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História Tinta Amarela - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Jeon Jungkook


Talvez, ser forte em momentos complicados, seja uma das coisas mais difíceis que você precise fazer. Sentir o mundo desabando sobre suas costas, enquanto a única coisa que pode fazer é se manter de pé. Isso, é a verdadeira força.


Guardo meu celular de volta na minha mochila e volto a colocar a mesma no meu armário, pois já havia dado o tempo do intervalo. Saio da sala dos instrutores e ando até o centro da academia, onde fica os tapetes de tatame. Arrumo meu cinto, fortalecendo o laço que eu fiz e volto meu olhar para o barulho que as crianças fazem, quando voltam do nosso curto intervalo. Elas me cumprimentam e sem que eu peça, formam um grande círculo no tatame, me deixando no centro do mesmo.

-Em que plano espiritual é este em que estou? -Faço uma pergunta retórica, olhando para cada um dos meus alunos. -Meus maravilhosos alunos, fizeram algo sem que eu precisasse pedir? Anda, me contem, o que deram para vocês neste intervalo?

Eles ficam em silêncio, mas vejo seus pequenos olhinhos irem em direção a pequena Liyn. Desde quando comecei a dar aula gratuitas para essa turma, eles votaram indiretamente para que a Liyn fosse sua porta-voz. Devo admitir que acho fofo todo esse amor que há entre eles e em como eles já se conheciam antes de eu chegar; antes havia um outro instrutor, mas eles não gostavam dele e o achavam muito grosso, então fizeram uma petição para o diretor da academia trocar o professor e, cá estou eu. Não vou negar que sempre amei o fato deles se imporem, porque é algo que vão precisar, ainda mais na nossa sociedade tão falha.

-Sabe, professor Kookie. -Ela começa a falar, quando a encaro. -Nós ouvimos o diretor conversando com você e perguntando quantas aulas de boxe você irá dar...

-Ah... -Solto sem saber o que dizer, fui realmente pego de surpresa.

As poucas aulas de Kung Fu que dou, são totalmente gratuitas para eles e um tipo de doações minhas e por isso, eu ganho apenas com as aulas de boxe, o que acaba me obrigando a fazer bicos em horas que não estou dando aula, já que o que eu ganho é o suficiente apenas para pagar minhas contas e nada mais. Acabo precisando de uma renda extra para conseguir me sustentar e viver.

-Eu não me importo de ter dois empregos. -Confesso, porque eu de fato não me importo com isso e nem com os outros trabalhos que tenho. Gosto do que faço e isso não me sobrecarrega. -Eu só me importo de fazer vocês felizes e se, para isso, eu tiver que ter dois empregos, então eu terei dois empregos. -Minha resposta arranca brotinhos de sorrisos de alguns deles. -Bem, vamos voltar para a aula. Todos deitados e controlando suas respirações.

Eles me obedecem e se deitam, observo inspirarem profundamente e expirarem pela boca, deixando o ar sair sem esforço algum. Conto mentalmente até dez, observando cada um dos meus dezesseis alunos. Com o passar dos meses, alguns alunos pararam de vir a aula, por diversas razões, e eu não pude fazer nada para mudar isso...

-Fechem seus olhos. -Peço e os observo fazendo o que foi pedido. -E permitam que suas mentes vá para longe, para o que mais almejam e para o que sonham toda vez antes de fecharem seus olhos e caírem no mundo dos sonhos.

Depois de olhar cada um, volto meu olhar para o arredor, percebendo que todos os outros lutadores e pessoas que estavam treinando, simplesmente, pararam de treinar para que não interrompessem o comecinho da minha aula. Faço uma curta reverência para eles, agradecendo silenciosamente, e os mesmo retribuem minha reverência. Gosto desse comecinho da aula, desse silêncio que recai sobre todo o ambiente; é uma calmaria tão encantadora, uma do tipo que não estamos acostumados e totalmente necessária no Kung Fu, onde focaliza o corpo e a mente, os unindo em um objetivo (como quebrar uma placa de madeira ao meio) ou uma luta.

-Podem abrir os olhos e, com todo o amor do mundo, se levantem. -Ando até os equipamentos, pegando algumas madeiras e voltando para o tatame. -Prontos para começar a aula?

Os ajudo a melhorar seus focos e treinamos alguns movimentos do Kung Fu, relembrando os mais fáceis e começando a treinar os mais complicadinhos. A aula é tranquila e totalmente divertida, já que eles insistem em imitar os sons dos animais, quando fazemos os movimentos referentes aos mesmos. Enquanto tiro minha mochila do armário e fecho o mesmo, não consigo impedir minha mente de ir para lugares obscuros e totalmente deprimentes, tentando imaginar meu irmão aprendendo Kung Fu e sorrindo que nem essas crianças. Não posso ficar pensando nessas coisas, porque elas são o suficiente para me abater. Preciso continuar firme, preciso ser forte...é que as vezes...é tão difícil, tão dolorido. Estou tão cansado.

Ligo meu celular e ando para fora da academia, depois de ter me despedido dos funcionários e de quem estava treinando. Ajeito minha jaqueta e vejo que há algumas mensagens não lidas do Park, nelas ele dizia que iria para o estágio, mas que depois iria direto para a minha casa, matar a saudade da Frida. Bem, valeu realmente a pena deixar salvo o vídeo que eu gravei dela e esqueci de mostrar pro Jimin, acabei podendo usar ele um pouquinho mais tarde. Coloco o celular no bolso da jaqueta e o fecho, para que ele não acabe saindo voando enquanto ando de moto, aproveito para fechar a jaqueta também e coloco a alça da mochila em cada ombro, para em seguida, arrumar o capacete na minha cabeça. Subo na minha moto e não demora para coloca-la pra funcionar, eu poderia muito bem ir sem capacete, sentir o vento no meu rosto é muito libertador, mas é muito perigoso, então terei que me contentar com o barulho da moto.

Paro a moto na porta da garagem da minha casa e olho em direção à pequena varanda, vendo o Namjoon e a Byeol sentados na pequena escadaria que leva a mesma. Eles não perceberam minha presença, e nem sei como, porque a moto faz um grande barulho, os dois apenas continuaram conversando. Agora estou em dúvida, vou até lá e faço minha presença ser notada, ou entro pelos fundos e os deixo conversando, e acreditando que não estou em casa? Vejo o Kim morder o lábio inferior, ao mesmo tempo em que parece prestar toda a atenção no que minha amiga está falando...Hum, será que eu consigo passar despercebido?

Me viro, ficando de costas para ele e puxo o pezinho da minha moto, para deixa-la de pé, o que acaba fazendo um pequeno barulho e, justo nesse pequeno barulho, a conversa cessa. Boa, Jungkook, você atrapalhou tudo.

-Jungkook? -A voz do Namjoon chega até os meus ouvidos e eu me viro, com o maior sorriso amarelo que consiga mostrar no momento. -Estávamos começando a acreditar que você não iria vir nunca.

-Eu me atrasei. -Respondi, ao mesmo tempo em que passava pelo meu pequeno gramado, em direção aos dois. -Tive que conversar com o diretor, para saber qual seria meu cronograma.

-Fiquei sabendo umas coisas aí por cima e, percebi, que meu grande e maravilhoso amigo, não me conta mais nada. -Ele dramatiza, ao tempo em que cumprimento a outra Kim (até os sobrenomes combinam), com um beijo em cada bochecha e depois, dou um abraço no meu amigo. -Sabe, isso realmente me entristece. Achei que você confiasse em mim.

Suspiro pesadamente e encaro meu amigo, oh céus, por que tão dramático? Se bem que não posso julgar muito ele, porque o Hoseok também...É, pelo visto estou rodeado de pessoas dramáticas, possivelmente, é por causa deles que as vezes eu sou um pouquinho dramático. No entanto, com toda a certeza, meu drama não chega nem aos pés do Kim e do Jung.

-Vamos fazer assim. -Diz a Byeol e coloca uma braço sobre meu ombro e o outro sobre o ombro do Nam. -A gente entra e enquanto vocês dois conversam, eu faço um delicioso chazinho. O que acham?

Meu amigo e eu concordamos, para em seguida entrarmos na minha humilde residência. Ao tempo em que a Kim vai para a cozinha, o Joon e eu nos sentamos no tapete. O encaro por um tempo, tentando descobrir por onde eu começo a contar e ele espera pacientemente. É bom ter um amigo que sempre espera você tomar a iniciativa para revelar algo importante, e que não te apressa de forma alguma; o Namjoon tem sido esse amigo para mim desde que nos conhecemos, é engraçado a diferença entre o Nam e o Hoseok, um tão apressado e desesperado, o outro tão prudente e sereno. É o tipo de diferença que só engrandece nosso triozinho.

-Bem, tudo começou quando eu me meti em uma briga por causa de um loirinho e de uma calopsita.



Notas Finais


Como a gente, chega chegando
Vim dizer q, caso vcs queiram dizer algo sobre td oq vem acontecendo com TA e tenham Twitter, basta usar a #FridaESeusDoisPais


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