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História Tinta, pincel e Hoseok (VHOPE) - Capítulo 5


Escrita por: Lalis_Cohen

Capítulo 5 - Mistura de cores




Os olhos expressivos de Taehyung caíram com demasiada força sobre o acobreado, sua mente tentava entender sua fala, como um computador processando cada sílaba proferida pelo ruivo, em busca de algo errado, talvez tivesse entendido algo complemente errado, e agora estava fazendo papel de idiota.

Suas mãos continuava onde estavam, e seus olhos ganharam um brilho curioso e até mesmo erótico, seu coração batia nas mesmas batidas de Jung, começando a copiar suas batidas, conectados por tantos segundos que começavam a se tornar horas, e faltava pouco para a bela cúpula deles fosse aberta abruptamente, tirando os dois de sua própria terra e do mundo que iniciaram juntos.

Hoseok encarava o homem com as bochechas coradas, com um fio de coragem ditou as frases que saíram de forma tão surpreendente, começava a se arrepender do que disse, devido a demora do moreno que o encarava descrente, sua mente começava a se perguntar se o homem estava lhe julgando. Oras, se conheciam há poucos dias, e agora estava sendo tão descarado, e isso deveria ser algo bom, mas e se não fosse? Jung estava entrando em problemas.

– E-Eu....– Jung formou pensamentos que iriam sair de seus lábios, mas não pôde fazer.

Antes mesmo que o ruivo pudesse se afastar, teve sua nuca tocada com delicadeza, seus olhos se fecharam quase como de reflexo, suas mãos tocaram o peito de Kim, e seus dedos acharam o caminho entre o tecido e a ponta de seus dígitos podiam sentir as batidas sensíveis de seus coração, constatando que o moreno estava eufórico.

Seus lábios tocaram os do outro e de início ele não podia acreditar que estava acontecendo, seus instintos ainda tentavam entender se estava realmente acontecendo, ou se estava em mais uma de suas fantasias. Sua cintura foi agarrada com a outra mão livre de Kim, o deixando mole em seus braços.

Taehyung tocou seus lábios com tanta paixão que foi impossível não suspirar, suas mãos apertaram suas curvas com calma, a destra atrás de sua nuca, quase apertando o pescoço sensível de Jung, o fazendo implorar mentalmente para ter sua carne nas mãos daquele pintor.

Seus lábios dançaram suavemente, suas línguas ainda tímidas se cruzaram e o gosto de menta de Kim de juntou ao gosto apimentado de Jung, transformado em algo doce e íntimo. As mãos de Jung subiram até as madeixas escuras de Kim, puxando seus fios da nuca, e isso foi só um incentivo para o moreno puxar sua cintura com mais força, quase como se quisesse juntar sua cor com a cor de Jung.

Taehyung pensava que era como misturas diversas tintas em um pote, as cores se juntando e formando uma nova, era assim que ele se sentia tomando os lábios de Jung, como um pintor descobrindo uma nova cor.

Para Hoseok era como descobrir um novo passo, seus lábios desconheciam os de Kim, mas ele parecia entender como eles se moviam, e começava a repetir seus movimentos, gravando sua intensidade, sua forma mais suave e mais intensa.

Taehyung afastou os lábios por alguns segundos, e sua visão foi um Jung de olhos fechados, ofegante e perdido, seus lábios agora estavam na mesma cor de seus cabelos, o moreno sorriu satisfeito e tomou novamente eles para si, mas dessa vez mais ferozmente, sua outra mão desceu até a outra parte de sua cintura, puxando Jung para mais perto – Se isso era possível – e mordeu seu inferior puxando entre seus dentes, deixando um selinho doce sobre.

– I-Isso foi...– Jung sorriu de olhos fechados, ofegante. – Louco!

– Não me lembro de um beijo assim em toda a existência do meu ser. – Admitiu entre risos, tocando a bochecha de Jung. – Você é absurdo, não consigo colocar em palavras.

– Você flertar de um jeito bem estranho, nunca recebi tantos elogios como quando estou com você. – Desceu suas mãos até o peito de Kim, e sua voz estava alguns volumes abaixo do normal.

– Gosto de como suas bochechas ficam vermelhas. – Tombou a cabeça para o lado, deslizando seu polegar pela pele corada.

– Deveríamos começar o trabalho, não ficar beijando. – Virou o rosto de lado, e suas bochechas estavam cada vez mais vermelhas.

– Eu concordo com ele! – Uma voz feminina, desconhecida entrou no ambiente.

Hoseok e Taehyung se viraram na direção da porta do ateliê, seus olhos foram preenchidos pela figura feminina na porta, desconhecida apenas para um deles, para o outro ela foi recebida com um sorriso desajeitado nos lábios, e a mulher sorriu com seus lábios pintados com um batom vermelho forte.

Hyejin, ou melhor, Hwasa estava parada na porta, vestindo um vestido vermelho forte decotado, suas curvas se destacavam na peça de couro, o salto da mesma cor batia levemente com o pé direito no chão, mostrando sua impaciência. A mulher tinha seus cabelos negros e grandes do lado direito, com ondas simples no final de sua extensão.

Com um sobretudo preto, óculos escuros e uma bolsa escura na mão, que estava com as unhas pintadas de preto, cor que ela adorava. A mulher de pela bronzeada e olhar afiado, retirou seus óculos dando um sorriso de lado para as duas figuras, e então começou a andar, na visão de Jung ela estava desfilando em sua direção.

Hwasa tinha uma beleza tão forte que chegava a amedrontar, Jung tinha certeza sobre sua sexualidade, mas vendo a mulher se aproximando, começou a pensar na possibilidade de ser Bissexual ou até mesmo Pansexual.

– Hwasa...– Taehyung tentou dizer algo, mas a mulher revirou os olhos.

Hwasa levou seu indicador até seus lábios, fazendo um sinal de silêncio para o homem, e ele abaixou a cabeça, a moça encarou Hoseok com um sorriso gigantesco, como se assim como Taehyung, tinha encontrado o melhor trunfo da arte moderna, e soltou um suspiro baixinho quando o homem a cumprimentou se curvando.

– Eu pedi apenas uma coisa, me mande qualquer rabisco estúpido que você tenha feito nos últimos meses. – Iniciou com sua voz aveludada porém firme. – Mas eu não recebi nem mesmo um quadrinho da turma da Mônica, você acha que eu sou sua agente e irei ficar sentada esperando você enquanto o mesmo fica por aí desfilando?

– Noona, eu não estava desfilando, eu te falei que estava ocupado! – Se justificou, um pouco baixo.

Hoseok ficou surpreso da forma que ele ditou, a voz parecia medrosa diante daquela que até onde ele entendeu, era sua agente. O mesmo pensou que talvez o Taehyung safado e galanteador tenha esvaído de seu ser, segurando levemente a risada pela percepção da brusca mudança do moreno. 

– Namjoon postou foto no café e eu bem conheço o rosto que estava na foto, logo atrás do Jimin. – Franziu a testa, olhando o mais novo com desprezo. – Tanto faz, onde eu estou com a cabeça, minha educação foi embora? Bem, me desculpe por não falar com você, me chamo Hwasa, sou a agente desse pintor estúpido, você é?

Assim que os olhos castanhos caíram sobre Hoseok, o menor deu um saltinho surpreso, estendendo a mão para a morena, e ela pegou rapidamente dando um sorriso lindo, e seus olhos brilharam diante da mesma, complementarmente embasbacado com tamanha beleza.

Começava a pensar se não era exagero de Taehyung lhe dizer que era a coisa mais linda que já pisou na terra, o homem estava diante de cinco belos jovens e de uma mulher que chegava causar reações até naquele que nunca tinha sentido atração pelo sexo feminino.

Era demais para a pobre cabeça de Jung, ele já tinha visto Yoongi que parecia porcelana pura, e agora estava diante de uma mulher tão bela que sua sexualidade começava a ficar abalada. Talvez não fosse atração, talvez o fato de nunca ter visto em toda a sua vida uma moça como Hwasa, estava começando a afetar sua cabeça.

– Muito prazer, eu sou Jung Hoseok, dançarino e vendedor de flores nas horas vagas. – Sorriu graciosamente.

– Dançarino? Oh, então é você! – A moça gritou um pouco alto. – Tive que ouvir por uma horas o Park falando sobre você, mas não sabia que era tão lindo.

– Gentileza a sua, você também deve ser a mulher mais linda que já vi. – Corou levemente, e pode notar que Hwasa também ficou corada, rindo logo em seguida.

– Adorei a confraternização, mas não é para isso que você veio, certo? – Taehyung botou as mãos dentro do bolso, olhando para a moça que mudou sua expressão alegre.

– O dia que eu sair da minha casa para olhar para a sua cara, Kim Taehyung, esse dia me interne. – Riu de escárnio.

A mulher virou os calcanhares, indo em direção ao sofá, e foi seguido com os olhos de ambos, e ela de costas conseguia ser mais bonita e atraente do que quando estava de frente, mas Hoseok nunca diria isso em voz alta, então abaixou sua cabeça em respeita a dama, e Kim fez o mesmo.

Hwasa desfilou até o sofá, e depois se sentou cruzando as pernas, a bolsa ficou ao seu lado do sofá, olhando ao redor do ambiente, os quadros e tintas jogados, o cheiro a deixava tonta, mas era seu trabalho, então ela respirou fundo.

– Bem, faz meses que não recebo notícias suas, então eu tive que vir aqui encontrar seu corpo morto entre as tintas ou pelo menos ter alguma notícia. – Explicou, vendo Kim andando até ela. – Aquela história de bloqueio criativo já acabou?

– Está olhando para a cura dela. – Taehyung apontou para Hoseok, e o ruivo arregalou seus olhos. – Irei pintar ele.

– Você não pinta pessoas! – Elevou a sobrancelha, confusa com a declaração do moreno.

– Bem, tem uma primeira vez para tudo, e além disso não irei pintar apenas ele, irei pintar a alma dele, a textura dele e afins. Você não entenderia porquê não é pintora, mas a riqueza está nos pequenos detalhes, e eu devo dizer que Jung tem a beleza certa para ser exposto em museus. – Explicou calmo, e até mesmo Hoseok ficou surpreso, abaixando a cabeça com vergonha do olhar da moça sobre si.

Hwasa parecia começar a analisar Jung, assim como todos fizeram, como Yoongi fez e Taehyung também, e o ruivo começava a se perguntar o que tinha de tão especial para que todos aqueles artistas o encarassem como se ele fosse raro, chegava a ser absurdo.

Em um mundo que tinha SeokJin,  Hoseok começava a pensar porquê apenas ele estava no holofote e na categoria de tão belo. Ele tinha suas inseguranças, seus medos, e todos aqueles elogios, por mais reais que pudessem transparecer ser, ainda faziam ele se perguntar se não era apenas exagero de todos.

SeokJin conseguiria o papel de homem mais lindo do mundo em todos os planetas que ele pisasse, e talvez Namjoon concordasse com isso, talvez ele fosse o primeiro a votar.

Jimin ganharia o papel de doce e bonito em qualquer local que ele fosse, até se estivesse apenas de pijama ele ganharia isso, e Jeon concordaria com isso sem pestanejar.

E todos entravam em consenso que Yoongi era o ser mais atraente que já pisou no planeta Terra, e nessa analise todos os seis garotos e a mulher concordavam.

– Belas palavras, cadê os quadros? – Hwasa ignorou sua fala, mesmo que estivesse orgulha da paixão que Kim voltava a ter. – Quero provas físicas, eu não posso entrar na academia de arte com suas palavras, você sabe que se não apresentar um quadro até o final do mês que vem, será cortado da exposição.

– Pressão não ajuda artista, Hwasa! – Rebateu, impaciente.

– Sabe o que não ajuda artistas? Você ficar trancado por meses no ateliê, sem comer direito e começando a ficar mais branco que o próprio Yoongi. – Se levantou um pouco nervosa. – Eu sei que isso não ajuda, mas eu estou tentando te ajudar, você ainda é meu pintor favorito, e se você continuar desse jeito, será o favorito que eu não terei mais.

– Não seja dramática! – Revirou seus olhos, mesmo entendendo a fala da mais velha.

– “Dramática?” – Repetiu a fala desacreditada, rindo irônica. – Eu juro por Deus, Kim Taehyung! Eu estou fazendo o meu papel de agente e amiga, e eu estou tentando acreditar que esse ateliê vai estar cheio de quadros daqui há alguns dias, mas os empresários que investem em arte não estão do seu lado, eles não ligam se você está triste ou alegre, eles querem os quadros, e não vão pensar duas vezes em te trocar você por qualquer outro pintor novinho que apareceu agora.

Taehyung suspirou abaixando a cabeça, mesmo que fosse palavras duras de seu ouvir, ele sabia que a mais velha estava fazendo o melhor para lhe confortar, e sabia que não estava sendo fácil para Hwasa segurar todos aqueles empresários e donos de museus, sabia que ela deveria estar ouvindo demais.

Conhecia a mais velha há anos para saber que a mesma fazia o seu melhor, e estava do seu lado sempre, era antes de ser sua agente, era sua amiga.

Ele levantou a cabeça indo até a mais velha, a morena se surpreendeu quando o mesmo abraçou ela com força, como um irmão mais novo chorão, ela ficou parada de braços abertos por alguns segundos, e então abraçou ele rindo baixinho, vendo o ruivinho sorrindo alegre pelos dois.

Jung tinha medo dela ser malvada com Taehyung, mas ela parecia mais uma irmã mais velha preocupada com seu irmão, e isso só se tornou mais real quando a mais velha se afastou deixando um beijinho em sua bochecha, limpando logo em seguida o batom vermelho.

– Desculpa, noona! Por te fazer passar por momentos difíceis, mas eu prometo que irei começar a pintar. – Riu quadrado, tirando um sorriso da mais velha.

– Eu prometo ser um bom modelo para que o Kim consiga desenhar! – Jung ditou fazendo uma promessa, e a morena o encarou agradecida.

– Você é minha maior dor de cabeça diária, Kim Taehyung! – Ditou, dessa vez de forma distraída. – Bem, vamos almoçar algo, o Namjoon me disse que estão todos no café, podemos almoçar lá, certo?

– Achei que você não queria ver o Namjoon tão cedo! – Kim disse segurando o riso.

– Eu nunca irei perdoar ele por me fazer uma vilã no livro dele, queria ter um jeito de tirar ele da minha família! – Fez um biquinho irritada, e os dois homens sorriram.

Há alguns anos Namjoon tinha escrito um livro, e nele a sua prima foi a inspiração para uma vilã, durante a vendas do livro Hwasa não tinha notado que a malvada era ela, até ir em uma comic-Con e crianças começarem a correr dela, e até mesmo adultos estavam com medo da mulher que vestia preto e se parecia demais com a vilã do conto.


Kim até tentou pedir desculpas, mas a mais velha lhe bateu com força na frente de todos saindo revoltada. Depois de uns meses, começou a ler o livro e até gostou da mulher, até mesmo porquê ela era uma representação da beleza e da maldade, e as vezes até mesmo se vestia como ela, ganhando olhares na rua.

– Vilã? – Jung encarou os dois confuso, vendo a mulher pegar sua bolsa.

– Tome cuidado, Namjoon tem a péssima mania de colocar amigos em seus livros, e nem sempre é bom. – Avisou, começando a sair da casa.

– Em um livro dele eu era um burrinho, isso mesmo, o animal! – Taehyung disse arrancando uma risada alta de Jung.


|•••|



A mesa grande tinha oito pessoas distribuídas comendo suas respectivas comidas ao mesmo tempo que conversavam sobre coisas triviais do dia a dia, tirando risadas como uma grande família no almoço de domingo.

Jung ainda pensava no beijo, ainda mais porquê estava sentado de frente para o moreno, que vez ou outra o encarava, rindo quando notava as bochechas vermelhas achando gracioso e engraçado ao mesmo tempo a forma que Jung agia. Mesmo sendo um adulto e tendo uma áurea as vezes sensual, ele ainda tinha um brilho inocente em seus olhos cor de avelã, e isso começava a atiçar o moreno. 

As mesas que antes era apenas uma foram juntadas por Jin e Taehyung, que pegaram elas juntadas às duas, assim dando mais espaço para os amigos se sentarem e servirem. Jin fez algumas comidas e também fez um pedido no restaurante ao lado, já que seu café servia apenas alguns doces e salgados, nada muito saudável para o almoço.

Do lado direito estavam Taehyung, Namjoon, Hwasa e Jungkook.

Do lado esquerdo Hoseok, Jin, Yoongi e Jimin.

Todos começaram a se servir dos diversos pratos.

– E ela vai lá e joga o menino do penhasco, roubando sua alma! – Jimin explicou o livro, olhando para Hoseok.

– Ela foi inspirada na Hwasa? – Jung arregalou seus olhos na direção de Namjoon, um pouco em choque.

– Em minha defesa quando éramos crianças ela me batia. – Se defendeu se servindo de um pouco de refrigerante.

– Você tem sorte que eu não sou artista, eu iria acabar com sua imagem! – Revidou rude, tirando risadas de todos na mesa.

– Se você procurar bem ele colocou todos nós nos livros dele. – Yoongi encarou o moreno rindo..– Aquele gato branco do livro “O destino das flores” com toda certeza sou eu, ele da muita ênfase no fato do gato ser extremamente sarcástico e cruel. 

– E aquele anãozinho de “cem contos para recordar” sou eu! – Jimin disse inconformado.

– Aquele coelho cantor de “A colheita do amanhecer” claramente sou eu, e ele nem tentou esconder! – Jeon riu, cortando sua carne.

– E quem seria eu? – Jin perguntou curioso, não se recordando de ver ele em algum dos diversos livros que Kim lhe deu.

– Espere até o próximo romance! – Hwasa piscou, rindo de lado.

Jin encarou Namjoon soltando uma risada desajeitada, acabando por voltar sua atenção para seu prato, pronto para sentir suas orelhas vermelhas, como ele tinha mania de ficar quando estava com vergonha.

– Noona, onde você estava? – Jimin perguntou com um biquinho, tinha sentido falta da mais velha.

– Estava vendo alguns pintores e dançarinos para os jogos culturais desse ano, tem sido bem chato! – Ditou mexendo sem ânimo na comida em seu prato. – Viajei para várias cidades, não pude ver vocês, mas eu mandava mensagem quase todos os dias.

– Você visualizava e não respondia! – Jeon fez careta com a mentira da mais velha, e ela lhe deu língua em resposta.

– Dá no mesmo! – Revirou seus lumens, puxando o prato de frango para mais perto de si. – Tira suas patas de cima do meu frango, Min Yoongi!

– Não seja egoísta! – Yoongi puxou o prato, mas recebeu um tapa na mão.

– A próxima vai ser uma garfada na palma da sua mão. – Ameaçou com os olhos cerrados.

O almoço se seguiu com breves diálogos, alguns debates políticos e artísticos, e todos estavam na mesma sintonia, as brincadeiras eram a mesmas que eles tinham durante sua juventude, até mesmo Jung que tinha chegado há poucos dias se sentia parte daquele núcleo.

Hwasa parecia uma grande pessoas, de início teve medo da mais velha, mas agora conseguia ver como ela parecia a irmã mais velha de todos ali, até mesmo de Jin e de Yoongi, que ela era mais nova.

Descobriu em meio a essas conversas que a mais velha se formou na faculdade de administração e também em música, mas cantava apenas em barzinhos e quando estava bêbada, ela ajudou Jeon em algumas músicas e até mesmo sua voz podia ser ouvida em algumas músicas do cantor.

Acabou se formando staff e agente de Kim, depois de muito tempo ouvindo Taehyung chorando por sua ajuda, afinal ela tinha facilidade de falar com pessoas, entendia de vendas e dinheiro, e tinha olhos bons para artistas.

Seja qual artista ele seja, e qual arte ele faz, a mais velha conseguia transformar um simples pintor de fundo de garagem, em uma estrela global.

Prima de Namjoon, a mais velha até às vezes se passava por sua namorada, a mídia via eles dois juntos e já presumiam que a mais velha era sua namorada, isso gerou diversas risadas entre os dois.

Hwasa foi a primeira pessoa que o mais velho disse que era gay, e ela era sua companhia em diversos momentos, chegava a ser cômico ser tratada como sua namorada, quando o primeiro beijo de Namjoon com um garoto só aconteceu porquê ela juntou os dois.

E agora a mesma estava indo na batalha de juntar Jin e Namjoon, estava cansada de ouvir os dramas de seu primo, precisava casar logo eles dois, ou pelo menos um beijinho.

– Semana que vem vai ser o baile cultural, vocês todos vão, certo? – A única mulher na mesa ditou, retocando seu batom vermelho.

O almoço tinha acabado, e eles debatiam o que iriam fazer agora, e de barriga cheia isso ficava mais fácil.

– Todo ano tem essa bosta! – Jeon disse sem paciência, limpando sua boca com o guardanapo.

– É de quatro em quatro anos. – Jimin o encarou, com o semblante neutro.

– Parece que é todo ano para mim, um monte de gente se gabando por tal prêmio, prefiro as premiações de música. – Ditou confiante, um pouco nostálgico. – Pelo menos lá tem comida boa, a gente ouve música boa e fica sentado.

– O que é isso? – Jung, o mais perdido de todos perguntou, tomando um pouco do suco que ainda tinha em sua taça.

– É uma espécie de encontro de artistas de todas as artes, eles se juntam e algum de seus trabalhos são expostos. – Explicou Namjoon mexendo em seu celular.

– Pode ir como meu acompanhante, é claro, se você quiser. – Taehyung coçou sua nuca, um pouco envergonhado.

Todos na mesa encararam os dois rindo baixinho, achando extremamente fofo como a amizade e relação deles começava a se torna mais íntima, percebendo os olhares durante todo o jantar.

– O Jin podia ser o meu! – Hwasa ditou rapidamente, e todos encararam ela sem entender. – Eu sempre estou indo sozinha, e não quero aquele bando de urubus me cercando como há quatro anos atrás.

A moça virou sua cabeça na direção do primo, o vendo parar de digitar qual seja a mensagem que estava escrevendo, rindo internamente quando notou o ciúmes estampado em sua cara.

– Ou melhor, o Jimin! – Apontou para o loiro.

– O Jimin já vai comigo! – Jeon respondeu com a voz um pouco alta e desesperada demais.

– Não me lembro de você me pedir isso não, Jeon Jungkook! – Park cruzou os braços, rindo para o moreno.

– Estou pedindo agora, você quer ir comigo, Jiminie? – Perguntou, sem nem esperar a resposta do menor. – Ótimo, vamos nós dois!

– O Jin também não pode ir com você, a gente já tinha combinado! – Namjoon mentiu, encarando o outro em desespero.

Jin sorriu balançando a cabeça, concordando com sua fala, mesmo surpreso e até mesmo feliz.

Hwasa e Yoongi se encararam por alguns segundos, e o ambiente ficou silencioso demais, e todos na mesma perceberam a tensão na mesa, e os olhos de ambos felinos e desafiadores, como se soubessem exatamente o que o outro estava pensando. 

– Eu prefiro a morte! – A mulher foi a primeira a dizer.

– Digo o mesmo. – Yoongi sorriu.

Hwasa era demais para Yoongi, e ele sabia disso, nem com suas inúmeras tentativas foram suficientes para conseguir qualquer coisa, pensava se a moça gostava apenas de damas como ela, mas a morena já tinha ido em uma festa e nela beijou ambos os sexos. Então a mulher se atraía por ambos, mas mesmo assim as chances de Min continuavam quase que zero.

Então sabia que Hwasa jamais iria lhe dar uma chance, e isso podia instigar ele em outros casos, querer ela porquê ela não o queria, isso podia ser mais uma coisa para fazer ele ir para cima, como em um jogo de gato e rato, mas o mesmo não se prestaria a isso.

Sabia seus limites, e seus limites eram Hwasa, mesmo que a mais nova as vezes demostrasse certo interesse, tinha conhecimento que não passaria de uma noite, e do jeito que a mulher era, as chances dele sair cantado seu coração no chão era bem maior que ao contrário.

Os dois eram iguais, e isso era um erro.

– Seria bom ver vocês dois juntos, a química é forte. – Namjoon analisou sua prima e logo depois o amigo.

– Sai dessa sua fanfic, Namjoon! – Hwasa bebeu água, revirando seus olhos novamente, mania que tinha pego de sua mãe.

– Se você fosse minha esposa, eu colocaria veneno no seu café. – Min ditou ajeitando seu relógio no pulso, e todos encararam ele.

– Se você fosse meu marido, eu tomaria o café! – Hwasa rebateu, sem tirar o sorriso de seus lábios grossos. 

– Enfim, então vamos todos para o baile, certo? – Jin disse segurando a risada ainda.

– Sim, parece que temos que ficar juntos o tempo inteiro! – Jimin proferiu animado.

– Sim, temos que ficar! – Taehyung concordo encarando Hoseok.


|•••|



O carro parou diante da simples casa cor marrom, os dois homens dentro do carro encararam a residência, e o do banco do passageiro olhou para sua casa, finalmente em casa, sentia falta de sua mãe já, mesmo que fossem apenas algumas horas longe dela.

A casa de dois andares tinha um portão baixo, onde diversas flores estavam no canteiro, na  caixa do correio o nome Jung's brilhava com com uma pintura do sol, que sua mãe tinha feito, não era tão habilidosa com o pincel, mas fez uma bobeira para se destacar das outras casas. A casa trazia uma sensação de ser confortável e aconchegante, e Kim encarou vendo pela janela uma madeixa ruiva.


Uma mulher ruiva olhava pela janela, ela usava um óculos e uma jardineira azul marinho, encarando o carro e vendo seu filho no banco da frente, sorrindo aliviada.

– Bem, está entregue! – Avisou Taehyung, vendo o ruivo tirar o cinto.

– Obrigado, não queria te fazer cortar caminho, eu moro bem longe. – Riu um pouco envergonhado.

Taehyung tinha insistido para levá-lo para casa, então ele aceitou mesmo com um pouco de vergonha.

– Eu adorei o dia de hoje, vocês são pessoas incríveis, e eu gostaria muito de sair com vocês novamente. – Sorriu de cabeça baixa, brincando com seus dedos sobre seu colo.

– Meus amigos são loucos, mas eles os melhores loucos. – Ditou com coração alegre, se lembrando de todos.

– Sim, e sobre o baile...– Coçou a garganta tomando coragem. – Quer mesmo ir comigo? Eu nunca fui em algo assim, tem as festas da academia de dança, mas deve ser outro nível, certo?

– É só um monte de velho aposentado falando que a arte da nossa geração não tem mais a mesma intensidade e sentimentos, em sua grande maioria a gente só fica comendo e falando mal dos artistas pomposos! – Kim confortou o menor, o vendo um pouco mais aliviado. – Ficarei ao seu lado durante todo o baile, e quando quiser ir embora, eu posso te levar para outro lugar.

– Isso é muito gentil! – Seus olhos brilharam levemente. – Adorei conhecer a Hwasa, ela é uma mulher e tanto.

– Ela adorou conhecê-lo. – Tocou a mão de Jung sobre seu colo, chamado sua atenção rapidamente. – Sobre mais cedo, eu devo admitir que passei o dia pensando sobre seu beijo.

Jung arregalou seus olhos ganhando um tom avermelhado nas maçãs do rosto, rindo levemente e entrelaçando seus dedos ao de Kim, e ele olhou para baixo vendo sua mão com a do ruivo.

– E-Eu fui bem impulsivo...– Disse olhando para Kim, um pouco mais calmo.

– Seja mais impulsivo outras vezes, gostaria de um beijo como aquele novamente, mas acho que sua mãe irá ficar um pouco nervosa de te esperar. – Encarou fora da janela.

A mulher encarou o carro e viu quando Hoseok abaixou o vidro, acenando para a mais velha, que até o momento achava que estava escondida, mas que sorriu nervosa acenando para o filho, e para seu acompanhante também.

– Ela me fará tantas perguntas. – Sorriu sem graça, sabendo como a mais velha é.

– Acredito que sim.

– Bem, eu tenho que ir, nos vemos no próximo encontro, espero que comece sua pintura logo, quero ver. – Pegou sua bolsa, ajeitando em seu colo, pronto para sair.

– Jung! – Chamou, vendo o menor virar o rosto brevemente.

Os lábios se encontraram em um selinho simples, tomando apenas alguns segundos, mas o suficiente para permanecer nos sonhos de ambos a noite toda. Logo após o beijo, deixou um beijo na palma de sua mão, e outro em sua bochecha.

Hoseok ficou parado alguns segundos, soltando um suspiro e encarando Taehyung, achando-o extremamente galanteador, começando a achar que ele tinha saído de algum filme romântico da década de noventa.

– Boa noite, Jung! Até breve. – Ditou risonho.

– Boa noite, Kim! Até breve. – Repetiu, ainda em transe.


Notas Finais


Eu demoro pq a arte requer tempo
🥰😍☝🏻💗💞
Narrador: Ela demora pq é uma vagabunda!


Bjs gente má, inté 💜


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