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História Ties Trough Justice - Capítulo 22


Escrita por: e Onni_giri


Notas do Autor


Espero que gostem desse capítulo, como disse anteriormente está chegando ao fim, então apenas peço que aproveitem beijos com açúcar <3

Capítulo 22 - Algumas Verdades para Mari


Fanfic / Fanfiction Ties Trough Justice - Capítulo 22 - Algumas Verdades para Mari


 

Otabek chegou em tempo na casa de Yuri Plisetsky, ainda era a hora do almoço e ele tinha tempo livre. Antes de chegar na casa, passara em uma cafeteria e comprara dois cafés e logo após, a uma chocolataria e comprara apenas barras de chocolate branco preferidas de Yuri. Ao chegar, foi bem recebido pelo avô de Yuri.

- Olá, meu jovem - cumprimentou o senhor de idade. - É bom revê-lo, quero agradecer por ter cuidado do meu Yuri.

- É um prazer de minha parte, falando nisso, posso falar com Yura?

- Claro, está em seu ninho, mas advirto ele não está muito calmo.

- Tudo bem - respondeucalmamente.

E assim Otabek subiu a escadaria chegando na porta branca do quarto, havia um papel branco escrito em caneta vermelha: Saia daqui quem for.

 Suspirando Otabek bateu na porta, já esperando um comportamento furioso vindo de Yuri, mas ele precisava estar ali, precisava conversar com ele, sobre tudo que aconteceu.

- Seja lá quem for, vá embora - alertou Yuri de dentro de seu quarto.

- Sou eu - respondeu Otabek.

- Beka, eu quero ficar sozinho.

- Deixa eu entrar. - Ele suspirou. - Só quero falar com você, e também acho que você não recusaria chocolates brancos.

Houve um longo suspiro vindo de dentro do quarto.

- Entra - disse Yuri em seguida.

Ao entrar, Otabek olhou para o quarto de Yuri, as paredes verdes de madeira possuíam diversos pôster de bandas de rock. Havia uma estante com diversos livros, e ao centro uma cama com um ninho de roupas de lençóis, rodeado abaixo por pacotes de comida industrial.  O aroma que o local possuía era doce, a deliciosa combinação de maçã e canela que vinha de Yuri, deixando Otabek quase a se perder.

- O que tanto olha? - questionouYuri irritado.

- Só me familiarizando com o local - respondeu Otabek paciente.

- Ah, claro - desdenhou ele.

- Yura, trouxe para você - disse a estender a  sacola com os cafés e com os doces. - É um café e um pouco de chocolate branco,

- Obrigado - agradeceu Yuri sem ânimo. - Por que dois cafés?

- Achei que pudesse fazer companhia.

Yuri suspirou.

- Está bem, mas não muito, quero ficar sozinho.

- Como desejar.

O ômega então abriu a sacola pegando um dos chocolates e comendo. Ecom a boca cheia, abriu o pacote e ofereceu a Otabek alguns dos doces. Assim foram dividindo doce por doce. Emum momento enquanto iam pegar, suas mãos se tocaram, os dois se encararam por um segundo, atée Otabek assustado se afastar.

- Desculpe Yura, minha culpa.

- Está bem - maneou Yuri com um tom desapontado.

- Yura… - Otabek respirou fundo. - Há muita coisa que que queria falar com você.

- O que seria? - perguntou Yuri sem ânimo. - Vai falar como todos devem estar caçoando de mim? Um ômega policial no cio… isso vai acabar com minha reputação.

- Não, não quero falar disso e eu não deixaria que falasse assim de você e…m

- Primeiro,. eu quem decido isso, eu quem nunca deixaria falarem isso, mas diga, o que tem para dizer antes de atravessar aquela porta?

Otabek suspirou, e apertou as mãos.

- Primeiro, eu… eu não sei como dizer, só que eu realmente fiquei preocupado.

- Preocupado? - Ele se levantou. - Claro, é o que veio dizer? Certo, já sei que está preocupado, obrigado por isso, mas se veio só para dizer isso, vá embora.

- Yura, por que está me tratando desse jeito? - perguntouOtabek.

- Você sabe o porquê. - Ele se suspirou. - Só vá embora.

- Yura, eu só quero falar do que houve ontem - explodiu Otabek.

- S-sobre ontem? - perguntou Yuri relaxando os ombros.

- A gente quase se beijou Yura, eu vim falar sobre isso. - Ele se sentou novamente. - Yura, eu gosto de você, de verdade, gosto desde que entrou na academia, você é um soldado determinado e forte. Eu nunca tive chance de me declarar pra você, porque eu achei que nunca seria bom para você.

Os olhos de Yuri arregalaram.

- Então quando fomos postos para trabalhar juntos, não imagina o quão feliz fiquei, mas quando você disse aquilo de preferir o Victor, pensei que tivesse algo entre vocês, e não soube como ficar.

- Otabek…

- Preciso ir, Yura, foi bom vê-lo.

- Otabek, espera. - Yuri agarrou seu braço antes que ele partisse. 

- Eu também, também me apaixonei por você. Você é muito importante para mim, e é uma pessoa incrível.

Os dois se aproximaram, devagar, fechando os olhos quase tocando os lábios, então houve uma batida na porta.

- Yuri, está bem? - perguntou o avô de Yuri.

- Está tudo bem, vovô, só estamos conversando.

- Vou deixá-los em paz. - Foi escutado um risinho.

Assim que ele se retirou, Otabek já se levantava indo em direção a porta, porém Yuri agarrou seu braço novamente e o puxou para o ninho.

- Venha cá, seu idiota - praguejou Yuri e então por fim o beijando. 

Um apaixonado e demorado beijo.

- Acho que posso ficar mais um pouco - murmurou Otabek.

- É o que gostaria - respondeu Yuri.

-0

Victor e Yuuri não demoraram a chegar na academia, a fachada era de uma casa um tanto velha, com portões de madeira e possuía uma corrente prata com um cadeado amareloa. Com uma chave, Victor abriu a porta e entrou por primeiro. 

- Entre  - convidou ele.

Ao entrar, Yuuri olhou para a academia, era um lugar grande com paredes brancas já riscadas, provavelmente pelo número de socos que ali já foram dados.  No chão havia tatames azuis e sacos de pancada pendurados.

- Seja bem- vindo a academia Ogon (fogo em Russo). - Lá. - Ele apontou para uma porta. - Tem uniformes, só se troque e pode quebrar alguma coisa.

Yuuri riu.

- Está bem. - Ele se afastou e entrou pela porta.

Ao entrar, encontrou a sala do vestiário, achando um armário prateado. Ao abrir, encontrou algumas vestes, achando uma blusa branca e um shorts preto, junto com ataduras brancas e luvas de boxe pretas. Se vestiu rapidamente, colocou os óculos no armário e bagunçou os cabelos para trás.

Ao sair da sala, percebeu o olhar de Victor, que o admirava então piscou um olho para o namorado e se aproximou de um saco de pancadas.

Yuuri deu o primeiro golpe então segundo e o terceiro, aquilo extravasava seu ódio, ter as mãos feridas não era um problema. A cada golpe esquivava e depois mais um golpe e ´por fim treinava os chutes. Isso o acalmava.

No canto da sala, Victor observava o namorado, vendo Yuuri o admirando, cada golpe o deixava mais entusiamado em ver o namorado lutar. Ele levou um dedos aos lábios e deu um baixo assovio, fazendo Yuuri encará-lo.

- Sim? - perguntouu Yuuri com um olhar malicioso.

- Admirando a vista apenas - disse ele.

- Não sabia que lutadores te atraíam - provocou Yuuri se afastando do saco de pancada.

- Na verdade.... o que me atrai é você.

Um sorriso surgiu nos lábios de Yuuri, que se aproximou de Victor e ele se inclinou sobre ele.

- Eu também não posso deixar de olhar -  admitiu Yuuri, então o beijou, um beijo longo e demorado, enquanto agarrava pelas costas e erguendo, Victor bateu o corpo do mesmo contra a parede, o fazendo dar um gemido.

Ele beijou o pescoço de Victor começando a trilhar em direção ao peito do mesmo.

- Tem como alguém entrar aqui? - indagou Yuuri sussurrando no ouvido de Victor.

- Não, não tem mesmo…

- Bom saber.

Yuuri abriu a jaqueta do namorado, e com as mesmas habilidosas mãos lhe tirou a camiseta revelando o corpo que tanto desejava. Lhe tocou o peito com uma mão enquanto com a outra segurava as ambas de mãos de Victor para cima. Ele começou a beijar desde o peito em direção ao ventre de Victor enquanto acariciava-o com uma mão.

Ao chegar ao ventre, ele se ajoelhou e começou a desabotoar os jeans de Victor, e lhe baixar a cueca fazendo seu membro saltar para fora.

- O que vai fazer comigo Yuuri? -  perguntou Victor com desejo em seu olhar.

- O que eu quiser, isso se… - Ele se levantou e colou suas testas. - Se você permitir, é claro. - E lambeu os lábios.

Victor estava tão excitado e ansioso que só pode acenar com a cabeça, e observar Yuuri se ajoelhar lentamente, e levar o membro do mesmo a boca, começando a chupá-lo, envolvendo-o nos lábios enquanto com a mão o acariciava.

Victor não conseguia conter os gemidos, ver Yuuri dessa forma tão selvagem era afrodisíaco, era excitante. E ele apenas podia desejar e sentir aquilo arder em suas veias.

Ele não se conteve e logo, deixou- se ir nos lábios de Yuuri, que se levantou rapidamente, mas levando uma húmida mão em direção a entrada de Victor  amaciando e a lubrificando, inserindo um dedo e depois dois dedos no amado, que já gemia pedindo por mais.

- Espero que goste disso - disse ele aos ouvidos de Victor. - Prometo fazer sentir tudo…

Depois mais um dedo, sentindo acariciar sua próstata Victor deu um alto gemido, Yuuri parou de tocá-lo e se despiu, tirando por último suas calças. Assim que ficou como seu amado, o segurou pela cintura o erguendo, e o fazendo enlaçar as pernas no seu quadril, Yuuri logo o penetrou, dando um gemido longo ao se sentir dentro do amado.

Ao ver que Victor se acostumara, começou a se mover, lentamente se deliciando com o prazer que sentia.

- Y-.Yuuri… - gemeu Victor.

- Está tudo bem? - disse parando.

- Não é nada. - Ele gemeu. - É só que ter alguém tão profundamente dentro de mim, não é algo que eu faça regularmente.

Yuuri deu um risinho e beijou os lábios de Victor.

- Vou voltar a me mover.

Victor apenas acenou com a cabeça, sentindo então Yuuri se mover dentro dele, a sensação era incrível, um prazer que ele nunca experimentara. Ele levou as mãos ao ombros de Yuuri para se sustentar e acabando por cravar suas unhas, o que nem um momento pareceu incomodáa-lo.

Os lábios de Katsuki alcançaram a branca pele de Victor o beijando e o mordendo, fazendo Nikiforov saber que ficaram marcas que com certeza não sairiam tão rápido. Ao sentir Yuuri estocar mais forte, Victor apertou com força as pernas ao redor de Yuuri, gemendo a cada toque.

-  Bol'she pozhaluysta (mais, por favor) - gemia Victor,

Atendendo o pedido Yuuri investia mais rápido, mais forte fazendo Victor sentir prazeres ao qual nunca imaginaria sentir. 

O orgasmo quase tocava Victor que para tentar comprimir os gemidos, modera o ombro de Yuuri, com força que quase seria uma “marca” se ele não se controlasse. O corpo dele estremecia sentia espasmos, e quando percebeu deixou-se ir, enquanto inclinava a cabeça para traz e deixava os olhos em uma expressão de puro prazer. Sentindo então Yuuri chegar ao clímax em seguida.

- Yuuri!! - gritou Victor em seu orgasmo.

Encostado ainda na parede, Victor sentiu Yuuri deixar seu corpo, e lentamente desabar junto do amado ao chão.

- Victor - sussurrou Yuuri. - Isso foi incrível.

- Sim - murmurou Victor e começou beijar Yuuri. - Está frio.

Os dois riram.

- Vamos ao vestiário, tomar um banho?

- Seria bom. Sabe… quero levar você a um lugar - admitiu Victor, após o expediente.

- E onde seria? - Yuuri cruzou os braços.

- É surpresa.

-o

Mari suspirava na casa de Victor, fumava um cigarro já tinha brincado bastante com Makkachin a ponto da própria cadela dormir, agora ela não tinha nada para fazer. Seu celular vibrou vendo o número de Higor ela leu a mensagem.

Oi.

Sou eu, gostaria de convidáa-la par aum café.

Quero conversar com alguém, pode ser você?

Agradecerei se vier.

Mari rapidamente saiu de casa, vestindo uma japona e foi para a cafeteria, encontrando Higor na mesma mesa em que eles se conheceram.

- Oi - cumprimentou ela a encontráa-lo.

- Oi, Mari. - Ele se levantou e apertou a mão dela. - Perdoe-me ter te chamado, é que eu queria conversar.

- Sobre o quê?

Ele suspirou.

- Queria revelar-te algo, você queria saber do meu passado, aí vai, mas não me julgue.

- Não julgo, conte-me e eu lhe contarei algo.

Ele sorriu.

- Eu não sou Russo, sou de outro país, mas não quero dizer qual, mas na minha terra eu quase fui obrigado me casar com um alfa. Quando cheguei aqui vim ilegalmente e fui… obrigado a ser. –Ele apertou as mãos, Mari segurou a dele.

- Não precisa me contar.

- Preciso, dói guardar só para mim. - Então suspirou. - Fui obrigado a me prosituir.

- Oh.

- É eu sei, é errado, mas eu não tinha comida ou casa, levou um tempo até eu conseguir fazer uma faculdade e meio que me afastei disso, namorei, mas… – Ele levou ar aos pulmões. - …mas minhas escolhas me fizeram abandonar meu namorado. Fico pensando aonde ele está e se sente minha falta.

- Higor… - Mari o abraçou. - Eu acho que ele sente, você vai ficar bem, deveria falar com ele se o ama.

- Acredite eu o amo. Mas agora sua vez.

Ela riu.

- Bem, é básica. Eu já quase marquei um Ômega.

- Como?

- Sou alfa. Me apaixonei, mas eu era ingênua, não creio tanto no amor não como antes, mas ele veio com o papo de lama gema e depois me abandonou.

- Lamento.

- Náh, não lamente, me deixou mais forte isso, mas temo pelo meu irmão, ele está a namorar um cara com esse mesmo papo.

- E não pode ser verdade dessa vez? - perguntou ele arquear a sobrancelha.

- E-eu… 

- Eu não quero me intrometer, mas acontece de ter gente boa e eu creio que esse possa ser o caso, você deveria os deixar tentar se não der…bem você estará la por seu irmão.

- É tem razão.

Talvez Mari deveria deixar de lado seus anseios e acreditar na palavra de seu irmão quando ele dizia que amava o sujeito. Talvez seus instintos alfas e de irmã mais velha estivessem a cegando do verdadeiro sentimento na relação de seu irmão. Por hora, deixaria isso de lado.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, beijos com açúcar<3


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