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História Ties of Love - Capítulo 20


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Capítulo 20 - Epilogue


Fanfic / Fanfiction Ties of Love - Capítulo 20 - Epilogue

ERA UMA casa.

Do estilo das casas de Cheongdam... Bairro ao leste de Seoul Forest... parecia distintamente deslocada do Distrito de Daegu, mas era a casa mais maravilhosa que Miyeon já tinha visto. Era enorme, e ela podia apostar que cinco de seus chalés caberiam confortavelmente lá dentro.

Apesar do tamanho, parecia uma casa de família. Havia um grande gramado na frente, e quando ela saiu do carro na garagem, ouviu o som do oceano e soube que a grande casa devia ser muito perto do mar.

— O que está acontecendo aqui?

Perguntou-se em voz alta. Mas então o grito curto e afiado de Yuqi lhe chamou a atenção, e Miyeon virou-se para tirar as filhas de suas cadeirinhas.

— Miyeon!

Ela olhou para cima e observou Minnie correndo ao longo do gramado na sua direção. Yontararak parecia empolgada, os olhos brilhando, os lábios curvados num sorriso amplo, o eye smile marcante. Naturalmente, sentiu uma onda involuntária de emoção ao vê-la, e imaginou se seria sempre desta maneira.

Deus, esperava que não.

— Deixe-me ajudá-la com as meninas.

Disse, após dar em Miyeon um beijo rápido e inesperado que a deixou meio zonza.

— Hm, claro.

Ela observou quando Minnie rodeou o carro, abriu a porta de trás e começou a desafivelar o cinto de segurança da cadeirinha de Shuhua.

— Minnie, o que está acontecendo? Onde estamos? De quem é esta casa?

Ela lhe deu outro sorriso de tirar o fôlego e pegou Shuhua nos braços.

— Eu lhe contarei tudo assim que entrarmos.

— Entrarmos?

Terminando de soltar Yuqi, ela a pegou, aninhou-a junto ao peito e fechou a porta do carro.

— Sim. Entrarmos. Vá na frente. Eu vou apanhar a sacola das bebês e sua bolsa.

Miyeon deu um passo, parou e olhou-a. Uma sombra proporcionada pelo enorme carvalho no jardim lhe envolvia. Minnie vestia uma camiseta preta justa e aquele jeans desbotado que estivera usando na noite anterior quando elas... — Certo, não pense nisso, avisou a si mesma.

— Eu não posso simplesmente entrar. Não sei quem mora aqui e...

— Tudo bem.

Disse, rodeando o capô do carro, a bolsa de Miyeon debaixo de um braço, a sacola das bebês pendurada sobre este ombro, enquanto balançava Shuhua no outro.

— Entraremos juntas. Todos nós. É melhor assim, de qualquer forma.

— Do que você está falando?

— Você verá.

Minnie começou a andar para a casa, e ela teve pouca escolha senão segui-la. O caminho da garagem até a porta da frente era alinhado com flores-de-cardeal de cores brilhantes. Mais canteiros seguiam a linha da casa, com diferentes tipos de flores, preenchendo o ar com um perfume delicioso.

Miyeon continuou esperando que o dono da casa aparecesse à porta da frente para lhes dar as boas-vindas, mas isso não aconteceu. E no momento que ela atravessou a soleira, entendeu por quê.

A casa estava vazia.

Os passos delas ecoavam nos cômodos imensos enquanto Minnie a conduzia através da sala de estar, passava por uma larga escadaria, entrava num hall, e então chegava à cozinha. Miyeon virava a cabeça de um lado para o outro, observando tudo, deleitando-se com o espaço, com as linhas da casa. A pessoa que projetara aquela casa sabia o que estava fazendo. As paredes eram de um rico tom de creme, e madeira escura emoldurava portas e janelas. O piso era de madeira clara, totalmente polido e brilhante.

Cada cômodo parecia gritar pela presença de uma família. Aquela casa era feita para o som de risadas de crianças. Enquanto Miyeon seguia Minnie de cômodo em cômodo, experimentou uma sensação de tranquilidade na casa. Como se a construção em si estivesse respirando fundo e deleitando-se ao sentir pessoas dentro de suas paredes novamente.

— Minnie...

A cozinha era incrível, mas ela mal teve tempo de olhar direito quando Yontararak a conduziu diretamente para fora pela porta dos fundos.

— Venha, eu quero que você veja isto.

Disse, dando um passo atrás, de modo que ela pudesse se mover para dentro do pátio de pedra na frente de Minnie. Uma brisa fria do oceano bateu em seu rosto, e Miyeon percebeu que estivera certa... a casa era erguida sobre uma colina acima do mar. O pátio de pedra abria caminho para um gramado inclinado, cercado por árvores e flores, parecendo um jardim de chalé da Inglaterra. Além do gramado, havia uma cerca baixa com um portão que levava a degraus que conduziriam as pessoas de sorte que morassem ali diretamente para a praia.

Segurando Yuqi junto ao peito, virou-se lentamente, absorvendo tudo, sentindo-se estupefata com a beleza do lugar, até que se virou, mais uma vez para olhar o mar, brilhando com a luz dourada do sol.

Meneando a cabeça, ela olhou para Minnie.

— Eu não entendo, Minnie. O que está acontecendo? Por que nós estamos aqui?

— Você gosta?

Perguntou, olhando ao redor enquanto punha a bolsa de Miyeon e a sacola das bebês no chão do pátio.

— Da casa, quero dizer.

Acrescentou, posicionando Shuhua um pouco mais alto em seu peito.

— Você gosta?

— O que há para não gostar?

— Ótimo. Isso é excelente... Porque eu comprei a casa.

— Você... o quê?

Minnie quase riu da expressão atônita no rosto dela. Deus, isso tinha valido todos os telefonemas secretos para corretores de imóveis que vinha dando. Valido levantar-se e deixá-la sozinha naquela manhã, para que pudesse finalizar a negociação com os antigos donos da casa.

Aquilo ia dar certo.

Tinha de dar.

— Por que você faria isso?

— Por nós.

Respondeu, e viu o choque nas feições de Miyeon por um segundo.

— Nós?

— Sim, Miyeon. Nós.

Minnie estendeu uma mão, segurou-lhe o rosto, e ficou apenas levemente desapontada quando ela deu um passo atrás, afastando-se. Ela lhe convenceria. Tinha de convencê-la.

— Eu encontrei uma solução para a nossa situação.

Disse, prendendo-lhe os olhos, querendo que ela visse tudo que estava pensando, sentindo, escrito nas suas feições.

— Nossa situação?

Miyeon piscou, balançou a cabeça, como se para clareá-la, e então a fitou novamente. O vento estava frio, mas o sol estava quente. A sombra das árvores não alcançava aquele local em particular, e a luz do sol dançando nos cabelos de Miyeon lhe fez querer envolvê-la em seus braços. Mas primeiro precisava resolver aquilo. De uma vez por todas.

— As meninas.

Minnie começou devagar, como tinha planejado.

— Nós duas as amamos. Ambas as queremos. Então, ocorreu-me que a solução para isso é nos casarmos. Desta forma, nós duas as teremos.

Ela deu outro passo atrás, e, irritada já que ela não havia se animado com seu plano, Minnie falou mais rapidamente.

— Nós nos damos bem. E o sexo é maravilhoso. Você tem de admitir que existe uma química verdadeira entre nós, Miyeon. Nosso relacionamento daria certo. Você sabe disso.

— Não.

Ela meneou a cabeça novamente, e quando Yuqi sentiu a tensão na mãe começou a chorar, Minnie se aproximou dela. Falou ainda com mais rapidez, apressada em fazê-la mudar de ideia.

Fazê-la enxergar como podia ser o futuro delas.

— Não negue antes de pensar sobre isso, Miyeon. Quando refletir, vai ver que estou certa. Isto é perfeito. Para todas nós.

— Não, Minnie.

Disse ela, acalmando Yuqi mesmo enquanto lhe sorria com tristeza.

— Isto não é perfeito. Sei que você ama suas filhas, assim como eu as amo. E fico feliz por este fato. As gêmeas precisarão de você tanto quanto você precisa delas. Mas você não me ama.

— Miyeon...

— Não.

Ela deu uma risada curta, olhou ao redor do pátio, para o mar, então finalmente voltou a encarar Minnie.

— Não importa se nos damos bem, ou se a química entre nós é maravilhosa. Não posso me casar com alguém que não me ama.

Droga. Ela a estava rejeitando, e nem mesmo conseguia culpá-la. Um desespero beirando ao pânico lhe assolou, e aquele era um sentimento com o qual não estava acostumada. Minnie nunca era aquela que lutava para convencer alguém a ficar do seu lado. Pessoas tentavam convencê-la. Não o contrário.

Entretanto, lá estava, diante daquela mulher especial, e no fundo sabia que a única chance que teria com ela seria se jogasse a sua última carta. Minnie estendeu seu braço livre, passou-o ao redor dos ombros dela e a puxou para mais perto. Tão perto que os corpos delas e os corpos de suas filhas pareciam se fundir, todas numa unidade.

— Tudo bem. Vamos fazer isso do jeito difícil então. Ora, Miyeon, eu amo você.

— O quê?

Os olhos dela continham um mundo de confusão, dor e alguma coisa que lembrava muito esperança. Ela não parecera tão surpresa nem mesmo quando tinha chegado à sua casa alguns dias atrás. Aquilo deu esperança a Minnie.

Se era capaz de tirá-la do equilíbrio, poderia vencer isto. E de súbito, soube que nunca antes quisera tanto vencer; que nada em sua vida tivera esta importância. Precisava dizer as palavras certas agora. Forçar-lhe a ouvi-la. A realmente ouvi-la.

E lhe dar uma chance.

Fitando-lhe os olhos, respirou fundo, então se preparou para o momento que nunca sonhara que vivenciaria.

— É claro que eu a amo. O que sou, uma tola? Não responda nada.

— Minnie, você não precisa...

— Sim, eu preciso.

Interrompeu rapidamente, sentindo seu momento escorregar. Não quisera ter de admitir como se sentia. Tinha acreditado que Miyeon aceitaria o casamento pelo bem das crianças, e então Minnie teria tido tudo que queria sem entregar sua alma. Mas talvez fosse assim que deveria acontecer. Talvez você não conseguisse receber amor até que estivesse disposta a dar.

— Ouça, eu não estou orgulhosa disso, mas venho tentando me esconder do que sinto por você desde aquela primeira noite em que nos conhecemos, mais de um ano atrás.

Minnie estudou-lhe as feições e baixou o tom de voz para sussurrar palavras que esperava que a convencessem que falava a verdade.

— Só precisei olhar para você para me apaixonar. Nunca pretendi que isso acontecesse. Eu nunca quis. Mas não tive escolha. Você estava lá, banhada pela luz do luar, e era como se eu a tivesse esperado por toda minha vida.

— Mas você...

— Sim.

Murmurou, sabendo o que ela ia dizer.

— Eu a mandei embora. Disse a mim mesma que queria que você fosse embora. Mas isso era uma mentira.

Com uma risada irônica, adicionou.

— Durante todo este tempo, eu a chamei de mentirosa, quando na verdade, eu é que sou aqui. Menti para você. Menti para mim mesma. Porque não queria estar vulnerável para você.

— Minnie...

Miyeon engoliu em seco e uma única lágrima rolou por sua face. Yontararak a capturou com a ponta do polegar.

— Teria sido muito mais fácil para mim, se você tivesse aceitado a proposta de um casamento de conveniência. Então eu não seria obrigada a reconhecer meus sentimentos por você. Não teria de correr o risco de que você jogasse isso de volta no meu rosto.

— Eu não faria isto...

— Eu não a culparia se fizesse. Mas, uma vez que você não aceitou o meu plano original, então preciso lhe falar tudo. Eu a amo, Miyeon. Loucamente. Completamente. Com desespero.

Novas lágrimas se acumularam, fazendo os olhos dela brilharem, e o mundo de Minnie começou a se derreter. Que poder ela possuía sobre si, sobre seu coração. Entretanto, não se importava mais em se proteger.

Tudo o que importava era Miyeon.

— Você chega e tudo mais desaparece. Você me deu minhas filhas. Deu-me um vislumbre de um mundo do qual quero ser uma parte.

Mais uma lágrima se juntou à primeira, e então outra e outra. Nos seus braços, Yuqi deu um soluço, contorceu o pequeno rosto e começou a chorar fervorosamente. Sem demora, Minnie pegou a bebê de Miyeon e aconchegou-a em seu braço livre. Olhando para suas filhas, então para ela, e disse.

— Apenas para sua informação, não estou preparada para perder aqui. Minnie Yontararak não desiste quando quer alguma coisa tanto quanto quero você. Eu não a deixarei sair de minha vida. Nenhuma de vocês.

A tailandesa olhou para trás, a fim de ver a casa enorme, então voltou a fitá-la, enquanto traçava seu plano principal.

— Nós moraremos aqui. Você pode fazer suas cestas de presente dentro da casa em vez de na garagem. Há um excelente quarto no andar de cima com vista para o mar. Muito espaço. Muita luz direta. Seria perfeito para você e todos os seus suprimentos.

Miyeon abriu a boca para falar, mas Minnie continuou antes que pudesse.

— Pensei que, até que as meninas não estejam na escola, nós poderíamos morar metade do ano aqui, metade a bordo do navio. Isso será bom para elas. E se elas gostarem do cachorro que lhes comprei, nós o levaremos para o navio também.

— Você comprou um ca...

— Um filhote de Golden retriever.

Disse Minnie.

— É fêmea e pequena ainda, mas vai crescer.

— Eu não acredito...

As palavras continuavam saindo da boca de Minnie, tropeçando uma sobre as outras enquanto lutava para convencê-la, batalhava para lhe mostrar como a vida delas poderia ser se Miyeon apenas lhe desse uma chance.

— Depois que elas estiverem na escola, podemos fazer cruzeiros nas férias de verão. Eu posso administrar a linha marítima daqui, e tenho Lisa. Irei promovê-la.

Declarou com firmeza.

— Ela pode fazer todo o trabalho a bordo e permanecer em contato via fax.

— Mas Minnie...

— E quero mais filhos.

Continuou, e teve o prazer de ver a boca de Miyeon se fechar.

— Quero estar presente desde o começo. Quero ver nosso bebê crescendo dentro de você. Quero estar na sala de parto para vê-lo... ou vê-la... respirar pela primeira vez. Eu quero tudo, Miyeon. Quero estar com você. Com elas.

Olhou para as gêmeas que segurava contra si. As garotas estavam começando a se contorcer, e Minnie sabia como elas se sentiam. Seu próprio mundo estava equilibrado sobre um fio de navalha, e pensou que só tinha mais uma coisa a dizer.

— Não vou deixar você negar, Miyeon. Nós nos pertencemos. Eu sei que você me ama. E eu a amo muito, também. Se não acredita nisso, encontrarei um jeito de convencê-la. Mas você não vai fugir de mim. Não novamente. Não ficarei sem você, Miyeon. Eu não suportaria. Não voltarei para aquela vida vazia.

Os únicos sons naquele momento vinham dos resmungos fracos das gêmeas e das ondas do mar batendo nas pedras atrás delas. Minnie esperou o que pareceu uma vida inteira, enquanto observava os olhos de Miyeon. Então finalmente ela sorriu, aproximou-se e envolveu ambos os braços ao redor de Minnie e das bebês.

— Você é uma tola se pensa que eu te deixaria fugir de mim novamente.

Minnie riu, um som alto e longo, e sentiu quilos de medo e preocupação saindo de seus ombros.

— Você vai se casar comigo?

— É claro que sim.

— E ter mais filhos?

— Sim.

Ela sorriu-lhe, e os olhos castanhos brilhavam com uma felicidade tão rica e tão intensa que roubou o fôlego de Minnie.

— Uma dúzia, se você quiser.

— E navegar o mundo comigo.

Disse, inclinando a cabeça para reivindicar um beijo.

— Sempre.

Respondeu Miyeon, ainda sorrindo, ainda emitindo uma luz interna que aqueceu todo o ser de Minnie.

— Eu amo você, Minnie. Sempre amei. Nós seremos felizes aqui, nesta casa maravilhosa.

— Seremos.

Yontararak asseverou, roubando mais um beijo.

— Mas você vai ensinar aquele cachorro a fazer as necessidades fora de casa.

— Por você, meu amor,

Sussurrou, sentindo seu coração se tornar inteiro pela primeira vez na vida.

— qualquer coisa.


Notas Finais


E chegamos ao fim de mais uma incrível história, que daqui a pouco virava um dorama da KBS... 🤣🤣 Obrigado à todos que acompanharam essa saga até aqui, e nos encontramos no universo de "Appa?", onde temos Yuyeon como casal principal, mais uma dupla de gêmeos, e os casais 2Mi e Sooshu como refresco. 😘


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