História Tipos de espaguete! - Capítulo 2


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Chara, Flowey, Frisk, Grillby, Mettaton, Napstablook, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Autale, Fontcest, Humantale, Papyrus, Sans, Undertale, Undynexalphys
Visualizações 60
Palavras 1.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Yooo, de boa?
Mais um capítulo!
*3*
.
Boa leitura!
.
*Lembrando: todos são humanos nessa fic, inclusive o Metta.

Capítulo 2 - O "substituto"


Fanfic / Fanfiction Tipos de espaguete! - Capítulo 2 - O "substituto"


- O que? - O mais velho perguntou.
- Seus olhos - Repetiu - o que há com eles? Tem cores diferentes.
E era verdade, enquanto um olho era totalmente negro, quase ónix, o outro era completamente azul, semelhante a uma safira. 
Aquilo chamara a atenção de Papyrus desde a primeira vez que notou, entretanto, achou que seria indelicado perguntar, afinal nem se conheciam, não conseguiu, porém, conter sua curiosidade por muito tempo e assim que achou propício perguntou o que queria saber.
- Não há nada neles, eu nasci assim, se chama heterocromia. - Explicou, entediado, já havia ouvido aquela pergunta tantas vezes que nem pensava mais antes de responder.
- Isso é tão maneiro! Você deve ser muito popular, não é?

"Popular? Bom, muitas pessoas me conhecem - e evitam -, isso conta certo?"

- De certa forma, sim. - Respondeu, encarando as orbes castanho-alaranjadas do mais alto.
- Você enxerga diferente? - Perguntou, após perceber que aquele assunto não incomodava Sans.
- Nah, que nada, é a mesma coisa.
- Wowie, eu queria ter heterocromia também! Pra ser cheio de amigos! - Externou seu desejo, os olhos brilhando com esperança.
- Isso - Apontou para os próprios olhos - só serve para atrair atenção desnecessária. - Lembrou do que seu pai pensava à respeito, repetindo a frase que ouvira durante toda a sua vida.
- Não! - Discordou - Isso te faz especial, único! - Disse inocente, sorrindo da cara surpresa do mais velho.
- Bem... Que seja, agora vá pra casa, nos vemos amanhã, certo?
- Certo! - Gritou, saindo correndo para casa em seguida.
Sans suspirou assim que se viu sozinho, as palavras de Papyrus ainda flutuavam em sua mente, só conhecia o pivete a um dia e já tinha um mal pressentimento.

"'Especial' Dá onde esse pirralho tirou isso?" 


Andou apressado até a própria casa, parando apenas em uma lanchonete, comprando mais cachorros-quentes para o dia seguinte, entrou em sua casa, deixando os sapatos e meias na porta, jogou-se em seu sofá, já começando a comer.
Subiu as escadas de forma preguiçosa, tomando um banho precário e se 'tacando na cama, onde dormiu antes de perceber.
Acordou no meio da noite, o celular em cima do criado-mudo vibrava, avisando sobre a ligação, praguejou quem quer que fosse, sentindo os olhos arderem pela luminosidade da tela. Atendeu a contragosto.

- Alô? 
- Alô, nerd! - A voz gritou do outro lado e pela música ao fundo deduziu que a amiga estava em uma festa.
- Por que me ligou? - Sim, a pergunta foi rude, mas já eram onze horas e no dia seguinte ainda teria trabalho.
- Relaxa, liguei apenas para avisar que não vou amanhã, vou mandar alguém me cobrir, ok?! - A voz alta soava embargada e Sans percebeu que provavelmente Undyne já estava bêbada. Suspirou.
- Ok, tome cuidado. - Pediu.
- Pode deixar! - Encerrou a chamada.


Deixou o celular sobre a cama, balançando a cabeça levemente, apenas dois minutos de conversa e ele já tinha perdido o sono. 
Levantou-se meio tonto, tateando a parede em busca do interruptor, acendeu as luzes, tapando momentaneamente os olhos, seguiu para a cozinha, onde alcançou um pote vermelho, sentou-se no sofá, assistindo a tv enquanto bebia seu tão amado ketchup.
O dia raiou, pássaros cantavam, diversas flores desabrocharam e Sans só queria que o lugar onde trabalhava queimasse, as olheiras em seu rosto mostravam que não tinha conseguido pegar no sono novamente, o celular despertando no quarto só aumentava a aura negra ao seu redor.
Seguiu a mesma rotina de todos os dias, saindo de casa um pouco mais tarde por culpa do cansaço, andava vagarosamente pelas calçadas, o capuz na cabeça para evitar o sol, avistou a entrada do restaurante e apressou minimamente os passos.
Adentrou o estabelecimento, vendo que boa parte das mesas já estava arrumada, foi a sala dos funcionários, largando sua mochila pelo chão, chegou na cozinha, procurando a amiga e então se lembrando de que ela não iria. Suspirou desapontado.
- Sans! - Papyrus chamou animado, assustando o menor.
- Que merda pivete, quer me matar? - Apoiou a mão no próprio peito, sentindo os batimentos acelerados, da onde esse pirralho saiu?!
- Não, porque eu iria querer matar meu mentor? - Negou com a cabeça, sem entender.
- Esquece... Ah, Undyne disse que hoje viria um substituto, você o viu?
- Não, ele deve estar falando com o chefe! Será que ele gosta de espaguete? - Sugeriu, empolgado com a possibilidade de ter um novo amigo.
- Heh, talvez ele goste. - Sorriu, indo em direção a sala de seu chefe, bateu na porta, entrando assim que recebeu permissão.
- Sans! - Viu o homem sorrir carinhoso em sua direção, retribuiu, aquele cara era o seu herói, quando mais precisou foi ele quem o deu uma chance, um emprego.
- Senhor Dreemurr. - Sentou-se, enfim notando o homem ao seu lado. Notando o seu olhar, Asgore se apressou em apresenta-lo.
- Sans, esse é Mettaton, ele vai substituir Undyne hoje. 
- Muito prazer, Sansy querido. - Estranho, o jeito daquele cara era muito estranho e que diabos de apelido era aquele? Não, Sans não confiava nele.
- Prazer, Mettaton. - Sorriu, sua atuação tão boa que duvidava que eles tivessem percebido seu desconforto.
- Sans, - Asgore retomou a palavra - quero que o ajude por hoje, certo?
- Ok.

Uma hora. Esse foi o tempo que Sans precisou para perceber que o "substituto" estava mais interessado em seu ajudante do que no trabalho.
- Hey, Papy, deixa eu ajeitar sua gravata. - Mettaton estava perigosamente perto do mais novo, enquanto ajeitava o uniforme, irritante.
- O-Obrigado. - Sorriu com o rosto corado, voltando para o salão.
- Hunf. - Tentou se concentrar em seu trabalho, mas o sorriso vitorioso no rosto do sub-chef atrapalhava sua concentração.

"Onde Undyne arranjou esse cara?!"

- A comida está queimando, Sansy. - Avisou, próximo demais de seu ouvido, quis socar aquele rosto convencido, mas se contentou em desligar o fogo e montar o prato.
- Obrigado, Metta. - O agradecimento saiu rasgando sua garganta, porém, se manteve sorrindo, não sabia porque, mas tinha a impressão de que ele também não gostava muito de si.
- De nada, querido. - Falso, o olhar de desdém que ele lhe lançava deixava claro que não era isso que ele queria dizer. Se sentiu no meio de uma disputa e nem sabia o porque, mas iria ganhar.

- Aleluia... - Murmurou, tirando o chapéu de chef, puxou os cabelos para trás, se sentindo novamente observado, seguiu a sensação, esperando ver Mettaton, mas encontrou um Papyrus corado, mirando fixamente em sua direção, acabou sorrindo com a constatação, vendo o mais novo ficar ainda mais vermelho.
- Papy, você está bem? Está vermelho. - E das trevas surge o demônio, colocando a mão no rosto de Papyrus e fingindo medir a temperatura dele.

"Por que isso é tão irritante?"

- E-Estou bem, obrigado. - Pare de gaguejar pra ele!
- Mettaton tem um pedido para você. - Apontou a folhinha pendurada, sorrindo de lado ao ver o olhar nem um pouco feliz que recebeu.
- Estamos em horário de almoço. - Rebateu.
- Pois é, mas hoje é o dia da Undyne me servir e você está aqui para substitui-la, certo? - Ah, a vingança, tão doce.

O fim do expediente, a terceira coisa favorita de Sans, terminou de ajeitar a cozinha, apreciando o silêncio do local, este que acabou no instante em que Papyrus entrou pela porta.
- Sans!
- Sim? - Se direcionou a pia, para lavar as mãos, com o outro em seu encalço.
- Quais são os tipos de espaguete? - Questionou animado.
- São muitos. - Respondeu vagamente.
- Não, quais os nomes deles?! - Insistiu.
- Bom, tem oito tipos principais, você já aprendeu o tipo 1, que é chamado de espaguete com molho vermelho.
- Wowie! Eu sei fazer esse! Me ensina os outros! 
- Será que sabe mesmo? - Arqueou a sobrancelha.
- O grande Papyrus é o melhor fazendo espaguete! - Falou com um bico.

"Infantil, mas adorável."


- Então faça.
- O quê?
- Faça o espaguete que te ensinei ontem. - Ditou, sentando-se no balcão.
- Certo! 
Algum tempo depois Papyrus estendia um prato raso em direção a Sans, estava bonito, de fato, para um novato ele tinha se saído bem.
- Prova! - Gritou, feliz.
- Ok. - Levou uma garfada a boca, o sorriso se desfez instantaneamente, aquilo não tinha gosto de macarrão, não tinha gosto de nada comestível, sentiu seus olhos marejarem e se esforçou para engolir rapidamente.
- E então como ficou?! - O sorriso de Papyrus era brilhante, os olhos esbanjavam uma alegria que Sans não se atreveu a encarar por muito tempo.
- O sabor está... Indescritível. - Sorriu fracamente.
- NYEH HEHE - Exagerado? Talvez, mas Sans gostou de ouvi-lo rir, de alguma forma parecia valer a pena fazer de tudo por aquele sorriso e isso era estranho.

- Estou dizendo que ele era um maldito, que ficou dando em cima do meu ajudante. - Sans reclamava ao celular pela enésima vez.
- Relaxa nerd, amanhã eu já 'tô de volta, ninguém vai tomar seu ajudante de você. - Zombou a mulher.
- Que seja, tenho que ir dormir, tchau.
- Hahaha tchau!


Deitou-se em sua cama e mesmo não querendo admitir, se sentia aliviado por não precisar ver o "substituto" perto de Papyrus de novo. 
 


Notas Finais


Obrigada por ler! *3*
.
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