História Time 7 - Capítulo 79


Escrita por:

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Categorias Naruto
Tags Time 7
Visualizações 33
Palavras 2.272
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Survival

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 79 - Capítulo 79


- Recapitulando, você enfrentou Pain, está um caco e acorda com um desejo sexual incontrolável? – Ele não pôde impedir o riso.

- Exatamente. – Ela respondeu. – Não quer?

Sasuke olhou-a de cima a baixo.

- Como não querer? – Perguntou retoricamente, agora era ele quem desabotoava a blusa.  

 

 

 

Como sempre ocorria nestas ocasiões, acordava no completo breu, sob um lençol morno e em uma posição confortável. Evitou se mexer, a preguiça era forte demais, todavia a companhia que antes a abraçava começou a se espreguiçar.

Mahina continuou sem se mexer, Sasuke se sentou na cama e fitou a escuridão a sua frente. Ele se sentia renovado, voltou a se deitar e a abraçar a namorada.

- Bom-dia... – Ela murmurou.

- Bom-dia. – Sasuke respondeu, suas mãos a tatearam delicadamente. – Sabe, devia se cansar mais. Bem mais.

Mahina deu um sorrisinho, criou coragem para virar o corpo e envolver o pescoço de Sasuke entre os braços.

- Sim. Sim. Sim... – Ela disse, ainda cansada.

- Vai levantar agora?

- Não.

Ouviu Sasuke suspirar, ele ficou de barriga para cima e ajeitou o lençol. Mahina se acomodou entre o peito e o braço dele.

- Fiquei preocupado. – Sasuke beijou o topo da cabeça da namorada, remexeu em seu cabelo.

- Hm... – Não havia o que dizer, então apenas ficaram em silêncio.

Depois de um tempo eles se levantaram, cataram as vestes e foram para o banheiro. A água estava morna, por sorte, e vapor preencheu o pequeno cômodo. Mahina se encarou no espelho, via os roxos e arranhões ganhos na luta com Tobi, os machucados se destacavam por causa da claridade de sua pele.

Sasuke a fitou por completa, já vira todos os machucados na noite anterior. Era difícil ignorar.

- O que exatamente aconteceu? – Ele perguntou enquanto colocava sua calça. Mahina vestiu a roupa íntima e pegou a toalha para secar os cabelos. – Hm?

- Tentei ir contra Pain. Tobi me tirou de algum jeito e nós lutamos.

- Você é maluca? – Sasuke reclamou.

- Ahn?

- Você nunca treina, nem sequer se alonga e, de uma hora para outra, quer enfrentar a PORRA do LÍDER da AKATSUKI?! – Sasuke tentou se controlar, segurou os ombros de Mahina. – Como pode ser tão idiota?!

- Talvez tenha sido um pouco... irracional. – Mahina disse.

Sasuke a encarou indignado.

- Irracional? Irracional?! Você podia estar morta! – Ele se afastou e se sentou na cama, furioso. – Tem sorte de Tobi não ter te matado.

- Desculpa. – Mahina disse.

- Deve se desculpar mesmo. – Respondeu Sasuke, sentiu bracinhos ao redor de seu pescoço. Mahina deu beijinhos em sua bochecha, mordeu sua orelha e bagunçou seu cabelo preto. – Não. Não. Não. Nem tente, eu estou zangado.

- Sasuke-kun... – Ela sussurrou, praticamente colou seu tronco despido nas costas dele. Sentiu Sasuke se arrepiar, todavia ele manteve sua posição.

- Nem. Tente.

É, Sasuke estava muito zangado mesmo.

 

 

Mahina se esticou, estava preparada para treinar. E sim, mesmo sem gostar, ela treinou o dia inteiro. De noite, cochilou no chuveiro e recebeu um cutucão de Sasuke.

Os dias se seguiram, ora estava na casa da floresta, ora em Konoha, ora com seu tio Figako Gaketh.

Em uma noite, deitada ao lado de Sasuke. Ele dormia, aparentemente. Mahina também dormia, tranquilamente enroscada a Sasuke.

                Mahina começou a sentir um incômodo, como se gelo estivesse sobre sua cabeça. Levantou-se para não acordar Sasuke, foi para o banheiro e procurou por algo anormal consigo, nada físico.

                O frio começou a se tornar localizado, agora era como se uma agulha estivesse cutucando seu couro cabeludo, cada cantinho dele. Mahina saiu do banheiro e se direcionou a cozinha, bebeu um copo de água para tentar se acalmar e, antes que pudesse alcançar um remédio, um grito escapou de sua garganta.

                A agulha fria imaginária começou a perfurar seu crânio, o frio intenso ardeu e Mahina preferiria arrancar a pele a ter de sentir aquilo.

                Em meio a seu grito estridente, Sasuke correu para encontrá-la.

                - Mahina-chin!

                Mahina pôde vê-lo, com sharingan ativado e pronto para qualquer ataque. Antes que ele pudesse alcançá-la, Mahina apagou.

                Tudo a seu redor ficou escuro, foram um dos segundos mais desesperadores de sua vida. A agulha sumiu, todavia, o frio se estendeu para todo o seu corpo. Tentou abrir os olhos, não conseguiu, tentou se mexer, não conseguiu.

                Ficou apenas ali, boiando no nada.

                Boiou até se sentir cair, o reflexo fez seus olhos se arregalarem. Seu corpo caiu em algo macio, algo extremamente gelado.

                Deu um gritinho, se sentou e olhou ao redor.

                Estava em meio a uma nevasca. Se abraçou, o que foi completamente inútil, suas roupas também não ajudavam – um simples vestido de tecido fino.

                Andou sem saber o que fazer, seus pés afundavam na neve. Por incrível que pareça a única coisa que sentia era frio, seu corpo não sofria com tal temperatura. Qualquer um já estaria morto.

                Cansada e transtornada Mahina tentou gritar por ajuda, ninguém lhe respondeu. De seus olhos escorreram lágrimas de sangue, muitas lágrimas. Seus olhos arderam, ficaram vermelhos.

                Começou a chorar de verdade, assustada e sozinha. O vento bateu em suas orelhas, o que começava a doer cada ver mais, o frio rodeava suas costelas e cutucava seus pulmões, sua cabeça pesou.

                Mahina caiu para trás, caiu em forma fetal. Olhou para o céu, os olhos perdendo a umidade, lá em cima não havia a Lua, as estrelas lá eram completamente diferentes.

                “Onde estou? ”

 

 

                Abriu os olhos, demorou muito tempo para conseguir se mexer. O medo de voltar a sentir frio a paralisara.

                - Oh, querida. – Disse alguém. Quem? Quem? Mahina não conseguiu identificar a voz, seus ouvidos zumbiam. – Consegue me ouvir? – A pessoa surgiu em seu campo de visão.

                Era Tsunade.

                Tsunade?

                - Você está em Konoha. – Ela disse. De repente Mahina se sentou, os músculos de sua barriga e dos ombros gritaram. – Não se esforce. – Tsunade a forçou a se deitar novamente.

                Mahina tentou acalmar a respiração, mais alguém entrou na sala. Kakashi.

                Ele a abraçou com delicadeza, Mahina não conseguiu entender o porquê chorava então, apenas se deixou levar pelo ato de afeto.

                - Kakashi-san. – Ela murmurou, voz rouca.

                - O que aconteceu? – Kakashi perguntou. – Não estava assim tão mal quando saiu, e sabemos que não foi veneno.

                Mahina ficou uns instantes tentando compreender.

                - Como assim? – Ela perguntou. – Nada aconteceu.

                - Então me responda: como ficou apagada por duas semanas?

                Puta merda.

 

 

                Sinceramente Mahina não possuía uma resposta, Kakashi a acompanhou até o apartamento.

                Mahina tomou um banho demorado, tentava se lembrar do que acontecera enquanto estivera apagada.

                O que era aquela nevasca?  

                Ainda podia sentir o frio da neve contra sua pele, o vento ainda fazia barulho. Mahina chorou novamente, seu corpo tremeu exausto. Se enrolou na toalha, respirou fundo e buscou forças para conseguia pôr uma roupa.

                Já vestida Mahina se deitou na cama, se encolheu sob o lençol. Ficou ali, paradinha e em silêncio. H veio falar com ela, mas Mahina não estava no clima.

                Entrou em uma aparente depressão, sua mente estava cheia de dúvidas e confusão. Mais lágrimas escorreram por sua face, cobriu o rosto com o lençol.

                Adormeceu.

 

                Estava novamente em meio a neve, agora a nevasca já findara. Mahina ficou por quase dois minutos completamente paralisada, com muito medo. Queria Naruto ou Sasuke, ou Kakashi, ou qualquer um lá com ela.

                Deu algumas passadas e parou, mais algumas passadas e parou. Foi deste modo que alcançou a gigantesca construção a sua frente, um castelo magnífico embora malcuidado. Tateou as paredes de pedra, seus passos eram repercutidos pelo eco. O vento fazia um som esquisito lá dentro, pareciam fantasmas querendo assustar – uh!, uhh!.

                Subiu as escadas lentamente, sem qualquer pressa. Chegou até um quarto, um dos poucos locais mobiliados. Fitou a cama, em cima dela havia um vestido branco. Mahina tateou o tecido velho e conservado, o vestido era belíssimo.

                - Você é interessante. – Alguém disse. – Deixe-me me apresentar. Hiroshi Tsukisuki.

                Mahina deu passos para trás, não queria aproximação.

                - Deve conhecer meu irmão, já o enfrentou. – Hiroshi continuou, ele possuía fisionomia perfeitamente simétrica, albino e baixo. – Takashi Otsukisuki.

                - Se são irmão... – Mahina murmurou. – ... por que não possuem o mesmo sobrenome?

                A feição de Hiroshi se fechou por um milésimo de segundo.

                - Questões de minha sociedade, apenas. – Ele respondeu. – Você derrotou meu irmão junto a um homem estranho, completamente negro.

                - É...

                - O derrotou muito facilmente. – Hiroshi comentou. – Sabe, Takashi foi idiota. Não estávamos acostumados a gravidade deste local, pelo visto neste planeta a força gravitacional é extremamente pesada.

                - Tudo bem, já explicou. – Mahina se sentou na cama. – E por que então demorou tanto a surgir? Fazem mais de três anos desde minha luta com seu irmão.

                - Sei disso. Mas nós precisávamos nos acostumar com a pressão daqui, e obviamente eu devo ficar de olho no irresponsável que é meu irmão. – Hiroshi se aproximou.

                - Onde estamos? – Mahina perguntou.

                - Vista-se, vamos dar um passeio. – Hiroshi disse, foi até a porta e saiu. Mahina, movida pela curiosidade, tirou suas roupas de dormir e pôs o adorável vestido.

                O vestido era peculiar, branco e comprido. As mangas também eram compridas, ultrapassavam seus pulsos. Parecia aquelas roupas estranhas de rituais de filmes. O busto não era tão folgado, nem a cintura. Teve seus traços destacados de forma eficaz, o decote não existia.

                Descalça caminhou até a porta e a abriu.

                - Vamos. – Hiroshi estendeu a mão. – Está belíssima, Mahina.

                Mahina segurou sua mão hesitante, o acompanhou pelo corredor.

                - Como sabe o meu nome?

                - Talvez eu tenha lhe vigiado. – Hiroshi encolheu os ombros.

                - E onde está seu irmão?

                - Já vamos vê-lo.

                - Ele vai querer me matar novamente?

                - Você é bem curiosa, não? – Hiroshi perguntou retoricamente. – Veja, já chegamos.

                Mahina deu uns passinhos para a frente, sentiu-o passar os dedos por seus cabelos. Ela se virou, não gostava quando tocavam em seu cabelo.

                - O que? São tão sedosos. – Hiroshi riu, enrolou os fios brancos no dedo indicador e depois os soltou.

                - Incrível. – Takashi saiu de detrás de um dos pilares de mármore. – Incrível como os humanos mudam tão rapidamente. Há menos de uma década você era uma pirralha.

                Mahina o encarou séria, punhos serrados. Não pretendia lutar, mas se o tivesse de fazer não iria poupar forças.

                - Bom, continua sendo uma pirralha. – Takashi corrigiu. – Mas uma pirralha bem gata.

                Sasuke provavelmente transformaria Takashi em cinzas.

                - Onde eu estou? – Mahina retomou com sua pergunta.

                - Difícil explicar, sabe? – Hiroshi saiu de detrás dela. – Não estamos em um só lugar. Na verdade, você, Mahina, ainda está deitada em sua caminha. Isto tudo é apenas uma ilusão, um genjutsu por assim dizer.

                - Tentei entrar em sua cabeça duas semanas atrás. – Takashi disse. – Mas é extremamente difícil fazer isso, peço perdão por tê-la apagado.

                - Oh... – Mahina murmurou. – E o que querem?

                - Somos de outra espécie e, sinceramente, somos mais evoluídos que os humanos. – Hiroshi se apoiou em uma das pilastras. – Nosso povo domina outros povos, procuramos por frutas de chakra.

                - Deixei eu adivinhar, uma grande quantidade de chakra concentrada em um só lugar? – Mahina supôs.

                - Exato. Uma pessoa veio aqui há muito tempo para adquirir a fruta de chakra deste planeta. Ela não voltou, o chakra foi distribuído entre os civis deste planeta. Bom, para os civis desta região do leste do planeta, na verdade. – Takashi parou por uns instantes e logo terminou sua narrativa. – Eu a enfrentei naquele dia por ter confundido o chakra desta pessoa com o seu.

                - Hm... – Mahina não sabia onde pôr as mãos, era angustiante não ter nada para segurar ou algum bolso. – Me trouxeram aqui apenas para dizer isso?

                - Não. – Hiroshi afirmou. – Acontece que estamos sentindo uma quantidade de chakra crescente em você.

                - Estou em fase de crescimento. – Mahina ironizou.

                - Tenho certeza que permanecerá com este tamanhinho. – Takashi diz. – O período de humanos do sexo feminino de crescimento ou qualquer mudança devido a puberdade é entre doze e quinze. Você possui dezessete.

                - E a quantidade de chakra crescente em você é anormal, logo chamará a atenção de pessoas ao redor de você.

                A imagens dos irmãos começou a ficar turva.

                - Provavelmente chegará ao nível bijuu. O que é problemático. – A voz de Hiroshi ficou distorcida.

                - Você está sendo retirada do genjutsu por alguém de fora. – Takashi afirmou, em um segundo ele já estava na frente de Mahina. – Queremos impedir que nosso povo extermine o seu, entende? – Ele disse com pressa. –Tem de arrumar um meio de reter a quantidade de chakra crescente em você, as consequências em alguém com um corpo frágil com o de um humano...

                - Eu entendi, não são consequências boas. – Mahina mal pôde escutar sua voz.

                - Mantenha-se segura, pequena deusa iluminada.

 

 

                - Você está bem? – Era Tsunade. – Quem te poria em um genjutsu?!

                - Eu, fui eu. – Mahina respondeu, transtornada. – Eu queria descansar...

                - Oh, querida, eu sei. – Tsunade passou a mão no cabelo de Mahina. – Mas eu preciso te dizer uma coisa. É muito importante.

                Mahina se cobriu com o lençol, se sentia enferma. Tsunade se sentou e abraçou a mão de Mahina com ambas as suas.

                - Não precisa se exaltar, podemos resolver isso. – Começou Tsunade. – Sim, é um grande problema, um desafio quase imbatível, mas podemos dar a volta por cima.

                Como assim?

                - Não é o fim, entende?

                - Poderia ser mais direta? – Mahina começava a ficar preocupada.

                - Mahina... – Tsunade apertou os lábios, ela detestava dar más notícias. – Eu sinto muito, mas você está com câncer.

                Mahina não conseguiu se mover, em completo choque.

                - Câncer literalmente no corpo inteiro. 



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