História Time 7 - Capítulo 43


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Categorias Naruto
Tags Time 7
Visualizações 27
Palavras 1.570
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 43 - Discussão.


Esse era o plano desde o início. Abriu os olhos, não soube se não se moveu por ainda estar um tanto absorta ou por ter ficado em choque.

                - O que viu, Mista? – Disse seco. Encarou a ponta da kunai apontada para seu pescoço, depois ergueu o olhar para Itachi, que estava agachado a sua frente, mais parecia uma sombra em meio ao cenário tranquilo.

                Sentiu o chakra de alguém em cima da árvore, logo soube que era do acompanhante de Itachi, o homem-tubarão.

                - Responda. – Aproximou a lateral da kunai do seu pescoço, sentiu um traço frio em sua pele.

                Mas ela ficou quieta, apenas observando o par de orbes escarlate que se destacava de todo o resto. Itachi pareceu ficar sem paciência.

                - O que você viu, responda garota.

                - O que eu vi não importa mais. – Deu de ombros. – Você sacrificou sua vida inteira, isso é louvável. – De canto de olho, encarou as ramificações acima, conseguia ver a silhueta do outro membro de Akatsuki entre as folhagens, ele estava debruçado no tronco, balançava a perna além da superfície de madeira, parecia apreciar a situação. – E planejar ser mortos pelo irmão é algo deprimente. – Acrescentou em sussurro, voltou a encarar Itachi, agora com o sharingan ativo.

                Ela sabia que Itachi amava Sasuke, e Itachi sabia que Sasuke amava Mahina. Ou seja, a kunai apontada para seu pescoço não era nada, a não ser que Itachi tivesse a intenção de duplicar cruelmente o ódio de Sasuke – além de fazer um certo jinchuriki e um ninja copiador ficarem a par da situação. E outra, dificultar uma vida de qualidade de Sasuke, após concretizar a vingança.

                - Se ousar falar isso para Sasu...

                - E se eu ousar? – Interrompeu. – Hein, Itachi Uchiha, o que vai fazer? Me matar? Não pode me pôr qualquer genjutsu, sabe que posso ler suas memórias, seria a mesma coisa de indicar a localização do esconderijo da Akatsuki. Mas poderia me matar, porque não o faz?

                Sentiu que a lâmina estremeceu sobre sua pele, mas a expressão de Itachi continuou firme. Ouviu um riso abafado de Kisame, ele se divertia, bem provavelmente estivesse ansioso pela resposta de Itachi.

                - Não te matar. – Admitiu como se aquilo não fosse um problema. – Mas eu já te coloquei em um genjutsu, ou seja, Mista – fez ênfase no ‘Mista’ –, eu sei sobre seu tio, não seria problema encontra-lo.         

                Mahina rangeu os dentes, não esperava por aquilo, o byakugan se misturou com o sharingan. PENHASCOS DE MINERVA, as palavras escritas no pedacinho de papel vieram em sua mente.

                - Mmm... – Ergueu a mão, segurou a mão de Itachi, distanciando a kunai de seu pescoço. – Já matou pessoas da minha família, qual o problema de fazer isso de novo, não é?

                Já lera diversos livros sobre psicologia, além de biografias de doentes mentais e psicólogos importantes, assim, sabia como era cruel sempre apertar na mesma tecla. Sempre insistir no problema, no caso, no trauma. Um exemplo disso seria o que fez com Hiashi, pai de Hinata, sempre retornava ao problema, sempre e sempre, de diversas formas.

                Até se nomeou cruel por um momento, mas logo viu que era necessário fazer aquilo.

                - Não deve se lembrar delas, não dá para lembrar de todas as pessoas que mata em uma noite. – Disse como se desse de ombros. – O tempo é curto, não dá para prestar atenção. – Acrescentou lentamente, com um movimento rápido, tentou chuta-lo para longe. Itachi deu um mortal para trás, o mortal mais rápido que ela presenciara em toda a sua vida. Se levantou sem pressa, bateu na roupa para tirar a terra e a grama.

                - Realmente, é impossível distinguir um civil do outro, são iguais. – Itachi falou com indiferença, uma indiferença fria. – Se falar algo seu tio, Fikato Gaketh, morre. – Foi direto, apenas pelo olhar, deu um sinal para Kisame, deveriam ir embora.

                Itachi pulou para cima do tronco, e, antes de sumir entre as folhagens, Mahina disse:

                - Itachi, realmente, ipês amarelos são bem mais bonitos que os rosa.

                Ele se lembrou de Izumi, e de suas longas conversas à beira do lago. A discussão dos ipês era longa, na verdade, eles criavam fatos para dizer porque um deles era mais bonito. E estes fatos variavam de: O amarelo é melhor, é inspirado no Sol; O rosa é mais bonito, porque tudo que é rosa é bonito, além de, a cor preferida da mãe natureza é rosa.

                - Eu sei. – Falou antes de sumir.

 

                Fizera uma grande descoberta…para no final não poder dizer a ninguém, muito menos para Sasuke. Não ousaria pôr a vida de seu tio, o único da sua família de sangue vivo e o homem que abandonou Konoha para que a sobrinha pudesse ficar segura, em risco.

                Se sentiu mal por não poder fazer mais nada para ajudar Sasuke. Quase nada. Deveria se focar em fazê-lo abrir os olhos, descobrir sozinho sobre Itachi, ou fazê-lo desistir de procurar vingança. Mas para Sasuke desistir de ser um vingador... Era mais fácil o inferno congelar. Tá, era um exagero, porém, que seria difícil seria, seria muitíssimo difícil.

                Falando em Sasuke.... Tinha que falar com ele sobre algo sem ser Itachi. Tinha que falar sobre a ‘briguinha’ dele e Naruto.

                Subiu as escadas do prédio dos dormitórios, foi até a porta de Sasuke. Demorou uns segundos para alguém responder, identificou-se, a maçaneta foi girada. A primeira coisa que se atentou foi, era a primeira vez que via Sasuke com uma camisa que não tinha gola alta, porém, aquele fato era desnecessário no momento.

                Quase totalmente desnecessário.

                Segurou-o pela gola, empurrou-o para trás, bateu a porta. O prendeu contra a parede, sharingan ativo.

                - Me dê bons motivos para ter brigado com o Naruto-kun.

                Sasuke fingiu interesse no chão, não seria bom dizer o verdadeiro motivo para ela. Entretanto, o que diria? Testar suas habilidades? Não, chegou a ter arrepios ao pensar na possibilidade.

                - É problema nosso. – Foi a única coisa que conseguiu pensar.

                - Ah-hã. – Fingiu entender. – E esse problema, caso não tenha percebido, é grande o suficiente para me englobar. Já que, caso não saiba, sou irmã de uma certa pessoa que você, caso não tenha visto, deu um baita soco. E, caso ainda não tenha caído a fixa, eu só acho que o senhor deve me dar satisfações, ou acha que eu te beijo apenas por não ter nada mais legal para fazer? – Se surpreendeu com seu sarcasmo, mal se reconheceu. Tinha que admitir, usar sarcasmo era prazeroso.

                - Não acho que te devo satisfações. – Disse simplesmente. Mahina arqueou as sobrancelhas, ainda banhada com a ironia raivosa.

                - Hum..., interessante. – Soltou a gola de Sasuke, pôs a mão no queixo, interpretou alguém pensativo. – É, deve ter outras pessoas que veem que se deve me dar satisfações, principalmente em casos assim, hum.... Já mencionei que Rock Lee é bem honesto?

                O deixara zangado, enciumado. Sasuke se lembrou de sua luta contra Rock Lee, antes da primeira etapa do exame chunnin, aquilo foi uma lastima para seu orgulho. E ainda vinha Mahina dizendo que era melhor um cara de macacão verde do que ele! Matava logo!

                - Rock. Lee. – Disse pausadamente, indignado. – Tenho os meus motivos para fazer o que fiz, motivos estes que não tem nada a ver com você. Minha relação, sendo ela boa ou ruim, com Naruto não muda em nada a sua com a nossa.

                - Não tem nada a ver comigo? – Deu passos para a frente, rostos em centímetros de distância, Sasuke confirmou sem hesitar. – Então o que seria isso? – Pegou uma kunai, apontou para seu ombro. Sasuke pegou a arma de sua mão antes mesmo da lâmina cortar a pele.

                - O que está fazendo?!

                - Ué, você não tem nada a ver com a relação que eu tenho comigo mesma.

                Sentiu-se uma preza fácil, era complicado discutir com alguém que puxava o jogo a seu favor.

                - Isso implicaria na sua saúde, e isso tem a ver comigo sim. – Impediu-a de pegar qualquer outra arma, jogou a kunai e a bolça ninja longe. – E não seria apenas arranhões, ou marcas de soco.

                - E acha que essa discussão idiota de vocês ficaria apenas no superficial, Sasuke? – Tentou acalmar a respiração, era estranho, não tinha motivos para estar nervosa, mas estava mesmo assim. – Não, querido, não vai ficar no superficial. – Balançou a cabeça brevemente. – Teremos um sério problema se isso acontecer novamente.

                - Hum. – Enfiou as mãos nos bolsos da bermuda cinza. Ficaram em silêncio por quase um minuto inteiro, não perceberam os segundos passarem.

                - E o genjutsu que Itachi colocou em você? – Cortou a inexistência de som. Sasuke encolheu os ombros, não tinha muito o que dizer sobre aquilo, só que tinha sido a pior coisa que teve que passar de toda a sua vida. – O que viu?

                Hesitou por uns milésimos, estranhou o fato de, em um instante eles estivessem quase para jogar um ao outro pela janela, e no outro dialogassem como se nada tivesse acontecido.

                Poderia nomear aquilo como... briga de casal?

                Talvez. 

 

– O fim do clã. 

Próximo capítulo: Ditando a terrível noite. 

– Entrei em casa, ninguém trancava a porta, não precisava, todo mundo conhecia todo mundo. O único que trancava a porta era o Felix, vivia dizendo que precisava de privacidade, mesmo que ele só ficasse lendo revistinhas do Vult-Man, conhece?

- Sasuke-kun, quando eu queria alguma coisa eu fazia de um tudo para conseguir.



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