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História Ties of Love - Capítulo 18


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Notas do Autor


😅😅

Capítulo 18 - Minnie Vs. Soyeon


Fanfic / Fanfiction Ties of Love - Capítulo 18 - Minnie Vs. Soyeon

— AQUI? Como assim, ela está aqui? Aqui em Daegu?

Miyeon olhou por sobre o ombro para a porta fechada de sua casa. Tinha visto Soyeon estacionando na frente e praticamente corrido para o lado de fora, a fim de encontrá-la.

— Aqui. Dentro da minha casa. Com as meninas.

Por três dias ela conseguira evitar Soyeon, enrolando-a com telefonemas, alegando estar muito ocupada. Mas soubera que, mais cedo ou mais tarde, sua irmã mais velha apareceria em sua casa.

— Você está louca?

Perguntou Soyeon. Os grandes olhos castanhos se arregalaram, e os cabelos loiro curtos pareciam, de alguma maneira, quase espetados, como se também protestassem contra a situação.

— O que você está pensando, Miyeon? Por que a convidou para vir aqui?

— Eu não convidei. Ela... veio.

Soyeon parou, estreitou os olhos em Miyeon e indagou.

— Você está dormindo com ela?

Desapontamento e desejo se misturaram numa emoção que comprimiu o peito de Miyeon. Não, não estava dormindo com Minnie, mas sonhava com isso todas as noites, experimentando imagens mentais eróticas como nunca conhecera. Acordava todas as manhãs com o corpo doendo e a alma vazia. Mas supunha que sua irmã mais velha não queria ouvir isso também, então ela apenas respondeu a pergunta.

— Não, santa Soyeon, defensora da moral humana, eu não estou dormindo com ela. Minnie passou as últimas duas noites no sofá e...

— As últimas duas noites?

Miyeon suspirou, então olhou para cima e acenou para sua vizinha, que tinha parado de cuidar de suas rosas a fim de olhar para Soyeon com surpresa.

— Bom dia, sra. Park.

A mulher mais velha a cumprimentou com um gesto de cabeça e voltou para sua jardinagem. Miyeon olhou para os dois lados da rua estreita, preenchidas com bangalôs dos anos quarenta.

Árvores alinhavam a rua, lançando grandes sombras sobre gramados bem-cuidados. Do fim da rua, vinha o som de um jogo de basquete, de um cão latindo maniacamente, e o ruído abafado das rodinhas de skates no asfalto.

Apenas mais um dia de verão. E Miyeon perguntou-se quantos de seus vizinhos estariam apreciando a pequena cena de Soyeon. Dando um olhar significativo para sua irmã, Miyeon arqueou as sobrancelhas e esperou. Soyeon entendeu a dica e baixou o tom de voz.

— Desculpe, desculpe. Mas não posso acreditar que Nicha Yontararak está aqui há duas noites e você não me contou.

— Nem eu. Eu só mantive segredo porque pensei que talvez você não entendesse, mas claramente eu estava errada.

— Muito engraçado.

Miyeon suspirou e enganchou o braço no da irmã. Não importava o que estava acontecendo em sua vida, Soyeon e ela formavam um time. Elas tinham apenas uma à outra nos últimos cinco anos, depois que os pais haviam morrido num acidente de carro. E não ia perder sua única irmã numa discussão sobre uma pessoa que nem mesmo a queria.

— Yeon.

Murmurou ela, tentando manter a voz calma e nivelada, apesar do redemoinho de emoções que sentia por dentro.

— Ela está aqui para conhecer as meninas. Filhas dela, lembra? Nós não estamos juntas desta maneira, e acredite quando digo que estou sendo cuidadosa.

Soyeon não pareceu convencida, ela não era exatamente uma alma confiante no que dizia respeito as pessoas ricas. Não que Miyeon pudesse culpá-la por alguma coisa... não depois que sua irmã tinha sido dispensada sem cerimônia pelo imbecil do Ok Taecyeon.

— Esta é uma má ideia.

Disse Soyeon, como se ainda não tivesse deixado aquilo perfeitamente claro.

— Ela não vai ficar aqui muito tempo.

— O tipo dela não precisa de muito tempo.

— Soyeon...

— Tem certeza de que ela não vai ficar?

— Por que ficaria?

— Posso pensar em pelo menos três razões. Yuqi, Shuhua e oh, sim, você. Então eu pergunto novamente: Tem certeza que ela não vai ficar por muito tempo?

Hmm. Não, Miyeon não tinha certeza. Na verdade, pensara que já tendo Minnie sua experiência com as bebês estaria ansiosa para retornar à sua vida. Mas até agora não tinha mostrado nenhum sinal de que partiria.

Eram somente as meninas que a prendiam lá?

Ou sentia alguma coisa por ela, também? Oh, Deus, ela não podia se permitir pensar daquela maneira... o que apenas dificultaria tudo no momento que realmente partisse.

— Miyeon.

Minnie a chamou da varanda da frente, então parou quando viu Soyeon, e acrescentou.

— Oh, desculpem.

Não havia como evitar aquilo, pensou Miyeon com tristeza, já lamentando colocar sua irmã e sua ex-amante juntas no mesmo cômodo. Mas forçou um sorriso, de qualquer forma.

— Sem problemas, Minnie. Esta é minha irmã, Soyeon.

Quando nenhuma das duas falou, Miyeon cutucou Yeon com o cotovelo.

— Tudo bem, tudo bem.

Murmurou, então aumentou o tom de voz e disse com raiva.

— Prazer em conhecê-la.

— Sim, igualmente.

— Bem, isto não é especial?

Disse Miyeon e imaginou se poderia congelar com o ar frio entre aquelas duas.

— Vamos entrar, Yeon.

Convidou, querendo que sua irmã visse que não tinha com o que se preocupar. Que Minnie não estava interessada nela, e Miyeon não estava se consumindo de desejo por ela. Certamente era uma atriz boa o bastante para fingir isso.

— Ver as meninas. Tomar um café.

Ainda olhando para Minnie, Soyeon meneou a cabeça.

— Eu não sei...

— Eu comprei rosquinhas mais cedo.

— Ela está tentando me subornar?

— Pelo amor de Deus, Yeon, seja gentil.

Mas quando seguiu sua irmã para dentro da casa, Miyeon pensou que aquela devia ser a mesma sensação de estar atrás de linhas inimigas sem nada além de um canivete.



(...)



MINNIE SABIA que já deveria ter ido embora. Então não teria tido de lidar com a irmã de Miyeon. Todavia, ela finalmente se recuperara o bastante para que não desse a impressão de querer matá-la com a colher que usara para mexer o café. Mas a questão era que, com acesso a um avião particular, poderia pegar o navio em Seoul a tempo para apreciar metade do cruzeiro para o Japão. Então não teria de bancar a gentil com a irmã de Miyeon... que claramente lhe odiava.

E não ficaria atormentada pelo desejo que sentia o tempo inteiro perto de Miyeon.

As últimas duas noites que dormira no sofá tinham sido as mais longas de sua vida. Permanecera acordada até tarde da noite, imaginando-se seguindo o curto corredor para o quarto dela, entrando na cama e enterrando-se dentro de Miyeon. Acordava tão excitada pela manhã como se fosse explodir de desejo e frustração. E vê-la logo cedo, cheirando a essência floral de seu xampu, ouvi-la suspirar com o primeiro gole de café era outro tipo de tortura.

Ela estava lá. Mas não era sua.

Agora Miyeon havia saído para ir ao correio enviar uma de suas cestas de presente, e estava sozinha com as filhas.

Minnie foi ao quarto das bebês para encontrá-las ainda acordadas, olhando fixamente para os móbiles pendurados sobre os berços. O do berço de Woogie era feito de animais coloridos, agora dançando com a brisa suave entrando pela janela parcialmente aberta. E o de Shuhua era de estrelas brilhantes e luas crescentes sorridentes.

Yontararak olhou de uma garotinha para a outra, notando suas similaridades e suas diferenças. Ambas possuíam cabelos escuros e macios, assim como um eye smile quando sorriam... exatamente como o de Minnie. As duas tinham olhos castanhos, embora os de Shuhua fossem um pouco mais escuros do que os da irmã.

E ambas tinham minúsculos pulsos que envolviam o coração de Minnie.

— Como eu posso deixar vocês? Como posso voltar para minha vida sem saber como vocês estão passando? Sem saber se ganharam um dentinho ou se começaram a engatinhar. Como posso não estar aqui quando vocês começarem a andar? Ou quando caírem pela primeira vez?

Raios suaves de sol se infiltravam pelas persianas e lançavam padrões no chão polido de madeira como barras de ouro. Do lado de fora, em algum lugar daquela rua aconchegante, um cortador de grama foi ligado e Woogie saltou, como se tivesse sido golpeada.

Instantaneamente, Minnie se moveu para o berço, inclinou-se e pôs uma mão contra o peitinho de sua filha. Sentiu as batidas rápidas do coração sob sua palma, e um amor tão profundo, tão puro, tão envolvente lhe preencheu a ponto de roubar-lhe o fôlego.

Não tinha esperado isso. Não esperara se apaixonar perdidamente pelas filhas, de cuja existência não sabia duas semanas atrás. Não imaginara que gostaria de acordar com os primeiros raios de sol, de modo que pudesse ver aqueles olhinhos ansiosos para explorar a manhã.

Não havia pensado que estar ali, com as meninas, com a mãe delas, lhe traria uma sensação de que aquilo era tão... certo.

Agora que sabia a verdade a questão era: o que faria em relação a isso? Atravessando o quarto em direção a Shuhua, abaixou-se, pegou sua filha nos braços e aninhou-a contra o peito. O peso quente e flexível, e a expressão pensativa da bebê fizeram Minnie sorrir. Ela passou a ponta de um dedo ao longo do rosto de Shuhua, e a menina virou a face, respondendo ao toque agora familiar. O coração de Minnie se contorceu dolorosamente no peito,

enquanto fitava aqueles olhos castanhos solenes tão iguais aos seus.

— Eu prometo que sempre estarei aqui quando você precisar de mim.

Sua voz mal passava de um sussurro, mas Shuhua parecia quase entender, enquanto dava a appa um de seus raros sorrisos. Minnie engoliu em seco, andou até onde Yuqi estava deitada no berço, observando-a, e murmurou.

— Eu amo vocês duas, minhas filhas. E vou descobrir uma maneira de fazer isso dar certo.

Quando Woogie chutou as perninhas no ar e balançou os braços, foi quase uma celebração. Pelo menos, foi isso que Minnie disse a si mesma.


Notas Finais


Humm... criou juízo, foi?


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