História Titânio - Capítulo 9


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Categorias Battle Royale, Bella Hadid, Demi Lovato, Divergente, Jogos Vorazes (The Hunger Games), Justin Bieber, Katherine McNamara, Shawn Mendes, The 100, Zayn Malik
Personagens Bella Hadid, Demi Lovato, Justin Bieber, Katherine McNamara, Personagens Originais, Shawn Mendes, Zayn Malik
Tags Distopia, Ficção Cientifica, Pós-apocalíptico, Romance
Visualizações 141
Palavras 1.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Incógnita


Porque eu sou apenas uma rachadura, neste castelo de vidro. Não sobrou praticamente nada para você ver.

( Linkin Park – Castle Of Glass)

Justin Bieber's Point Of View

— E o anel? — Yolanda, a mãe de Bella, pergunta com entusiasmo. O interesse pelo dinheiro alheio é hereditário.

Ela realmente acha que eu gastaria meu tempo comprando algo inútil? A filha dela não merece isso. O dia que me verem escolhendo jóias para levantar o ego de alguém, é porque eu realmente estou no fundo do poço.

Eu acho ridículo usar um pedaço de metal no dedo simbolizando uma reunião que tampouco é real. Apesar de não acreditar no amor fantasioso, tenho a convicção que é preciso sentir pelo menos uma afeição por seu respectivo companheiro, mas eu só consigo sentir nojo da mulher que possivelmente será minha futura esposa.

— Eu... — começo a falar a verdade, mas sou interrompido por Felicity.

— Nós fomos comprar hoje pela tarde. Marta, traga a aliança.

Até mesmo Felicity foi tomada pela falsidade, ela nunca gostou da família Hadid, os acha fúteis e aproveitadores, e eu concordo plenamente. Lanço um olhar questionador para ela e recebo um sorriso amarelo como resposta. Que merda ela está tentando fazer?

Kurt apenas beberica o vinho em sua taça e observa tudo cautelosamente. Esse desgraçado preparou tudo para não haver erros. Isso não é um jantar para se comemorar um noivado, é uma reunião negociando o dote de uma pessoa.

— Está muito bonito, Justin. Mudou muito desde a última vez que nos vimos, além disso, foram poucos os momentos que te vi sem usar aquela farda. — Yolanda manda uma indireta sobre a minha ausência e eu apenas a ignoro. — Se orgulha tanto assim dela?

As palavras da recruta sobre mandar todos irem para o inferno veem a minha cabeça no mesmo momento, e é o que eu realmente quero fazer agora. A 010 é uma fracassada, mas as vezes fala algumas coisas com sentido.

— É claro. — Finjo estar feliz com assunto que foi tocado. — É uma honra defender minha nação de pessoas que ameaçam nossa soberania. É o meu dever garantir a sua tranquilidade.

— Sempre tão lúcido e pensando no próximo. — Sinto o deboche na voz de Bella. A vadia coloca a mão sobre a minha e começa a acariciá-la.

Quando a atenção não está mais sobre nós, afasto minha mão bruscamente e a limpo rapidamente no meu blazer.

— Por que nunca foi nos visitar em Toronto? — Matthew, o pai asqueroso de Bella, pergunta sem rodeios. É falta de educação quebrar uma cadeira na cabeça dele?

— Eu não tenho tempo sequer de vir para casa descansar — respondo secamente. — Desde que me tornei tenente, as missões consequentemente aumentaram.

— Saiba que as portas estão abertas a qualquer momento. Você é muito bem-vindo em nossa casa.

Marta caminha calmamente até nós e revira os olhos discretamente, solto um riso discreto com o ato. Ela é uma das únicas pessoas em quem eu confio a minha própria vida. É a mãe que Pattie não conseguiu ser, já que a sua vida foi interrompida pelo homem que atualmente me chama de filho.

— Eu espero que goste, minha querida nora. — Kurt finalmente se pronuncia.

A governanta me entrega o anel e minha “noiva” me olha esperando uma ação, em seguida, estende sua mão em minha direção. Contra minha vontade deslizo o grande brilhante sobre seu dedo anelar. Todos aplaudem e eu nem faço questão de sorrir.

— Teremos que providenciar uma aliança para o noivo com urgência. — Yolanda fala com entusiasmo.

— É perca de tempo e dinheiro, não posso usar coisas do tipo no meu trabalho. — Interrompo a cobra mãe. Me levanto antes de ouvir os protestos. — Tenho que ir para o quartel, espero que aproveitem o jantar.

— Justin, você nem tocou na sua comida! — Felicity me repreende sutilmente.

— Ainda é cedo, filho. — Kurt me lança um olhar cauteloso, tentando amenizar o clima tenso que criei. — Além disso, você pode passar a noite conosco em casa.

Prefiro ir para o inferno ao ficar mais cinco minutos sob o mesmo teto que esse desgraçado.

— Amanhã tenho uma instrução para aplicar, é importante estar concentrado — o que de fato não é mentira.

— Eu sei, fui convidado para assistir.

— Então, nos vemos lá.

E quando eu acho que a minha semana não pode ficar pior, ela desmorona. Há alguns dias, eu realmente não acreditava em karma, ou algo do tipo, porém acho que no momento estou pagando por todos os erros que cometi. E estou seriamente pensando em ler um livro inútil sobre auto-ajuda. Será que nunca terei um momento de paz interior na minha vida?

Angeline Cooper's Point Of View

O sol queima a minha pele e o suor excessivo molha a farda. Definitivamente, eu preferia estar exposta na chuva, sem punições como da última vez. A parada diária acontece normalmente, como todos os outros dias, mas hoje há pessoas influentes nos assistindo. É como se fosse um zoológico, com pessoas se divertindo enquanto assistem o sofrimento alheio.

— Agora é a minha vez de desmaiar. — Olivie ironiza e eu apenas reviro os olhos. — Se bem que, apesar de tudo, não deve ser tão ruim desmaiar nos braços do Tenente Drew. Ele tem pegada?

— Cala a boca, eu não quero ser novamente punida por sua causa. — Falo segurando o riso. Ela consegue ver o lado bom em pessoas totalmente horríveis.

— Rancorosa, eu já te pedi perdão umas cinco vezes. — A ruiva resmunga. Ela olha para o palanque e começa a observar os convidados. — Eu poderia seduzir um desses velhos ricos e me mandar para Manhattan.

— Uma salva de palmas para o Sr. Kennedy. — O Major exigi com convicção.

Repito sua ação e começo a analisar ao redor. Mas, entro em choque quando observo um rosto que pareço conhecer. É um homem com cabelos grisalho, não tão velho quanto os outros, possuí um bom porte físico e seus olhos são cortantes e demonstram frieza. Minha cabeça de alguma forma, associa o senhor com sangue, muito sangue derramado. Ele me fita com indiferença e logo desvia o olhar para os outros recrutas.

— Uma salva de palmas para o Sr. Kennedy. — O Major se refere ao homem desconhecido.

Meus olhos se enchem com lágrimas e meu peito queima. Ouço as vezes do ambiente em segundo plano e minha mente entra em confusão total. Não tenho outra reação a não ser sair correndo sem rumo, o que me renderá uma punição mais tarde. Paro em um pátio deserto, onde só parece haver outros dormitórios, desconhecidos por mim.

Sento sobre o chão sujo e tento voltar a sanidade mental. Ultimamente rostos e nomes desconhecidos vêem me afetando profundamente. Uma porta se abre e eu não me atrevo a olhar quem saiu por ela.

— O que está fazendo aqui? É proibido a presença de recrutas nesse pátio. — uma voz conhecida chama a minha atenção, eu infelizmente sei quem é. Apenas fito os coturnos perfeitamente engraxados na minha frente. — Não deveria estar na parada diária?

— O senhor pode me punir, mas não me faça voltar para lá, por favor. — Imploro enquanto sinto minhas pernas tremerem. — É só o que eu te peço.

— O que diabos aconteceu lá? — pergunta calmamente. — Olhe para mim enquanto falo.

Ignoro o Tenente Drew e fecho os meus olhos. Merda, por que eu sempre pareço fraca diante dele, a última pessoa que deveria me ver cair?

Por que ele sempre se mostra superior em todos os momentos, sendo que deve levar uma vida tão miserável quanto a minha?

— Porra, olha para mim, Angeline! — ele altera o tom de voz.

O Tenente Drew nunca me chamou pelo o meu nome. Fito os seus olhos dourados e eles parecem exigir uma resposta.

— Tinha um convidado lá, e eu sinto que foi ele o responsável por acabar com a minha vida. — Falo sem rodeios. — Eu tenho certeza que o conheço de algum lugar.

— De quem você está falando? — ele insisti.

— Do Sr. Kennedy.

O Tenente Drew engole em seco e não demonstra reação durante alguns segundos.

— Talvez ele também tenha acabado com a minha. — murmura.

— E por que está me falando isso?

— Por que você é tão fodida quanto eu.



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