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História Ties Trough Justice - Capítulo 25


Escrita por: e Onni_giri


Notas do Autor


Espero que gostem desse capítulo, já estamos na rota final. Vejamos quais teorias estão certas e quais chegaram perto

Capítulo 25 - Queda de uma Mascara


Fanfic / Fanfiction Ties Trough Justice - Capítulo 25 - Queda de uma Mascara

O caminho para casa foi silencioso, o casal que antes conversava na ida para casa ou para a delegacia, agora nem se encaravam. Victor se sentia extremamente culpado e Yuuri  sentia-se com raiva pelo que o namorado fizera. Pela besteira que cometera, toda a delegacia estava comprometida, por culpa de Victor não só B estava livre quanto Luka estava morto.

Já era hora do almoço, eles só iam para casa para comer, Mari cozinharia e havia prometido fazer o prato preferido de Yuuri: katsudon. Porém, mesmo com essa promessa, Yuuri continuava irritado e com toda a raiva que possuía mal olhava para o amado que estava no banco ao lado.

- Yuuri… - começou Victor.

- Cala boca, eu estou irritado com você.

- Mas, Yuuri…

- Victor, sabe a merda que fez? Por sua culpa podemos levar um processo da Dasha já que foi você quem causou a morte do irmão dela.

- Yuuri, você sabe que não foi minha intenção, eu só tentei salvá-lo e…

- Atirando na porra do “B”! Ótimo salvamento, merece uma medalha.

- Ei, não precisa ser grosso comigo - pediu Victor.

- Não estou sendo grosso, caralho, estou irritado contigo, não somente eu, mas sim o batalhão inteiro e você sabe o motivo, então cala essa boca e vamos logo para sua casa. Tenho que ser rápido.

-o

O som de um assovio acordou o chefe da máfia, Mikhail acordara ao ver seu carcereiro rindo e trazendo um prato de carne de porco.

- Eu disse que traria comida a você - disse ele.

- Eu vou matar você - praguejou Mikhail.

Ele riu, era engraçado para ele ver Mikhail tentar ter postura a sua frente, tentar ser forte a sua frente, achando que tinha poder.

- Eu sei que soltou as cordas, é muito inteligente, por isso. - Ele sacou a arma. - Você vai ficar quietinho e comer sua comida e eu vou ficar aqui, se tentar se aproximar eu atiro e saiba bem que isso me daria muita alegria, mas não quero isso agora então fica quietinho e come como um bom menino.

Era a mesma frase que Mikhail dizia para ele.

- Filho de uma puta - vociferou Mikhail. - Irei matar você.

- Olha como fala - advertiu ele. - Sente-se aí e coma.

Com raiva ele pegou os pedaços da carne com as mãos, já que ele não trouxera talheres e passou comer de maneira quase animalesca.

-0

Ao chegarem em casa, foram cumprimentados por Makkachin que viera feliz receber os donos, mas ao ver as caras dos dois, ela ganiu tristemente. No mesmo instante surgiu Mari já com um avental e um sorriso.

- Advinha o que eu fiz para vocês - cantarolou ela.

- Ótimo, katsudon, ao menos uma boa coisa - disse Yuuri sem ânimo.

- Yuuri, está tudo bem? - perguntou ela preocupada.

- Não - negou Yuuri friamente.

- O que houve?

- Pergunta pra esse idiota - disse Katsuki a apontar pro namorado.

- Yuuri, eu já pedi desculpas… - começou Victor.

- Desculpas não apaga o que você fez! - gritou  Yuuri.

Makkachin ao ouvir o grito começou a latir e correr ao redor, e Yuuri suspirou.

- Mari, obrigado pela comida, irei pegar um pouco, mas só vou comer isso porque você fez isso por mim, porque nem com fome estou.

Com isso, ele fechou a porta.

Mari apoiou as mãos na cintura e franziu o cenho.

- O que foi que você aprontou? - perguntou irritada.

- Mari, eu não quero ser julgado, não mais do que eu fui no trabalho inteiro, mas saiba que eu não fiz nada de errado com Yuuri, só ferrei com minha carreira e com minha missão.

Ele suspirou.

- Eu também não comerei muito Mari, desculpe por isso.

E assim ele entrou na cozinha e se serviu de um pouco da comida e foi para outro lugar comer. Mari, sem entender nada, suspirou ao levar a mão a testa, se serviu de comida e olhou para Makkachin.

- É, menina… somos só nós duas, vamos eu lhe dou um pouco de carne.

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Em um bar, Phichit tomava um longo gole de uma bebida, amarga bebida que lhe fazia esquecer. Ele tomava gole por gole enquanto tentava segurar as lágrimas, ele nunca sofrera tanto quanto naquele dia, perder o namorado e saber  que a qualquer momento ele podia morrer.

- Não acha que você excedeu nessa bebida? - perguntou uma voz a lhe tocar o ombro.

Ao olhar para trás, viu Chris, que com um sorriso o cumprimentou.

- Olá, Chris - saudou ele a erguer o pequeno copo.

- Posso me sentar ao seu lado?

- Pode.

- Querida - disse Chris a chamar a bartender. - Me veja um drink. - Eu soube do ocorrido - comentou ele adornando um tom mais sério.

- Eu não posso crer, por que esse tal de “CL” ou “B” tenha algo com o Lee, qual motivo de querer prendê-lo? - Ele bebeu outro gole. - O que eu faço?

- Como psicólogo, eu diria para se acalmar e focar em boas ideias - disse Chris em seguida a beber. - Mas como amigo e pessoa, não sei o que dizer, quando meu namorado apanhou eu também estive desesperado no hospital.

- Imagino que estivesse. - Ele abaixou a cabeça. - E aliás, como ele está?

- Ele está bem, teve algumas fraturas, porém se recuperara, mas me preocupo com outras coisas.

- Com o que?

- Mathieu me revelou algumas coisas… - Ele suspirou. - …perturbadoras do passado dele.

- O que ele disse? - sondou Phichit.

- Eu não sei se eu deveria dizer, médico e paciente.

- Vocês são namorados e eu sou seu amigo, não julgarei ou contarei a ninguém.

- Está bem. - Ele suspirou.

Chris começou a contar e os olhos de Phichit se arregalaram ao ouvir.

-O

Yuuri estudava palavra por palavra tentando achar um código ou algo referente a B, revisou todos os locais das mortes e de onde ele prendia Lee e Isabella, tinha que haver um padrão, algum local perto que podia servir um ponto para ele seguir.

- Deve ter alguma coisa, uma que seja - dizia ele.

Uma batida na porta chamou sua atenção.

- Não quero falar com você, Victor - enxotou ele.

- Sou eu - respondeu Mari.

- Nem com você - rebateu Yuuri a anotar em seu caderno.

- Irmão, diz o que houve contigo.

- Vá embora, Mari.

Ela atrás da porta suspirou, algo estava errado e ela sabia que era entre os dois, mas não conseguia tirar do Yuuri, deveria tirar de Victor.

Yuuri por sua vez, se pôs a pensar: B deveria ter um padrão, então ele arregalou os olhos em uma ideia, puxou em seu computador todos os arquivos que o assassino possuía.

Ao recomeçar desde o passado, ele começou a ver todas as pistas, locais próximos às casas da vítima que foram achados os corpos, moravam perto de um lugar, um único lugar que tinha a vista e a direção para cada vítima.

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- Não acredito que isso aconteceu - bramiu Dasha em seu apartamento a andar de um lado para o outro.

- Se acalme, senhora Dasha - pedia um policial, um dos poucos que guardava o local já que a mesma não confiava mais na delegacia.

- Me acalmar, como? – Reclamou ela. - Meu irmão está morto e a culpa é de vocês!.

- Não nos culpe, foi causa daquele detetive de merda, em nenhum momento atiraríamos, ele quem atirou.

Ela suspirou.

- Tem razão. - Ela levou um dedo aos lábios. - Ele merece morrer pelo que fez - sussurrou por fim.

- O que a senhora disse? - perguntou o policial desconfiado das intenções de Dasha.

- Nada, querido. - Ela sorriu. - Eu preciso sair um pouco, por ar em minha cabeça… me deixaria sair?

- A senhora sabe que não pode deixar seu apartamento.

- Mas querido… eu não demoraria.

- Mas senhora, é meu dever…

- Eu não contaria para ninguém - proferiu com a voz mansa. - E eu posso recompensar você.

- Olha, sou casado e já marquei a pessoa com quem estou.

Ela riu.

- E se não com sexo, por que não com dinheiro? Afinal sei que policiais não ganham muito.

 - Eu não posso aceitar.

- Vamos querido... é só um dinheirinho fácil, eu dou uma saída… E você poderá se sair muito bem depois disso, ninguém percebera.

Ele suspirou.

-Certo, e quanto pretende me dar por isso?

Dasha sorriu.

- Agora estamos em sintonia, querido, você não se arrependerá.

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Em seu quarto Yuuri arrumara sua roupa, colocará o colete no peito e caminhará para fora do quarto.

- Yuuri, aonde vai? - perguntou Victor.

- Tentar arrumar a sua bagunça - disse ele a fechar a porta.

- Yuuri - sussurrou Victor.

Mari irritada se levantou e deixou cair seus hashis nao chão.

- Ok, basta agora. - Ela se aproximou do Victor e segurou seu rosto. - O que foi que você aprontou?

- Mari, eu já…

- Não me interessa, você é o culpado disso. - Ela apontou para a porta. - Então você vai resolver isso, mas antes vai me contar o que aconteceu, ou faça da sua vida um inferno aqui.

- Tá bom, tá bom. - Victor disse ao mostrar as mãos. - Eu vou contar, mas preciso resumir e por favor não fique tão zangada.

Ela suavizou a expressão e relaxou os ombros.

- Eu vou fazer um chá para nós, e vamos ter uma conversa de alfa pra alfa.

Victor suspirou e caminhou até a cozinha já esperando um sermão vindo de Mari.

-O

Ela dirigia em silêncio, dar aquele dinheiro ao policial foi fácil, mas procurar pela casa do policial que matara seu irmão estava sendo difícil, uma hora, uma hora apenas era  o que tinha ela devia aproveitar.

Seguindo o caminho em direção ao centro, ela viu um carro vermelho passar, um uber parando ao seu lado. Com seu lenço amarrado ao cabelo e óculos, ela não foi reconhecida, mas ao encará-lo, soube quem era: Yuuri Katsuki, o parceiro do assassino de seu irmão.

Ela resolveu por segui-lo com um sorriso.

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Com a caneca de chá a sua frente, Victor sentiu o aroma e a fumaça lhe tocar o rosto.

- Bebe logo - ordenou Mari

Nikiforov já temendo pelo tom da voz de Mari tomou a bebida.

- Agora que estamos mais calmos - Começou Mari. - Me diga o que houve.

Victor suspirou.

- Bem, eu estava em meio a uma missão, fizemos uma negociação, e tinha um refém o irmão de uma de nossas protegidas, e eu tentei rebater, eu vi o rosto dele achei que podia salvá-lo, então eu atirei, mas o tiro não pegou e o nosso bandido o B atirou do garoto, e ele era jovem. Eu tirei a vista dele…

Mari suspirou.

- Pensei que tivesse feito algo ruim. - Ela se levantou e apoiou a mão em seu ombro. - Não foi culpa sua…

- Foi sim Mari, eu podia ter impedido.

- Você tentou ajudar, pode ter errado, mas…

- Eu quebrei minha carreira toda, fiz o Yuuri me odiar, o que eu fiz foi tudo errado.

- Dando minha experiência todos erram, você pode consertar isso.

- Como?

- Eu conheço meu irmão, posso ver o que fazer e posso ajudar.

-o

Yuuri enfim chegou ao centro, um pequeno prédio cinza, com uma fachada de flores e algumas outras plantas. E tinha um cartaz de "Vende-se" em uma das janelas. Pela rápida pesquisa que fez, um homem de cabelos loiros que batia com a descrição de Isabella estava a morar no local, mas dias depois o homem sumiu e apenas encontrava um outro de cabelos ruivos e compridos.

Yuuri desceu do carro e caminhou até recepção. Um porteiro de idade usando uma camiseta azul e um boné o saudou com um sorriso.

- Posso ajudar, meu jovem?

- Pode. - Yuuri tirou o distintivo e mostrou ao porteiro

- O-o que houve, policial? - gaguejou o homem.

Yuuri o mostrou retrato falado.

- Viu esse homem?

- Sim, já faz um tempo que o sujeito mora ai, mas nunca o vi depois que alugou o apartamento. Há algum problema?

- Um sério problema. Faça uma retirada de todos os moradores, com exceção dele.

- Como quiser, policial.

Yuuri correu para o carro e rapidamente ligou seu rádio e chamou por reforços.

-O

O celular Victor tocou imediatamente e ele atendeu ao mesmo momento que fazia um sinal de um minuto para Mari. Ao ler o nome na chamada, ele suspirou e revirou os olhos.

- Yakov - chamou ele.

- Você tem uma chance de se redimir, Victor. Yuuri achou o tal de  “B” e está no local agora.

- Yuuri está onde? - Gritou ele.

- O que tem a ver meu irmão? - Perguntou Mari.

- Não grite - pediu Yakov. - Eu passei as coordenadas a você, apenas vá e não cause mais problemas.

- S-sim, senhor.

Ele desligou.

- Qual o problema? - perguntou Mari assustada.

- Yuuri achou B, mas está sozinho eu preciso ir, preciso proteger meu namorado.

-0

Yuuri começou a subir as escada com a arma em punhos subia rápido e cauteloso enquanto o resto das pessoas desciam apressadas, mas todas em silêncio sem saber o motivo, talvez imaginassem um treino contra incêndio.

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- Não posso acreditar - Disse Phichit. - Então tudo isso…

- Sim, meu Mathieu teve seus problemas. - Ele bebeu um gole. - Me assustei quando soube.

- Então isso significa…

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No apartamento ele sorriu, podia ouvir os passos seu plano funcionará.

- Está na hora de pormos um fim nisso - disse ele a apontar o cano da arma a sua frente olhando pela última vez com um frio olhar para sua vítima que temia pela vida com um suplicante olhar.

- Não importa o que faça, você causou todo esse mal, e eu não me importo nem um pouco.

-O

Yuuri ao chegar no andar escutou o barulho de um tiro.

- Lee! - gritou ele correndo para a porta e arrombando, ele correu para dentro sendo guiado por sons de choro e soluços.

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- Sim, Phichit - disse Chris. - Mathieu é o irmão mais novo do chefe da Máfia e já foi usado pelo mesmo como entretenimento para os amigos do irmão.

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Yuuri entrou no quarto vendo uma grande poça de sangue e ele viu o corpo estirado de Mikhail. Ao canto da sala estava o assassino encolhido a chorar, porém mantinha a arma em sua mão, seu corpo estava coberto por respingos de sangue.

- Você está preso - disse Yuuri. - Já acabou tudo… Lee.


Notas Finais


Então sobre esse final explicarei como foi possível no próximo capitulo beijos com açúcar <3


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