História TIME BOMB - interativa - Capítulo 4


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Categorias A Seleção
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Guerra, Interativa, Original, Romance
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Palavras 1.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


» ( gente, eu tô roubando 3g, escrevo algo bonitinho aqui depois ok? ok )

Capítulo 4 - 4 of 4. the princess


O rosto de Antonella doía de tanto sorrir. A maioria dos seus sorrisos eram tão falsos quanto uma nota de três euros, mas ela tinha que manter aquela farsa até o fim da noite. Suportar bajuladores com sorrisos mais falsos que os dela era simplesmente insuportável.

Mas, por sorte, Albert estava ali para ser o seu suporte emocional. “Ah, Al, o que seria de mim sem você”, ela pensou, enquanto segurava a mão do jovem duque. De um lado ao outro do salão, eles passeavam. Eram um casal perfeito, todos diziam. E estavam certos.

— Não quer sentar um pouco? – Ele perguntou, depois da décima quarta vez que foram perguntados sobre o noivado deles.

— 'Tá tudo bem, eu aguento mais um pouco. – Ela sorriu de leve, seguido de uma rápida careta. – Mas os meus sapatos estão me matando.

— Isso é uma desculpa 'pra que eu te leve no colo até o seu quarto mais tarde?

— Talvez…

Para o desespero de Amadeo, que era firmemente contra demonstrações de afeto em público, e para a alegria dos fotógrafos presentes, Nella o beijou. De leve, com calma, apenas para sentir os lábios dele nos seus. Quando se separaram, nenhum dos dois conseguiam segurar o amplo sorriso.

No dia em que eles se viram pela primeira vez, doze anos atrás, era impossível acreditar que um dia seriam um casal. Tudo havia começado com uma discussão sobre o sabor do sorvete para a sobremesa e desde então não perdiam a oportunidade de implicarem um com o outro.

Em um belo verão, quando eles tinham 16 anos, em um acampamento para jovens da elite de Ostreau, eles acabaram caindo na mesma equipe de polo aquático. E descobriram que tinham mais em comum que o amor pelas piscinas e por vinho. Três semanas depois do fim do acampamento, eles estavam namorando.

— Mas você sabe o que vai acontecer hoje? – Albert acabou sentando na cadeira que ele havia oferecido. – No convite só tinha “anúncio especial da família real”.

— Não faço a mínima ideia. – O duque olhou para cima e ergueu a sobrancelha. – Estou falando sério! Ninguém quis me contar nada, ninguém sabe de nada. Os únicos que sabem são o tio Kevin, a Ginny, o Dan, a mamãe e a Lidia.

— Então deve ser importante.

— Não teríamos feito um baile inteiro se não fosse importante, 'né Panizzi?

Para a sorte dela, ele já estava acostumado com as tiradas da princesa. Mas para a defesa dela, ela estava impaciente. Antonella odiava ser a última a saber das novidades, e dessa vez ela tinha sido deixado completamente de fora. O que quer que estivesse prestes a acontecer, não teria o seu toque especial, e talvez se tornasse um grande desastre por causa disso.

Ela deu dois tapinhas no ombro do namorado, pedindo para que ele saísse da cadeira, e, quando ele se recusou a fazer isso (“oh, agora a princesinha quer sentar?”), se sentou no colo dele. Ela ouvia os flashes, mas nem ligava. Que capturassem aquilo; ela queria uma daquelas fotos em uma moldura.

Do fundo da mente dela, de uma caixa que ela havia trancado a sete chaves, saiu uma irritante pergunta: o que o seu pai pensaria disso? Nella balançou a cabeça, e ignorou a voz. Ela não podia ceder, de maneira e em hipótese alguma. Não quando a sua mãe e seus irmãos mais precisavam dela. Tinha se acostumado a ser o terceiro pilar mais importante da família. Mas com o pai morto e a sua mãe prestes a entrar em um colapso, restava a ela o posto de conselheira e porto seguro para os seus irmãos e prima.

“Inferno, eu quero uma taça de vinho”, ela pensou, afastando de vez a maldita pergunta.

— Olha ali. – Albert chamou a sua atenção, apontando para o microfone que estava sendo colocado no meio do palco que havia no salão. – Acho que já vai começar.

Realmente, estava para começar o que quer que fosse acontecer. Ela viu a sua irmã entrar com o noivo; ambos elegantes, um casal adorável de se ver (não tanto quanto ela e o seu namorado, é claro), com um olhar de cumplicidade entre eles. Trocavam sorrisos a todo momento, poderiam causar diabetes de tanta doçura. Também viu a sua mãe, sempre formosa e sorridente. Sabia também que o sorriso dela era falso; a via e a ouvia chorar quase todos os dias.

Tinha alguma coisa errada, Nella sentia isso. E suas suspeitas foram confirmadas quando viu o duque de Leotto vindo apressadamente na sua direção. Com um gesto, ele indicou a saída do salão, e ela soube que tinha que seguí-lo. Deu um beijo em Albert, e sussurrou que voltaria logo.

— Tio Kev, aconteceu alguma coisa? – Ela perguntou, ao ver a cara tensa dele.

— Não, mas vai acontecer em menos de dois minutos. – Robiatti olhou de volta para o salão, e ela seguiu o seu olhar.

— Tem alguma coisa a ver com o anúncio deles? É algo tão ruim assim?

— Provavelmente pior, mas me pediram para não te contar agora. – A resposta a assustou. – Se lembra do que eu te treinei para fazer quando tudo desse errado em coletivas de imprensa?

— Desviar a atenção para mim enquanto quem quer que tenha feito a bagunça foge. Eu tento contornar a situação com respostas vagas, digo “obrigada e boa noite”, e também vou embora.

— Exatamente. – Ele sorriu. Para a sorte dele, ela era uma excelente aprendiz, e entendia rapidamente tudo o que ele a ensinava a respeito do cargo de conselheiro; cargo este que ela esperava ter em alguns anos. – Assim que acabar, nos encontre no escritório do seu pai, o Donnie já está lá.

Ela acenou positivamente, e voltou para o seu lugar, agora cinco mil vezes mais tensa. Albert notou, e segurou a mão dela. Della respirou fundo quando viu a sua irmã indo na direção do microfone; que venha a tempestade.

— Boa noite a todos. – Ginevra cumprimentou os presentes: jornalistas, membros da corte e outros convidados. – Vocês foram convidados aqui pois algo muito importante está prestes a acontecer, mas vocês não sabem o que é. – Alguns risos foram ouvidos, mas logo cessaram. – Pois bem. Eu e meu noivo, Dante, estivemos pensando e refletindo sobre isso por meses, e depois que o meu pai faleceu há dois meses, chegamos a conclusão que isso era o certo a se fazer por nós dois e pelo nosso futuro. A minha mãe, rainha Nadia, ficamos sabendo disso meia hora atrás, estava prestes a tomar a mesma decisão, então, bem, dois coelhos com uma cajadada só. – Alguns segundos de suspense vieram antes da sua fala final: – eu, a princesa Ginevra Schiaffini, e a rainha, Nadia Schiaffini, por motivos pessoais, renunciamos aos nossos cargos e afazeres perante a sociedade ostreana.

Antonella sabia o que tinha que fazer, e o fez com excelência. Pegou o microfone, chamou a atenção para si, dando tempo para que os seus familiares pudessem ser escoltados para fora do salão sem serem incomodados. Respondeu algumas perguntas, a maioria delas com a frase “em breve o palácio irá fazer um pronunciamento a respeito disso” ou “isso não cabe a mim responder”. Sorriu quando necessário, e evitou revirar os olhos a cada pergunta ridícula ou fora de tom. E, depois de cinco minutos daquela tortura, ela pediu licença e foi escoltada para fora do salão.

Mas ela queria explodir. Queria gritar. De raiva, de ódio, de decepção. Imaginava que tudo poderia ter acontecido: que Ginny estava grávida, que a sua mãe estava grávida, que o casamento seria adiado, que o seu casamento seria marcado, que eles adotariam outro gato e o chamariam de Anakin (para variar), qualquer coisa.

Menos aquilo. Renúncia. Logo eles, que se orgulhavam de nunca desistirem de nada na vida.

A princesa marchou em direção ao escritório do seu pai com apenas uma coisa em mente: a esperança de ter uma explicação melhor que “motivos pessoais” para toda essa balbúrdia.


Notas Finais


» ( meu deus, eu esqueci de postar isso ontem, ha, também edito isso amanhã )


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