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História Tirap Tchurum - Capítulo 1


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Notas do Autor


oi galera de cauboi
então, resolvi homenagear a melhor musica do mundo so far aka TREMENDO VACILÃO perlla obrigada pelos mimos e pelos TIRAP TCHURUM TIRAP TCHURUM TIRAP TCHURUM OUAAAAAA OUAA muito nostálgica.

Capítulo 1 - Hoje tem...?


Kyungsoo era um tremendo vacilão.

Jongin não queria admitir que a sua paixonite era um imbecil, mas ele meio que era sim. Ela já estava cansada de dar todos os sinais possíveis para que aquele homem — uma vírgula! Kyungsoo era um moleque — entendesse em que posição ela estava jogando, mas parecia que o rapaz só captava onda AM, enquanto ela era uma linda e glamurosa onda FM.

É; deveria ter ouvido a mãe. Alguns caras simplesmente não vão corresponder às suas expectativas — não quando você é uma mulher como Jongin, que acha justo esperar tanto de um homem quanto um homem espera de uma mulher. Quer dizer, ela não sabe o lugar dela, não? Se a perguntasse, descobriria que Kim Jongin estava plenamente ciente do seu papel de grande gostosa na sociedade. E estava certíssima.

Sei lá, talvez nem fosse por Jongin ter muitas expectativas; talvez só não fosse o cara certo... Se não houvesse nenhuma evidência de que Kyungsoo gostava de Jongin do jeito que ela gostava dele, deixaria passar. Ele poderia ser apenas um cara meio lerdo, meio desligado dessa coisarada romântica em que as pessoas se metem. Se fosse o caso, Jongin não poderia culpá-lo — porque isso, sim, seria justificável. Ele não corresponde às expectativas porque elas não fazem sentido, está tudo bem!

Mas Do Kyungsoo beirava o cinismo.

Ai, só de pensar nele, Jongin ficava mordida de ódio. Levou pra jantar uma, duas, três vezes; pagou flor, chocolate, deu bom dia por pelo menos duas semanas seguidas — sem falhar um dia! —, mas não tinha cogitado dar nem uma bitoquinha na garota. Ela era uma piada pra ele?

“Às vezes ele é romântico à moda antiga; quem sabe?”, era o que Chanyeol sempre dizia nesses momentos de surto em que Jongin só queria poder socar a fuça de alguém. Ah, tá! E Chanyeol sabia alguma coisa sobre Kyungsoo!

E vinha com aquele sorrisinho arreganhado de quem “estava passando por aqui e resolveu perguntar se você não quer tomar um café”, ah, vai te lascar! Jongin queria tomar um café, uma água, um chá, um banho com Kyungsoo — ela queria tudo! O que viesse no pacote, Jongin estava aceitando. Todavia, naquele momento, não tinha nada mais que decepção no estoque.

Deus, até quando?

— Toma uma iniciativa, mulher! Vai ficar esperando o boyzinho tomar vergonha na cara, é? — Baekhyun disse, num belíssimo dia de inverno, em que o céu parecia ter sido engolido por um buraco negro e o inferno tivesse liberado um iceberg gigante no lugar de umas lanças flamejantes. Apocalíptico, sim. Tudo soava apocalíptico quando Jongin saía com Kyungsoo e sabia que nada iria acontecer entre os dois.

— Nossa, como eu não pensei nisso antes? — Ela virou para o amigo como se fosse Pedro Álvares Cabral na primeira vez que viu o Brasil, maravilhado com a ideia de que sim!, poderia invadir uma terra e dizimar um povo e ainda fingir que descobriu alguma coisa! — Vai ver se eu tô na esquina, vai; não é como se eu fosse me humilhar pra esse moleque me dar um pouco de atenção. As coisas têm que respeitar uma ordem, falou?

— Larga de ser atrasada! — Baekhyun bufou. — Tá convivendo demais com a Chanyeol, que acha que se você esperar o “momento certo” o universo vai fazer tudo o que você quiser. Se ele não avança e você também não, passa pra outra! Eu, hein… Quando um não quer, dois não brigam; nem se beijam. Caso contrário, chame a polícia.

— Adivinha só, eu já fiz demais por nós dois — ela resmungou, colocando a bolsa nos ombros e terminando de fechar o sobretudo. Já estavam quase do lado de fora da empresa, prontos para ir almoçar, e ela pareceu se distrair com a conversa por um instante, porque não reparou que alguma coisa lá fora lhe parecia familiar. — Se ele, até agora, não reparou que eu quero dar pra ele, então não repara nunca mais!

— Não reparou o quê?

Ih...

Jongin sentiu o espinhaço todo gelar, como se estivesse na pontinha de um precipício bem alto. Piscou duas vezes, pra ter certeza de que, quando se virasse e desse de cara com o dono daquela vozinha macia, estaria sã e com todas as faculdades mentais em pleno estado de funcionamento.

Mas não conseguiu encarar Kyungsoo e ficar estável. Ela sabia que não deveria rir como uma histérica bem na cara do homem, mas estava tão nervosa que quase não sentia as pernas. Jongin gostava de ser meio hardcore, falar asneira, xingar palavrões e mandar os velhinhos enfiarem o cigarro no cu, mas passar vergonha não era uma coisa que ela estava psicologicamente apta a fazer. Sabe, todo adulto precisa ter uma configuração específica pra esse tipo de coisa; um modo mico, pra conseguir agir decentemente quando tudo o que você quer fazer é enfiar a cabeça debaixo da terra e nunca mais ver a luz do sol. Jongin não tinha esse software instalado, infelizmente.

Foram longos, amargos, depreciativos minutos. Talvez segundos; muito provavelmente, menos de dez deles, mas para Jongin foi como se tivesse passado horas ali — rindo da piada que era a sua própria existência —, já que deu tempo de pensar em muita coisa. Uau. É, talvez ela precisasse de terapia, no fim das contas.

— Desculpa, desculpa — começou por pedir desculpas porque não conseguia controlar seus instintos moldados pelo patriarcado quando estava nervosa. — Era só… não era nada. — Jongin cessou, subitamente. Tinha quase certeza de que estava toda vermelha, mas não devia tantas satisfações assim a Kyungsoo. Se eu não dei a Larissa, também não vou dar explicações. Era seu novo lema.

— Ah... — Kyungsoo fez uma cara de quem sabia exatamente o que estava acontecendo, e ainda estava achando engraçado. Esse safado não era tão esperto assim até um tempo atrás!

Ele deu uma risadinha:

— Já que não era pra eu ouvir, vou fingir que não aconteceu nada, então.

Ah, não.

Toda essa luta pra poder fazer alguma coisa mudar (pra melhor!) entre os dois pra ele simplesmente fingir que não ouviu Jongin dizendo o que ela queria? Isso era sério?

— Aí já é sacanagem, né, meu parceiro? — Jongin soltou a bolsa do ombro e a segurou na mão, ilustrando o quão perto ela estava de rodar aquela Louis Vuitton na calçada e brigar de soco. Haja paciência. — Vai fingir que eu não existo até quando? Eu sou teus amigo, por acaso? Que você leva pra comer e, no fim das conta, não come?!

Ela estava irada; e se Baekhyun tivesse sido esperto, não teria saído de fininho quando Kyungsoo deu as caras. Ah! Se ele soubesse a cena que estava perdendo…

— Ei, relaxa — Kyungsoo pediu, erguendo as mãos num gesto de paz. Jongin recobrou a postura. — Eu só não sabia se era a hora. — O rapaz deu de ombros, todo manso. Ela se derreteu todinha. — Você sempre me pareceu muito discreta, e achei que se quisesse acelerar as coisas, simplesmente diria. Além disso, você falou pro Junmyeon que não gostava de ir direto ao ponto, que preferia esperar. E, bem, eu tinha que pegar alguns conselhos com alguém antes de tentar sair com você, né?

Jongin quis, mais do que nunca, desaparecer da face da terra.

— Então… — Limpou a garganta, sem jeito. — O que eu disse pro Junmyeon na época em que a gente tava saindo pode ou não ter sido só porque eu realmente não tava achando que ia dar certo, sabe? Mas, é, eu… eu vacilei. Deveria ter conversado contigo, apesar de estar certa de que deixei claras as minhas intenções… — Ela segurou a sentença no ar, encarando Kyungsoo nos olhos. O homem riu, meio encabulado.

— Eu reparei.

Aliviada, ela provocou:

— Bom saber que seus olhos ainda funcionam, apesar do astigmatismo.

— Quer descobrir se tem mais alguma coisa funcionando?

Essa foi ligeira, hein, meu consagrado.

(Ah, sim; a exaltação dos humilhados. Tarda, mas não falha).

Jongin sorriu, incapaz de manter uma expressão séria, já que tudo estava resolvido e ela finalmente teria a chance de sanar várias dúvidas. Nem conseguia acreditar — aquilo era um sonho?

— Se eu soubesse que era fácil assim tinha falado antes — confessou.


Notas Finais


eu fiquei com muita vergonha de ter escrito isso sim, eu sou um anjo, ok?
stream perlla https://www.youtube.com/watch?v=9bNybjOT7-s
gradecida


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