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História Timidez - Capítulo 1


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Notas do Autor


Bom, talvez a emocionada aqui esteja tendo uns surtos de criatividade e escrevendo como nunca pensou na vida, sim, sem falar na minha cara de pau de ignorar as minhas histórias incompletas; pois bem, minha mente atualmente só quer funcionar para algumas coisas, na verdade essa é uma desculpa imbecil para exemplificar o desânimo mesmo.

Ademais, também gostaria de dizer que essa one é um presente para uma amiga muito especial: @BabyPark09

Antes que eu me perca aqui escrevendo o testamento, gostaria de pedir a quem tiver saco para dar uma chance a essa one,se quiser é claro, ouça timidez da banda Biquíni Cavadão, garanto quem nunca ouviu não irá se arrepender.

A capa está feia, mas foi feita com amor kkkkk

Tenham uma boa leitura!!!

Capítulo 1 - Tremenda agonia que é pensar em você


“Toda vez que te olho,

Crio um romance,

Te persigo, mudo, todos instantes”

— Timidez; Biquini Cavadão.

Chanyeol talvez fosse um cara apaixonado, um amante tímido, no qual convivia com a grande agonia de pensar em alguém, na qual ao menos conseguia confessar-se; estimava seu melhor amigo: Kim Jongin, desde daquele amável dia de sua infância, qual aos quatorze anos, por terem muitas dúvidas sobre os sentimentos como o amor, afeto e toques, em um ato inocente beijaram-se ignorando o infeliz detalhe que para época causaria uma enorme rejeição e asco do quem o visse; ambos tinham o mesmo sexo. Ademais como os jovens que eram, sequer possuíam a malicia de tais pensamentos, isso é bom não? Afinal tornou-se uma lembrança prazerosa, daquelas capazes de aquecer de vez um coração frio.

Para o Park, os sorrisos sinceros e os jeitos do Kim não passavam de uma afronta para consigo, pois quando sempre tentava contar-lhe a verdade, essa talvez fosse a real causa para que paralisasse. Sempre se arrependia das frases incertas na qual dizia, se embolava, travava e gaguejava; sentia-se um otário, provavelmente o rei deles.

Porventura, mesmo que maneiras impensadas ou pensadas até demais, tentava vencer o medo da rejeição, isto é, ignorar sua mudez ao aproximar-se do mesmo que nem parecia perceber a forma agitada e ansiosa do mais alto quando se encontrava perto de si.

Ah! O moreno talvez fosse um tremendo tapado ou somente alguém com medo de seus sentimentos; vai saber?

Com papel em mãos, Chanyeol batucava com seu lápis sobre a escrivaninha de madeira que tinha em seu quarto, ponderava sobre tudo, mas parecia que nada saía de sua mente. Pensava em escrever um poema, daqueles bem melosos no qual gritassem o nome de seu amado, ou ignorasse e contentasse a telefonar para si, quem sabe? Ele não sabia; suspirava cansado, abaixou sua cabeça sobre os diversos papéis espalhados, o rosto de Jongin o distraia, não precisava nem repetir o que achava de seu sorriso, não?

Para o próprio só lhe restava encobrir incompetentemente seus sentimentos, os camuflava e sem tocar-se disfasia tal feito; parecia que quando chegava perto do Kim sua mente se encontrava em um perfeito branco, nada lembrava.

Ah! Como odiava a sua maldita timidez...

Possivelmente, fosse mais uma daquelas tardes qual passava enfurnado no quarto com Jongin competindo a quem fazia uma pontuação maior no videogame, o calendário marcava sete de julho de 1990, tal dia que Chanyeol assinou com sua caneta colorida, um vermelho do amor, o dia da coragem. Respirou fundo, umas três ou mais vezes, mas ninguém precisa saber, hm? E o chamou:

— Jongin! — o moreno que se mantinha concentrado na televisão olhou para si. — Sabe — coçou a cabeça nervoso. — Por você — deu uma longa pausa, cogitou em falar alguma bobagem e mudar drasticamente o assunto, mas desistiu. — Eu tomaria banho gelado no inverno, eu deixaria de beber escondido dos meus pais, talvez ficasse rico em um mês e até mesmo dormiria de meia como um filho da puta burguês. — sequer pretendia desviar o olhar do amigo quem demonstrava surpresa.

— Sabe — Chanyeol continuou. — Sou capaz até de mudar o meu nome, provável viver em greve de fome — sorriu inseguro. — Desejarei todo dia a você! — tremendo, o mais alto ao menos esperou uma reação do Kim, saiu disparado do cômodo, tropeçou no meio do caminho e quase caiu ao descer correndo as escadas; já próximo a porta escutou o próprio chamar ao seu nome.

— Park! — a voz grave e calma que tanto amava o fazia sentir nas nuvens. — Por você, conseguiria até ficar alegre — confessou. — Em um ato impensado pintaria o céu de vermelho, ou até mesmo teria mais herdeiros que um coelho. — riu de sua última fala. — O que quero dizer — buscou forças para o que iria falar. — É que sinto o mesmo por você — desceu as escadas apressado e não tardou para que já estivesse a sua frente. Segurou uma das mãos do mais alto e o puxou a um terno abraço, qual fora seguido de um lento beijo, um ósculo carregado de sentimentos; os dedos compridos de Jongin acariciavam gentilmente os fios do amigo, o calor de ambos os corpos fazia com que sentissem ótimos, arrependiam-se por terem demorado tanto a descobrir.

— Jongin — em lágrimas, o Park acreditava que tudo aquilo não passava de um doce sonho. — O mais importante: por você, aceitei a vida como ela é, mesmo que muitas vezes ela se pareça mais como um inferno. — Sou apaixonado por você desde aquele dia Jongin.

— Irônico, pois sou apaixonado por você desde sempre. — beijou-lhe novamente.

Em tremenda agonia, timidez ou não, em um dia qualquer, um aconchegante sete de julho, ambos enfrentaram o maldito sentimento que os calavam, a infeliz mudez; outrossim, agora ao invés de darem vida a uma canção melancólica da banda Biquini Cavadão, ou recitarem impensadamente “Por você” do Barão vermelho, a única melodia que tocava em seus corações era a triste dúvida do “Será”.

 

“Será que é só imaginação?

Será que nada vai acontecer?”

 

Pois bem, eles não sabiam e até preferiam que não.


Notas Finais


Caso alguém tenha gostado, e queira me dizer algo, sinta-se livre!!


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