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História Tightrope - Capítulo 2


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Notas do Autor


Opa, e vamos lá de mais um capítulo dessa fic que eu tirei de um surto da madrugada ISJDNFSDJKFHG.
Como vocês estão? Boa leitura e espero que eu não tenha deixado passar nenhum erro.

Capítulo 2 - Nostalgia.


- Doutora Kim, aqui está o resultado do exame de sangue do segundo cadáver. - Jinsoul, minha assistente que atuava no instituto como estagiária, bateu na batente da porta e depositou uma folha de papel com algumas coisas anotadas na minha bancada. Soltei o bisturi que estava utilizando para analisar o pulmão da vítima, retirando minhas luvas e indo até a bancada dar uma olhada no documento.

Assim como eu esperava, igualmente com as duas outras vítimas da festa, esta pessoa possuía uma concentração de 3,7 g/L de álcool no sangue, o que significa que estava acima do estado de embriaguez, então provavelmente sequer percebeu quando foi envenenado ou quando a garota foi atacada com o taco de beisebol. Na parte traseira da folha, tinha o diagnóstico do sangue que eu havia retirado de dentro do coração da vítima, o sangue arterial, para ser mais específica. Para a minha não tão surpresa, o exame detectou um leve teor de cetamina, um anestésico popularmente conhecido por ser forte e causar perda de memória. Crispei os lábios e me toquei no mesmo instante de que esse ataque tinha sido muito mais bem planejado do que eu imaginava, já que os criminosos conseguiram portar drogas que só são liberadas com a receita de um médico. Com a junção do teor do álcool e essa droga anestésica, concluí em pensamento de que as três vítimas não sentiram absolutamente nada enquanto estavam morrendo, o que explica o baixo teor de estresse nos dois que foram envenenados, sendo que apenas a garota, como havia sido atacada pela cabeça, demonstrava ter mais adrenalina no sangue.

Deixei o papel de volta na bancada e andei até o corpo, pegando um novo par de luvas de látex. Cogitei o fato de que a garota era mais resistente ao álcool e a droga, esta que foi posta dentro do sistema dos três sem ainda causa descoberta, o que significava que o assassino precisou terminar o serviço, já que ela não estava ficando inconsciente. Peguei uma pinça na mesa que ficava ao lado da maca e retirei um pedaço do interior do pulmão da vítima, colocando dentro de um frasco e finalizando a última análise por agora. Como tudo já estava parcialmente resolvido, precisava apenas mandar para examinar essa última amostra, que provavelmente confirmaria o que eu já estava suspeitando: envenenamento por via respiratória.

Caso minha suspeita fosse confirmada, precisaria pedir um exame de mucosa para os outros estudantes que estavam na festa e saíram vivos, já que em algum momento provavelmente respiraram o gás, apenas em menor concentração e por isso acabou sendo imperceptível. Anotei cada detalhe no meu relatório e suspirei cansada, alongando o músculo das costas enquanto me afastava da maca e retirava os meus óculos de proteção, junto com as luvas de látex.

- Jung, mande essa amostra para o laboratório, é a última por agora. - Ordenei para a coreana que me encarava no final da sala afastada, parecendo finalmente acordar do transe quando me aproximei e entreguei o frasco. A garota pegou o objeto da minha mão e saiu de prontidão da minha sala, o que me fez rir nasalmente do seu nervosismo. Eu também já fui assim quando ainda era apenas uma estagiária, então não poderia julgar como as pessoas ficavam sob o meu comando.

Assim que a Jung voltou, permiti que ela fechasse o corpo e catalogasse a vítima, para então colocar o seu corpo dentro da gaveta. Me senti um pouco melhor ao ver o brilho no olhar da garota, que parecia extremamente animada só por eu ter pedido algo extremamente simples, mas que de certa forma significava muito para ela. Peguei meus pertences na gaveta e verifiquei que estava no meu horário de almoço, para a minha tristeza, levando em consideração o trânsito que deveria estar na rua agora, eu não chegaria a tempo para almoçar com Taehyung, o que me fez mandar uma mensagem para o coreano avisando.

Me surpreende o fato de Tae não brigar comigo por causa dos bolos que eu dava nele, na maioria das vezes voltava tarde para casa ou não tinha tempo o suficiente para passar ao lado do rapaz. Ele sempre foi compreensivo e se demonstrou tranquilo em relação a minha carga horária do trabalho, o que de certa forma me deixa aliviada. Mandei mensagem para Momo e a japonesa me respondeu que já estava almoçando com sua namorada, então eu estava sem muitas opções de escolha, já que estava acostumada a almoçar na companhia da detetive.

Batuquei os dedos em cima da bancada que ficava na entrada do instituto, deixando uma ideia levemente irresponsável passar pela minha cabeça. E se eu chamasse Sana para almoçar comigo? Perguntei em pensamento, imaginando que a Hirai provavelmente puxaria a minha orelha por eu querer almoçar com uma das suspeitas. Mas, em minha defesa, ela tinha dito anteriormente que a Minatozaki era a que ela menos estava suspeitando, parecendo que a japonesa apenas estava no lugar errado na hora errada. Dei de ombros e procurei pelo nome da advogada na minha lista de contatos, que ainda permanecia ali intacto por causa do backup que eu fazia em todos os meus celulares. Restava apenas a sorte de ela não ter alterado o seu número.

Dahyun: “Hey, Sana, Dahyun aqui.”

Dahyun: “Estou no meu horário de almoço e tive a ideia louca de te chamar para ir junto, o que acha?”

Dahyun: “Acho que depois de eu te encontrar no meio de um cenário de assassinato, a gente tem bastante papo para colocar em dia.”

Enviei as três mensagens e fechei os olhos me arrependendo, eu estava parecendo uma imbecil sem coração com a piada que tinha acabado de fazer. Espero que a japonesa não me crucifique ou me cancele, trabalhar com gente morta deixa o meu humor um pouco mórbido. 

Para a minha surpresa, antes que eu pudesse fechar o aplicativo de mensagens e mudar de ideia, a japonesa ficou online e leu todas as minhas mensagens, aparecendo estar digitando segundos depois, o que fez eu ficar levemente ansiosa.

Sana: “Oi, Dahyun!”

Sana: “Acabei de sair do banco e já estava pensando onde almoçaria, aceito seu convite.”

Sana: “Só mandar o endereço do restaurante onde queira comer :).”

Senti uma animação crescer no meu peito com a resposta da garota, me sentia levemente feliz por tê-la reencontrado, eu tinha contato com pouquíssimas pessoas do meu ensino médio, sendo possível até contar nos dedos de uma só mão. Pensei por alguns segundos no local o qual escolheria para almoçar, não tardando em escolher um restaurante chinês que eu gostava muito da comida. Enviei o endereço da onde o estabelecimento ficava e bloqueei meu celular, jogando o aparelho dentro da minha bolsa e saindo do instituto, para ir em direção ao meu carro no estacionamento.



 

Esperava ansiosa em uma das mesas no canto do restaurante, para poupar tempo, já tinha pedido uma porção de comida e a minha bebida. Como eu voltaria para o trabalho mais tarde, pedi apenas uma limonada com hortelã. Batuquei os dedos em cima da mesa e olhei as horas no celular, tentando me acalmar já que fazia apenas cinco minutos que eu tinha chego, e Sana já tinha mandado mensagem confirmando que estava a caminho. Devo admitir que a japonesa ainda me deixava levemente nervosa, talvez pela natural presença esmagadora que ela sempre teve, não é à toa que no ensino médio tinha todos aos seus pés. Depois que fiz o vestibular definitivo, e consegui passar de primeira, acabei me afastando da nossa amizade e eu não sei ao certo o motivo disso. Talvez no fundo eu quisesse superar a paixonite que tive pela outra, já que nunca fui correspondida pela mesma.

Peguei o copo de vidro que continha a minha bebida e dei um gole, tentando afastar esses pensamentos a respeito do passado, ambas estávamos com a vida formada e eu já estava prestes a me casar, não era hora de pensar nessas coisas. Coloquei o recipiente em cima da mesa novamente e olhei para a entrada do restaurante, sentindo uma pontada no peito quando vi a figura feminina de cabelos loiros sorrindo para mim, e então vindo na minha direção. Sana estava linda como sempre, ela usava um vestido preto formal que ia até os seus joelhos, mas ressaltava muito bem todas as curvas que a japonesa tinha pelo corpo.

- Hey! Espero não ter feito você esperar muito. - Puxou a cadeira na minha frente e sorriu simpática, me fazendo soltar uma risada nasal e negar com a cabeça.

- Imagina, eu cheguei tem pouco tempo. - Respondi enquanto coçava a nuca levemente nervosa. - Ah! Eu já pedi o meu prato, só por precaução para não me atrasar para o trabalho nem nada. - Expliquei enquanto a mulher na minha frente me olhava nos olhos, assentindo com a cabeça e então chamando o garçom, pedindo uma limonada assim como eu e um macarrão taiwan.

Assim que o rapaz anotou o seu pedido e se afastou educadamente, Sana se virou novamente para mim e suspirou com uma expressão que beirava um pouco a nostalgia, e então ergueu as sobrancelhas, parecendo finalmente se lembrar de algo.

- E essa aliança, ein? Se casou? - Questionou repentinamente com um olhar divertido enquanto encarava a jóia no meu dedo. Meneei a cabeça e soltei um sorriso sem graça, recolhendo minha mão de cima da mesa e brincando com a minha aliança.

- Estou noiva, na verdade, vou me casar com Taehyung no final do ano. - Esclareci, vendo a japonesa apenas assentir parecendo pensativa, e então erguendo o olhar novamente para mim.

- Taehyung… o garoto do saxofone? - Cerrou os olhos em dúvida, me fazendo lembrar só agora da história com o instrumento musical.

- Sim. - Soltei uma risada enquanto me lembrava do passado, umedeci os lábios e dei mais um gole na limonada, sentindo o líquido cítrico descer pela minha garganta. - A gente só foi se conhecer direito na faculdade, para ser sincera. - Completei, vendo a japonesa curvar os lábios num meio sorriso.

- Entendo, que pena que perdi as chances. - Comentou divertida enquanto me olhava nos olhos, quase engasguei com a minha própria saliva em resposta. Antes que eu pudesse responder o comentário ousado da japonesa, o garçom chegou com os nossos pedidos e a limonada da outra, fazendo com que a gente encerrasse temporariamente a conversa.

Como esperado, Sana havia adorado a comida do restaurante e não tardou em elogiar a minha escolha, o que me deixou levemente sem graça, já que eu escolhi esse lugar justamente porque me lembrava vagamente do gosto dela por comida chinesa no ensino médio. Por sorte eu tinha uma ótima memória, além de também ter bom gosto para restaurantes. Comemos enquanto lembrávamos de algumas coisas cômicas da nossa adolescência, principalmente das gafes que os garotos cometiam sempre que tentavam chamar Sana para sair. A japonesa sempre fofocava comigo o quão ridículo tinha sido tal pedido ou então o quão estranho os garotos eram, lembro que na época eu sempre ficava enciumada com essas situações, e as vezes parecia que ela fazia isso de propósito, mas provavelmente era só uma desconfiança estúpida da minha cabeça.

- Mas e a sua vida amorosa, como anda? - Perguntei em meio a uma risada, enquanto terminava de comer o meu prato e limpava o canto da boca com um guardanapo. Sana suspirou com uma expressão beirando ao nervosismo, enquanto soltava seus talheres por já ter terminado a sua refeição.

- Tive uns casos ali e aqui, mas nada sério até agora. - Ela tinha um olhar constrangido, desviando o olhar para o seu prato já vazio. - Ainda esperando meu príncipe encantado... ou princesa. - Completou divertida e soltando uma risada nasal, o que me fez erguer as sobrancelhas surpresa e quase engasgar com a comida. Até onde eu sabia, Sana sempre se declarou hétero no colégio.

- Princesa? Não sabia que jogava nos dois times. - Comentei verdadeiramente surpresa, vendo a japonesa dar de ombros e tomar mais um gole da sua limonada, acabando com todo o líquido dentro do recipiente.

- Eu já tinha umas suspeitas no ensino médio de que eu era bissexual, só confirmei isso quando entrei na faculdade. - Respondeu tranquila, me olhando nos olhos com uma expressão intrigante, que me fez desviar o olhar por alguns segundos.

- Por essa eu não esperava, você sempre estava falando de garotos. - Disse enquanto também terminava a minha comida, colocando os talheres sobre a mesa satisfeita.

- É, acho que no fundo eu só queria me reafirmar. - Soltou uma risada nasal com uma expressão relaxada e deu de ombros, me fazendo assentir com a cabeça parando para pensar um pouco sobre.

Continuamos nossa conversa por diversos assuntos bestas, mas também descobrindo que Sana pretendia se tornar promotora, e estava prestes a prestar o concurso, estava apenas juntando coragem. Disse que gostava de atuar como advogada, entretanto, trabalhar na promotoria parecia ser a sua verdadeira paixão, onde ela poderia se especializar em outras causas que queria lutar por. Depois de alguns minutos, após eu me tocar que meu horário de almoço já tinha acabado, pedi a conta com pressa e dividimos o valor, como esperado. E então trocamos mais algumas palavras sobre nos encontrarmos novamente a qualquer dia, o que parecia uma ideia agradável aos meus olhos. Como esperado, para não tornar o ambiente tenso ou desconfortável, não falamos absolutamente nada sobre o acidente que tinha acontecido, já que era coisa do meu trabalho e eu não queria lembrar a japonesa dessa tragédia. Afinal, se fosse para resolver alguma coisa sobre o caso, isso seria feito na delegacia, e não numa mesa do restaurante e estragar qualquer conversa agradável que nós estávamos tendo.

Nos despedimos e Sana foi em direção ao seu carro, que estava estacionado na direção contrária ao meu, o que fez a gente se separar de vez por hoje. Entrei no veículo de estômago cheio e dei partida no carro, até porque estava levemente atrasada para o trabalho e não queria tomar uma bronca de Junmyeon. Por sorte, o trânsito não estava tão caótico e eu consegui chegar no instituto em alguns minutos, estacionando na minha vaga do estacionamento e entrando no estabelecimento a passos largos.

Assim que entrei no meu setor, esterilizei meu corpo por completo e coloquei o meu jaleco, indo com pressa em direção à minha sala, onde encontrei de cara a Jung sentada no canto com alguns papéis em sua mão, parecendo estar à minha espera. A coreana levantou o corpo assim que me viu, vindo a passos largos na minha direção.

- Doutora, os resultados laboratoriais da amostra do pulmão ficaram prontos. - Anunciou enquanto se aproximava. Prendi o meu cabelo num rabo de cavalo desajeitado e franzi as sobrancelhas, pegando os papéis e lendo o que constatava.

Para a confirmação da minha suspeita, a amostra de fato indicava um alto teor de cetamina gasosa no pulmão, o que indicava que o método de envenenamento tinha de fato sido feito por via respiratória. O que significava que as outras pessoas da festa provavelmente também tinham vestígios do gás em suas paredes mucosas. Crispei os lábios e fui em direção à minha mesa, pegando um papel para escrever o relatório e então encaminhar uma cópia digitalizada para Momo, que provavelmente vai ficar feliz com os resultados que eu consegui. Agradeci Jinsoul por ser extremamente prestativa e enviei o documento para a japonesa, que provavelmente só veria a mensagem daqui a algumas horas por estar ocupada. Como eu já tinha finalizado a autópsia dos três corpos que estavam na festa, tinha sobrado muito tempo para eu preencher toda a papelada da burocracia, e por sorte eu só tinha mais uma autópsia para fazer por hoje. O último corpo do dia era de uma mulher de meia idade que havia sofrido um infarto na sua própria casa. Pelo cheiro de cigarro e bebida que a senhora exalava, concluí que de fato ela só tinha infartado por causa da sua péssima saúde, não tendo nenhum agente externo.

Já era o final do meu expediente, tinha catalogado o último corpo e colocado a senhora dentro da gaveta, agora só preenchia toda a papelada e então estaria livre pelo resto do final da tarde. Taehyung provavelmente gostaria de me ver chegando mais cedo em casa. Finalizei toda a burocracia e encaminhei alguns documentos para a delegacia, estes que mostravam alguns exames e tinha o relatório das vítimas da festa. Peguei os meus pertences e olhei meu celular, vendo que tinha várias mensagens pendentes.

Momo: “Obrigada, vou mostrar isso para  o Junmyeon.”

Momo: “Provavelmente amanhã eu consigo um mandato para recolher uma amostra da mucosa de todos adolescentes que estavam na festa.”

Momo: “Bom trabalho, Dahyun :)”

Sana: “Hey, só queria agradecer por hoje.”

Sana: “Foi bom reencontrar você depois de tanto tempo, precisamos repetir isso!”

Taehyung: “Querida, tive um problema com a planta de uma construção, talvez eu chegue mais tarde hoje.”

Umedeci os lábios e encarei o aparelho com um sorriso de canto, por mais que a mensagem do meu noivo não tenha sido boa, eu estava me sentindo feliz e com uma sensação gostosa no peito depois de ler a mensagem de Sana. Devo admitir que a japonesa era extremamente agradável e isso não tinha mudado, mesmo depois de todos esses anos. Suspirei cansada e respondi as mensagens, confirmando com Sana que sim, a gente precisava repetir esse encontro e colocar mais ainda o papo em dia. Até deixei a mercê a própria japonesa escolher o dia, mesmo que meu horário não fosse tão flexível assim por conta da minha profissão. Após responder todas notificações, guardei o celular de volta na bolsa e retirei todo meu equipamento, assim como o jaleco, colocando tudo dentro do cesto e as coisas descartáveis no lixo. Passei a mão pelos cabelos e me despedi de Jung, que também juntava as suas coisas para ir embora. Andei até a secretaria e passei pela porta principal, indo em direção ao meu veículo que estava parado na minha vaga. Entrei no carro e olhei o horário no painel de LED, vendo que ainda eram 18:39. Provavelmente iria aproveitar esse tempo que saí cedo para preparar uma banheira para mim, eu precisava relaxar depois das autópsias minuciosas que fiz nas vítimas da festa. E, modéstia à parte, eu tinha feito um trabalho fenomenal. Eu ser boa no que fazia não era à toa, sentia vontade de ter esse emprego desde a minha adolescência, sempre foi uma área que me intrigou bastante.

Dei partida no carro e comecei o meu caminho costumeiro até o apartamento. O céu estava alaranjado e as luzes dos postes e das janelas dos prédios comerciais se faziam mais presentes, já que estava escurecendo. Estava me sentindo feliz hoje, consegui sair mais cedo do trabalho e tinha tido um ótimo almoço na companhia da japonesa. Aumentei o volume da música que tocava na rádio e comecei a batucar no volante de acordo com o ritmo, sorrindo de canto e me sentindo mais solta. Chegava a ser irônico que, finalmente quando tenho um dia ótimo, Taehyung não estaria em casa para aproveitar comigo.

Cheguei na rua do meu apartamento e sinalizei para o porteiro, que abriu a porta da garagem assim que eu parei em frente desta. Estacionei na minha vaga de sempre e desliguei o carro, pegando as minhas coisas para ir em direção ao elevador.

Assim que entrei em casa, tranquei a porta e soltei um suspiro cansado, jogando o molho de chaves de qualquer jeito sobre a bancada. Fiz o meu caminho até o banheiro ao lado do quarto e não tardei em deixar minha bolsa sobre a pia e retirar a minha roupa, ficando nua em frente a minha jacuzzi de madeira que já estava sendo preenchida com a água quente. Prendi o meu cabelo e entrei devagar no ambiente, sentindo todo o meu corpo relaxar quando entrou em contato com a água morna. Estiquei o braço e peguei os sais de banho, misturando na água e vendo uma leve espuma se formar. 

Apoiei os braços atrás do meu corpo e encostei a cabeça na madeira, fechando os olhos e deixando minha mente vagar em tudo que aconteceu hoje. Eu sentia uma sensação estranha e uma ansiedade sempre que lembrava no almoço que tive com Sana, mas não era um sentimento ruim, apenas diferente. Provavelmente pela nostalgia de estar vendo a japonesa depois de todos esses anos. Soltei um sorriso de canto e comecei a ensaboar o meu corpo, já pensando ansiosa em quando seria o nosso próximo encontro.

 


Notas Finais


Como estamos, ein?
Dahyun toda boiola com a crush da adolescência, quem nunca, né?
Até a próxima e comentem o que estão achando!


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