História Tipo Ideal Perfeito - Extras - Capítulo 28


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Fofo, Gotica, Hetero, Jhope, Jin, Jungkook, Namjoon, Park Jimin, Romance, Suga, Taehyung
Visualizações 1.264
Palavras 2.093
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não dá mais pra evitar o inevitável

Dica: Leia ouvindo Perfect - Ed Sheeran
link nas notas finais

Capítulo 28 - Duas Crianças


Fanfic / Fanfiction Tipo Ideal Perfeito - Extras - Capítulo 28 - Duas Crianças

Bufo irritado segurando o telefone na orelha usando meu ombro, já que minhas duas mãos vasculhavam dentro da minha mochila atrás das chaves de casa.

- Mas vocês dois não aceitam nenhuma das minhas sugestões. Assim fica difícil! – respondo – enchem meu saco pra criar a droga do projeto, mas quando eu venho com idéias vocês só me bombardeiam de “não”. Qual é hyung, eu não achei que você pensasse tão diferente assim de mim.

- Não penso – Hobi se apressa do outro lado da linha – só...

- Está puxando o saco do chefe. Você nunca foi disso... a gente tem o crew a mo tempão, esse trabalho no estúdio era pra ajudar, desde quando virou tão importante assim? Não é como se nós fossemos ficar de mãos abanando se aquele idiota acabar nos demitindo só por irmos contra ele.

- Eu sei – diz derrotado – mas eu estou gostando desse trabalho mais do que pensei que gostaria. E dessa vez acho que ele realmente está certo.

- Sério? Realmente? – dou uma risada irônica e me irrito ainda mais por ainda não ter encontrado a droga das chaves – Ta bom Hoseok, fica você e ele contra mim. Resolvam o que quiserem e eu só faço, como sempre. Agora me deixa na minha porque só quero deitar na minha cama...

- Você não vai com a gente resolver os negócios da despedida de solteiro do Suga?

- Eu lá tenho autonomia pra resolver qualquer coisa? Você já está bem acostumado a resolver tudo sem mim em qualquer lugar. Vão vocês e depois me conta o que decidiram – finalmente agarro a chave embolada no meu casaco.

- Jiminie, ele é seu amigo, você não vai só por causa desse lance no trabalho?

- To bem cansado Hoseok. E você sabe como eu fico quando to irritado, minha companhia é completamente dispensável. Só quero descansar agora.

- Mas Jiminie...

- Relaxa que eu vou aparecer no casamento.

- Ta tão cabeça dura quanto a Ceci – arqueja entre dentes – bem que dizem que casais começam a ficar parecidos depois de muito tempo juntos.

- Hyung! – chamo revirando os olhos – já cheguei em casa. Se divirta com o resto do pessoal e me manda uma mensagem sobre o que vamos fazer pra despedida.

- Ta bom – depois de me responder num tom cabisbaixo nós encerramos a ligação no momento em que eu abro a porta.

Logo na entrada me livro dos meus tênis e da mochila, soltando o ar pesado e irritadiço entre os dentes mais uma vez. Porém, no momento que me preparo para deixar que a raiva me atinja mais um pouquinho uma gargalhada alta e gostosa chega aos meus ouvidos me fazendo mudar imediatamente minha expressão carrancuda. Andando de meias me aproximo com passos cautelosos e fico estagnado a alguns passos de distancia, só observando a cena.

Cecília estava sentada no chão em frente a televisão enquanto Ban se apoiava em seus joelhos no carpete. Segurando o controle do vídeo game entre suas mãos pequenas o metadinha apertava todos os botões fazendo com que o Super Mário pulasse algumas vezes na tela. Completamente descoordenado ele pausava o jogo sem querer, fazia o Mário andar alguns passos e logo morria assim que a primeira tartaruga do mal aparecia na sua frente. Resmungando sem parar, começava a apontar para a tela colorida como se estivesse entendendo alguma coisa, o que só fazia a gótica rir ainda mais.

- Não Ban! Esse botão só vai pra trás, tem que ir pra frente – ela mostra entre risadas.

Por alguma razão foi como se eu tivesse acabado de adentrar ao meu passado ao invés de simplesmente entrar na minha casa. Eu estava de volta a quando ela abriu a porta para mim pela primeira vez. O dia em que eu mal reparei em seu rosto. O dia em que nos ignoramos completamente constrangidos enquanto ela me ajudava a carregar algumas caixas sem sentido. O dia em que eu descobri seu nome foi também o dia em que eu nunca poderia sonhar que ouvir sua gargalhada faria qualquer diferença na minha vida.

“Me chama de Cecília se não quiser morrer”

Sorrio sozinho e cruzo os braços, ouvindo nitidamente sua voz na minha cabeça quando disse isso uma vez. Nossas rixas de vídeo game logo no início de tudo eram tão mais acirradas, quando é que ela começou a me superar assim?! Talvez depois que a conheci melhor meu foco saiu totalmente dos jogos. Era tão bom estar perto dela e descobrir mais um do outro. Ser eu mesmo perto de alguém que eu também poderia beijar na boca. Quem diria que um garoto de dezessete anos poderia saber o que é isso?

Será que a gótica se sentiu da mesma forma que eu no inicio? Será que nós dois tínhamos pontos de vista muito diferentes em relação a como tudo aconteceu? Seguro uma risada boba em considerar essas possibilidades. Sempre quando tocávamos nos nossos assuntos antigos entravamos num consenso sobre todos os nossos erros, mas será que em algum momento nós sentimos alguma coisa diferente? 

Não... não era possível, nós nos apaixonamos exatamente pela mesma razão: descobrimos um ao outro de verdade.

Quantas pessoas no mundo inteiro já não perderam a oportunidade de se sentirem como eu e a minha esposa apenas por se ligarem na superfície? Na aparência. No estilo. No estereótipo. No tipo ideal que as pessoas vendem como o certo.

Funcionava porque superamos essa barreira e estávamos exatamente no mesmo lugar. Nenhum amava mais que o outro, nenhum dava mais do que recebia. Não tinha como em algum momento termos sentido alguma coisa diferente, nós nos grudamos como siameses e só seguíamos em frente se andássemos juntos.

Com o celular a postos começo a filmar minha família enquanto ambos ainda não tinham se dado conta da minha presença. O sorriso largo no meu rosto a cada risada e resmungo que os dois compartilhavam. Me apego aos detalhes da maquiagem preta dela e nos bicos que o Ban fazia naturalmente, deixando suas bochechas mais salientes do que já eram. De repente eu estava bem mais sentimental do que de costume. Tudo por causa de uma gargalhada.

“Eu não gosto de você Park Jimin”; “Você não faz o menor sentido Cecília”; “Teríamos um bebê bem diferente, tipo o filho da Daenerys e do Drogo”.

Nós éramos só duas crianças! Balanço a cabeça em negativa e cubro meus lábios com a mão livre, mais uma vez segurando um riso. 

- NÃO! Park Ban... me dá esse controle aqui, não é pra bater no chão – ela arregala os olhos e tenta pegá-lo.

Achando graça da reação da mãe, ao invés de obedece-la o metadinha começa a correr contornando o sofá. Ceci não demora pra começar a persegui-lo e apesar de querer muito continuar filmando aquele momento eu encerro o vídeo e trato de guardar o celular no bolso de uma vez. Rapidamente me junto a brincadeira, cercando meu filho, correndo em sua direção pronto para pegá-lo. Ban solta um gritinho engraçado e paralisa segurando o controle forte contra o corpo. Abruptamente ergo-o no colo e começo a fingir que estou mordendo sua barriga ao mesmo tempo em que a gótica fazia cócegas no seu pescoço. Ele dava gargalhadas altas e quase perdia o ar, mas nem assim soltava o controle do vídeo game.

- Garoto teimoso – dito entre os dentes, fazendo aquelas vozes engraçadas de monstros mordedores de barrigas de crianças.

- Mmbub pai – responde apontando para a televisão com o vídeo game ainda ligado.

Eu e Ceci rimos e vamos os três sentar no chão. Nós dois apoiados no sofá e o metadinha sentado entre as minhas pernas. Ele imediatamente começa a atacar todos os botões com seu dedinho gorducho. Já a minha atenção se volta para a mulher ao meu lado. Automaticamente nos inclinamos e trocamos um selar longo, o qual eu aprofundo para um beijo singelo, tendo as mãos de unhas pretas segurando minhas bochechas.

- E o seu dia? – pergunta assim que nos afastamos.

- Está começando agora.

O sorriso que trocamos me da a certeza de que ela havia entendido o significado daquelas palavras sem que eu precisasse entrar em detalhes irritantes e bobos.

- E o seu jahgi? – continuo ao arrumar brevemente o jogo para que recomeçasse, já que tinha dado game over na primeira tela.

- Consegui entregar o trabalho hoje e foi antes do prazo final, então acho que você deveria ficar muito orgulhoso de mim – dou risada – Não enrolei dessa vez. Ah! Ban vai precisar levar um brinquedo novo pro mascote da escolinha, ele quebrou o antigo.

- Quebrou como?

- Essa mania de ficar jogando tudo no chão. Só que dessa vez acabou acertando a professora.

Arregalo os olhos e seguro uma risada.

- Pois é – ela continua – ele ficou de castigo hoje. Mal a professora sabe que não adianta nada.

- Ele definitivamente puxou você jahgi – rio da sua careta – Eu era uma criança adorável e obediente. Tinha muitos amiguinhos quando estava na escolinha.

- Não mudou nada né Park Jimin? – faz uma cara entediante na minha direção, o que só me faz sorrir mais – E eu não acho que seja uma coisa tão ruim assim, o metadinha tem uma personalidade forte e distinta desde pequeno. Só precisa obedecer um pouco mais.

- BEM mais né? – corrijo tentando bagunçar os cabelos de fio ralo do meu filho, que permanecia distraído – Ei, no caminho de casa eu vi um lugar anunciando um daqueles shows de covers famosos sabe? – ela afirma com um aceno – Vai ter Ramones e eu não resisti, acabei comprando ingressos pra nós dois. Achei que...

Me refreio antes de concluir a frase, reparando nos seus olhos brilhando e seu rosto iluminado. Balanço a cabeça em negativa com o maior sorriso no meu rosto.

- Para Park Jimin! – ri beliscando meu braço de levinho.

- O que? Você sabe que eu adoro essa sua mania de ficar feliz com essas bobagens.

Aperto seu nariz devagar, relembrando outra das manias que eu nunca perdi desde que começamos a nos envolver.

- Você estar disposto a ir num show do cover do Ramones comigo não é uma bobagem.

- Você já foi num show do BigBang comigo.                        

- Quem negaria ver o G-dragon? Até parece que eu perderia essa oportunidade.

Dou uma risada alta, sendo invadido por todas as nossas memórias de uma só vez. Nós ainda éramos duas crianças! Ela era minha lagosta. A minha princesa gótica das trevas que sempre despertava o dragão do gelo em mim e me deixava excitado. A trevosa que dividia comigo o gosto por Ed Sheeran. A garota que me incluiu nos 5%. Eu sabia desde nosso primeiro dia 29/04 juntos que eu jamais esqueceria Ásia Cecília Prado, só não contava que ela de fato um dia seria a mãe do meu filho e que agora nós compartilhávamos nossas músicas, livros, filmes e jogos á três. 

Ban resmunga mais uma vez para a tv, chamando nossa atenção enquanto falava sozinho e ria do barulho que fazia quando o Mário morria. E é ali que eu percebo que uma pessoa não é nada sem suas lembranças, assim como eu nunca seria eu mesmo sem construir minhas memórias com aquela minha família. Aperto o metadinha em meus braços, espremendo-o levemente e deixando um beijo no topo da sua cabeça. Ele era sempre tão abraçado que nem ligava mais. Daquela vez até eu pude sentir que meus olhos se fecharam devido ao tamanho do meu sorriso.

- O que foi? – Ceci pergunta ao notar o quanto eu estava bobo.

- Nada... – dou de ombros olhando para meu filho antes de desviar os olhos para minha esposa – só estou muito feliz que a minha mãe tenha me colocado de castigo.

Ela acompanha meu sorriso. Tentando esconder que tinha ficado tão boba quanto eu, me da um empurrãozinho com seu ombro e encaixa o rosto no meu pescoço para aspirar meu perfume. Permanecemos próximos, nossos rostos rentes por um minuto. Enquanto abraçávamos o metadinha também ditávamos “eu te amo” em silêncio. 

Isso até o momento em que Park Ban bateu com o controle no meu joelho e gargalhou da minha expressão de olhos estreitos, fazendo a gótica quase rir ao meu lado pra só depois repreende-lo. No final sempre acabávamos cedendo as gargalhadas, tendo o nosso filho entediado escalando nós dois e nos agarrando pelo pescoço e cabelos. Mais uma vez meu dia ruim estava salvo.

Eu não sabia nada sobre viver “felizes para sempre”... mas eu sabia que viveríamos JUNTOS.

FIM³


Notas Finais


Ed Sheeran - Perfect https://www.youtube.com/watch?v=iKzRIweSBLA

E MinSia termina exatamente onde começaram... na frente de um vídeo game. ♥

Sei que muita gente vai comentar sobre o casamento do Yoongi e da Jenny e que foi um final meio em aberto, mas a partir daqui as coisas apenas seguem seu curso natural na vida. Casando, tendo filhos, cada um deles seguindo seu próprio caminho, mas permanecendo juntos e sempre apoiando um ao outro. Eles vão enfrentar muitos problemas, felicidades, tristezas... morte... mas sempre estarão juntos e vai ver esse é o sentido da vida. Quem sabe?

Eu literalmente passei duas semanas evitando isso. Escrevi o roteiro do capítulo, anotei minhas idéias, escrevi diálogos, sabia tudo que eu tinha que fazer, mas simplesmente não queria continuar. Não queria me afastar de Minsia e do grupo SeokJin. Não queria me afastar de vocês. Toda vez que eu ouvia Perfect eu simplesmente chorava de soluçar... e acreditem, eu não sou tão melosa fora daqui. Na verdade, nem fã de Ed Sheeran eu sou. Mas a letra é tão TIP... e o lyric vídeo parece que foi feito sob medida... é quase um trailer da história e agora eu tenho que conhecer esse cara e dizer que ele fez minha despedida ainda mais difícil. E sim, estou escrevendo isso com lágrimas nos olhos e o coração apertado.

É um sentimento estranho e que até agora ainda não consegui nomear. Uma mistura de felicidade e tristeza, alivio e saudade. Dever cumprido e um amargo na boca. Orgulho e melancolia. Eu não queria que acabasse, ao mesmo tempo em que queria dar o final mais que merecido pra esses dois.
Sei que na minha cabeça ainda posso imaginar tudo o que eles passariam juntos e que eles sempre estarão comigo. Porém me dói não tê-los como meus melhores amigos pra sempre. Me dói que eles não sejam mais reais do que isso. Que eu não possa abraçá-los e protegê-los.
Parece loucura, ainda mais vindo da própria autora. Mas faz mais de um ano que eles nunca me abandonaram. Mais de um ano que escrever sobre Park Jimin e Cecília se tornou uma das melhores partes dos meus dias. Mais de um ano que eles e vocês mudaram minha vida e me fizeram acreditar nos meus sonhos.

E eu simplesmente não queria perder tudo isso. Assim como já perdi muitas das minhas estrelas ao longo do caminho. Demora na atualização. Prolonguei demais a história. Acabei tendo problemas em responder todos os comentários com frequência. Podem ter até se entediado com o final. Muitos motivos que eu entendo.
Queria que Park Jimin e Cecília estivessem sempre comigo assim como cada uma de vocês. Mas não importa quanto tempo passe eles ainda vão estar aqui pra cada uma das pessoas que ainda se lembrarem deles. Vão estar esperando pra recontarem sua história desde o começo e mostrar tudo que sentiram de bom e ruim para construírem tudo que tiveram. Park Jimin e Ásia Cecília Prado vão estar sempre com cada um(a) de vocês, assim como eu também sempre estarei.
Sempre aqui. JUNTOS.

Mais uma vez obrigada por serem as estrelas que iluminam meu céu de sonhos.
Obrigada por tornarem TIP tão especial. <3


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