História Time 7 - Capítulo 39


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Categorias Naruto
Tags Time 7
Visualizações 38
Palavras 1.397
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 39 - Breve Raciocínio.


Seus lábios se separaram, fitaram-se sem noção de tempo. Voltaram a andar pelo caminho.

 

                Naruto arfou, suas costas escorreram pelo tronco.

                - Ah... Tô acabado. – Murmurou. – Mas o Sábio-Tarado é mais cruel.

                - Estou começando a ter pena de você, Naruto. – Kakashi disse irônico. Mahina respirou fundo, sentiu a atenção de Sasuke sobre seu corpo.

                Ela ativou o byakugan, depois o sharingan, e para a imensa surpresa, três tomoes vagaram pelo oceano perolado de seu par de orbes. Talvez fosse por aquilo que seus olhos ficaram irritadiços.

                Kakashi se preparou para um combate um pouco mais sério.

                Avançaram.

                Trocaram golpes de taijutsu. Mahina deu um mortal para trás, fez selos, soprou chamas. Kakashi desviou, pegou uma kunai, lançou. Mahina lançou uma shuriken, rebatendo, então, a kunai.

                Mahina usava o estilo Hiuuga, como sempre, mas concentrava mais chakra nas mãos, não se preocupava em gastar muita energia, afinal, fazia com que seus chakra expelido voltasse para seu centro de chakra.

 

                Segurou seu pulso, impedindo-a de acertar-lhe um golpe suave em seu rosto. Mahina arfou, com a mão livre ela pegou uma kunai. Seu novo tomoe sugava muito de seu chakra, afinal, não tinha muita experiência em ter o sharingan completo.

                Kakashi segurou seu outro pulso, girou seu corpo, imobilizou-a. Havia ficado com pena de joga-la metros de distância – como tinha feito com Naruto e com Sasuke.

                Mahina acabou soltando a kunai, fez seu máximo para recuperar a respiração. Kakashi lhe soltou.

                - Acabamos por hoje. – Anunciou, para logo erguer sua atenção para um galho em específico.

                - Hatake Kakashi, a Hokage solicita sua presença. – Disse um AMBU.

 

13:02.

                Água fria era despejada em seus fios compridos. Ergueu a cabeça, deixando, então, seu rosto ficar inundado por gotinhas. Fechou o chuveiro, puxou a toalha, enxugou a ponta dos cabelos, envolveu-se com a toalha.

                Se fitou no espelho, aproximou-se do vidro, seus orbes continuavam esclarecendo. Analisou um pouco mais, a cor perolada ficava acinzentada, parecia céu nublado, um azul fraco e profundo. Seu foco passou para seus cabelos, começava a ter mais mechas esbranquiçadas do que pretos. Seus fios estavam compridos, passavam do quadril.

                Abriu a porta, pegou em sua bolça ninja uma kunai, voltou para o banheiro. Cortou as pontas brancas e pretas, o cumprimento em exagero do cabelo poderia atrapalha-la em batalha. Depositou a kunai na bancada de mármore, ajeitou sua franja, pegou os óculos e os colocou.

                Foi até o armário, vestiu a primeira muda de roupa que encontrou. Se jogou na cama, seus músculos descansaram. Pensou no que Tsunade tinha que falar com Kakashi.

                Fechou os olhos, lembrou-se de Fikato Gaketh, seu tio de cabelos completamente brancos. Uma dúvida de onde ele estaria surgiu em sua mente, preocupou-se do que Danzou poderia fazer com seu tio. Quando viu ele pela primeira vez, após ter comprado aquele livro de romance, em um balanço, Fikato com certeza ficava preocupado em ser encontrado por algum guarda.

                Virou-se na cama, não podia esconder, tinha vontade de ver seu tio. Queria se desculpar, por meio de gestos, por detesta-lo a vida inteira. Mesmo que ela não tivesse como saber a verdade, contudo, ainda se sentia mal.

                Abraçou o travesseiro. Bocejou. Alguém bateu na janela.  

                - Pode entrar... – Murmurou. Ouviu um baque baixo no chão, depois ouviu passos em sua direção.

                - Marcus Malto está sendo trago para Konoha, acreditamos que ele chegará amanhã. – Reconheceu a voz de Kakashi.

                - Humhum... – Grunhiu. – E Katsuo?

                - Deve estar vindo junto. – Encolheu os ombros. – Pobre garoto.

                - Malto não é ninja, certo? – Perguntou, ainda tinha os olhos fechados. Kakashi negou. – Tem certeza? Ele fez questão de ensinar um modo para o filho de proteger, não faria nada para ele mesmo?

                - Pelo que dizia a carta ele é apenas um civil.

                - E qual o objetivo dele com Konoha? – Arqueou as sobrancelhas.

                - Ainda não sabemos. – Respondeu pensativo. – Ele se nega a abrir a boca.

                - Ele queria entrar em Konoha. – Pensou alto. – Para não deixar claro que ele era o culpado, pagou mercenários para atacar sua própria empresa. Não faz sentido. Para que, então, ensinar genjutsu para o filho?

                - Não sabemos mais que você.

                - Mmm... – Abriu os olhos. – Ele quer ser trago para Konoha. A tática de invasão foi muito falha, pouco número. – Voltou a pensar alto. – AMBU’s em sua empresa, hum? Ele quer se proteger de alguém. Ele tem esposa?

                - Faleceu durante o parto.

                - Ele quer se proteger de alguém. – Repetiu. – Alguém está por trás dele.

                - Não entendo. – Admitiu.

                - Ele quer se proteger de alguém, por isso fez questão de que o filho aprendesse genjutsu. Contratou os mercenários para ser uma desculpa para que recebesse ajuda de AMBU’s. Ele sabe que tem alguém atrás dele, contudo, bem provavelmente, não teve provas concretas. Então, ele quer um jeito de se proteger, e proteger ao filho, aqui, em Konoha. – Raciocinou.

                - Mas ele será preso.

                - Talvez este seja o plano. – Se sentou. – Ele se culpa por algo que fez, talvez seja em relação a esposa. Outra pessoa o culpa por isso, alguém mais forte que Malto. Sua prisão seria a conclusão de sua culpa, e ao mesmo tempo ele protege o filho. – Estalou os dedos.

                - Entendi. – Kakashi murmurou, pensativo. – Interessante.

                - Suposição. – Acrescentou.

                - Mesmo assim, falarei com a Hokage. – Foi até a janela. – Eu agradeço, boa suposição. Ah, Sasuke me parece entediado. – Fez questão de acrescentar.

                - Interessante. – Se levantou. Kakashi sorriu.

                - Vai ir assim? – Perguntou, para logo pular da janela. Mahina olhou para suas roupas, blusa e short cinza folgado, um conjunto de dormir.

                - Ah, céus! – Disse um pouco alto demais, rubra. Foi até o armário, porém, antes que visse uma roupa plausível para sair pela rua, alguém pousou no parapeito da janela.

                - O que aconteceu? – Sasuke tinha o sharingan ativado. Mahina o fitou, sem entender.

                - Nada...?

                - Kakashi disse que estava com... – Observou-a de cima a baixo, seu olhar passou mais lento que o esperado. – ...problemas. – Desativou o sharingan. – Droga. – Grunhiu. Mahina fechou as portas do armário, analisou o garoto em sua janela, ele tinha se preocupado e vindo ás pressas. Sorriu brevemente.

                Foi até Sasuke, puxou-o para dentro.

                - Não há problema algum. – Balançou a cabeça. Sasuke soltou um suspiro recheado de alívio. Suas mãos deslizaram, seus dedos se entrelaçaram. Ele sentiu a palma quente de Mahina contra a sua.

                - Cortou as pontas. – Observou encarando seus cabelos.

                - Hum. – Assentiu. Sasuke enrolou uma mecha branca em seu indicador. – Esperam que Malto chegue amanhã. – Informou.

                - Certo. – Não tirou seu foco dos fios brancos, estes eram sedosos, macios, cheiravam a nostalgia. – Algum problema? – Perguntou, já conhecia cada expressão dela, e aquela ela estava dúvida.

                - Não. – Fingiu interesse no chão. Sasuke deu um passo para frente, depositou a mecha de cabelo sobre o ombro de Mahina, rodeou-a pela cintura, a fez fita-lo.

                - Não minta para mim. – Sussurrou. Mahina encarou o par de orbes escarlate tão próximos dos seus.

                - Não sei. – Encolheu os ombros. – Me perguntei porque escolhi ser shinobi.

                - Por seu pai ser um, não?

                - Não. Eu achava que ele tinha assassinado minha mãe quando entrei na academia. – Disse com um sopro. – Você entrou na academia porque, Sasuke-kun?

                - Já era esperado que eu entrasse. Todo Uchiha entrava.

                - Ah. Talvez seja por isso mesmo, a necessidade de novos ninjas.

                Ele a fitou em silêncio, traçou os dedos entre os fios brancos, puxou-a para se apoiar em seu ombro. Mahina abraçou seu peito, sentiu o aroma de terra molhada, ergueu o rosto, a ponta de seu nariz tocou na gola alto de Sasuke.

                Pensou no que poderia fazer para que suas dúvidas não a incomodassem tanto.

                Estudar.

                Sempre se dava bem com livros de matéria, mas também não fosse o certo que deveria fazer naquele momento.

                Queria saber mais sobre Fikato Gaketh, seu tio, e o melhor lugar que poderia encontrar respostas seria.... Obviamente, na casa dele, a casa que ela morou por um ano inteiro.

                Quis se redimir. 

 

 

- Posso ir também? Posso ir também? 

Próximo capítulo: Relembrando o Passado. 

Abriu a porta da casa número 182, a casa de seus pais. Segurou um enjoo ao passar pela sala. Naruto engoliu em seco a ver o contorno branco de uma pessoa desenhado no chão, foi ali que ocorrera um assassinato. Mahina subiu as escadas deixando-os sozinhos. 

Não importava as justificativas, assassinato era assassinato. 



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