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História Tintas, câmera e amor - Capítulo 18


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Capítulo 18 - O verdadeiro vencedor


Os dez copos já estavam distribuidos na frente de cada um, Zoro estralou o pescoço e os dedos se preparando para competir. Ace, apesar de já sentir os efeitos do que bebera antes, estava disposto a ganhar para mostrar para Zoro que ele era sim capaz de beber mais do que um punk com gps quebrado.

Usopp dessa vez não fez as apresentações engraçadas temendo por sua vida e sua saúde física, afinal, os dois competidores pareciam muito sérios e seus olhos pareciam faiscar quando se encaravam. Zoro queria vencer para conseguir sentir o gosto doce da vingança, enquanto Ace queria que os dois teimosos se entendessem e ainda assistir de camarote a vergonha que Zoro passaria ao se declarar publicamente.

O sinal para começarem foi dado e os dois se agarraram ao primeiro copo entornando o líquido em suas bocas sentindo descer rasgando suas gargantas. O segundo copo desceu na mesma velocidade, depois o terceiro, o quarto, o quinto, o sexto, no sétimo copo Ace acabou deixando escorregar por entre seus dedos e o líquido caiu sobre sua camisa e o copo se espatifou com tudo no chão.

Sanji viu o olhar de confusão e embriaguez no rosto do moreno de sardas olhando para o copo espatifado e correu para impedir que o moreno metesse a mão nos cacos e se machucasse. Zoro rangeu os dentes irritado e terminou de beber o oitavo, o nono e o décimo copo decretando-se o vencedor.

Ace olhou incrédulo para os outros três copos restantes à sua frente, faltava tão pouco. O moreno sentiu a brisa da noite bater de encontro a sua blusa molhada e estremeceu pelo frio repentino.

Sanji com a ajuda de Law e Marco conseguiram recolher os cacos e jogá-los fora antes que alguém se machucasse.

-Tá, você ganhou, o que quer que eu faça? - perguntou o moreno de sardas com a voz levemente embolada pela bebida.

-Quero ver você rebolar - o esverdeado pegou o celular que estava tocando uma música qualquer e colocou outra música, as batidas rapidas indicando uma espécie de banjo que parecia familiar para Ace.

-Não, não vou fazer isso, Zoro - disse o moreno tentando alcançar o celular da mão do esverdeado, mas sem sucesso, já que ele o levantara onde Ace não conseguia alcançar.

-Por quê? Vai dar para trás com a sua palavra? Virou um covarde agora?

Aquelas palavras foram tudo o que o moreno de sardas precisava ouvir, naquele momento não precisava de incentivos gentis, o álcool em seu sangue o motivava a agir por desafio e para provar que Zoro estava errado em todos os níveis e graus possíveis.

-Solta o pancadão, caralho - falou o moreno tirando de força atrapalhada a sua blusa molhada a deixando sobre a mesa.

O som do banjo voltou a tocar e Zoro se ajeitou para assistir a cena vergonhosa que se seguiria, um sorriso presunçoso adornando seus lábios, o esverdeado olhou para Luffy que fez um sinal de joinha e começou a gravar.

-e ae dj Topo - falou o moreno ao mesmo tempo que a música fazendo alguns movimentos um pouco tímidos no começo sentindo as bochechas queimarem de vergonha.

Mas Ace não daria o braço a torcer e faria o esverdeado se arrepender por aquilo, se Zoro pensava que o moreno não sabia o que estava fazendo ele estava redondamente enganado e Ace jogaria na cara dele.

Então para de falar que ele é seu

Marido dos outros não é presente de Deus

Talarica

Enquanto a música estava um pouco mais calma o moreno lambeu os lábios lentamente e rebolou empinando a bunda com gosto girando o corpo para ficar de costas para a "plateia".

Dá uma Cavalgada,Uma Quicada

Uma sentada, Uma Jogada

Uma Empinada,Uma Rabada

Nesse momento Ace desceu até o chão ainda rebolando e depois subiu empinando e requebrando o quadril fazendo sua bunda subir e descer no ritmo da música.

O sorriso de Zoro aos poucos desapareceu de seus lábios, como faria o moreno passar vergonha se o desgraçado sabia como rebolar perfeitamente? O esverdeado virou o rosto frustrado e seus olhos se encontraram com os de Sanji que o encarava com certa mágoa.

Zoro fez um estalo com a língua e voltou seu olhar para a frente, se o loiro estava magoado consigo pelo desafio idiota que colocara Ace o esverdeado também estava. Zoro bufou irritado e cruzou os braços, como iria se vingar pela cusparada de mais cedo se o moreno não dançava desengonçado como Zoro imaginara? E mais, como se vingaria pelo moreno ter se aproveitado de Sanji em um momento de fragilidade e bebedeira para ter uma noite com o cozinheiro?

-Koala, eu to passando mal, por favor, me desmaia agora - pediu Sabo se sentando e colocando as mãos em frente ao rosto.

-Ace está se divertindo, não tem porquê você ficar assim - disse a castanha rindo baixo, se sentando ao lado do loiro e passando a mão pelas costas de Sabo em uma espécie de consolo - daqui a pouco a música acaba.

-Porra, o Sabo tem razão, eu to passando mal demais, Bonney, me segura que minha pressão tá caindo aqui com esse homem gostoso - comentou Kid se abanando o que fez a rosada rir.

-Ace, quando que você ficou com essa bunda? E aproveita que tirou a blusa e tira tudo logo - incentivou a rosada assoviando para o amigo.

Ace deu uma risada alta e se virou para encarar os amigos, não sabia se pelo excesso de álcool ou se pelo desafio, Ace estava disposto a fazer Zoro pagar a língua o máximo possível. Os olhos do moreno de sardas se encontraram com os azuis de Marco e o moreno sentiu um arrepio de prazer percorrer todo o seu corpo ao ver o desejo puro no olhar do mais velho, as pupilas do loiro tão dilatadas pela luxúria que a linha da íris era apenas um risco entre o branco e o preto.

Ace levou o polegar aos lábios passando a língua antes de deslizá-lo lentamente pelo lábio inferior e depois descer vagarosamente até a barra de sua bermuda enquanto mantinha as reboladas ritmadas com a música.

Zoro se levantou não aguentando mais ver seu plano ir por água abaixo e saiu do quintal indo para a sala, ou pelo menos ele achou que era a sala, quando abriu a porta deu de cara com Sanji que jogava um pouco de água em seu rosto. O esverdeado engoliu em seco ao ver os olhos levemente inchados e avermelhados o encararem com fúria.

-Você estava chorando? - questionou o esverdeado fechando a porta do banheiro atrás de si e se aproximando de Sanji que recuou alguns passos.

-Sai daqui, marimo idiota, isso não é da sua conta, por que não volta lá pra fora com a pessoa que você gosta de verdade?

-Quê? Você quer dizer com a pessoa que você gosta de verdade - retrucou o esverdeado sentindo a mente um pouco confusa sobre o que estava acontecendo ali, de quem o loiro estava falando?

-Quem?

-O Ace.

-De onde tirou isso, cabeça de mato?

-Sei lá, talvez porque você estava se agarrando com ele outro dia e do nada sumiu para dar pra ele, porra?

-Eu não sumi pra dar pra ele, seu idiota.

-Então ele deu pra você?

-Meu Deus, não, eu passei mal, seu imbecil, diferente de você, o Ace me levou pra casa e se preocupou comigo.

-E eu não me preocupei com você? Eu fiquei te procurando naquela balada por horas, seu sobrancelha de alvo, deixei o Luffy sozinho enquanto eu tentava te encontrar.

-Você fez isso mesmo?

-Fiz ou você acha que eu ia me expor ao ridículo em assumir que fiquei com medo de algo ruim ter te acontecido só pelo meu bel prazer em te provocar?

-Eu não sei, seu idiota cabelo de capim, como eu posso entender que você se importa comigo se você me odeia ao mesmo tempo?

-Eu não te odeio, seu espiralado idiota, de onde tirou isso?

-Você me disse no dia seguinte ao da balada, você foi lá em casa, ficou na porta me encarando que nem um imbecil e disse "eu te odeio" e saiu correndo que nem um foragido.

-Merda, eu falei em voz alta? Olha, eu não disse aquilo para você, na verdade eu estava falando comigo mesmo, porque eu me senti tão estúpido parado na sua porta sem conseguir falar nada, porque só de te olhar eu perdia totalmente a coragem.

-Coragem para quê, idiota? Pra arranjar briga?

-Pra dizer que eu te amo - a voz do esverdeado saiu alta ao dizer aquelas palavras em uma torrente impulsiva e seu coração batia desesperado em seu peito, seus olhos se fecharam não querendo ver como Sanji reagiria, pela primeira vez em muito tempo o esverdeado sentiu medo.

O silêncio que se fez presente deixou o esverdeado ainda mais receoso e com os músculos das costas tensionados. Ele não sabia o que o loiro estava pensando, ou que expressão fazia, como as palavras tinham soado para ele.

-Eu também... - Zoro levantou o rosto ao ouvir a voz trêmula de Sanji ecoar pelo banheiro - eu também te amo, marimo idiota. Naquele dia eu estava tão frustrado, eu só queria conseguir te esquecer, Ace estava ali e o álcool também. Eu realmente tentei, achei que beijar outra pessoa me faria esquecer pelo menos um pouco do que eu sinto por você, mas não funcionou nem um mísero instante.

Sanji sentiu as lágrimas quentes descerem lentamente por seu rosto e seu corpo ser enlaçado pelos braços fortes de Zoro.

-Me desculpa, eu fiquei com ciúmes de você, estava tão irritado quando eu fui para sua casa, mas ao mesmo tempo eu queria deixar isso de lado e fazê-lo meu.

-Você pode fazer isso agora.

Zoro deu um pequeno sorriso e se aproximou de Sanji segurando com firmeza na cintura esguia o puxando de encontro a si, seus lábios se apossaram dos alheios em um beijo necessitado e desejado há muito tempo.

No lado de fora da casa, Sabo se encontrava deitado no colo de Koala que fazia leves carícias nos fios do loiro. O loiro ainda estava em choque pelas coisas que ouvira e viu naquela noite. O que para a castanha parecia até mesmo um certo exagero, mas não reclamaria, estava gostando de ter o loiro perto de si.

Luffy havia desistido de gravar após a saída de Zoro, não parecia tão engraçado como era no plano inicial do esverdeado. O moreno mais novo passou por Law o puxando pela mão e o levou para o sofá, já que seus amigos tinham sumido e Nami e Usopp pareciam mais preocupados em fazer apostas do que outra coisa. Luffy ligou o video game e entregou um dos controles para Law para que pudessem jogar.

Bonney havia voltado a comer os aperitivos e carnes que haviam sobrado depois que a música que Zoro havia colocado acabou, encerrando o show de Ace, o que acarretou em um sumiço repentino do moreno e do loiro mais velho. Já Kid aproveitou que boa parte das pessoas haviam saido para usar as cadeiras para fazer uma cama para dormir. Robin e Franky haviam deixado a casa pouco antes da performance de Ace acabar, ambos estavam exaustos pelo longo dia de trabalho que tiveram e precisavam de um descanso.

No segundo andar da casa Ace puxava com certa força a camisa de Marco, suas costas expostas tocando a parede fria do corredor enquanto suas pernas se encaixavam entre as de Marco. O loiro mais velho mantinha uma de suas mãos na cintura do moreno enquanto a outra agarrava com vontade a polpa macia por cima da bermuda.

Ace lentamente foi puxando o loiro em direção ao seu quarto, com alguns passos tropegos sentiu sua mão tocar na maçaneta e a girou trazendo o  loiro para dentro e trancando a porta com a chave.

-Dessa vez quero ver o Sabo conseguir entrar - disse o moreno espalmando suas mãos no peitoral de Marco e o empurrando com certa pressa para trás fazendo-o cair na cama.

Marco ergueu um pouco o corpo até alcançar a bermuda do moreno e segurando no tecido o puxou para a cama deixando o corpo menor cair sobre o seu. Logo o loiro segurou o moreno pela cintura e inverteu as posições ficando por cima.

-Ace, você vai rebolar para mim igual você fez lá fora? - perguntou o loiro em um tom baixo e sussurrado roçando seu nariz na curvatura do pescoço delgado do moreno fazendo o mais novo gemer baixinho.

-Vou, ahn, Marco, eu vou.

-Ace, você rebolando daquele jeito, só me fez querer foder com você ali mesmo - o loiro sentiu seu corpo estremecer ao lembrar do moreno, da forma tão sensual que ele dançava, as provocações sedutoras que levavam o loiro para o único pensamento que conseguia ter: queria foder com Ace.

Estava com tanto tesão no homem abaixo de si que outro termo não se encaixaria. Não queria transar com o moreno, nem fazer amor, eram termos suaves demais para o que queria fazer.

Foder era a expressão certa, da maneira mais carnal e selvagem possível, fazê-lo gemer sob seu corpo, não só gemer, mas gritar de prazer. Não se importava que outras pessoas pudessem ouvir, na verdade a ideia de outras pessoas os ouvindo até mesmo lhe soara excitante naquele momento.

Fazer com que todos ouvissem que ele estava ali fodendo com o homem mais gostoso e sensual que já pisara na terra. Ace sentiu seu corpo vibrar em pura excitação e tesão ao perceber o olhar faminto do loiro sobre si. Pelo prazer indescritível e voraz  que sentira ao ter o mais velho enterrado em si o fodendo durante toda a noite Ace poderia até mesmo agradecer Zoro por ter vencido a competição. Já que no final quem saíra vencedor fora o próprio moreno.



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