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História Tinha que ser você - Capítulo 8


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Notas do Autor


Boa leitura, meus queridos! ☺️
Desculpem qualquer erro... 😜

Edit.: Errinhos corrigidos!

Capítulo 8 - Recordações, reencontros e desentendimentos


Fanfic / Fanfiction Tinha que ser você - Capítulo 8 - Recordações, reencontros e desentendimentos

Hoje o dia não vai ser bom...

Em primeiro lugar: tive insônia. Passei a noite toda em claro. Nada do que tentava fazia com que meu sono viesse.

Em segundo lugar: reencontrei S/N, a garota que tinha crush no ensino médio.

Ela usava umas roupas que não a favoreciam. Aparelho nos dentes que a atrapalhavam sempre. Um rabo de cavalo eterno.

Mas era doce, gentil. Seu sorriso, mesmo metálico, era cativante. Sua gargalhada era melodiosa. Suas curvas, pouco mostradas, eram um espetáculo à parte.

Sabia disso somente porque um dia sai para andar de bike e, sem saber, passei por sua casa.

Ela ajudava sua mãe na faxina. Varria a varanda.

Estava com os cabelos soltos, um shortinho bem curto e justo, uma blusa branca de alças, colada, e chinelos de dedo.

Freei minha bike, não bruscamente para não fazer barulho. Desci dela e sentei na calçada.

Fiquei admirando aquela paisagem rara.

Alguns minutos se passaram e sua mãe a chamou, ela partiu andando rápido.

Fui embora.

~

Ela era rodeada daqueles amigos nerds dela. Pareciam carrapatos que não queriam abandonar o cachorro.

Nunca conseguira uma brecha pra chegar junto.

E eu nunca, J-A-M-A-I-S, admitiria isso para os meus amigos. Eles me zoariam pelo resto da vida por gostar da "esquisita" da escola.

Todos os dias tentava me aproximar dela. Apesar de participar do time de futebol americano e as meninas vivessem no meu pé, eu não tinha muito jeito.

Tentava fazer piadas, que pareciam sem graça, pedia as anotações ou respostas dela, tudo para chamar sua atenção...

Eu não tinha salvação...

~

Eu me lembro que no último dia do colegial, o da formatura, eu a vi de longe.

Ela estava linda. Parecia uma pintura.

Surreal.

Juntei toda a minha coragem e fui atrás dela, só não contava que meus amigos me seguiriam.

Como eu já estava indo ao seu encontro, não podia parar no meio do caminho.

- Espera, moça! - Segurei seu braço a ajudando a retomar seu equilíbrio.

Ela estava tendo uma pequena luta com seus sapatos.

- Muito prazer, sou Park Jimin, mas pode me chamar de amor da sua vida. - Falei debochado para que meus amigos não julgassem aquilo como algum tipo de declaração real.

Fingir que não a reconhecia era a melhor escapatória.

- S/N, é você? - Tinha que ter algum tipo de bullying envolvido para que eles ficassem satisfeitos. E não seria a primeira vez - O patinho feio resolveu virar cisne, foi?

Me arrependi na hora. Sua vivacidade foi embora junto das minhas palavras.

- Até que ela dá pro gasto. - Dante falou, meu amigo mais sem noção de todos.

Era nítido o desconforto e o medo que elas estavam sentindo de nós.

- Por favor, me deixe em paz, só hoje. - Ela suplicou para minha dor e, sem querer, inflou o ego dos outros. Ela não devia ter feito isso... - Eu quero poder aproveitar e lembrar do dia de hoje como um dia bom, alegre, que aproveitei com meus amigos e me despedir desse lugar. - Droga!

- Claro, gatinha. Pode aproveitar com a gente, também queremos nos divertir. - Senti nojo de Malcolm. Ele passou o braço pelo pescoço da minha garota.

Meu corpo se retesou.

Estava pronto pra atacar aquele cara quando a amiga dela a defendeu.

- Ela já disse que não quer. - Isso ia acabar em merda...

- Você também está toda arrumadinha, Anne. - Desviei dos olhos julgadores de S/N.

- Que tal sairmos mais tarde, depois da formatura, pra curtir mais um pouco? - Eu tentei chegar mais perto, dando uma abertura pequena para que elas conseguissem sair dali.

Não perceberam.

- Não obrigada, dispensamos. - Foge garota! Vai logo!

- Que isso, gatinha, vai ser legal!

- Não se façam de difíceis.

- Só queremos ser seus amigos... - Eles foram me empurrando, fechando o círculo, encurralando as meninas.

Eu estava me preparando pra dar uma rasteira neles quando, por graça divina, uma professora veio socorrer as meninas.

Eu não precisava escutar mais nada. Minha musa estava a salvo.

Relaxei meu corpo.

~

- Porra, Jimin. Por que você 'tava atrapalhando a gente? - O nojento do Malcolm me perguntou. Seu olhar inquisidor em cima de mim.

- O que vocês iam ganhar com isso? Só estavam as assustando por nada... - Não consegui concluir.

- E daí? Quem é você pra dizer o que eu posso ou não fazer? - Me pegou pela gola do blazer.

- Eu não sou ninguém, mas nunca ia deixar vocês continuarem com aquilo. - Respondi me soltando de seu agarro.

Peguei seu braço e dei uma chave. Torci levemente.

É nessas horas que agradeço meus pais por terem insistido comigo nas aulas de Taekwondo e defesa pessoal.

- Aish, tá doendo. Me solta, seu bosta! - Esbravejou.

Apertei mais um pouco, agora queria causar dor.

Os outros fizeram menção de que iriam avançar. Apertei mais.

Malcolm levantou o outro braço, acenando apressado e parando os rapazes.

- Beleza, beleza. Parei. Pode soltar agora. - Soltei rápido e o empurrei pra longe de mim.

- Foi você que começou, Jimin. Por que tá achando ruim agora? - Cala a boca, Dante!

- Eu fui só fazer uma brincadeira. Vocês que foram longe demais. - Tentei parecer tranquilo arrumando os punhos de meu blazer.

Esses idiotas só sabem cagar em tudo que fazem. Não sei nem porque ainda andava com eles.

~

Depois de tudo resolvido, fomos para a cerimônia de formatura.

Eu a vi, pela última vez, indo em direção à sua família. Com um sorriso largo estampado em seu rosto. Fiquei maravilhado.

Ela olhou pra mim... O que eu faço?

Por instinto dei uma piscada e sorri. Não sei com o que se pareceu, mas não era nada bom.

Ela se escondeu entre seus pais pra poder me evitar.

Fui o caminho todo de volta pra casa cabisbaixo, chutando tudo que encontrava pela frente.

~

Deixei que o RH escolhesse os candidatos mais adequados para substituir minhas preciosas funcionárias.

Iria participar somente da última etapa, era protocolo da empresa que pelo menos um dos dirigentes participasse da escolha.

Porém não tive tempo de analisar os currículos, observava a performance da pessoa e fazia perguntas com a finalidade de desestabilizar o candidato, exatamente para ver como ele reagiria à um momento fora de seu controle e seu raciocínio rápido.

Já havia terminado a segunda entrevista e estava comentando sobre o rapaz com Namjoon.

Foi então que escutei Tae chamá-la.

Meu coração errou algumas batidas.

Fiquei surpreso ao encontrar S/N dentre os candidatos que estavam participando do processo.

Ela estava mais bonita do que antes, se é que isso era humanamente possível.

O tempo só lhe fez bem.

Seu novo corte de cabelo emoldurava seu rosto pequeno, delicado.

Estava muito bem vestida. Seu traje lhe favorecia e evidenciava suas curvas.

Tive que me conter para não ir ao seu encontro.

- Com licença. - Sua voz melodiosa ecoou no recinto.

- Me chamo S/N, é um prazer conhecê-los. - Fez uma reverência e sentou.

- Olá, S/N, bem vinda. - Falei observando a reação dela ao me notar.

Ela se virou e me encarou. Estarrecida.

- M-muito obrigada, senhor... - Um rubor apareceu em suas bochechas. Ela me reconheceu.

- CEO Park Jimin, é um prazer lhe conhecer.

- CEO Park. - Aquela voz falando meu nome foi como se uma rajada de sol me atingisse. Quente e poderoso.

Tinha que me acalmar e manter minha atitude e aparência frias para que todo o processo fosse imparcial.

O que realmente foi.

Ela era muito bem qualificada.

Demonstrou ter responsabilidade e compromisso com seu trabalho, jogo de cintura ao responder as perguntas que lhe eram feitas e, ainda por cima, gabaritou a prova escrita.

- Muito bem, isso é tudo. O senhor tem algo a perguntar, CEO Park? - Namjoon me passou a palavra.

Eu tinha que me manifestar e tentar confrontá-la para ver sua reação à pergunta mais incisiva de uma entrevista.

- Tenho sim. S/N, você acertou todas as questões do teste, vejo que é bem qualificada por seu currículo. - Observei o mesmo por alguns instantes - Mas por que você acha que deve ser contratada por mim? - Lancei o questionamento.

Ela respondeu de forma sincera e certeira.

- Muito bem S/N, obrigado por suas respostas. Por favor aguarde do lado de fora, junto aos outros candidatos.

Acho que ela ainda tem ressentimento por mim. Vi isso transparecer em seu semblante.

- Obrigada. - Levantou e saiu.

A visão de trás também era muito boa.

Fechou a porta.

Sentamos para discutir sobre os pontos que achamos fortes em cada um dos candidatos e analisamos quem seria o melhor.

A decisão foi uma unânime.

Pedimos que os candidatos voltassem e demos a notícia.

Tae acompanhou os outros dois rapazes para fora da sala.

A cena que se seguiu foi hipnotizante.

Ela acompanhou a saída dos rapazes com seus olhos. Os mesmos que pararam por um tempo, focados em algo que estava logo a sua frente, mas não podia ser visto.

A boca rosada entreaberta, como um convite.

Salivei com a ideia.

Ela levou sua mão pequena ao rosto, as pontas de seus dedos delicados tocaram a pele macia. Ela estremeceu e eu ofeguei.

As atenções estavam focadas nela.

- Está tudo bem, senhorita S/N? - Namjoon perguntou se aproximando.

Seu foco voltou e ela corou, estendendo as mãos para parar meu amigo.

- Estou bem, obrigada pela preocupação, não é nada.

Ri por causa disso.

Vesti minha melhor fachada de CEO e fui ao seu encontro.

- Bem-vinda a nossa equipe, S/N. Espero que você cumpra com as expectativas que temos de você. - Estendi minha mão.

Ela demorou para retribuir o aperto.

Seu toque era suave, apertei mais forte para sentir seu calor.

Queria mesmo era puxá-la e a envolver em meus braços. Me contive.

Sorri para ela, mas não obtive retorno. Fiquei sério.

Tae cortou a conexão que estávamos tendo.

~

Fiquei pensando naquela garota a manhã toda. Não conseguia me concentrar em nada que fazia.

Lili vinha recolher alguns documentos já assinados que deveriam ser encaminhados aos seus destinatários, e trazia novos que precisavam de atenção.

As horas se passaram e o almoço chegou.

Resolvi que iria almoçar com ela. Fui ao departamento de marketing para fazer o convite.

Hobi me recepcionou. Ele era uma pessoa maravilhosa e um amigo ótimo!

Informei ao hyung que queria almoçar com a novata.

Chegamos à sua mesa.

- S/N, o CEO Park veio procurá-la. - Esclareceu com seu típico sorriso.

- Eu gostaria que você almoçasse comigo hoje, preciso lhe falar alguns assuntos. - Convidei dando uma desculpa para tal.

Ela concordou.

Caminhamos até o restaurante em completo silêncio. Eu estava apreensivo. Apenas me dei ao trabalho de permanecer com as mãos nos bolsos.

- Mesa para dois, por favor. - Pedi a hostess e sorri.

- Por aqui, senhor Park. - Eu frequentava muito o lugar. - Tenham uma boa refeição! - E arrastou suas mãos pelos meus ombros.

Na verdade, não senti nada. Estava interessado na mulher a minha frente.

Ela cobriu seu rosto. Eu queria vê-la.

- S/N. - Chamei.

Ela abaixou o menu. Encarei seus olhos.

Ainda era caidinho por ela.

- Hu-hum. - Gaguejou mais uma vez.

- Gostaria de lhe parabenizar mais uma vez por, agora, fazer parte de minha equipe! - Sorri - Lhe trouxe para almoçar porque notei que você ficou desconfortável ao me reconhecer na entrevista. Não se preocupe, não irei te morder... A não ser que você peça... - Tentei uma piadinha sem graça, falhando miseravelmente - É brincadeira, não leve a sério! - Remediei.

- Não se aflija, não sou desse tipo. - Falou secamente.

Ela deslizou seu blazer pelos ombros e braços. Ela tinha o poder de me fascinar.

Fizemos nossos pedidos a minha garçonete favorita, Jenny. Sempre muito profissional.

- Muito bem, você se lembra de mim, certo? - Queria saber.

- Lembrar de você? Desculpa, nós já nos conhecíamos? - Fiquei estarrecido.

- Não me diga que se esqueceu de mim, S/N. - Indignado, assim me sentia - Estudamos juntos no ensino médio.

Ela balançou a cabeça negativamente com ar de confusão.

Duvido que esteja falando sério.

- Desculpa...

- Eu era atacante do time de futebol americano, nos falamos as vezes... - Me interrompeu.

- Ah sim, Park Jimin, me lembrei. - Estalou os dedos.

- Você tentava toda vez pegar minhas respostas dos exercícios de física. - Era a forma que encontrei de me aproximar sem parecer suspeito - Legal te reencontrar... Você cresceu bastante, está distinto, por isso não devo ter te reconhecido.

Fechei a cara. Aquilo foi claramente um ataque.

- Já você não cresceu um centímetro sequer. - Falei seco e irritado, como se tivesse acabado de levar um tapa na cara.

- Estou vendo que passaremos momentos bons juntos...

Apoiei os cotovelos na mesa, entrelacei meus dedos perto do nariz.

Ela ficou vidrada nos meus lábios. Ela sabia fazer jogo duro, mas seus olhos a entregavam sem que ela percebesse.

Comemos em silêncio.

Alguns funcionários passavam lá fora e nos viram. Haveria fofoca.

Paguei a conta.

No caminho ela fingiu que o celular tocava e o atendeu.

Não ia provocar mais a menina, eu mesmo estava querendo sair daquela situação.

~

Havia acabado de chegar e estacionar meu carro na garagem. Esperei o elevador e adentrei quando o mesmo se abriu.

Parou no térreo.

Abriu suas portas e dei de cara com S/N, meu coração falhou. Imediatamente desviei meu olhar.

Min Yoongi entrou e me cumprimentou, o retribuí cordialmente.

Ele segurou a porta para que ela entrasse. Ela o fez e se instalou mais atrás no pequeno espaço.

- Bom dia, CEO Park. - Só o que consegui foi acenar com a cabeça. Minha voz falhou e me senti constrangido por isso.

Encarei os números que mudavam a cada andar que vencíamos.

O 3° andar chegou e eles desceram. Me reverenciaram.

Eu apertei o botão para que a porta se fechasse.

Já sozinho pude deixar as pernas falharem. Elas estavam frouxas pela presença de S/N. Respirei fundo e me recompus.

~

O dia foi bem corrido. Vários relatórios a serem lidos, ligações que estava cansado de atender e uma reunião com a junta diretiva.

Já era fim de expediente quando fui ao banheiro passar água em meu rosto.

Olhei para o espelho, estava apresentável, mas com semblante cansado.

Minha secretária pediu para sair uns minutos mais cedo por questões pessoais. Autorizei.

Ela sempre fez tudo que eu pedia da maneira que eu gostava, não seria esse simples pedido que eu negaria.

Do corredor vi alguém entrando em minha sala. A porta ficou aberta.

Aproveitei para me espreitar silenciosamente.

Quem quer que fosse seria pego em flagrante. Cruzei meus braços.

Cheguei a tempo de ver S/N inclinada depositando algo em minha mesa e se virou.

Parecia que ela tinha visto uma assombração. Todo seu corpo estava inerte.

Parada.

Com os olhos arregalados.

Ri internamente.


Notas Finais


Hoje estava inspirada kkkkkk'
Capítulo bem extenso, cheio de amor e reviravoltas...
Estou pensando em postar em um ou dois dias específicos, o que acham?

Não se esqueçam de favoritar, comentar e compartilhar, é ótimo saber o que vocês estão achando!
Beijos de luz! 😘😘


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