História Time 7 - Capítulo 40


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Categorias Naruto
Tags Time 7
Visualizações 33
Palavras 2.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 40 - Relembrando o Passado.


Sempre se dava bem com livros de matéria, mas também não fosse o certo que deveria fazer naquele momento.
Queria saber mais sobre Fikato Gaketh, seu tio, e o melhor lugar que poderia encontrar respostas seria.... Obviamente, na casa dele, a casa que ela morou por um ano inteiro.
Quis se redimir.

- Posso ir também? Posso ir também?
Mahina soltou um suspiro, não encarou Naruto.
- Se não mexer em nada. – Deu de ombros. Virou a rua, tomou velocidade, pulou pelos telhados. Lembrou-se que tinha tomado aquele mesmo caminho quando foi morar com seu tio, após a tragédia com seus pais.
- Certo..., mas pra onde estamos indo? – Naruto passou as mãos nos fios loiros.
- Um lugar. – Parou na frente de um grande portão de barras de ferro. A imagem da casa lhe causou um arrepio, borboletas voaram em seu estômago. Tirou do bolço um quinto de chaves, com detalhes delicados, de metal enferrujadas.
Abriu o portão. Deu passos lentos pelo caminho de pedra que dava a porta principal.
- Uau! – Naruto murmurou estupefato. Sasuke permaneceu em silêncio. Em ambos os lados do caminho havia grama alta, que não tinha secado por causa das chuvas. Mahina pegou outra chave, enfiou no trinco da ponta de madeira. Poeira subiu quando entrou na sala, deu de cara com as escadas a direita ao fundo do cômodo.
Ali tinha cheiro de madeira e pão mofado. Subiu as escadas lentamente, não encostou no corrimão. No corredor do primeiro andar Mahina foi para o escritório de seu tio. Naruto sorriu abertamente ao ver a vista da entrada abandonada.
- De quem é essa casa? – Perguntou. Sasuke lhe deu uma cotovelada. – Ah, qual é?!
Mahina virou-se para eles.
- É o Sasuke!
Ela rolou os olhos, girou a maçaneta dourada velha e ruidosa. Entrou no escritório, a janela na parede da frente estava suja, havia uma folha presa entre um vidro e outro. O chão era de pedra polida, dava para ver sua silhueta, de cor marrom e laranja. As estantes, cheias de livros, eram de madeira escura. A bancada, antes da grande janela suja, era rústica, havia papeis com rabiscos bem-organizados ali.
Tateou as capas dos livros, uma nostalgia melancólica se misturou com seu sangue. Naruto entrou em outro cômodo, Sasuke iria repreendê-lo se não tivesse reconhecido que aquele era o antigo quarto de Mahina. Não tinha quase nada de decoração, as paredes eram de tábuas de madeira, uma cama ficava à esquerda de quem entrava. No criado-mudo tinha um livro fino, o lençol estava organizado. A outra coisa ali era o armário, a direita de quem entrava.
Era notável que ela, Mahina, não tinha se dado ao luxo de trazer seus pertences da casa de seus pais.
- Venham. – Ela deu um toque no aro da porta, tinha um pedaço de papel, nele tinha escrito: BAIRRO DE PEDRA, CASA NÚMERO 182, LUGAR COM LETRAS.

Abriu a porta da casa número 182, a casa de seus pais. Segurou um enjoo ao passar pela sala. Naruto engoliu em seco a ver o contorno branco de uma pessoa desenhado no chão, foi ali que ocorrera um assassinato. Mahina subiu as escadas deixando-os sozinhos.
- Então, aqui é... – Naruto balbuciou. – Ai... – Hesitou em seguir para a escada. Sasuke enfiou as mãos nos bolsos, foi para o corredor com cômodos que ficavam no andar da casa. Mahina foi para um cômodo, o escritório de seu pai, onde havia livros de biologia e matemática. Pôs a papelzinho, o que seu tio tinha lhe dado como pista para encontrar alguma coisa, na ponta da bancada de pedra lisa.
Abriu as gavetas da bancada, encontrou resumos de livros que seu pai, um fanático por plantas e o corpo humano, fazia. Encontrou um papel dobrado debaixo de um rabisco do sistema digestório humano, desdobrou-o. Parecia que seu tio não estava com muita vontade de fazer um método mais... seguro de sua localização.
Tinha uma pista de como encontra-lo.
- Penhascos de Minerva.

- Que espelho grande! – Encarou o espelho oval, conseguia ver de sua cabeça até suas sandálias ninja. O quarto tinha além do que se podia imaginar de um quarto de uma criança. Desenhos de ipês encobertavam uma parede branca, no chão havia um tapete azul-claro de pelos macios que cobria quase todo o cômodo.
Na penteadeira não tinha objetos de beleza. O espelho pequeno, bem provavelmente, jamais refletira uma cena de vaidade, mas com certeza já refletiu uma menininha com livros de cálculos nas mãozinhas. Um aroma de perfume ainda se mantinha fincado ali, principalmente na cama de lençol rosa e no armário de duas portas.
- Parece que nunca viram um quarto antes. – Comentou, seus braços estavam cruzados, seu corpo se apoiava no aro da porta.
- Um quarto com tantos papeis assim? – Naruto ergueu os braços, como se tentasse representar a grandiosidade que os desenhos deixavam no cenário. – Não, com certeza não.
No criado-mudo, ao lado da cama, tinha uma caixinha de música com uma bailarina em cima, presente de sua mãe. Havia o símbolo Hiuuga nas costas e o símbolo Uchiha na barra do tutu. A aparência da bailarina, cabelos castanhos claros, olhos atenciosos, parecia Wari quando era mais jovem.
Aquele lugar começou a lhe dar arrepios, lembrou-se de seu caminho mórbido até o fim das escadas, o corredor escuro, o som de algo forte contra algo sensível, socos contra a pele de alguém. Um nó se formou em sua garganta enquanto andava escada a baixo, atenciosa a cada ruído dos degraus.
- Mahina-chan, esse lugar é demais. Olha, tem até medalhas de olímpiadas! – Naruto disse saindo do corredor.
- Cala a boca, Naruto. – Sasuke continuava impassível.
Sua face não trazia cor, analisou a parede suja de líquido seco, o líquido asqueroso que ela enojava, sangue. O cenário se desfigurou, a luz parou de entrar pela janela borrada, agora o vidro estava limpo e mostrava o belo jardim lá fora. Gritos afinados repercutiram na sala, ficou imóvel, avistava sem expressão aquele ataque de raiva, seu pai tomou forma de alguém completamente irracional e impulsivo.
Observando mais atentamente, com a maturidade que engoliu de modo pré-maturo, conseguia entender que o amor o fez se descontrolar. O amor por ela, Mahina Hiuuga, fez seu pai, Kaito Hiuuga, acabar matando alguém.
Mas continuava sendo assassinato.
Não importava as justificativas, assassinato era assassinato.
- Mahina-chan. – Naruto balançou as mãos na frente de seus olhos. – Vamos indo, não?

- Hokage. – Disse depois que Shizune saiu da sala.
- Oh, Mahina. – Tsunade entrelaçou os dedos. – Posso ajudar em alguma coisa?
- Pretendo ficar fora por um tempo.
- Como assim ‘ficar fora’? – Arqueou as sobrancelhas. Mahina pensou em uma frase que pudesse ser direta e, ao mesmo tempo, não expor seu tio. Não sabia como Fikato Gaketh era visto pelas pessoas da vila.
- Estou procurando alguém. – Deu de ombros. – Tenho uma pista de onde ele deve estar.
- E quem seria esta pessoa? – Perguntou um tanto desconfiada.
- Alguém. – Disse com um sopro. – Alguém que não estou afim de identificar. – Acrescentou. Tsunade permaneceu em silêncio, pensativa. – Quero ir sozinha.
- Sozinha para além das muralhas? – Seu tom era de ironia. – Isso não é possível, minha querida. – Deu uma breve pausa, e antes que Mahina pudesse fazer qualquer comentário, Tsunade continuou. – Um breve resumo, está passando por um treinamento Jounnin, mas ainda não tem as mesmas capacidades que um. Então, digamos que é uma chunnin de elite, e mesmo sendo isto, não tem como ir para além dos guardas sozinha. Além do mais, Orochimaru está à solta, a Akatsuki também. – Suspirou. – E se tiverem um interesse em alguém com duas kekken genkais? E até o momento, você é a única no mundo shinobe, até que saibamos, que tem o sharingan e o byakugan, acha que é algo desinteressante?
- Não saio por aí dizendo que sou, nem o que posso fazer. – Grunhiu.
- Mas a fofoca sim. – Deu de ombros. – Onde pretende ir?
- Penhascos de Minerva.
- Um penhasco com plantas medicinais. – Murmurou. – Mesmo assim, só irá com um par de chunnins de elite, ou um jounnin. Acho que conhece suas alternativas.
- Não quero envolve-los. – Fingiu interesse no tapete vinho sobre o chão. – É problema familiar.
- Procura seu tio. – Supôs. – Não é?
- Talvez. – Encolheu os ombros.
- Tem certeza? – Arqueou as sobrancelhas. Mahina balançou a cabeça. – Volte quando tiver escolhido suas alternativas.
Mahina não disse nada, formulou alguma coisa que pudesse fazer quanto a aquilo. Deu as costas para a Hokage.
- Mahina. – Tsunade chamou sua atenção. – Tomara que não pretenda fugir, sabe que tenho olhos em todos os lugares.
- Olhos em todos os lugares. – Repetiu em um tom de indiferença e distração. – Então comece a usar óculos.

- O que cê ia resolver, Mahina-chan? – Naruto perguntou, pagou o rámen.
- Uma coisa. – Balbuciou, fitou a tigela vazia de macarrão, se levantou do banquinho e saiu do ichiraku.
- Nossa, disse tudo! – Rolou os olhos. Mahina não lhe deu atenção, não estava muito afim de ouvir as perguntas de Naruto. Sasuke permaneceu quieto, atencioso como sempre. Shikamaru, Choji e Ino passaram pela rua, iam em direção a uma churrascaria junto a Asuna, e Asuna estava ao lado de Kurenai.
Mahina se direcionou a seu dormitório, subiu as escadas lentamente. Destrancou sua porta. Se jogou na cama, afundou o rosto no travesseiro.
- Mahina-chin.
- Sasuke-kun. – Sua voz saiu abafada, virou-se para ele. Sasuke lhe fitava, mãos enterradas nos bolsos, expressão pensativa.
- Venha. – Ergueu uma das mãos. Mahina deixou-se levar pelos dedos cuidadosos de Sasuke entre os seus, se concentrou em sua palma morna contra a sua. Foram sob as flores rosadas e amareladas, a primavera permanecia vívida e alegre.
Sasuke se destacava em meio aquele cenário claro, o tom vermelho do símbolo Uchiha era o tom que mais chamava atenção, dava um astral de força, de poder, e até de superioridade.
Chegaram até o mesmo jardim que tinha ido tempos antes, continuava de tirar o fôlego. Seus fios claros compridos foram balançados pela brisa fria agradável, sentou-se na grama. Sasuke ficou a seu lado, observou Mahina tateando pétalas de uma flor que estava em um arbusto próximo.
Ela, bem provavelmente absorta, analisava cada tonalidade do cenário ao redor.
Mahina, com um olhar sereno, voltou-se para Sasuke instantes depois. Ele continuou em silêncio, seu foco trilhava caminho por sua face delicada e cílios que destacavam seus orbes de cor aproximada a céu-nublado.
- Como encontrou esse lugar, Sasuke-kun? – Pendeu a cabeça, sua franja recaiu por seus orbes. Ele ficou mudo por uns milésimos.
- Me trouxeram aqui quando mais novo. – Começou lentamente. – Minha mãe me trouxe. – Acrescentou. Mahina deu um sorriso terno, ali era um lugar especial, tranquilo, que emitia uma felicidade de crianças que já correram por sobre a grama, de dedos cuidadosos que talhavam caminho nas ramificações das árvores.
Imaginou um pequeno Sasuke sorridente andando por ali. Ergueu uma das mãos, tocou nos fios pretos, estes faziam cócegas em sua palma. Sasuke virou o rosto para ela, Mahina voltou a ter a expressão distraída.
- Penhascos de Minerva. É onde seu tio está, não?
- Provavelmente. – Disse com um sopro.
- Pretende ir procura-lo?
- Talvez. – As pontas de seus dedos se aconchegou em seu ombro. – A Hokage não deixou. – Desabafou sua chateação.
- E porque disso...?
- Segurança. Ela é fanática pela segurança. – Balançou a cabeça brevemente. Sasuke continuou a fita-la fixamente, queria um complemento. – Eu dou um jeito.
- Hum. – Murmurou. Segurou seus pulsos, forte, mas não chegava a cortar a circulação do sangue. – E este jeito seria o que, Mahina-chin... – Seu tom não saiu como uma pergunta, saiu como uma frase a ser completada.
- Seria... – Suas bochechas adquiriram um leve rubor. Sasuke se aproximou, seus orbes escarlates puxaram a atenção para si mesmos. – Seria.... Ah, não consigo me concentrar.
- Mahina-chin. – Fez outra pressão, arqueou as sobrancelhas.
- Talvez eu... dê um jeito de ir.
- Hum. – Segurou seu queixo, a fez encara-lo. – Quando?
- Quando. – Repetiu hipnotizada, mas não era genjutsu, ele não precisava usar genjutsu. – A noite, talvez. – Supôs.
- A noite.
- A noite. – Confirmou. Seus lábios tatearam-se. Institivamente o sharingan tomou seus orbes nublados, seu pulso se acelerou, para logo ditar o ritmo do farfalhar das folhas verde vívidas.
Preocupação?
Com o que?


- Sogro dos corvos.
Próximo capítulo: Itachi Uchiha.
- A última vez que o vi ele estava no ichiraku com Jiraya.
Itachi lhe colocara em um genjutsu.
Ela poderia refletir o genjutsu.
Ela poderia ler a mente de Itachi Uchiha.


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