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História Time And The Rani - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Então, devido a minha pressa de postar essa história pra um certo concurso de fics, por enquanto posto sem capa. Essa one foi feita com base em um dos títulos estabelecidos, porém não tem qualquer conexão com Doctor Who. Na verdade, escrevi essa pequena história me baseando em Life Is Strange (entendedores entenderão ao lerem, eu acho)

É isso boa leitura. :3

Capítulo 1 - Time And The Rani


Rani piscou várias vezes até ter certeza de que o que havia acontecido era real. Tinha acabado de reviver aquela cena de sua vida pela terceira vez, mas simplesmente ainda não parecia ser verdade.

– Rani. Rani! – Ouviu sua melhor amiga chamar, e assim soube que o momento tão temido estava mais uma vez próximo. Passou a encará-la com um misto de felicidade e desespero. – É difícil falar com você assim quando fica viajando. Pensei que já tivesse te falado pra não usar drogas.

Normalmente ela riria da piada, mas não havia tempo. Ela precisava tirar Mary dali. Tirar as duas dali, e sair daquela escola antes do banho de sangue. Em questão de segundos, aqueles corredores se transformariam num matadouro, e se continuassem ali, sua melhor amiga estaria entre as vítimas.

– Temos que ir – disse apenas, segurando a mão de Mary e arrastando-a com ela.

– O que?

A garota não entendia absolutamente nada, nem fazia ideia de que logo um psicopata com uma arma entraria em cena, alvejando todas as almas à vista, sem paciência de esperar seu verdadeiro alvo aparecer para atirar. E mesmo se deixando arrastar pela evidente confusão em sua mente, e em parte pela confiança na amiga, ignorava completamente a previsão para os próximos oitenta segundos.

Embora Rani soubesse bem que Peter era louco e perturbado, não via como ninguém poderia querer assassinar a própria irmã, principalmente se essa irmã fosse Mary. Lembrava de tê-lo ouvido gritar "Você a matou!" durante o acesso de fúria em que metia uma bala no coração da irmã, e Rani via a amiga cair e desfalecer em seus braços... Sacudiu a cabeça com força, não era hora de remoer aquelas visões terríveis. Se ficasse pensando naquilo ao invés de fugir, aquela visão ia se transformar em memória, e permanentemente.

– Rani, você precisa me contar o que está acontecendo! – Mary se soltou de repente do aperto da amiga em seu pulso, irritada.

– Não tenho tempo pra explicar...

Começou a raciocinar. O destino lhe dera uma chance, como ou por quê só os deuses o sabiam, mas ela precisava usar o fato de que teve a sorte de voltar aqueles preciosos dois minutos mais uma vez e não cometer o mesmo deslize, nem hesitar. Precisava impedir que Mary fosse morta.

Mas talvez... Pudesse impedir que mais gente fosse morta. Se alcançasse Peter e avançasse nele antes que sacasse a arma, talvez todas aquelas pessoas continuassem vivas. Poderia salvar não apenas Mary, mas outras crianças e alguns adultos também.

Só que era tarde demais para isso. Rani viu tão logo desviou os olhos de sua preciosa amiga, o irmão homicida sacava o revólver lá do outro lado do corredor, enquanto as poucas pessoas que viram sua ação gritaram e alertaram as demais para a cena que se seguiria. Nas versões anteriores daquele evento, Peter não atirava em Mary pelas costas... mas não era hora de fazer o teste. Rani não podia se dar ao luxo de arriscar.

Finalmente abandonando totalmente a hesitação, jogou Mary para trás de si, abrindo os braços em seguida para bloquear a bala o máximo possível, fazendo de si mesma um verdadeiro escudo humano. Os olhos, porém, fechados enquanto aguardava com angústia o momento fatídico em que se colocaria no lugar da melhor amiga, lentamente se abriram, depois que os segundos passados pareceram muitos, e veio a constatação de que o tempo havia se esgotado e a bala não tinha vindo.

Ao abrir os olhos, percebeu que estava em um lugar completamente diferente. Sentia a água até os tornozelos e estava sentada na beira de um píer erguido na margem de um lago. Um lago no meio de um bosque muito bonito, para ser mais exata. Era como se estivesse de férias em algum lugar no campo. Bom, talvez estivesse morta. Mas então Mary não estaria ali com ela, porque ela a tinha salvado. Aquilo tinha de ser real.

– Mary!? – exclamou de felicidade, antes de abraçar a amiga como se ela tivesse ressurgido dos mortos. – Você está bem!

– É claro que estou – Mary disse em resposta num tom óbvio. – Você é muito estranha, sabia?

– Onde é que a gente está, que lugar é esse? – questionou, dividida entre a confusão e o alívio. – A gente estava na escola...

– Ah, você ainda está meio abalada com aquilo que aconteceu, né? – concluiu a amiga, num tom compreensivo. – Mas sou eu quem devia ter se abalado mais, mesmo quando não aconteceu nada grave naquele dia.

– Naquele dia...

Rani tentava entender o que tinha acontecido. De visões e loops temporais aquilo tinha evoluído para uma completa lacuna em sua memória, sem que ela soubesse como ou por quê. Não sabia nem em que dia ou mês ou ano estavam, embora, por sinal, ainda tivessem doze anos. Era como se um pedaço de sua vida tivesse sido simplesmente engolido pelo tempo.

– Peter tentou me matar – Mary contou, em retrospectiva. – Ele sempre teve raiva de mim por nossa mãe ter morrido depois de eu nascer, mas não foi por isso que saiu atirando na escola aquele dia.

– Foi porque é um psicopata – Rani falou revoltada.

– Na verdade, ele é esquizofrênico. Ouve vozes e disse que as vozes mandaram me matar. E a polícia levou isso em conta quando prenderam ele. É estranho, mas não consigo parar de ir visitar ele na instituição. Mesmo ele tentando me matar... – soltou um leve riso diante do próprio espanto. – Ainda é meu irmão.

– Você é tão boazinha – Rani observou, meio elogiando, meio censurando. – Por isso eu sempre tenho que tomar conta de você.

– Olha quem fala – rebateu a outra na mesma hora, se virando para encarar a outra de frente, com as duas mãos apoiadas na madeira do píer. – Se outra pessoa não tivesse atacado o Peter por trás e impedido ele de atirar aquele dia, você teria levado uma bala por mim.

Rani então encarou a melhor amiga com a mesma seriedade, pega de surpresa pela verdade que suas palavras continham.

– Bom, mas isso foi... – procurou uma forma de se justificar. – Porque eu sei que você faria o mesmo por mim.


Notas Finais


Ok, não ficou muito bom, até porque fiz na pressa e peguei a primeira ideia que me veio na cabeça, então relevem. Eu esperava fazer algo mais sci fi e menos sentimental mas já tinham pegado o título que eu queria '-'

Bem, que seja. Fiquei feliz de ter conseguido terminar essa one (minha primeira one, a propósito, e bem mais aleatória do que eu poderia imaginar kkk) e espero que tenham gostado.


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