História Titanic II (Kim TaeHyung) - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bts, Kim Taehyung, Romance, Titanic Ii, Universo Alternativo
Visualizações 108
Palavras 3.444
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Lírica, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei que demorei um pouco, mas como havia dito no capítulo passado, ainda estou ajustando e escrevendo essa história. Por isso, o apóio e paciência de vocês é essencial.

Bom, nossa Rose, será representada pela Emma Watson! Espero que gostem da escolha.

Capítulo com mais algumas revelações e um pouco da vida dela. Visão narrada por Rose!

Se puderem, façam essa autora feliz, deixando seus comentários. Eles são importantes.

Leiam as notas finais!!!!!!

Boa leitura❤

Capítulo 3 - Descobertas;


Fanfic / Fanfiction Titanic II (Kim TaeHyung) - Capítulo 3 - Descobertas;


“Ele é um homem de pura sorte, viveu, cresceu e sozinho progrediu. Fez de sua dor, uma motivação. Usou de suas habilidades para se tornar um homem poderoso, lascivamente e penetrante com apenas um olhar. Ele se divertiu com corpos, de mulheres esbeltas e bonitas, mas isso nunca o foi suficiente. Ele precisava de algo a mais, alguém que o completasse, todo seu vazio, um amor para sua eternidade. Ele a encontrou, lutou por seus sentimentos e a fez sua. Tudo caminhava bem. Porém o que não  esperava aconteceu, um caminho precisou traçar e deixá-la para trás foi necessário. Sua jornada terminou mais cedo, mas em momento algum parou para reclamar. Aceitou de bom grado e a amou. Pediu perdão por ela ter que pagar por seu pecado e, assim, dessa forma a deixou, mas perdurou, durante todos os sonhos que se expandiram durante o luar, deixando-o guardar toda emoção de tê-la sob seu olhar; distinguindo o amor como ele deve ser: Além da profundidade do mar”. – 1912.


Southampton – Cidade portuária no Sul do Reino Unido.


Desperto ao som de uma música tranquila, bem calminha, para que eu possa me acostumar com uma nova manhã. Minha parte preferida é essa e, convenhamos que ninguém merece um barulho chato de despertador logo cedo — principalmente aos sábados. O que eu faço acordada nesse horário? Bom, preciso trabalhar com minha avó, na floricultura herdada de sua mãe — minha bisavó — que está ‘de vento em polpa. É um dos lugares mais movimentados que eu já vi. Por isso, não posso deixá-la fazer tudo sozinha, seria injusto, já que a mesma é bem avançada em idade.


Estico meus braços, espreguiçando-me. A vontade de deitar e adormecer, me consome, porém ao pensar em vovó, resolvo sentar-me na cama, afastando qualquer resquício de sono que me faça retroceder e cair no colchão macio. Observo a fina camada de luz que adentra meu quarto, deixando um pouco iluminado. Está tudo uma bagunça, essa última semana de aula acabou comigo, e sinceramente, estou com uma mínima — quase zero — vontade de arrumar isto.


Há roupas espalhadas, sapatos jogados, livros abertos por cima da escrivaninha e minha cama? Bem, ela está uma catástrofe só. A única coisa que não se encontra no meio desse ‘furacão é comida, pois se mamãe achar algo do tipo, com toda certeza me deixará de castigo por um mês — ou mais.


Ter dezone anos não é nada fácil.


Quando imagino as responsabilidades que receberei no decorrer dos próximos meses, sinto-mobjeti, sem ânimo. Porém o amor por astronomia fala muito mais alto e, uma fina camada de felicidade invade meu ser, me fazendo sorrir e ver que a vida é feita de esforço, e muito trabalho pela frente.


Levanto-me tentando não tropeçar em nada para não cair, reparo na desarrumação completa do cômodo, pensando em como eu consigo dormir nele. É, parece que sou a única a não me incomodar com minha própria balbúrdia. Raramente ligo para essas coisas, vou lhes contar algo: não consigo manter nada no lugar, arrumadinho, como já vi várias de minhas amigas fazerem. Por incrível que pareça, consigo achar meus objetos que costumo usar durante o decorrer do dia, em uma facilidade maneira, talvez elas nem consigam com toda essa frescura de manter tudo limpo e bonito.


Ser princesa não é meu estilo!


Esbarrei em algo, que, com o impacto acabou machucado meu mindinho. Tudo bem, essa não é uma boa parte, acabei grunhindo com a dor ocasionada e baixei para pegar, encontrando um porta retrato com uma foto minha e da minha bisavô. Sorri encantada, ela vestia um vestido festivo; nós duas estávamos elegantes. Tiramos a fotografia no dia do meu aniversário, sua alegria era imensurável. Ela com toda certeza faz falta. Seus filhos — os três sobreviventes dos cincos, já que, os dois mais velhos morreram na guerra, segundo seus relatos —, dizem que ela sempre foi assim. Doce e alegre, esbanjando sorrisos para todos.


Principalmente para o Kim — seu falecido marido e meu bisavô, que nunca conheci —. Aqueles dois tiveram uma história de amor incrível. Ela sempre dizia que era de se chorar, escancarar e cair no chão por tanta emoção — nunca discordei, eu mesma reagi dessa forma quando me contara. Quem dera eu viver algo assim, agora lembrando, preciso conceder o pedido que ela me fez em sua carta. Fora seu último pedido, e eu, como a mais amada de suas bisnetas, preciso atender.


Mas o que de especial poderia encontrar naquele navio?


Tudo bem, seria uma viagem escandalosa. De tirar o fôlego! Um transatlântico nunca será uma má opção. Mas, e se, acabar não achando nada de esplêndido como ela me garantiu? Se for somente uma viagem comum, na qual irei tirar dezenas de fotos e ao seu fim, trazer a alegria de ter estado em um lugar incrível. Desfrutando de uma paisagem surreal e um conforto essencial.


O que mais poderia querer? Espera, não posso esperar por um romance. Não, isso não!


Se ela me fez este pedido, é porque para si tinha um valor sentimental. Preciso ouvi-la, prontamente atendendo ao seu desejo. Vamos lá! Qual a garota não quer estar em um navio?


Essa é uma oportunidade única, preciso aproveitar, principalmente, quando se trata de uma estrutura metalicamente excessiva. Preciso deixar essas idéias erradas de lado e seguir o plano! Ir ao Titanic ou seja lá qual navio for.


Essa parte eu preciso pesquisar!


Com esses pensamentos disparei para o banheiro, lembrando que estaria atrasada por ter demorado tanto. Retiro minhas roupas com rapidez, entrando no box e ligando a ducha. Uma das melhores coisas: é estar no inverno para tomar um bom banho quente. Por aqui, as estações do ano são bem divididas, porém o inverno é a fase mais longa e árdua, mas persisto nessa época, ver neve é a melhor parte.


Depois de banhada, apressadamente busco por uma roupa quente. Colocando uma calça jeans e uma blusa de gola alta seguida do casaco e nos pés uma bota. Arrumei meus cabelos, deixando-os soltos. Não sou muito vaidosa, então só uso maquiagem em ocasiões necessárias. Durante o dia-a-dia, uma base e um pouco de pó, com um batom para finalizar é uma boa opção.


Pego minha mochila, que precisei derrubar o quarto para encontrar — às vezes não acho tudo que quero —, colocando algumas coisas que iria utilizar. Deixei o cômodo apressada, descendo as escadas afoitamente.


Fui parada por mamãe.


— Pra quê tanta pressa? — Questionou ao ver meu desespero. Mamãe não sabia, mas vovó fica brava quando demoro. Ela dá até puxões de orelha — ‘tá essa parte é brincadeira.


— Estou atrasada. — Sorri ligeira, dei-lhe um beijo na bochecha arrancando um riso seu.


— Cuidado mocinha! — Assinto  indo na direção da porta, porém quando seguro a maçaneta, novamente sua voz soa — Rose! Seu pai irá comprar sua passagem.


Parei bruscamente olhando-a confusa, espera, não tinha contado a ninguém ainda. Como eles sabiam? Vendo minha expressão confusa, mamãe se explicou.


— Ela sempre nos deixou apar de tudo, caso você desistisse. — Piscou cúmplice.


— Até vocês? Quem mais sabe além de mim?


Franzi o cenho, buscando explicações. Então estavam armando essa viagem a tempos? Não acredito que fizeram isso comigo, estão me forçando, e eu fingindo estar super ofendida. Na verdade, estou gostando da ideia. E agora, vejo que não posso desistir.


— Mamãe e eu! Ela nos contou, pois você poderia relutar. Há algo que somente você saiba? — Arqueou uma sobrancelha curiosamente.


— Oh… — Talvez, ela só tenha mencionado a viagem. Melhor eu não falar nada sobre o diário — Sim! — Confirmei.


— Tudo bem. Agora vá! — Balançou as mãos, fazendo-me retornar a realidade. Sorri nervosamente batendo a porta desastrada.


Caminhei pelas ruas geladas — quase vazias — aproveitando da fina brisa batendo contra minha pele. Um leve arrepio passou por ela, fazendo-me encolher por dentro do casaco escuro. O dia estava bom, havia um pouco de luz solar, porém estava bem fraca. Na noite anterior havia chovido, mas surpreendentemente amanheceu esplendor os céus. Dei passos longos brincando com a neve, como a floricultura ficava a poucos metros da minha casa, essa caminhada me fazia mais do que bem. Colocando todos os pensamentos absortos de minha mente conturbada em seu devido lugar.


É bisa! Preciso descobrir seus mistérios.


Inclusive ainda não entrei em seu quarto, pretendo fazer isso hoje mesmo, assim que terminar meu horário. Irei dormir na casa de vovó, aproveitando para saber o que ela deixou para mim. Adoraria que fosse um roteiro, quem sabe assim não estaria tão perdida neste momento.


Parei em frente a pequena floricultura. Havia uma vitrine em sua fachada, moldada em tijolos rústicos e uma pintura rala em azul marinho. Por dentro dava-se para ver as flores diversificadas deixando o local aconchegante para qualquer um que visse do lado de fora. Sorri empolgada ansiosa por mais um dia de trabalho, entrando prontamente no local.


— Já cheguei! Aceito broncas. — Levantei as mãos em rendição, vovó me olhou soltando em seguida uma gargalhada boa. Observei seus traços e seus olhinhos levemente se fecharam, ela tinha sido a que mais herdou os traços do pai asiático.


— Não fareis isto! Tens uma entrega neste momento! — Conferiu a hora no relógio de pulso, entregando-me uma caixa enorme cheia de flores. Gargalhei com seu jeitinho apressada e consequentemente emburrado. Ela estava atarefada.


— Estou indo, senhorita Kim! — Sorri de canto, cortejando-a.


— Papai chamava mamãe assim. — Suspirou, parecia relembrar algo pois sorriu sincera — Oras, se apresse Rose! — Me empurrou para fora do estabelecimento. Rimos juntas.


Coloquei a caixa condecorada na cesta larga da bicicleta utilizada para as entregas. Pus o capacete aconselhável por vovó, arrancando em uma velocidade alta na direção do endereço que ela havia me entregado. Meu dia estava somente começando, teria muito trabalho pela frente.


Após realizar três entregas de grande quantidade de flores, retornei a floricultura retirando o capacete ao entrar e sentindo um cheirinho suave de café pairando pelo ar. Um costume herdado de muito tempo atrás: é que se onde tem flores; deve-se ter aroma de café. Por isso, todos os dias vovó prepara um bom café deixando seu aroma invadir o ambiente inteiro. Me sinto bem aqui, por mais que o universo e as constelações sejam minhas paixões. Ser contemplada com um lugar agradável como esse, acompanhada da pessoa mais gentil que conheço, é sem dúvidas, uma das melhores sensações que existem.


Um dia, vovó Kim disse que me passaria seu patrimônio, para que eu possa dar continuidade ao legado deixado desde muito tempo. Somos confidentes e companheiras uma da outra, sua companhia é verdadeiramente a melhor de todas.


Às vezes quando penso, imagino que quando encontrar alguém para dividir sentimentos e partilhar sensações desconhecidas, gostaria de lhe mostrar esse lado meu; fazê-lo entender sobre flores. De onde vem essa delicadeza, perfume e beleza exalada de maneira tão glamourosa. Minha bisavó me disse uma vez, que seu falecido marido, costumava presenteá-la desta maneira, assim acabou por adquirir um sentimento em especial por cada brotinho, antes mesmo que se tornasse uma bela flor. Ele costumava dizer também, que ela era a rosa mais exuberante do seu jardim, e esse, é um dos motivos que a fazia ser cada dia mais apaixonada.


O primeiro passo para se apaixonar pelo Kim, foi a beleza revigorante que ele possuía. Disse-me que mesmo prostrado numa cama, ele permanecia belo como se fosse um jovem. Nunca havia visto homem tão lindo como aquele; tão loucamente apaixonado pela vida.


Eu realmente adoraria encontrar alguém como ele. Seria errado sentir inveja da minha bisavó?


Coloquei o capacete em cima da bancada, sentando em um banquinho e prestando atenção no jornal diário que passava na pequena televisão que havia na parede, bem de frente pra mim. Vovó surgiu com um sorriso no rosto e segurando duas xícaras na mão.


— Um capuccino a ‘moda da casa. — Soou com seu inglês perfeito e de ponta. Os cinco irmãos não tinham sotaque ou sabiam falar a língua coreana, estes só eram descendentes, falando assim, o idioma do país em que nasceram.


— Sinto que falta algo… — Direi pensativa com a mão o queixo.


— O que será? — Fez uma expressão duvidosa, saindo e retornando com rapidez — Olha só, biscoitos de chocolate! — Sorriu me entregando. Vovó sabia muito bem dos meus gostos.


— Obrigada! — Agradeço, pegando um e colocando inteiro na boca. Ela brigou comigo, mas acabamos por dar risadas. Eu era sempre uma desastrada.


— Está preparada para a aventura? — Disse após um longo gole em seu café. Encarei seus olhos por alguns instantes, em seguida entendendo no que se referia.


— Não… estou com medo. — Confessei.


— De quê? Hum?


— Não sei, vovó. E se eu não encontrar nada de especial como ela disse na carta? — Disparei, estava atônita com essa história, talvez até mesmo perdida.


— Queria, entenda algo, quando mamãe se referiu ao ‘especial, ela quis dizer que, você teria uma viagem em tanto. Seu coração irá lhe guiar, mostrando o motivo de ir até lá. — Tocou meu rosto, acariciando levemente minha bochecha que descansei em seu ombro.


Ela estava certa. Quem faria tudo ser especial, seria eu mesma. Ela mandou-me fazer isso por mim! Por isso é preciso fazer.


Tivemos nossa atenção tomada pelo noticiário na televisão, que falava sobre um empresário bastante famoso. Este estava cercado de repórteres e seus seguranças tentavam protegê-lo daquele alvoroço. Não consegui ouvir bem o que eles falavam, entretanto não estava focando nisso, mas sim, na beleza e sensualidade descomunal que ele naturalmente esbanjava. Sua franja caindo sob a testa, os olhos — mesmo que recaídos — estavam brilhantes, suas orbes negramente avassaladoras tomaram conta da câmera e senti um pulsar no meu coração. Não pensei em nada, perdendo a noção do tempo ao observá-lo.


Kim TaeHyung! Este possui o mesmo nome do meu pai, e é tão bonito quanto ele. — Sai do transe com a voz de vovó, balancei a cabeça dando atenção às suas palavras.


— Como disse? — Perguntei confusa.


— Ele é muito bonito! Está dizendo que é o mais belo do mundo! — Apontou para o letreiro que passava juntamente das imagens.


— Oh sim, é o que parece. — Sorri nervosa, completamente absorta.


Que homem lindo!


— O que foi? Ficou estranha de repente. — Encarou-me.


— Não foi nada, acho melhor beber meu café antes que esfrie. — Sorri amarelo, pegando a xícara de porcelana e digerindo o líquido docinho.


Minha mente ficou em confusão, entrei em combustão após ver esse homem; sua postura e modo de agir, me deixaram perdida, sem esquecer dessa beleza surreal. Uau! Nunca pensei que fosse possível ver alguém tão bonito assim.


— Rose!


— Rose!


— Rose!


Vovó chamou-me diversas vezes, porém eu estava com a cabeça longe, pensativa desde o momento que reparei naqueles orbes alucinantes. Seria possível ele ser real? Oh não… estou pensando demais em algo que não está ao meu alcance. Ele só é um desses empresários ricos, com mulheres ao redor e muita fama. Beleza não conta nesse caso.


— Sim! — Pisquei diversas vezes, retornando a realidade.


— Você tem mais algumas entregas. — Coloquei em cima da bancada, alguns endereços escritos no papel. Assenti pegando-os e saindo apressada do estabelecimento.


Respirei fundo, balanço minha cabeça para afastar qualquer ideia errada ou contraditória que me fizesse evaporar de tanto pensar… certamente desejar também.


Peguei a bicicleta saindo rapidamente.


Eu só posso estar ficando maluca!


(...)


Finalizamos os pedidos e entregas, um dia cheio de trabalho ao final da tarde. Como vovó estava cansada, fechamos a floricultura um pouco mais cedo e fomos para sua casa. Aos finais de semana dormia com a mesma, confesso gostar bastante e sempre aproveitar nossos momentos juntas. Vovó fez uma macarronada a bolonhesa para nós duas; outro fato sobre mim: não sei — nada — sobre cozinha. Literalmente sou um desastre! Já tentei aprender algumas coisas, mas prefiro manter um pouco de distância.


Depois do jantar, vovó se despediu indo para seu quarto e me disse que ficasse a vontade, porém que não dormisse muito tarde assistindo tevê. É ela me conhece bem!


Tomei um longo banho, relaxando meu corpo cansado do trabalho puxado e coloquei um pijama quentinho, depois de terminar e me enxugar. Escovei os cabelos, deixando-os secar naturalmente. Parei para observar minha beleza no espelho, percebendo que eu não tinha muita vaidade comigo mesma. Novamente o olhar cheio de fascínio daquele homem inundou minha mente por completo, desejei me afogar em cada traço.


Kim TaeHyung!


— Pare com isso, Rose! — Repreendi a mim mesma e por impulso, lembrei que precisava entrar no quarto da minha bisavó e ver o que ela tinha deixado para trás.


Peguei a chave que guardei em minha mochila juntamente a carta, apertando-a contra meu peito, inspirei e respirei dezenas de vezes. Estava tensa, pois não sabia o que estava me esperando. Preciso ser corajosa e fazer isso de uma vez por todas.


Abri a porta saindo do quarto, pegando o corredor e chegando ao último quarto presente ali. Coloquei a chave na fechadura, abrindo-o. Impulsionei meu corpo inteiro para que entrasse de uma vez, percebendo o quão arrumado estava. Tudo em seu devido lugar; e nada cama, continha algumas coisas coisas também.


Me aproximei, chegando perto e pegando uma outra carta que estava por cima de todos os objetivo presentes naquela cama.


“Se estiver lendo esta carta, é porque, certamente resolveu me ouvir e seguir com essa loucura…”


Acabei rindo. Nunca pensei que participaria de algo tão insanamente intimidador e misterioso como esse. Porém não iria desistir.


“Deixei este diário; os objetivos dentro da caixinha maior e o principal está presente na caixa aveludada azul”


Qual ir primeiro?


Pensei alto, analisando os objetos. Estava curiosa demais e precisava saber o que estava escrito ali, por isso, peguei o diário nas mãos usando uma outra chave para abri-lo. Suas folhas foram reveladas a mim, e para minha completa surpresa: elas estavam vazias.


Passei as páginas buscando entender o porquê de não ter nada escrito. Achando no início uma pequena frase que dizia:


“Vamos, meu bem! Agora é sua vez…”


Como assim? Eu terei…


Levantei dando voltas pelo quarto, não estava entendendo, mas ao mesmo tempo entendia que teria que além de viajar, descrever todos os meus momentos ali. Como eu faria isso?


Suspirei retornando, dessa vez peguei a caixa maior encontrando diversas jóias, acessórios e presilhas — antigas — de cabelo. Todas banhadas a ouro. Me surpreendi com toda aquela riqueza.


Esta veio acompanhada, também, de uma mensagem.


“Use nos jantares elegantes. Eles irão tratá-la melhor”


Sorri com sua preocupação. Imagino que essas jóias tenham pertencido a ela, e com toda certeza usou nos dias em que passou naquele navio.


Por fim, peguei a caixinha aveludada, esta fiquei ainda mais curiosa para saber, e ao abrir, deparei-me com um lindo colar; contornado com pedras brilhosas e uma diamante azul no formato de um coração. Deslumbrante!


Peguei o papel que veio junto a ele, abrindo rapidamente.


“Use-o somente quando encontrá-lo. Ele saberá o que fazer…”


Arregalei os olhos, dessa vez, eu estava com o queixo caído. Não sei se pelo valor daquela preciosidade, ou pela mensagem deixada.


Ela realmente sabia de algo, com certeza, muita coisa há de me acontecer nesta viagem e eu mal posso esperar para ver…


Quem dera pudesse me dar conta, novamente, daqueles olhos escuros e brilhosos… Ah! Só posso estar sonhando.


Me perdi em todas aquelas informações que estavam revirando minha cabeça por inteira, muita coisa havia acontecido e com esse pensamentos adormeci, pensando como futuramente iria estar, ou se alguém estaria aqui.



“Ao iniciar uma história, pensa-se sobre seu final e como há uma esperança de que ele passa ser feliz. Mas, nem sempre é assim. O amor machuca, ele dói conforme é atingido em seu ponto mais sensível. Corrói por todo corpo e chega a amargurar a alma. Podemos relatar sobre suas maravilhas, porém os olhos devem estar abertos para seus desastres; por todos as coisas incomuns e desastrosas que ele pode causar. Deixando não só suas marcas, mas também feridas que jamais serão curadas.


O fruto do drama, nasce de uma triste e  irrelevante vida, quem está disposto a vivê-la precisa somente se entregar e deixar que aquilo o prenda de maneira que as lágrimas tornem a aparecer naturalmente, deixando pairar o velho clima nostálgico, romantizando algo que não se pode imaginar.


Finalizar o diário herdado de minha bisavó não foi uma tarefa fácil, sonhei com a história de ambos e ainda por cima me senti instigada a conhecer o cenário onde os dois viveram todo esse amor. Tudo bem, ela me contou como aconteceu, relatou sua tristeza e demonstrou sua saudade permanente, mas o que menos imaginei é que ela me deixaria uma lembrança e um último pedido:


”Embarque no próximo Titanic, algo lhe espera”.


E assim, eu fiz; e agora vos contarei sobre minha – triste – história de amor; assim como há cento e cinco anos atrás”


Notas Finais


Tudo muito misterioso bshshshs será que ela vai conseguir desvendar tudo?

Se puderem comentar, estarei respondendo a todos os comentários com carinho. Não esqueçam de favoritar para não perderem a próxima atualização.

Queria deixar uma indicação aqui:
Dollhouse: https://www.spiritfanfiction.com/historia/dollhouse-jeon-jungkook--bts-13773052

Para quem não leu a primeira temporada do Titanic, aqui está: https://www.spiritfanfiction.com/historia/titanic-imagine-kim-taehyung-9893234

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Beijooooos❤


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