História Tipos de espaguete! - Capítulo 1


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Chara, Flowey, Frisk, Grillby, Mettaton, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Autale, Fontcest, Humantale, Papyrus, Sans, Undertale, Undynexalphys
Visualizações 85
Palavras 1.772
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yoo, cá estou eu, lançando mais uma história apenas por diversão!
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*Aqui eles são humanos.
*Nesse universo eles não são irmãos.
*Não, eles não tem poderes.
*Não estão no universo do jogo.
*Sim, eu acho que você devia ler antes de reclamar sobre a falta de magia.
*Boa leitura.

Capítulo 1 - Primeiro dia


Fanfic / Fanfiction Tipos de espaguete! - Capítulo 1 - Primeiro dia

Acordou exasperado, a respiração ofegante devido ao recente pesadelo, a íris azul vidrada em um ponto qualquer da parede, sua mente era uma bagunça, enquanto tentava se concentrar na realidade e esquecer o que havia sonhado.

Desligou o despertador ao seu lado, passando a mão pelo rosto e notando a pequena camada de suor que se formou e, se não fosse sua preguiça teria conseguido ir tomar banho normalmente, sem parecer um zumbi.

Depois do banho tomado, colocou o uniforme da maneira que sua disposição permitiu, bagunçando os cabelos e pegando sua carteira. Se arrastou até a cozinha, esquentando um cachorro-quente da noite passada, colocando outro dentro de sua mochila.

Após comer saiu de casa, andando vagarosamente até seu trabalho, odiava tudo àquilo - andar, andar até o trabalho, ter um trabalho, ter que trabalhar, etc -, observou tudo ao redor com extremo desinteresse, afinal já tinha passado por ali diversas vezes e visto as mesmas coisas.

Adentrou o restaurante, este que ainda estava fechado, sorrindo para todos, mesmo que sua vontade fosse estar em sua cama, colocou seu chapéu de chef, começando a arrumar o que precisaria no dia. Notou sua amiga vindo em sua direção e sorriu ainda mais.

- Heya, Undyne. - Cumprimentou-a gentilmente, observando o modo ansioso com o qual ela mechia as mãos - Algo de errado?

- Não, não, claro que não! - Balançou as mãos a frente do corpo - É que, bem, um novato foi contratado e eu queria saber se você pode ajuda-lo.

- Você sabe que detesto essas coisas. - Virou-se, fingindo limpar a bancada.

- Sans, é o primeiro dia dele, por favor! - Pediu e dessa vez sua preguiça permitiu que a ajudasse.

- Ok. - Concordou a contragosto -  Cadê ele?

- Ele 'tá bem ali, a função dele é servir as mesas. - Apontou para o jovem garoto que sorria insistentemente, enquanto fitava um quadro de espaguete; estranho.

- Hey, pivete, eu sou Sans, vim te ajudar...? - A animação do outro era tão grande, que o mais velho tentou adivinhar o que ele pensava.

- Wowie! Prazer Sans, eu sou o Grande Papyrus!

- Hun. - Conteve sua surpresa ao ver Papyrus se levantar subitamente durante a própria fala.

- Então, você é o chef daqui, certo?! - Questionou animadamente, não notando que estava invadindo o tão precioso espaço pessoal de Sans.

- Hã... Sim, por que? - Se afastou minimamente, se arrependendo quando o jovem chegou ainda mais perto.

- Porque eu queria saber se você vai me ensinar a fazer espaguete! - Disse, deixando Sans confuso, o garoto não ia ser garçom?

- Ensinar? Heh, claro, vai colocar o seu uniforme que eu já volto, ok? - Voltou a cozinha, segurando a melhor amiga pelo braço.

- Ei, qual o problema, nerd?! - Undyne quase gritou.

- O pivete não sabe a própria função, esse é o meu problema. - Falou, calmamente, soltando a amiga e esperando uma solução.

- O que quer dizer? - Perguntou, confusa.

- Ele acha que vai ser meu aprendiz, que eu vou ensinar ele. - Fez uma careta desgostosa ao pensar em gastar energia.

- Ah, entendi, e daí?

- Ele não vai ser garçom?

- Sim, mas ele só aceitou trabalhar aqui para aprender a cozinhar, foi meio que um acordo, você estava lá esqueceu? - Explicou, pegando as chaves e se preparando para abrir o restaurante.

- Espera, eu estava? - Seguiu Undyne, resmungando ao vê-la acenar um 'sim' com a cabeça.

- Não sei porque tanta reclamação, você concordou com isso.

- Concordei?! Eu 'tava bêbado, só pode ser isso. - Passou a mão na cabeça, bagunçando os fios brancos.

- Não, acho que você estava dormindo. - Disse, fazendo uma expressão pensativa.

~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Então estão todos de acordo na contratação dele? - O dono do restaurante perguntou, sentado em sua mesa.

- Sim. - Responderam em uníssono.

- Ótimo, porém, o novato quer aprender a cozinhar, por isso vai ser aprendiz de um de vocês, algum voluntário?

- Eu acho que o Sans não se importaria. - Disse um funcionário, aproveitando-se que o outro dormia.

- Sans, você aceita? 

- Hã... Aham, claro. - Respondeu sem sequer ouvir a pergunta e voltou a dormir.

- Então está decidido.

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- Eu sou um idiota. - Sans suspirou, ouvindo passos atrás de si, se virou de encontro ao seu novo ajudante, sorrindo falsamente, céus, aquele garoto aparentava ser extremamente energético e só pensar nisso o deixava cansado.

- E então, por onde eu começo?! - Papyrus perguntou, dando seu melhor sorriso.

- Err... Porque não começamos pelo que você vai fazer... - Explicou rapidamente o que o mais novo faria, evitando os acessos de alegria do mesmo.

- Entendi. - Sorriu largamente, segurando o pequeno bloquinho de anotações que usaria no trabalho - Mas quando vamos fazer espaguete?

- Ah~ Depois do expediente, quando fecharmos te ensinarei o que quiser, ok? - Saiu sem esperar resposta, notando que Undyne já havia aberto as portas, foi em direção a cozinha, aguardando o primeiro cliente para começar a trabalhar.


- Finalmente! Hora do almoço! Hoje é seu dia de me servir nerd! - Sans viu a amiga gritar, passando a retirar o uniforme velozmente, esperando-o em uma das mesas.

Riu de leve, preparando a coisa mais rápida que conseguiu pensar e levando para a mulher, voltou a cozinha, tirando um cachorro-quente de sua mochila, sentiu um olhar fixo em si e decidiu verificar, deu de cara com um olhar pedinte vindo do pivete que já deveria ter ido almoçar em casa.

- O que foi pirralho? - Mordeu o cachorro-quente, arqueando a sobrancelha.

- Eu quero almoçar! - Disse e Sans se esforçou para fazer sua melhor expressão de "E daí?" - Quero almoçar espaguete!

- Tem muitos restauran- Foi interrompido.

- Não! Eu quero fazer meu próprio espaguete. - Falou, empolgado, sem notar o claro desinteresse do outro.

- Estou em horário de almoço, sabe o que isso significa? Significa que eu não vou tocar nessas panelas. - Deu às costas, pronto para ir até a sala dos funcionários e dormir, porém, um ruído baixo, semelhante a um soluço sufocado, chegou ao seu canal auditivo. Quando resolveu retroceder e descobrir a origem do barulho, achou um adolescente chorando silenciosamente, tentando de forma desajeitada fazer um macarrão. E estaria tudo bem se ele estivesse acertando a receita, mas tudo o que Sans sabia que sairia daquela combinação era uma explosão, no mínimo.

- O que diabos está fazendo?!

- E-Eu só quero aprender a fazer espaguete... - Fungou - Mas todos desistem de me ensinar, falam que eu sou péssimo. - E o mais velho teria concordado com a última frase, mas o pirralho parecia mal o suficiente.

- Ok, vou te ajudar, existem várias receitas de como fazer espaguete, vamos tentar uma das mais simples. - Riu do olhar abismado do garoto ao ouvir "várias receitas", jogou fora o que restou de seu "almoço" e se dirigiu a pia, lavando as mãos, começou a preparar um simples espaguete, ensinando da melhor forma que podia o adolescente ao seu lado.

- E agora?! - Gritou, empolgado demais do ponto de vista de Sans.

- Agora você vai colocar o molho por cima do macarrão devagar, devagar! - Definitivamente estava cansado, com sono, com fome e não conseguia sequer sentar sem o garoto precisar de ajuda.

- Pronto! Wowie! O grande Papyrus fez espaguete! - Deu pulinhos animados, quase emocionado com seu próprio feito. Fofo, Sans pensou e logo se repreendeu, confuso com o próprio pensamento.

- Depois de vinte tentativas fracasadas que vão ser descontadas do meu salário. - Murmurou, bocejando em seguida - Agora vai comer que eu vou dorm-

- Hora de voltar ao trabalho, nerds! - Undyne chegou na cozinha, estranhando um pouco os humores opostos dos dois presentes, enquanto Papyrus parecia a ponto de chorar de felicidade, Sans parecia a ponto de gritar de raiva.

- Eu nem descansei! - Reclamou.

- Problema seu, já abri a porta, e você! - Apontou para o mais novo - Termine logo de comer, vou cuidar dos clientes enquanto isso.

- Sim, Undyne! - Começou a comer de forma rápida, apreciando seu delicioso espaguete.

- Ele olha para o macarrão como você olha para o ketchup... Dois estranhos. - A mulher resmungou, pegando o pequeno caderno de anotações e seguindo para o salão.

Sans suspirou, colocou novamente seu chapéu de chef e, pegando um pequeno sachê de ketchup em seu bolso, sorriu, voltando-se ao fogão para começar a cozinhar.


Sete horas, já eram sete horas da noite e nada do restaurante ser fechado, Sans sentia que desmaiaria a qualquer momento, não conseguia nem se lembrar de quantos pratos já havia feito, aquelas pessoas não tinham mais o que fazer não?

- Acabou? - Perguntou pela sexta vez em uma hora.

- Sim. - Undyne suspirou, parecendo cansada apesar de sua postura ainda permanecer ereta.

- Finalmente! - Deixou-se cair no chão, respirando pesadamente, a amiga o ignorou, já acostumada com o cansaço exagerado que sentia com tudo. Logo todos foram embora, Sans, ainda deitado no chão sentia seu corpo relaxado e quando estava quase dormindo, alguém começou a gritar ao seu lado.

Abriu os olhos, irritado, encarou o rosto preocupado de Papyrus e logo depois franziu o cenho, por que ele estava encima de si?!

- O que 'tá fazendo garoto? - Questionou, sem se mover, apenas observando as diversas expressões do pivete.

- Eu pensei que você tinha desmaiado, fiquei desesperado e ia checar se você estava respirando... - Papyrus passou a tagarelar e Sans fez o possível para ignorar cada palavra.

- Ok, já pode sair de cima de mim, não acha?

- A-Ah, claro. - Levantou rapidamente, esperando o menor se levantar também.

- Acho melhor você voltar pra casa, já encerramos o expediente e está tarde. - Comentou.

- Que tipo de amigo eu seria se abandonasse você sozinho para fechar tudo? - Perguntou, indignado com a possibilidade de deixar o outro.

- Heh, seria como todos os outros. - Murmurou, bagunçando os próprios cabelos ao ver que o mais novo não desistiria - Olha pivete, não se preocupe com esse tipo de coisa, eu sempre sou o último a sair porque moro perto.

- Mas é injusto, deveria haver um rodízio! - Exclamou, sem entender o conformismo do mais baixo.

"Inocente, hiperativo e justo... Tem como ser mais oposto à mim?"

- Bem, talvez você tenha razão, mesmo assim, vá pra casa, não deve chegar tão tarde, é perigoso. - Avisou.

- Não! Eu quero esperar você, Sans!

- Ok. - Trancou tudo, guardando os ingredientes usados no dia.

Já na porta, se preparou para ir embora virando-se para o lado contrário ao do adolescente, iria começar a andar mas a mão em seu pulso o atrapalhou. Olhou de soslaio para o pirralho, estranhando o olhar curioso em sua direção.

- Por que seus olhos são assim? - Papyrus perguntou, ainda lhe segurando.


Notas Finais


Obrigada por ler!
Agradeceria se comentasse o que achou! Ideias também são bem vindas!
^-^


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