História Tiny Dancer - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Jikook, Jikook!flex, Jikookxssi, Jimin Dançarino, Jungkook Fotógrafo, Kookmin, Kookmin!flex, Tiny Dancer
Visualizações 210
Palavras 4.428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Me desculpem demorar tanto pra postar. Tive um bloqueio terrível, mas estou muito feliz por ter conseguido voltar.
Espero que gostem do capítulo. Boa leitura!

Capítulo 5 - Encantado


JUNGKOOK

Voltei para casa e fui para a academia. Eu e Jimin tínhamos acabado de nos despedir, mas ainda assim eu verificava o celular, vez ou outra, para ver se ele havia mandado ao menos um “oi” para que eu pudesse salvar seu número.

Entrei no vestiário, vesti o kimono e me dirigi a sala de taekwondo. Me sentei no tatame enquanto o treino não começava. Peguei o meu celular novamente e abri o aplicativo de mensagens mesmo sabendo que não teria nada lá. Resolvi procurar o Jimin em alguma rede social, mas sem saber o sobrenome dele era difícil.

Alguém tocou em meu ombro e eu me assustei, como quem está fazendo algo errado.

— Não pode deixar a guarda baixa, Jungkook. — brincou Namjoon, meu amigo e colega de treino — Teria facilmente acertado seu rosto agora.

— É claro que você ou qualquer um aqui dentro faria isso, né? — eu disse, demonstrando que eu me sentia seguro ali dentro, mas a verdade é que eu estava mesmo distraído.

— Sempre temos que estar atentos, Jungkook. — ele disse mais sério desta vez.

Namjoon, apesar de sempre demonstrar tranquilidade, estava constantemente em alerta. Ele já fazia taekwondo há muito mais tempo que eu, tinha concluído a faculdade e estava prestando concursos para ser delegado.

Parei para pensar que se ele fosse delegado daqui na época que Jimin fez a denúncia contra aquele cara, as coisas teriam sido diferentes.

Começamos o treino e logo após nos alongarmos e aquecermos, fizemos duplas para treinar sequências de chutes com revezamento. Eu comecei e quando foi a vez de Namjoon, trocamos de lugar. Eu só precisava segurar o aparador de chute na lateral da minha cabeça para que Namjoon alcançasse.

Tudo corria bem, mas por um momento, ao localizar meu celular ao longe, vi que ele estava acesso e parecia estar recebendo uma chamada.

A primeira coisa que veio na minha cabeça foi Jimin. A segunda, foi um chute do Namjoon.

Foi forte, afinal de contas ele confiava que eu seguraria o impacto. Costumávamos treinar desta maneira e nunca tinha acontecido algo do tipo. Não estávamos nem em combate. Fiquei desnorteado por alguns instantes e me sentei no chão.

— Jungkook, você tá bem? — perguntou Namjoon, parecendo muito preocupado e se sentando também.

— Sim, já tô me sentindo melhor, só preciso ficar mais um tempo sentado.

— Me desculpa… — ele pediu, mas pareceu voltar atrás em seguida — não era pra você deixar isso acontecer, Jungkook. O que aconteceu?

— Eu me distraí… — fiquei com vergonha, mas finalizei a frase — com meu celular.

— Mas você tá esperando a ligação de alguém?

Eu estava? Sim, eu estava. Poxa, eu tinha acabado de me despedir do Jimin e já esperava uma ligação dele? E por que eu estava preocupado daquela maneira com alguém que eu mal conhecia?

Não fazia sentido. Desde o dia da boate eu venho me esforçando mais que o normal para tomar decisões, tenho sentido coisas estranhas e tudo está relacionado àquele garoto.

— Não é nada, Namjoon. Foi uma distração, apenas.

Namjoon assentiu, porém, sua expressão mostrava que ele não estava convencido.

Nem eu mesmo estava convencido.

O treino acabou e eu peguei os meus pertences. Decidi que eu não iria checar o celular porque eu não tinha nada com o que me preocupar, afinal de contas.

Fui até o vestiário tomar banho e me trocar, e no espelho notei que meu rosto estava um tanto avermelhado devido ao chute. Estava dolorido também. Fiquei muito irritado comigo mesmo por ter deixado isso acontecer e resolvi que não aconteceria novamente.

Tudo iria voltar ao normal.

Quando entrei no carro resolvi verificar o celular e vi que a chamada perdida era do Yugyeom. Também tinha uma mensagem dele.

Yugyeom: Kookie, vc recebeu os convites?

Jungkook: Recebi sim, Yug. :)

Yugyeom: Eu sei que vc me disse que ia sozinho, mas vc ainda pode levar quem quiser, tá? Eu deixei em aberto.

Minha mãe e o Jin tinham um compromisso no mesmo dia e não poderiam me acompanhar, então eu já havia decidido que iria sozinho ao casamento dele. Todos os meus amigos já estariam lá, então não tinha ninguém que eu pudesse chamar.

Jungkook: Obrigado, mas eu vou sozinho mesmo. Chegando lá eu me junto aos outros.

Yugyeom: Tudo bem, vc é quem sabe.

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Já era sexta-feira e eu tinha me acostumado a ideia de que o Jimin não entraria em contato comigo. Num primeiro momento eu imaginei que ele não tivesse gostado da minha companhia como gostei da dele, mas julgando pelo pouco que pude conhecê-lo naquele dia, eu diria que ele pode ter ficado inseguro, o que era uma pena.

Eu realmente tinha gostado de conversar com ele.

Como fazia todos os dias, estava na academia, fazendo musculação. Mais um dia normal, sem novidades.

Pelo menos foi o que eu pensei até sair de lá.

Do outro lado da rua e atento a todos os clientes que saíam estava a última pessoa que eu queria ver. Era aquele cara. O pior de tudo é que ele ergueu as sobrancelhas ao me ver e veio em minha direção, sorrindo.

Automaticamente eu fechei os punhos enquanto aguardava ele se aproximar.

— Que coincidência te ver por aqui! — ele disse tentando mostrar surpresa ao me ver, mas estava na cara que ele estava me esperando — Você é o cara que tava na cafeteria aquele dia, não é?

— Sim, por quê? — eu precisava manter a calma e fingir que não sabia de nada, pois poderia causar mais problemas ainda para o Jimin.

— Eu gostaria de pedir desculpas pelo mal entendido. — ele estendeu a mão para mim — Prazer, meu nome é Tony.

Minha mãe me deu muita educação, mas eu me recusava a dar a mão para aquele cara sabendo o que ele estava fazendo. Ele percebeu que eu não apertaria a mão dele se não fosse para quebrar e a abaixou, ainda com um sorriso cínico e fingindo não se importar.

— Foi até bom te encontrar por aqui — ele continuou — porque eu queria te dar um conselho de amigo, sabe?

— Acontece que eu não sou seu amigo e eu não me interesso pelo que você tem a dizer. — eu disse impaciente e dei as costas para ir embora.

— Mas é sobre seu namorado. — neste momento eu parei de andar e quis levar outro chute na cara por estar dando atenção a ele — Jimin, não é? Eu o conheço.

— E daí? — me virei o encarando novamente.

— Bom, é que se fosse comigo, eu gostaria que me contassem…

— Dá pra você falar de uma vez?

— É que ontem eu passava perto de onde ele trabalha… — ele parou de falar e simulou uma expressão assustada — Você sabe onde ele trabalha, não é?

— Eu sei onde ele trabalha, — confirmei, irritado com a forma com a qual ele falou, como se fosse um problema — qual é o seu problema, imbecil?

— Ufa! Fico aliviado. — ele disse colocando a mão no peito e suspirando em um falso alívio — Pois bem, eu passava por lá e eu o vi na saída com um outro homem. Eu sinto muito! — ele disse fingindo pena — Fiquei me perguntando se podiam fazer aquelas coisas no meio da rua, eles se agarravam muito… ah, me desculpe!

Eu me odiei por estar dando atenção a ele e deveria duvidar de qualquer coisa que ele dissesse, mas imaginar que Jimin estaria mesmo com alguém fez com que eu me sentisse estranho, por mais que ele não tivesse que me dar quaisquer satisfações.

Ah, mas eu não sairia por baixo naquela conversa.

— Acontece que eu e o Jimin temos um relacionamento aberto. — eu disse sorrindo vitorioso ao observar a expressão confusa que ele fez — Ele pode ficar com quem ele quiser. Não precisa se preocupar comigo, senhor.

Foi uma delícia ver o sorriso cínico dele se desfazer e dar lugar a uma expressão de quem está se corroendo por ter sido chamado de “senhor” e ainda ter que lidar com a ideia de que o Jimin só não está com ele porque não quer.

— Mais alguma coisa? — perguntei ainda sorrindo e levantando as sobrancelhas como se estivesse realmente interessado.

— Pelo visto foi só um mal entendido — ele falou, desta vez se esforçando muito para sorrir e fingir que estava tranquilo — Espero te ver mais vezes… como é o seu nome mesmo?

— É Justin. — dessa vez precisei segurar uma gargalhada — Justin Seagull.

Virei-me e comecei a caminhar até o meu carro, desta vez decidido de que, mesmo que ele dissesse algo mais eu iria ignorar. Acabou me vindo novamente aquele sentimento de culpa, como no dia da cafeteria. E se eu estivesse só complicando ainda mais a vida do Jimin?

E mais uma vez ele, mesmo sem saber, me causando sentimentos estranhos. Aquilo não tinha nada a ver comigo e eu acabei me envolvendo na situação, mas de qualquer forma, eu deveria me importar tanto? Até quando aquele garoto mudaria a minha rotina?

Cheguei em casa e liguei a TV apenas para quebrar o silêncio. Deitei-me no sofá e comecei a pensar nos últimos acontecimentos. Eu sempre fui questionador comigo mesmo quando algo parecia estranho e sempre conseguia concluir o que estava errado. Eu me conhecia muito bem.

Mas dessa vez eu estava muito incomodado, porque quanto mais eu me questionava, mais longe eu parecia estar das respostas.

Meus pensamentos foram interrompidos quando eu recebi uma mensagem do Taehyung.

Taehyung: Jungkook, eu preciso de um favor seu.

Jungkook: Pode falar, Tae.

Taehyung: Será que vc poderia dar carona pra um amigo meu até o casamento? Ele mora
aí perto de vc.

Jungkook: Claro que sim, só me passar o endereço.

Taehyung: Ele mora naquele prédio amarelo, ao lado da faculdade que sua mãe trabalha.
Ah, nem me toquei, vc já conheceu ele. É o Jimin, aquele dançarino que te chamou ao
palco, rsrs.

Eu fiquei tão animado que não conseguia parar de sorrir. Eu estava feliz que o veria novamente e saberia como ele estava, mas fiquei na dúvida sobre o motivo do Taehyung ter me enviado a mensagem e não ele.

Jungkook: Sim, o Jimin! Eu o levo com o maior prazer. Pode dizer isso a ele.

Taehyung: Direi com certeza, o Jimin é meio orgulhoso e sempre acha que tá atrapalhando,
rsrs. Quando chegar lá, é só pedir pro porteiro chamar Park Jimin. Obrigado, Jungkook.

Então ele realmente era inseguro. Era estranho saber disso, porque no palco ele não demonstrava isso nem um pouco. Deve ser porque ele deve saber que é muito bom no que faz. O que pelo jeito ele não deve saber é que é uma companhia tão agradável e encantadora que me faz querer estar com ele novamente.

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O dia do casamento havia chegado e eu já estava em frente ao prédio onde Jimin morava. O porteiro já havia o chamado e eu o aguardava do lado de fora do carro.

Então ele apareceu. Seu cabelo estava arrumado de um jeito muito bonito e parecia mais laranja do que antes. Acho que ele ficaria bem em qualquer roupa, mas a social sem dúvidas o deixou muito mais atraente.

Ele me direcionou um sorriso tímido e eu já pude imaginar vários motivos. Ele não ter entrado em contato, a carona que foi solicitada por outra pessoa, o que tinha acontecido na cafeteria…

Mas nada daquilo tinha problema para mim. Eu só precisava mostrar isso a ele.

— Oi. — ele disse baixinho e parecia um tanto tenso.

— Oi, Jimin. — respondi de uma forma que lhe passasse tranquilidade — Vamos?

Ele assentiu e entramos no carro. Eu estava incomodado com o silêncio que se fazia durante o percurso e me senti na obrigação de falar algo. E tinha algo que eu realmente precisava dizer a ele.

— Jimin, aquele cara te deixou em paz? — perguntei.

— Na verdade, eu não sei. — ele respondeu, suspirando em seguida — Ele apareceu um dia depois daquele que nos vimos, mas depois disso ele sumiu. Eu acho que ele não vai mais aparecer.

Eu também queria acreditar naquilo.

— Eu não quero te deixar mais aflito ainda com isso, mas acho que você deveria saber. — eu disse e percebi que ele me olhava atentamente — Ele me procurou e falou comigo.

— O quê? — perguntou alterado.

— Ele fingiu que era uma coincidência, mas claro que eu não acreditei. — continuei — Ele
tava do lado de fora da academia observando todos que saíam.

— E o que ele foi falar com você? — ele perguntou se mostrando ainda muito nervoso.

— Primeiro ele se fez de sonso, fingindo surpresa ao me ver. Depois veio se apresentar e se “desculpar” pelo ocorrido na cafeteria.

— Muito cínico. Bem típico dele.

— Depois ele veio com um papo de “amigo” e começou a falar de você.

— O que ele disse?

— Disse que você tava com outro cara e fez questão de dizer o quanto vocês estavam se
agarrando. — eu disse, rindo em seguida

— Isso é mentira! — exclamou e ficamos alguns instantes sem falar nada.

Ouvir isso foi estranhamente reconfortante.

— Eu deveria ter imaginado. Ele tava tentando me provocar.

— E você falou alguma coisa?

Eu estava com vergonha de dizer o que eu havia dito e por algum motivo eu imaginei que tinha feito merda de novo, mas eu precisava falar para ele.

— Eu não sei se deveria ter dito, mas aquele sorriso cínico dele tava me irritando e aí eu falei que nosso relacionamento era aberto e que não tinha problema você ficar com outras pessoas. — eu queria cavar um buraco e me enterrar, principalmente após o silêncio que ficou no carro — Eu não deveria ter feito isso, né?

— Ele queria confirmar. — ele disse e eu não compreendi.

— Como assim?

— Ele me procurou um dia antes e insinuou que faria algo contra você. Então eu disse que terminaria…

Eu comecei a me sentir muito culpado. Eu percebi que tinha criado uma situação que ao invés de ajudar o Jimin, só havia o prejudicado mais.

— A culpa é toda minha. Desde o começo eu não deveria ter inventado essa história.

— Você foi só gentil. Agora, também, não dá pra voltar atrás, porque eu não quero que ele saiba que eu te contei que ele me persegue.

— Você acha que ele vai fazer algo com você? — perguntei preocupado.

— Eu não sei… eu tô preocupado é com você.

— Pois eu não tenho medo dele. E Jimin, eu imagino que não seja fácil e que não há muito a ser feito, mas não deixe de viver por causa dele. — ele não disse nada e eu percebi que ele me olhava — Não deixe de ser quem você é nem de fazer o que quer fazer.

— Sim, você tem razão, mas é que… sei lá, eu só… eu não tenho vontade de fazer o que eu gosto ultimamente. Eu não vou negar que o Tony atrapalha e muito a minha vida, mas eu acho que mesmo que ele não existisse eu ainda estaria indo do trabalho pra casa, de casa pra faculdade… eu não tenho tempo.

— Sempre sobra um tempinho pra fazer o que gostamos. Eu falo isso porque minha vida também é uma correria, mas eu não abro mão do domingo com a minha família, do meu videogame, das fotos que eu faço por hobby…  e olha só, hoje você está indo pra uma festa.

Eu o olhei rapidamente e nossos olhares se encontraram. Ele estava sorrindo e eu sorri de volta, olhando novamente para a estrada.

— Vou tentar me divertir hoje.

— Nós vamos. Vou me divertir mais ainda agora que sei que não sou corno. — brinquei para tentar trazer um pouco de leveza depois daquele assunto tenso.

Ele deu uma gargalhada tão gostosa que eu decidi que queria ouví-la muito mais vezes.

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Chegamos ao local da cerimônia e Taehyung nos recebeu. Jimin se dirigiu até onde estavam os convidados e eu fiquei do lado de fora aguardando as instruções da cerimonialista, já que seríamos padrinhos.

Antes que Jimin fosse se sentar, Taehyung cochichou algo com ele e ambos riram. Não que fosse da minha conta, mas eu fiquei curioso.

A primeira música da cerimônia começou a tocar e fomos entrando um a um, eu, Taehyung, Yoongi e Hoseok. A cerimônia estava sendo realizada em um campo, ao ar livre. O pôr do Sol estava deixando tudo mais bonito. O caminho até o altar estava enfeitado com pétalas brancas no chão, alguns vasos de flores e tinham algumas luzes penduradas. Aquele cenário por si só era maravilhoso, nem precisava de muita decoração.

Nos posicionamos e observamos Bambam entrar com sua mãe. Ele parecia nervoso, mas não tirou o sorriso do rosto.

Enquanto aguardávamos a chegada de Yugyeom eu olhei para onde Jimin estava. Ele estava na segunda fileira e conversava com uma senhora simpática. Foi bom que ele tivesse encontrado alguém para conversar, já que não conhecia mais ninguém ali além de nós.

Jimin falava e gesticulava de uma forma tão elegante. Para mim, parecia que ele estava constantemente dançando, exalando sensualidade…

Parei de prestar atenção nele quando ouvi a música que Yug havia escolhido para a sua entrada na cerimônia. As portas se abriram e ele apareceu. Estava lindo e radiante. Seus olhos brilhavam ao olhar Bambam, que o esperava no altar lhe olhando da mesma maneira.

A cerimônia foi linda e os votos do casal foram o motivo das lágrimas de muitos presentes, inclusive das minhas. Eles mereciam aquele dia especial. Mereciam ser muito felizes.

Enquanto os noivos foram para a sessão de fotos, os convidados se dirigiram até o salão de festas. Taehyung, Hoseok, Yoongi, Jimin e eu sentamos na mesma mesa. Jimin sentou-se de frente para mim e conversava com Taehyung, que estava ao seu lado. Apoiei o cotovelo na mesa e repousei minha cabeça sobre a minha mão enquanto o olhava e me perguntava como podia existir alguém tão bonito.

— Ei, Jungkook! — Yoongi cutucava meu braço, parecendo já impaciente — Você quer ou não?

Nem havia notado que havia um garçom oferecendo canapés e que o único que não tinha visto era eu.

— Ah… não, obrigado. — eu disse sem jeito.

— Jungkook anda distraído ultimamente… — disse Taehyung, me lançando um olhar julgador, talvez lembrando que aconteceu uma cena parecida na boate — Será que tem alguém responsável por isso?

Eu automaticamente olhei para o Jimin e quando notei que ele também me olhava como se estivesse curioso pela resposta, eu imediatamente desviei o olhar para baixo.

— Até parece que… — interrompi a frase porque não tinha mais confiança no que diria a seguir — alguém iria me distrair desse jeito.

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Os noivos chegaram e fizeram seus agradecimentos aos convidados no microfone. Tiramos algumas fotos e fomos jantar. Algum tempo depois, o DJ anunciou a dança dos noivos.

Eles fizeram uma coreografia divertida e finalizaram de uma forma muito romântica. Eu queria muito estar fotografando aquele momento e muitos outros que aconteceram naquele dia, mas Yugyeom disse que ficaria muito irritado se me visse trabalhando em seu casamento. Fiz ele me prometer que contrataria fotógrafos ótimos. Eu esperava de verdade que fizessem um bom trabalho.

Uma música mais animada começou a tocar e os convidados invadiram a pista de dança. Taehyung foi e começou a fazer gestos com as mãos, nos chamando para ir também. Hoseok e Yoongi o acompanharam, enquanto eu e Jimin ficamos apenas olhando para eles.

— Não gosta de dançar? — Jimin me perguntou.

— Eu gosto, mas tô com vergonha de dançar na sua frente. — confessei.

Ele deu novamente aquela gargalhada me fazendo rir também.

— Vergonha por quê?

— Ah, você é um dançarino profissional e vai me julgar. — eu disse e ele riu mais ainda, me dando um leve empurrão no ombro.

— É claro que não, a gente tá aqui pra se divertir. É só se deixar levar pela música… eu vou fazer isso também. — ele se virou para mim e me mostrou seu celular — Você vai me julgar se vir as fotos fora de foco que eu tiro?

— Não! — respondi rindo — Tem razão, não faz sentido. Vamos dançar.

Foi um gesto normal, mas senti um frio na barriga quando ele segurou meu pulso e me levou até onde estavam os outros meninos.

Estava sendo muito divertido dançar com meus amigos e Jimin estar junto. Apesar dele ter conhecendo Hoseok e Yoongi naquele dia, já estava bem à vontade com eles. Ele tinha muita facilidade em se dar bem com as pessoas e parecia impossível não gostar dele.

Eu estava encantado.

Apesar de ele estar simplesmente “se deixando levar pela música”, estava dançando lindamente e chamava a atenção de muitas pessoas. Ele parecia nem notar, de olhos fechados e com um grande sorriso o tempo todo.

As luzes diminuíram ainda mais e começou a tocar Perfect do Ed Sheeran. Eu não vi mais nada além do Jimin chegando mais perto e estendendo as mãos para mim. Meu coração começou a acelerar e eu engoli em seco.

— Eu não sei… — comecei a tentar dizer qualquer coisa por não saber o que fazer — eu nunca dancei assim, desse jeito.

— Vem. — ele disse confiante, ainda com as mãos estendidas e um sorriso suave — Não tem segredo nenhum, confia em mim.

Segurei suas mãos e ele colocou as minhas em sua cintura, repousando as dele nos meus ombros em seguida. Ele começou a se movimentar lentamente de um lado para o outro e eu o acompanhei. Realmente não era difícil, eu não tive dificuldade nenhuma em acompanhá-lo. Mas eu continuava nervoso. Era uma sensação totalmente nova para mim. Aquela música romântica tocando, nós dois tão próximos um do outro enquanto ele me olhava sorrindo daquele jeito.

— Fofo. — ele disse abrindo ainda mais o seu sorriso.

— O… — gaguejei e achei ter ouvido errado — o quê?

— Você é fofo. — ele aproximou ainda mais os nossos corpos — Não precisa ficar com vergonha.

Eu senti o meu rosto esquentar e abaixei a cabeça. Comecei a rir de mim mesmo por não conseguir disfarçar a minha timidez. Ele também riu e nós ficamos em silêncio. Encostei a bochecha em sua cabeça e pude sentir a maciez e o perfume dos seus fios laranjas que tanto me chamavam a atenção. Fechei os olhos e a vergonha simplesmente foi embora. Eu até esqueci que tinham mais pessoas ali.

Vi que ele tentava me dizer algo, já que aproximava a boca da minha orelha.

— Eu tô me divertindo tanto com você, Jungkook. — disse com uma voz suave, me fazendo sentir seu hálito quente.

Eu me arrepiei, senti um frio na barriga e ao mesmo tempo um estranho medo.

— Eu também, Jimin. — respondi também em seu ouvido e afastei o rosto para poder olhar para ele — Eu quero continuar te vendo, Jimin. — ao perceber o que tinha acabado de falar, continuei — Quero dizer… eu não quero perder o contato com você.

— Eu não quero que você se meta em mais problemas por minha causa.

— Jimin, eu sei me cuidar. E eu não tenho medo daquele babaca. — disse olhando fixamente em seus olhos — Eu só vou me afastar de você se você me disser que não quer mais me ver.

— Eu não vou dizer isso.

— Não vai dizer porque é falta de educação? — perguntei em tom de brincadeira.

— Não vou dizer porque é não é verdade. — ele respondeu, enquanto analisava todo o meu rosto.

Eu não sei bem o que me deu, mas eu queria cada vez mais aproximação. O puxei ainda mais para perto e entrelacei minhas mãos em suas costas. Nossos corpos estavam colados e nós não tiramos os olhos um do outro. Justamente nessa hora, a música acabou e a intensidade das luzes aumentou. Eu o soltei lentamente, mas o que eu queria era continuar dançando com ele por horas.

— Você foi muito bem, Jungkook. — ele disse sorrindo — Obrigado pela dança.

— Ah, eu não fiz nada demais. — falei encabulado enquanto coçava a nuca e olhava para o chão.

Parecia que ele ia dizer algo, mas foi interrompido quando os meninos se aproximaram de nós. Passamos a dançar todos juntos novamente, e no decorrer da festa Taehyung cochichava muito no ouvido do Jimin, que apenas ria e lhe dava tapas.

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Os convidados começaram a ir embora e nós cinco decidimos ir também. Nos despedimos dos noivos e eu e Jimin nos despedimos dos meninos, que de lá iriam para outra festa.

— Não sei como eles aguentam. — Jimin disse, parecendo exausto.

— Também não sei. Eu não vejo a hora de me jogar na minha cama.

Passamos o caminho todo conversando e eu o fazia rir sempre que tinha oportunidade. Porra, era bom demais ouvir ele rir, e melhor ainda quando eu era o responsável. Era um tanto estranho isso me trazer tanta satisfação, mas eu não queria pensar nisso no momento.

Chegamos em frente ao prédio que ele morava e eu desliguei o carro, o que denunciava que eu não tinha pressa alguma de me despedir dele.

— Obrigado pela carona, Jungkook. — ele disse, me olhando e sorrindo para mim, encostado confortavelmente no banco, o que para mim também mostrava que ele não tinha pressa em descer do carro — Na verdade, obrigado por tudo hoje. Eu me diverti muito. Você é demais.

Inevitavelmente eu sorri. Senti novamente minhas bochechas esquentaram e uma série de sensações estranhas que eu não me lembrava de ter sentido antes na vida.

— Você é que é incrível, Jimin. — eu disse e ele olhou para baixo, sorrindo — Você deveria saber disso.

— Você é muito gentil. — ele disse enquanto tirava o cinto de segurança — Bom, agora eu preciso subir. Boa noite, Jungkook.

Ele abriu a porta e eu comecei a me sentir triste. Mas que droga de tristeza era aquela?

— Jimin. — eu disse segurando sua mão e ele me olhou parecendo surpreso — A gente vai se ver de novo?

Ele sorriu e, como no outro dia, me deu um beijo na bochecha.

— Claro, a gente se vê sim.

Eu sorri para ele de volta e ele desceu do carro. Esperei ele entrar e fui para a minha casa. Durante o caminho todo eu sorria. Cheguei em casa cantarolando e lembrando de como o dia foi bom. Mas quando deitei-me, senti um vazio. Dei um tapa em minha própria testa ao lembrar que não tinha pego o número de telefone do Jimin. Porém, quase no mesmo instante, fui surpreendido por uma mensagem.

Jimin: Bons sonhos, Jungkook. Bjos, Jimin.

Depois disso eu perdi totalmente o sono. Eu li e reli a mensagem muitas vezes. Droga, era só uma mensagem! O que era aquele turbilhão de sensações que ele provocava em mim?

Jungkook: Tenha ótimos sonhos também, Jimin. Fiquei muito feliz com sua mensagem. Bjos.

Apesar de nunca ter me sentido assim antes, eu acho que finalmente eu estava entendendo os meus sentimentos.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Vou fazer o máximo pra não demorar mais tanto pra postar. Muito obrigada por estarem lendo! ❤️


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