História Time 7 - Capítulo 38


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Categorias Naruto
Tags Time 7
Visualizações 38
Palavras 1.598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 38 - Retirada da Máscara.


Ela nunca tinha pensando em um objetivo para si mesma. Sempre se prendera em seu mundinho particular e pronto, deixou o tempo escapulir por seus dedos.

                O que ela buscava? Poder? Satisfação? Conhecimento?

                Poder para que? Satisfação de que? Conhecimento precisa de um porque para querê-lo.

 

                - Está quieta, Mahina. – Kakashi observou. – Mahina? – Deu um toque em seu ombro.

                - Mmm... – Murmurou. Reconheceu aquela expressão, vazia e ao mesmo tempo pensativa, indiferente a realidade. Lembrou-se que sempre a vis desse jeito pouquíssimos meses atrás. Naruto e Sasuke lutavam um contra o outro, estavam no campo de treinamento do time 7.

                - Er... E o medicamento?

                - O fato de eu não estar sorrindo o tempo todo quer dizer que estou no auge de uma doença psicológica? – Respondeu sem humor. Kakashi não soube o que responder, notou que Mahina não parecia de bom-humor, seus olhos faiscavam desordem.

                - Tá bom, eu fico na minha.

 

                Detestava se questionar porque nunca encontrava uma resposta convincente, completa. Vezes detestava ter uma mentalidade acima dos demais, isso apenas trazia problemas, já que ela pensava demais, e quanto mais ela pensava, mais se questionava.

                Agora estava jogada na cama, o sono não tinha vindo. A dúvida sempre a corroera, a dúvida sobre ela mesma sempre a corroera. Porque ela ainda aprendia sobre emoções, só sabia de tática, de livros, de analisar situações e pessoas, mas ela ainda não sabia viver realmente. Isso a deixava intrigada negativamente.

                Uma coisa ela aprendera naqueles meses, algo valioso, que podia pedir ajuda. Não precisava sofrer sozinha, tinha uma família.

                Mas estava de madrugada, a família também descansava!

                Se levantou, foi para o telhado do prédio dos dormitórios. Observou a Lua cheia, depois viu as estrelinhas minúsculas.

                - Suspeitei que fosse voltar a sua velha rotina.

                Não se virou para ver quem era, já sabia quem era apenas pela voz.

                - Kakashi-sensei. – Murmurou. Kakashi se sentou a seu lado em completo silêncio.

                - Tá – Passou a mão pelos cabelos. – Qual o problema? E não me venha com essas, eu sei que tem um problema.

                - Talvez tenha um problema. – Disse com um sopro. – Mas eu não sei qual é exatamente.

                Kakashi sentiu sinceridade em seu tom. Pensou em algum modo de distração.

                - Pelo que eu percebi, vocês estão bem mais próximos.

                Mahina sabia do que ele falava, soltou um suspiro insonoro. Lembrou-se da manhã com Sasuke, Kakashi não fazia ideia da aproximação de seus alunos.

                - Nem imagina o quanto. – Deu uma breve pausa. – Ei, Kakashi-sensei, já se interessou por alguém?

                - Na verdade não. – Admitiu. Devaneios de seu time vagaram por sua mente. – Sabe, eu sempre quis saber sobre isso, como é o Sasuke?

                Mahina o fitou, confusa.

                - Tipo, não creio que ele seja indiferente com você. – Explicou.

                - É outra pessoa. – Abraçou as pernas. – É como se.… nunca tivesse ocorrido o problema com o clã Uchiha, e Sasuke-kun mostrasse seu verdadeiro lado.

                - Interessante. – Sorriu por debaixo da máscara. – Mas ainda não disse como ele é.

                - Atencioso. – Enrolou uma mecha de cabelo no dedo indicador. – Cuidadoso. Um ótimo conselheiro.

                - Conselheiro... Essa eu não esperava. – Era complicado se imaginar um vingador ditando conselhos, mesmo que os assuntos não fossem muito haver, continuava sendo complicado de se imaginar algo do tipo. – Já se.… quer dizer, vocês já se...

                - Já nos beijamos? – Tirou as palavras de sua boca. Kakashi balançou a cabeça, assentindo. Ela o fitou por um momento, pensativa ao que deveria dizer. Ele também a encarava, não escondia a curiosidade. – Sim. – Disse por fim, depois soltou um sorriso leve sem mostrar os dentes. – Tanto que já perdi a conta.

                Kakashi ficou rubro, jamais pensara em algo do tipo. Mahina deu uma gargalhada falha.

                - Certo, agora eu faço as perguntas. – Soprou a franja para o lado. – Porque usa máscara, Kakashi-sensei?

                - Bom... – Pensou por uns segundos. – Peguei mania. – Deu de ombros.

                - Porque pegou mania?

                - Não lembro, deve ter acontecido a muito tempo. – Encolheu os ombros.

                - Hum... – Aproximou-se dele. – Então, porque não tira?

                Ele percebeu de cara, Mahina o estava testando, o fazendo ter que confessar – por meio de ações e não de palavras – que o fato de esconder o rosto não havia se originado de uma situação esquecida.

                Mahina era esperta, esperta até demais.

                - Talvez por causa da cicatriz.

                - Talvez você não tenha problemas em mostrar sua cicatriz. – Não desviou o olhar. – Já que sempre a mostra quando precisa usar o sharingan. E o fato de procurar uma desculpa me leva a crer que você mentiu, Kakashi-sensei.   

                - Tá, você me pegou. – Ergueu as mãos-rotas, desistido. – Meu pai foi morto por ter burlado as regras, depois disso eu meio que... senti vergonha dele, aí passei a usar a máscara. Acabei prolongando muito essa mania.

                - Ah. – Não deixou de encara-lo. – Ainda quero ver seu rosto. – Se mostrou insistente.

                - Oh, não. – Balançou a cabeça. Mahina arqueou as sobrancelhas, se aproximou mais, suas preocupações com as dúvidas foram deixadas no fundo da gaveta. – Ahn ahn.

                Mahina tocou em sua bandana, Kakashi recuou. Ambos se viram sorriso sem mostrar os dentes. Ela avançou fazendo-o se deitar no parapeito.

                - Tá bom, tá bom. – Deu-se por vencido. Mahina estava sentada sobre as pernas, e ela estava sobre o peito dele. Kakashi viu que ela era leve, não como magra, mas como alguém realmente leve, como uma criança.

                Mahina ergueu sua bandana, fitou seu sharingan que era sempre ativo.

                - Certo, eu me rendo. – Se sentou, Mahina escorreu para seu colo. Ela segurou a borda de sua máscara com dois dedos, olhou para os olhos de Kakashi como se pedisse permissão. – Tudo bem.

                Ela voltou a fitar sua máscara, puxou-a hesitante. Analisou sua face clara-morena, seus lábios eram largos, mas não exagerados, tinha um sinal pequeno em sua bochecha esquerda. A franja branca recaía por sua testa.

                - Sabe, Kakashi-sensei, você é bonito. – Sua sinceridade saía tão facilmente que ele chegou a se surpreender.

                - Eu agradeço. – Sorriu. Segurou suas costas, apenas para ter certeza que ela não cairia para além do parapeito. Mahina, em seu colo, olhar curioso, orbes que refletiam a luz prateada da Lua, parecia tão pequenina e delicada em seus braços, parecia uma criança.

                Mahina puxou a máscara de Kakashi de volta de como estava, ajeitou sua bandana meticulosamente.

                Bocejou.

                Kakashi segurou sua cabeça, puxou-a contra seu ombro. Mahina sentiu o aroma de páginas de livros e estantes de madeira. Ela fechou os olhos, se sentia protegida com o par de braços que lhe rodeava.

                Conseguia sentir sua respiração profunda, espiou sua face terna. Mahina tinha dormido em seus braços.

                Percebeu que sorria por debaixo da máscara. Ergueu-a o mais delicado possível, foi até seu quarto e a depositou na cama.

                - Kakashi-sensei... – Murmurou, segurou a barra de sua camisa. – ..., fique.

 

6:00.

                Abriu os olhos vagarosamente, moveu-se grogue. Sentiu algo fazer cócegas em sua testa.

                - Kakashi-sensei. – Deu de cara com um orbe preto e outro com sharingan. Sua bandana estava depositada no criado-mudo.

                - Bom-dia. – Sorriu. Mahina se lembrou de quando era menor, de acordar entre sua mãe e pai. Kakashi tinha os cabelos de cor parecida com a cor dos fios de sua mãe, isso trazia uma certa nostalgia.

                - Bom-dia, Kakashi-sensei. – Coçou os olhos com as costas da mão. – Que horas... são?

                - Umas seis e dez. – Supôs, estava com um pouco de preguiça de se virar para ver o relógio. Mahina se esticou, bocejou. Virou-se para Kakashi, ao ver seus largos ombros se sentiu pequena. Ele não usava aquele sobretudo verde que muitos jounnins, e até chunnins, usavam, assim, percebeu que seu peito era forte, se sentiu ainda mais pequenina, além de frágil.

                Parecia estranho, mas ele, Kakashi, a via de um jeito mais diferente do que sempre viu. Não a via apenas como uma aluna, a via como... Poderia dizer ‘parente’? Não, não era apenas uma parente. A via como...

Uma filha.

 

                - Bom-dia, Mahina-chan! – Naruto balançou o braço. Sasuke virou-se para ela, ele tinha as mãos enfiadas no bolço, um sorriso imperceptível foi desenhado por seus lábios.

                - Bom-dia... – Bocejou.

                - Olha! Kakashi-sensei não tá atrasado! – Naruto disse, maravilhado.

                - Há há. – Coçou a nuca. – Prontos para o treino? – Começou a ir em direção ao campo de treinamento do time 7.

                - Sim, sim, sim! – Saltitou, acompanhou Kakashi e fez várias perguntas sobre o treino. Mahina e Sasuke se entreolharam, seus braços roçaram. Ele rodeou-a pela cintura, seus lábios se tocaram, pararam de andar sem ao menos perceber. Ficaram de frente para o outro, ela rodeou seu pescoço com seus braços finos.

                Sentiam como se tivessem passado muito tempo separados. Acabaram nem notando que se beijavam em ar livre, felizmente, estavam quase sozinhos.

                Quase.

                Kakashi pôs a mão na boca de Naruto, este quase dá um grito com Sasuke. Sorriu, era a primeira vez que os via daquele modo, realmente, Sasuke tinha outro lado, um lado oposto ao que sempre mostrava, o lado de indiferença e ódio. Kakashi puxou Naruto para voltarem ao caminho.

                Seus lábios se separaram, fitaram-se sem noção de tempo. Voltaram a andar pelo caminho. 

 

 

- Hatake Kakashi, a Hokage solicita sua presença. – Disse um AMBU. 

Próximo capítulo: Breve raciocínio. 

Virou-se na cama, não podia esconder, tinha vontade de ver seu tio. Queria se desculpar, por meio de gestos, por detesta-lo a vida inteira. Mesmo que ela não tivesse como saber a verdade, contudo, ainda se sentia mal. 

Queria saber mais sobre Fikato Gaketh, seu tio, e o melhor lugar que poderia encontrar respostas seria.... Obviamente, na casa dele, a casa que ela morou por um ano inteiro. 



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