História Timeless - Capítulo 1


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Categorias Chris Evans, Jason Momoa, Joseph Gordon-Levitt, Kaya Scodelario, Margot Robbie, Sam Claflin, Selena Gomez
Personagens Chris Evans, Personagens Originais, Selena Gomez
Tags Atemporal, Bruxaria, Chris Evans, Chrislena, Guerra, Mistério, Principe, Proibido, Região, Romance, Selena, Selena Gomez, Selevans, Viagem No Tempo
Visualizações 30
Palavras 1.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Notas finais para esclarecimentos.

Capítulo 1 - A viagem.


Fanfic / Fanfiction Timeless - Capítulo 1 - A viagem.

"Cante-me uma canção de um moço que se foi, diga, o moço pode ser eu?  Um dia ele navegou do mar para Skye para resgatar a amada que tempo levou — Skye Boat Song"

Chris.

1945.

Eu tinha sido um bom filho, um bom marido, um soldado, acho que poderia dizer que era, sim, uma boa pessoa, para ser sincero, tinha certeza disso, eu obedecia meus pais, até casei com quem eles desejavam, mesmo que não a amasse. Bárbara era delicada, aprendi a gostar do jeito devagar que levava a vida, sua presença era agradável e sua aparência suave, nunca elevava a voz ou erguia a cabeça diante de algo que não lhe agradava, uma dama, passiva e obediente, mesmo não desejando-a, nunca a havia traído ou estado com outra mulher depois de firmar compromisso diante de seus pais, mesmo estando meses longe de casa e com a incerteza de viver depois de entrar em campo. 

Fazia parte de quem eu era, tudo isso de ser certo e correto.

A honra estava sempre acima do dever.

Se tinha alguém precisando de ajuda, eu faria de tudo para salva-lo, mesmo que isso colocasse a minha vida em risco, "cada vida é valiosa", dizia meu pai, "Aos olhos de Deus somos todos iguais" eram ideais que trazia comigo desde muito cedo, talvez fosse o mérito de ser filho de um pastor. No entanto, essas virtudes me levaram a desobediência, apenas uma vez na vida fiz o que achei que deveria fazer, alistei-me ao exército, era filho único e recém-casado, a tristeza alimentou-se de minha família por meses depois da notícia, mas nada poderia ser feito, fui convocado, uma, duas, quatro vezes e em todas elas voltei para casa, não havia ferimentos graves em meu corpo, apenas em minha cabeça, depois dos horrores da guerra recusava-me colocar um filho no mundo sabendo que o fim ainda não havia chegado, logo Bárbara começou a ver-se como desnecessária e incompleta

Uma mulher, não era uma boa esposa se filhos não tivesse.

Aquela era a quinta vez que chamavam-me para o campo de batalha, aos vinte e oito não era mais um menino, minha familiaridade com armas e pilotagem de aeromodelos fazia de mim alguém necessário, eu não tinha medo da morte ou do que vinha depois, tinha medo do que ela trazia. A morte vinha até mim carregando um perfume, um rosto e um riso, a sensação que invadia meu corpo me fazia transbordar como uma represa quebrada, eu queria ir, encontrar a mulher que rondava meus sonhos e embriagava minha mente, ela chamava-me, a beleza cândida fazia-me pensar que tal graciosidade apenas existisse ali, no tardar da noite, quando a sombra da morte vinha até meu corpo, pois ela era como a Lua, lindamente distante, eu nunca ouvia sua voz, apenas o som do seu riso, sentia o Sol e a grama, seu rosto acima do meu, os cabelos negros e longos tocando minha pele, não era muito e sempre isso, mas fazia-me feliz vê-la por instantes em meus sonhos.

— Você promete que irá voltar? — a chuva era fraca, apenas uma garoa fina, mas a manhã era gélida com uma névoa densa como prelúdio, as mãos frias de Bárbara arrumavam a farda pela terceira vez, o anel dourado em seu dedo parecia folgado demais — Eu não gosto de ficar sozinha aqui.

— Pode ficar com a minha mãe quanto tempo desejar, sabe que ela não irá estranhar sua presença.

— Eu gosto do meu canto, Christopher, gosto de ficar em casa, só não sozinha.

Os olhos cinzentos feito o céu carregado refletiam a calmaria de dias de chuva, o seu cheiro morno de sândalo em nada parecia com aqueles que vinham a mim em meus tormentos, o perfume de canela e amêndoas era quente, intenso e enervante.

— Mas vá visita-la, minha mãe aprecia sua presença — os fios dourados em sua cabeça desciam em ondas pelo pescoço alvo e longo, o sorriso que escapa dos seus lábios é contido enquanto deslizo os dedos em sua pele fria.

— Eu vou, mas tenho que terminar de costurar aquele vestido amarelo.

— Eu lhe compro novos, não precisa fazer isso.

— Mas eu gosto muito daquele — seu olhar calmo dizia o quanto não se importava com nada. 

— Eu lhe compro um igual — dinheiro nunca foi um problema, mas Bárbara gostava do que tinha.

— Não será o mesmo.

— Certo, tudo bem.

Seus lábios caem sobre os meus de forma tímida como sempre acontecia, ternos e passivos, Bárbara segura-me pela gola ao sussurrar ao meu ouvido:

— Prometa-me que volta.

— Eu sempre volto.

Era verdade, eu sempre voltava, não tinha para onde correr, Bárbara era minha esposa, eu tinha que ama-la, mesmo que morresse tentando, de nada adiantaria desejar uma mulher que atormentava-me em sonhos, se quer sabia seu nome, talvez assim fosse melhor, não deixava escapar durante a noite quando ela vinha.

 

□■□

 

O céu transbordava o caos que os homens faziam no chão, nuvens pintadas de laranja ao redor do Sol vermelho, o sangue rubro escorria pelas faces amedrontadas, o cheiro de fazes e morte misturavam-se ao gosto salgando vindo do mar, o som que as ondas faziam ao quebrar na areia era abafado pelo gritos dolorosos dos soldados, não havia sinfonia mais agonizando do que a tocada pelo horror, minhas mãos tremiam ao segurar o rifle.

— Senhor, perdoa-me — pedi ao disparar sobre um grupo de jovens alemães na praia — perdoa-me.

O avião era pesado devido a arma, planava sobre mar, fundia-se na imensidão turquesa, disparando em qualquer um que porta-se a bandeira de Hitler. Havia tirado a vida de mais pessoas do que havia salvado, era certo, mas gostava de pensar que eles mereciam,  mas tinha noção da realidade, eram muita das vezes mais jovens do que eu, não tinham escolha, e eu rezava por cada alma, no fim do dia, aliviava o peso sobre meus ombros. 

Eu era tolo.

Tinha corpo do homem, mas o coração ainda era de menino.

Pousar era sempre um problema, o aeromodelo verde e marrom pendia para o bico, enterrava-se um pouco sobre a areia granulada e fofa, afastado, notei que havíamos vencido, Hitler estava morto, o encontraram sem vida, anunciaram pelo rádio, eu iria para casa, deixei a arma sobre o acento e coloquei os pés no chão, havia tanto sangue que era difícil saber qual era a cor do meu uniforme, mas um tiro no ombro não era nada, quantos amigos eu perdi naquele dia? Talvez mais do que eu possa ter novamente.

O grunhido chama-me a atenção, é um jovem alemão, escondido nas carcaça de um barco inglês, fora atingido na barriga e lutava entre tosses estancar o sangramento, não queria morrer o garoto. Comovido, arranco de um morto britânico seu casaco, ajoelho-me ao seu lado.

Eu era ingênuo. 

Só queria ajuda-lo, então eu escuto um som alto, parece um tiro, olho para o lado e depois para o outro, mas não há ninguém por perto, minha audição some e eu o vejo cuspir na roupa em minhas mãos, há uma arma na sua e eu sinto queimar, foi ele quem atirou, então eu vejo o meu sangue, ele tão escuro e viscoso.

Dreckiges Schwein — Eu sei o que significa, mas eu já estão caindo.

Eu não sinto a areia ou o frio da morte, eu não sinto medo, apenas a grama, o Sol amarelo, um céu azul, a sua voz… Ah, olha ela, eu a vejo.

É como no fim do Outono e início da Primavera, uma brisa quente e refrescante beija minha pele, não tem dor, só o som de pássaros e água corrente, cabelos macios fazendo cócegas em meu rosto e ela.

— Você voltou!

Eu sei que estou sorrindo e eu sei que morri. 

 

NOTA SOBRE DESCOBERTA:

Às vezes temos que morrer para começar a viver.

 


Notas Finais


Eu acompanho Selena desde o início de feiticeiros, a devoção que nutro por ela é longo e estável, comecei a gostar do Justin depois que ele passou a namora-la, achava tão lindo o amor dos dois, as declarações dele, a forma tímida que ela demonstrava o seu por ele, mas isso se perdeu.
Justin passou a ser alguém que não quero mais relacionar a ela, vi o quão tóxico eram um para o outro e simplesmente não acho mais justo escrever ou continuar a escrever um romance entre eles.
Selena merece todo o amor do mundo e merece começar uma história do zero com alguém, merece ser amada e amar saudavelmente.
Justin… bem, eu espero que ele seja feliz.
Peço desculpas a quem queria uma continuação.
Quem quiser posso contar o final de cada história, mas não voltarei a escreve-las, mas também não as retirarei do site.
Ficarão aqui pois são partes de mim.
Espero que entendam.
Com todo o amor do mundo.
Eu.


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