História Tinha que ser você? Justo você?! - Capítulo 2


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Notas do Autor


Mais um capítulo para vocês povinho :3.

Capítulo 2 - "No covil do inimigo"


Fanfic / Fanfiction Tinha que ser você? Justo você?! - Capítulo 2 - "No covil do inimigo"

Quando chegamos a Paris, o sol já estava quase se pondo, dando a impressão de que todos os edifícios, casas e prédios da cidade estavam banhados em um tom negro perfurante.

O guarda-costas tinha ido nos buscar na estação de trem, como da outra vez, e não demoramos a chegar na Mansão Agreste.

Mas agora havia algo de diferente da nossa última visita: meu tio estava sozinho, e esperava pacientemente a nossa chegada na entrada da mansão.

Devo confessar que o meu coração gelou um pouco quando avistei-o. Eu ainda não tinha descido do carro, e toda a minha vontade de fazê-lo se esvaiu completamente ao ver que ele pairava os olhos sobre mim.

— Obrigada pela carona, Gorila! – mamãe agradeceu-o, e o guarda-costas lhe devolveu um sorriso simpático em resposta. — Vamos descer Félix?

— Uh... sim, vamos. – hesitei um pouco em responder e ela conseguiu notar isso.

— Félix, é por causa do anel, não é? – e me olhou apreensiva, como se já soubesse muito bem da resposta.

Resolvi não responder e virei o rosto para o lado, na tentativa de não falar sobre aquele assunto. Eu não queria que minha mãe se sentisse culpada por eu ter pegado um daqueles anéis.

— Não se preocupe querido. Acho que Gabriel seria incapaz de fazer alguma coisa ruim com você por causa disso. Mas... você não acha que seria melhor devolver o anel para não causar mais problemas com ele?

Somente nos sonhos da minha mãe que o meu tio não iria querer fazer nada comigo a respeito do anel. Pff...

— Eu não pretendo devolver o anel, mãe. Esses anéis pertencem a nossa família por direito, quer o meu tio goste ou não. E é como você mesma disse; ele seria incapaz de fazer algo ruim com o seu próprio sobrinho.

Ela não aceitou muito bem o meu argumento, provavelmente estava em dúvida se confiava realmente que Gabriel não faria nada. Mas assentiu.

— Então está bem, confio em você. Só que se por acaso o Gabriel tramar alguma coisa contra você...

— Eu te aviso mãe, pode deixar.

Depois de devolver sorrisos carinhosos, nós dois finalmente descemos do carro em direção a fera.

Cheguei perto do meu tio bem cautelosamente; gostaria de ir logo para o quarto de Adrien para não ter que encará-lo, no entanto minha mãe fez questão de que nós o cumprimentássemos.

— Gabriel, que bom ver você!

— Também é um prazer te rever, Amélie. E você também, Félix...

O velho me olhou com um sorriso presunçoso e eu pude ver em seus olhos que ele não estava nem um pouco feliz com a minha estadia.

— Bom rever você, tio. – falei com indiferença, mirando-o de maneira que percebesse que eu também não estava nem um pouco contente em ficar perto dele.

— O Adrien não está aqui? – mamãe perguntou, querendo aliviar um pouco daquela tensão que pairava sobre nós dois.

— Não, está na aula de chinês. – ele respondeu friamente, finalmente retirando os olhos de mim.

— Ah, mas que pena! Gostaria tanto de me despedir dele...

Alguns minutos de um silêncio extremamente incômodo se passaram depois disso.

— Ahem... então, acho que já vou... Meu trem parte em alguns minutos. Eu já deveria estar na estação a essas horas...

— Hmm.

A resposta do meu tio pareceu mais um grunhido do que qualquer outra coisa (teria sido mais gentil se não tivesse dito nada).

— Bem, tchau querido. Cuide-se em? E comporte-se. – mamãe me abraçou calorosamente.

— Tchau mamãe. – me separei dela e brevemente olhei para Gabriel, que não mudou nem um pouco a sua expressão.

— Adeus Gabriel! – e acenou para o mesmo, que dessa vez nem se deu ao trabalho de emitir qualquer som ou gesto.

Acompanhei com os olhos enquanto ela se dirigia ao carro, e depois que ela entrou, e o carro partiu, me encontrei sozinho com o meu tio.

Antes que pudesse haver qualquer fio de conversa ou olhares entre mim e Gabriel, contornei-o sem olhar para seu rosto e apertei o passo para chegar até o quarto do meu primo.

Minhas malas estavam cuidadosamente empilhadas perto da cama de Adrien quando cheguei ao patamar do quarto.

Foi um alívio saber que dividiria o quarto com ele. Adrien devia ter pedido ao pai para me deixar ficar em seu quarto, o que, devo dizer, me deixou um pouco mais aliviado, pois assim Gabriel teria menos opções para executar uma de suas tramoias.

Resolvi fazer um tour pelo quarto, só para me distrair mesmo.

As paredes eram cheias de estantes. Uma, em especial, reluzia em dourado e prateado; era onde ficavam guardados os troféus e medalhas de Adrien.

Observei minunciosamente cada troféu e medalha. Eram muitos. Eu não sabia dizer como um adolescente de quatorze anos era capaz de ganhar tantos prêmios. Só se trabalhasse seus quatorze anos inteiros nisso...

Esse pensamento me fez sentir um pouco mal por Adrien.

No final das contas, não era totalmente de seu desejo vencer tantos desfiles de moda, competições de esgrima ou tirar nota máxima em tantas provas de chinês. Era de seu pai, e Adrien fazia de tudo para agradá-lo.

— Talvez eu pudesse dar uma mãozinha pro meu priminho a respeito do Gabriel... – pensei alto, abrindo um pequeno sorrisinho perverso em seguida.

O problema em fazer isso era que Adrien era muito bonzinho, e nunca aceitaria uma proposta dessas. Sem falar que eu já tinha muito com o que me preocupar. É... foi melhor deixar aquilo de lado naquele momento.

Continuando a admirar todas aquelas premiações, meus olhos pousaram em um troféu dourado em particular, que guardava alguns papéis vermelhos em seu interior. Quando agarrei aqueles papéis, notei que eram fotografias. Fotografias da marrentinha.

Havia umas dez fotos dentro dele, e eu não pude deixar de abrir um sorriso bobo para cada uma delas, mesmo não querendo.

— Você gosta mesmo dessa super-heroína, não é priminho?

Escolhi as três fotos que mais me agradaram e guardei-as no bolso. Adrien tinha um montão de fotos dela em seu celular, ele não iria sentir falta de três.


Notas Finais


É isso pessoal, espero que tenham gostado do capítulo e até a próxima!


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