame de DNA, e o resultado será enviado por fax para o nosso laboratório. Terá a prova amanhã ou depois, e não poderá continuar negando.

— Ótimo. Então você volta para casa, certo?

— Sim.

Miyeon puxou a bainha do shorts com a ponta dos dedos. Não ficaria a bordo do navio durante o cruzeiro inteiro. Fizera o que tinha ido fazer lá, e permanecer perto de Minnie mais tempo do que o necessário só iria complicar ainda mais as coisas.

— Eu amo minhas sobrinhas, mas acho que elas estão tão prontas para sua chegada quanto eu.

— Sinto tanta saudade delas.

O coração de Miyeon se contraiu novamente ao ouvir o choro zangado de Yuqi.

— Hã-hã. Agora fale por que você realmente ligou.

— Eu liguei para saber das minhas filhas.

— Oh, em parte sim. Agora quero ouvir o resto.

— Não sei o que você quer dizer.

— Espere, preciso trocar as bebês. Shuhua acabou, e agora é a vez de Woogie.

Miyeon esperou e ouviu sua irmã falando com ambas as garotas, obviamente deitando Shuhua e pegando Woogie, uma vez que o choro infantil era agora mais alto e mais exigente. Ela sorriu quando o choro parou abruptamente, e soube que estava ocupada com a mamadeira.

— Pronto, estou de volta.

Anunciou um momento depois.

— Agora, conte-me o que aconteceu entre você e Nicha.

— O que você quer dizer?

— Sabe exatamente o que quero dizer, e o fato de estar evitando a pergunta me diz o que aconteceu. Você dormiu com ela de novo, não dormiu?

Miyeon inclinou-se contra a cabeceira e olhou para o teto.

— Miyeon...

— Não dormimos muito, mas sim.

— Droga, Miyeon...

— Eu já sei que foi um erro, então se você não se importa...

— Um erro? Esquecer-se de comprar pão no mercado é um erro. Dormir com uma criatura que já a dispensou uma vez é um desastre.

— Bem, muito obrigada. Isso faz com que eu me sinta imensamente melhor.

Soyeon suspirou, depois sussurrou.

— Está tudo bem, Woogie, eu não estou gritando com você. Estou gritando como sua mamãe.

Então acrescentou em voz mais alta.

— Certo, desculpe por gritar. Mas Miyeon, você sabe que nada de bom pode resultar disso.

— Eu sei.

Ela não acordara numa cama vazia, sem sinal da amante carinhosa com quem passara a noite? Minnie não poderia ter sido mais clara para informá-la do quão pouco ela significava.

— Deus, eu sei.

— Venha para casa.

— Eu irei. Logo.

— Agora.

— Não.

Disse, meneando a cabeça, enquanto punha as pernas para fora da cama e se sentava ereta.

— Preciso falar com ela.

— Vocês já não conversaram tudo que há para conversar?

Provavelmente, pensou Miyeon. Afinal de contas, não ia contar-lhe que a amava. E não era só esta informação que faltava a Minnie? Ela não fizera o que tinha ido fazer lá? Não completara sua missão, e mais?

— Soyeon...

Sua irmã suspirou, e Miyeon quase podia vê-la fazendo uma careta.

— Eu apenas não quero que seja destruída novamente. Ela não é a pessoa certa para você, Miyeon, e no fundo, você sabe disso. Está somente pedindo para ser rejeitada mais uma vez.

O fato de sua irmã estar certa não mudava nada. Miyeon sabia que não podia ir embora até que visse Minnie novamente. Descobrisse o que a noite anterior significara para a outra. Necessitava provar para si mesma, de um jeito ou de outro, que não havia futuro para elas. Somente assim seria capaz de se libertar e criar uma vida para si mesma e para suas filhas.

— Se eu me machucar novamente, irei me recuperar. Aprecio sua preocupação comigo, Soyeon, mas tenho de passar por isso. Portanto, eu lhe telefono quando estiver voltando para casa. Tem certeza de que pode cuidar das meninas por mais alguns dias?

Houve um longo momento de silêncio antes que sua irmã dissesse.

— Sim. Nós estamos bem.

— E quanto ao trabalho?

Soyeon era tradutora de textos médicos. Trabalhava em casa, o que era um bônus para ocasiões como aquela, quando Miyeon precisava de uma babá com rapidez. Como agora.

— Eu trabalho enquanto as bebês tiram suas sonecas. Estou me virando. Não se preocupe com isso.

— Certo, obrigada.

— Miyeon? Tome cuidado, tudo bem?

A porta da suíte se abriu e uma criada entrou. Ela viu Miyeon, fez um gesto de desculpa e começou a sair novamente.

— Não, espere. Você pode entrar agora.

Então para sua irmã.

— A empregada está aqui, tenho de desligar. Eu telefono em breve. E beije os meninos por mim, certo?

Quando desligou, Miyeon não sabia se estava se sentindo melhor ou pior. Era ótimo saber que suas filhas estavam bem, mas as palavras de Soyeon continuavam martelando no seu cérebro. Sim, sua irmã tinha preconceito contra pessoas ricas, mas o que dizia fazia sentido também.

Miyeon quase fora destruída após a separação com Minnie um ano atrás.

Desta vez, todavia, tinha a distinta impressão de que a dor de perdê-la ia ser muito, muito pior.



(...)



MINNIE NUNCA se considerara uma covarde. Ora, tinha escalado até o topo do mundo financeiro. Construído um império com nada além de sua coragem e um sonho. Criado um mundo que era tudo que sempre quisera. Entretanto... algumas horas atrás, havia saído da cama e deixado Miyeon dormindo sozinha no seu quarto, porque não quisera falar com ela.

— Mulheres,

Murmurou, inclinando-se contra a balaustrada da proa do Splendor Deck, seus olhos percorrendo a costa de Acapulco.

— sempre querem conversar na manhã seguinte. Sempre precisam analisar e criticar tudo que você fez ou disse na noite anterior.

Mas não havia nada para analisar, lembrou a si mesma. Ela a tivera, exatamente como planejara, e agora estava tudo acabado... também como tinha planejado. É claro que seu corpo enrijecia e seu peito se contraía com esse pensamento, mas não importava.

O que importava era que tivera Miyeon sob si, sobre si, ao seu redor, e agora podia esquecê-la completamente. Sem mais sonhos a perseguindo. Sem mais pensamentos sobre ela.

Estava acabado.

Franzindo o cenho, Minnie observou surfistas no mar e turistas tomando sol na praia. Brilhantes guarda-sóis listrados estavam espalhados ao longo da areia, e garçons vestidos de branco se moviam entre a multidão, oferecendo drinques típicos. Então, se estava tudo acabado, por que continuava pensando nela? Porque, reconheceu silenciosamente, aquela noite com Miyeon tinha sido diferente de qualquer coisa que já experimentara desde a última vez que haviam estado juntas.

Minnie não era uma freira. E, uma vez que era solteira, não via problema em ter quantas mulheres quisesse. Contudo, nenhuma mulher jamais mexera consigo como Miyeon mexia. Ela lhe fazia sentir coisas nas quais não tinha interesse.

Instigava-a a desejar mais do que deveria. Esta ideia tanto lhe intrigava quanto lhe aborrecia. Não estava procurando mais do que sexo casual com uma mulher disposta. E nada sobre Miyeon era casual. Ela já sabia disso. Então, a melhor coisa que podia fazer era ficar longe dela.

Seria melhor para ambas. Minnie se afastou da balaustrada com desgosto. Mas não ia se esconder no seu próprio navio. Encontraria Miyeon, e lhe diria que não tinha interesse numa repetição da noite anterior... e agora quem estava mentindo?

Virou-se para ver Miyeon andando na sua direção, e seu corpo enrijeceu de imediato. No sol do fim da manhã, ela estava linda. Os cabelos castanhos pendiam soltos sobre os ombros. A blusa se aderia aos seios... sem sutiã... e a boca de Minnie secou. O shorts branco realçava a pele rosada das pernas delgadas. Os olhos castanhos estavam presos nos seus, e Minnie teve de se forçar para permanecer imóvel. Para não puxá-la para seus braços e provar-lhe a boca deleitável mais uma vez.

Ela ajeitou a bolsa a tiracolo no ombro e parou à sua frente. Afastando os cabelos dos olhos, encarou-lhe e disse.

— Fiquei me perguntando para onde você tinha desaparecido.

— Eu precisava cuidar de alguns assuntos.

Replicou, e isso era parcialmente verdade.

Yontararak já tinha demitido a banda que se recusara a fazer o combinado, e encontraria o empresário de outra banda contratada em meia hora. Mesmo assim, estivera a evitando.

— Ouça, Minnie...

— Miyeon...

Falou ao mesmo tempo, querendo interromper qualquer tentativa de romantizar a noite anterior. Já era ruim o bastante refletir muito sobre aquilo.

— Eu primeiro, certo?

Murmurou Miyeon rapidamente, antes que tivesse chance de continuar. Ela lhe deu meio sorriso, e Minnie preparou-se para perguntas como “o que significo para você”. Era por isso que normalmente só procurava mulheres que não queriam mais do que uma noite de divertimento.

— Eu só quero dizer que ontem à noite foi um erro.

— O quê?

— Nós não deveríamos.

Ela olhou ao redor para se certificar de que estavam a sós. Estavam, porque aquela ponta do Splendor Deck era anexa à suíte de Minnie, e inacessível aos passageiros.

— Eu não vim para cá com a finalidade de ir para a cama com você. Isso não estava nos meus planos, e agora lamento muito que tenha acontecido.

Minnie sentiu-se totalmente ultrajada. Ela lamentava estar consigo? Como isso era possível? Estivera lá, ouvira os gemidos e gritos. Sentira a rendição de Miyeon. Tinha tremido com a força do clímax dela e sabia que lhe dera incrível prazer.

Então, como ela podia lamentar?

Mais, como poderia dispensá-la, conforme o plano, se Miyeon a estava dispensando primeiro?

— Você está falando sério?

— Ora, Minnie, sabe tão bem quanto eu que isso não devia ter acontecido. Você só está interessada em relacionamentos que duram a extensão de um cruzeiro, e eu sou uma mãe solteira. Não estou na posição de ser a “gatinha do mês” de ninguém.

— “Gatinha do mês”?

Estava insultada, e o fato de que estivera prestes a lhe dizer quase a mesma coisa que ela estava falando lhe deixou perdida.

Miyeon apertou a bolsa de palha junto ao corpo.

— Eu só estou dizendo que o que aconteceu ontem à noite não vai se repetir.

— Sim, eu entendi.

E agora que Miyeon falara aquilo, Minnie a desejava mais do que nunca. Não que fosse admitir isso para ela.

— Provavelmente este é o melhor caminho.

— Sim, é.

Confirmou ela, mas o tom de voz era melancólico. Ou estava ouvindo o que queria ouvir? Estranho, alguns minutos atrás Minnie estivera pensando em como dispensá-la. Em como lhe dizer que estava tudo acabado. Agora que Miyeon tinha tomado a mesma iniciativa, se sentia diferente. O que estava lhe acontecendo?

Qualquer coisa que fosse, disse a si mesma com firmeza, era hora de cortar pela raiz. Não ia tropeçar em suas próprias emoções mais profundas. Não por uma mulher que já sabia ser mentirosa.

Além disso, Miyeon não tinha ido ao cruzeiro por ela, mas pelo que Minnie poderia lhe dar. Ela comprara passagem naquele navio com o único propósito de lhe tirar dinheiro. Claro, era uma pensão alimentícia. Mas Miyeon ainda queria dinheiro. Então, o que a tornava diferente das mulheres que conhecera?

— Sinto atração por você, mas então suponho que já percebeu isso.

Miyeon estava vermelha? As mulheres ainda enrubesciam?

— Mas não vou permitir que meus hormônios me controlem. Logo, você estará navegando pelo mundo com uma morena ou uma ruiva no braço, e eu estarei de volta a Seoul, cuidando das minhas filhas.

As bebês.

De Miyeon? Suas?

Minnie não queria discutir o assunto até que tivesse certeza. Em vez disso, decidiu virar o jogo. Lembrá-la de que ela estava em seu navio, e de que era ela quem tinha ido procurar-lhe, não o contrário.

— Não pense mais sobre isso, Miyeon.

Minnie ergueu-lhe o queixo com a ponta dos dedos.

— Foi apenas uma noite. Uma imagem numa tela de radar.

Ela piscou.

— Nós nos divertimos.

Continuou, não deixando transparecer a tensão interior que sentia.

— Agora acabou. Fim da história.

Minnie observou suas palavras atingindo Miyeon, e por um segundo, desejou retirá-las. Perguntou-se então de onde tinha vindo este sentimento.

— Tudo bem, então.

Disse Miyeon, a voz baixa quase inaudível com o barulho do mar abaixo.

— Agora sabemos qual é a nossa posição.

— Sim, sabemos.

— Neste caso, talvez eu deva voar para casa mais cedo. Posso pegar um voo de Acapulco facilmente. Falei com minha irmã hoje, e ela está enlouquecendo...

Minnie a interrompeu instantaneamente.

— As bebês estão bem?

— Sim, é claro. As meninas estão bem, mas Soyeon não está acostumada a lidar com eles 24 horas por dia, o que pode ser muito exaustivo, então...

— Eu gostaria que você não fosse embora ainda.

— Por que não?

Porque não estava pronta para deixá-la partir. Todavia, como admitir isso seria se rebaixar, respondeu.

— Eu queria você aqui até que recebêssemos o resultado do exame de DNA.

Miyeon abaixou o olhar por um instante, então encontrou o seu novamente.

— Você falou que provavelmente teremos uma resposta hoje, de qualquer forma.

— Então você pode esperar sem problemas.

— Do que se trata realmente, Minnie?

— Apenas o que eu falei.

Ela lhe segurou o braço com firmeza e a virou. Sentindo o calor emanando do corpo dela, lutou contra a vontade de puxá-la para si e beijar-lhe o ponto que pulsava na base do pescoço. De levantar aquela blusa feminina e tocar os seios magníficos.

Droga, estava excitada e muito irritada por este simples fato. Conduzindo-a ao longo do largo corredor, Minnie seguiu em direção à sua suíte.

— Nós temos assuntos inacabados, Miyeon. E até que acabem de vez, você vai ficar.

— Talvez eu deva ficar em outra cabine.

— Com medo que não consiga se controlar?

Provocou, abrindo a porta e permitindo

que ela lhe precedesse dentro da suíte.

— Em seus sonhos.

Replicou, e jogou sua bolsa no sofá.

— E nos seus.

Miyeon a olhou e se sentiu enfraquecendo. Não era justo que aquilo fosse tão difícil. Não era justo que seu corpo quisesse e seu coração ansiasse, mesmo quando sua mente lhe dizia para recuar. Ela precisava sair daquele navio. Logo.

No silêncio tenso, veio o som de um bip de outro cômodo, e Miyeon lhe fitou com expressão interrogativa.

— Máquina de fax.

Ela assentiu, e, quando Yontararak saiu, presumivelmente para ver o fax que chegara, Miyeon foi para o quarto de Minnie. Tudo que queria era pegar a calcinha que tinha deixado lá na noite anterior. E melhor fazer isso quando a outra estava ocupada em outro lugar.

Enquanto abria a porta, ouviu Minnie chamando.

— É do laboratório.

Se ela falou mais alguma coisa, Miyeon não ouviu. Nem mesmo sentiu uma onda de prazer, sabendo que agora Minnie não teria escolha senão acreditar que era appa de suas filhas.

Em vez disso, seu olhar estava fixo na cama, e seu cérebro em curto-circuito enquanto ela encarava a ruiva nua muito surpresa deitada sobre a cama de Minnie.


Notas Finais


Vou dar três segundos, Minnie, antes que eu comece a atirar em você. 1, 2, 3...


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