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História Tinta Amarela - Capítulo 17


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Notas do Autor


Olha q engraçado, gente
Esse é o capítulo 17, q está sendo postado no dia 24 de Março, dia em que estou fazendo 17 anos. 
Achei conceito.

Capítulo 17 - Park Jimin


As vezes as pessoas nos culpam por situações, em que não temos culpa alguma.


Fazia tempo em que eu não dançava dessa forma e me divertia assim, esses são aqueles momentos em que estamos sendo tão nós mesmos, no nosso intrínseco, que nem percebemos que alcançamos a tão desejada felicidade. E isso só me faz perceber que a felicidade é algo tão alcançável, quanto o nosso respirar, porque quando respiramos, nós não tomamos consciência disso, a gente apenas respira, e com a felicidade é a mesma coisa. Nós só somos felizes, quando não percebemos que estamos sendo felizes. E essa noite me cansou tanto, que depois de tomar um banho rápido (obrigado pelo Jungkook, que disse que não iria deixar que caras suadas sujassem seu limpo sofá), eu acabei caindo no sono. Me lembro só de ter me jogado no sofá, onde os meninos ainda estavam conversando, e de cair em um sono muito profundo.

Abro um pouquinho os olhos e finalmente entendo o por quê estou me sentindo tão confortável; estou simplesmente encostado no Jeon, com uma perna em cima da dele e com a mão sobre o seu peito. Observo por alguns segundinhos, seu peito subir e descer, levando minha mão consigo e mostrando que o mesmo está em um sono profundo. Ele fica tão fofo dormindo, com um biquinho nos lábios e uma expressão serena. Pelo menos ele possui sonhos tranquilos, que contrastam completamente com a vida real.

—Acho que vou ter que me hidratar. —Ele sussurra, continuando com os olhos fechados. E acompanhando seu tom de voz, eu questiono o por quê. —Porque você não para de me secar.

Dou um soquinho no peito do Jungkook, ocasionando que o mesmo faça uma imitação de uma cara de dor e que diga um "aí". E antes que eu consiga dizer qualquer coisa, vejo o Yeonjun passar rapidamente pela sala e ir em direção a porta. Merda, ele deve ter interpretado tudo errado. Me levanto rapidamente do sofá e corro em direção à ele, conseguindo o alcançar só na calçada.

—Ei, Yeonjun! —Chamo novamente e dessa vez pelo nome, pois ele havia ignorado aos meus outros chamados. —Espera! Por favor!

-O quê? -Ele questiona, finalmente parando e se virando para mim. Vejo decepção e um pouco de tristeza no seu olhar, e isso causa rachaduras no meu coração. -Você tem alguma explicação para o que eu vi?

-O Jungkook é o meu amigo, Yeonjun. -Digo, sentindo meu coração apertar e me aproximo dele, sem desviar o olhar. -O que você viu lá, é a mesma coisa que você sempre vê. A única coisa que muda é que foi com o Jeon, sendo que normalmente é com o Taehyung ou o Seokjin.

O Lee leva as mãos aos cabelos e se afasta um pouco, se mostrando totalmente pensativo. Eu não fiz nada de errado; fui deitar no sofá, para escutar a conversa deles e fiquei com preguiça, o que me fez deitar ao lado do Jeon e o usar como travesseiro; eu sempre faço com os meninos ou com meu irmão. Fora que não há nenhum motivo para ele sentir ciúmes do Jungkook, claro que o jeitinho com o qual o Jeon se relaciona com seus amigos, possa vir a parecer que ele está dando em cima, mas é só o jeito dele e, veja só, é o mesmo jeito em que eu me relaciono com os meus amigos.

-Você tem certeza, Jimin? -Ele me questiona, se aproximando. Não gosto desse tom de voz, porque ele só usa quando eu fiz algo de errado...e eu sinto que não fiz nada de errado. -Porque eu já não tenho tanta certeza sobre as intenções do Jeon.

-O quê? -Minha mente entra em uma grande confusão. O Jungkook nunca teve segundas intenções comigo e não há motivos para ele brigar comigo...só que estou começando a ficar confuso, e o olhar do Lee só faz eu me sentir mais pressionado ainda, para entender a situação. -Isso não faz sentido, amor. O ba, Jeon, não tem segundas intenções comigo.

-Faz até que muito sentido, meu docinho. -Sua mão encosta na minha bochecha e sua voz fica calma, serena. Totalmente diferente de como estava anteriormente. -Sabe, eu sinto que estou lhe impedindo de ser feliz, como se eu fosse um empecilho na sua vida. Uma pedra no seu caminho para a felicidade.

O Lee aproxima seu rosto do meu e sinto meu peito se apertar tanto, que faz parecer que irá explodir em pequenos pedacinhos e para piorar, meu nariz começa a arder e é uma questão de tempo, para que meus olhos comecem a lacrimejar. Eu tento me aproximar dele, enquanto eu sussurro negando tudo o que ele disse, mas ele se afasta uns três passos, tão rápido que eu nem percebi.

-Você sabe que não é, Lee. -Digo de novo, dessa vez em um tom audível e dou um passo, em uma falha tentativa de me aproximar.

-Acho que é melhor eu ir embora. -Ele diz, assim em que uma lágrima escorre pela minha bochecha.

E antes que eu consiga impedir ele de se afastar mais ainda, o Jungkook segura meus braços e me impede de avançar. Estou cansado e só por isso, eu não tento me esquivar do Jeon e nem tento dizer qualquer coisa para fazer o Yeonjun ficar, até porque ele já está longe. "Seja sempre sincero com seus sentimentos", essa frase me atinge de repente e por pouco ela não me desarma, não sei se é porque o que ela significa ou se é por conta de quem me falou ela...

-Vem vamos para dentro. -Chama o Jungkook, já me puxando com ele de volta para a casa. -Prometo fazer um chocolate quente bem gostoso, colocar um filme qualquer e te deixar em baixo de uma manta bem quentinha.

-Você não devia ter falado para ele ir embora. -Resmungo, mas mesmo assim, eu entro em sua casa e o deixo me guiar para a sala.

Eu me sento no sofá e apoio minha cabeça nas minhas mãos, onde meus cotovelos estão apoiados na minha perna. Odeio brigar com ele e o deixar chateado, poxa, não gosto de magoar as pessoas e odeio magoar meu namorado, em principal. Não gosto de vê-lo pra baixo ou acreditando que eu mereço coisa melhor, ele se autodeprecia demais, e acaba não vendo a pessoa incrível que é.

-Se você acha que irei lhe deixar ficar deprimido, por algo que não tem culpa, então está muito enganado. -Exclama a Byeol, quando eu finalmente ajeito minha postura e me encosto no sofá. Ela está agachada na minha frente e com uma caneca fumegante em mãos. -Preparei um cronograma inteirinho, que vai seguir de acordo com a sua rotina.

-E você sabe minha rotina? -Questiono desconfiado e aceito a caneca, não demorando a tomar um pouco do líquido doce e quente.

-Não, mas você vai me dizer e eu vou encaixar sua rotina no meu cronograma. -Ela diz decidida e nesse momento sei que não importa o que eu diga (até porque os dois patetas estão atrás concordando com ela), porque ela não vai aceitar nenhuma resposta negativa. -E você não vai mais pensar no babaca, quer dizer, no seu namorado. Vai apenas permitir se divertir.

Solto um longo suspiro e deixo minha cabeça cair para trás, encostando no sofá. Ah eu estou cansado disso, talvez seja muito mais fácil eu abrir mão de tudo, pegar minhas economias e ir para algum lugar em que ninguém saiba meu nome ou quem eu sou. Quem sabe eu não faça isso quando eu terminar a faculdade; sair mundo afora, com a minha câmera e tirando fotos de tudo e todos, eternizando sentimentos.

-Nesse cronograma... -Eu começo, voltando a encará-los e percebendo os olhinhos dos cinco brilhando em antecipação pela minha resposta. -Tem algo sobre eu poder dançar até me cansar e beber, sem me preocupar com mais nada além de não derrubar minha bebida enquanto danço?

-Claro que tem, Jiminnie. -Ela diz e um lindo sorriso surge em seus lábios. Poderia fotografar ela sem muito esforço, suas curvas e seus traços sairiam tão lindos na câmera. -Tudo o que você quiser, contanto que lhe faça feliz e que não envolva o Lee.

Eu concordo, já cansado desse assunto e entendendo, que algumas horinhas sem nos vermos, será até que bom, assim ele irá conseguir pensar com mais clareza e perceberá que me merece e que o Jungkook não tem segundas intenções comigo. Enfim, um dia sem me preocupar com nada além do meu futuro profissional e das minhas responsabilidades. Olho para o relógio em cima da televisão do Jungkook e percebo que já são onze e meia.

-Meu deus, eu preciso ir! -Exclamo me levantando e virando o chocolate de uma vez para dentro, agradecendo mentalmente pelo chocolate não estar tão quente. No final das contas, era só fumaça mesmo. -Vamos fazer assim, os meninos vão te passar minha rotina e depois eles vão me passar seu número, aí eu mando mensagem assim em que sair do trabalho.

-Eu te levo. -Avisa o Jungkook e já vai em direção a porta.

Me despeço rapidamente de todo mundo ali e sigo o Jeon porta à fora. Sem muitas perguntas, ele me entrega o capacete e sobe na moto. Aceito sua mão e subo atrás dele, acabando por ficar muito perto e obtendo muito contato. Sem pensar muito, eu abraço sua cintura, depois de conferir meu capacete. E assim em que ele coloca a moto para andar, eu percebo que o dia vai ser muito longo e que apenas acabou de começar.



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