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História Tive um pesadelo - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Juntos


Fanfic / Fanfiction Tive um pesadelo - Capítulo 3 - Juntos

Tenten perguntou diretamente ao Neji, desconfiada:

— O que você fez ao Lee?

— O que?

Ela cruzou os braços e ergueu as sobrancelhas. Por que ela precisaria dizer alguma coisa? Era óbvio que o comportamento esquisito de Lee. Porém em defesa de Neji:

— Nada. Por que a culpa seria minha? Eu preciso fazer alguma coisa para ele agir… de forma peculiar? — Suspirou.

— Hmm…

Ficou pensativa, pois ele tinha um bom ponto ali.

Mas não era uma impressão errada.

 

De manhã, enquanto caminhavam pela cidade, Lee parou Neji de andar. Ele e Tenten se alarmaram, passaram a ficar atentos a qualquer movimentação, os civis transitastes se sentiram até constrangidos com os olhares daqueles dois, porém era trabalho, se o companheiro de equipe deles notou algo, era melhor também averiguar.

Para surpresa deles, Lee tirou seu colete, jogou no chão sobre uma poça de água e disse, estendendo a mão com um grande sorriso no rosto:

— Aqui, Neji, pode passar agora.

— … — Neji e Tenten não sabiam o que dizer.

Tinham se alarmado ato-a.

— Lee… — o tom de Neji era ameaçador.

Mas não funcionava tanto quando o rosto estava vermelho daquele jeito, funcionava?

Ele era um shinobi excelente, não precisava ser tratado como uma pessoa qualquer que teria medo de sujar sapatos após uma noite de chuva. Ele era capaz de desviar de estacas, murros, troncos, adagas, xuriquens, mas não seria de uma poça minúscula de água? Chegava a ser ofensivo. Entendia ao menos as intenções de zelo e romantismo que Rock Lee estava aplicando ali, não era burro, só que só lhe deixava mais contrariado com as pessoas na rua passando e dando risadinhas, aquelas senhoras pareciam Gai-sensei, admirando o “calor da juventude” deles. As orelhas de Neji queimavam pelo o que ele podia ouvir.

Foi se desviar da poça e do colete, obviamente, mandando Lee pegar a roupa no chão, dando bronca, erguendo a cabeça com as mãos nas costas em sua pose soberana.

Não durou muito, pois Lee não me permitiu continuar a caminhar e o pegou no colo, no estilo princesa.

Ah, Neji se lembrava quando ele o carregou por cima dos ombros, empolgando em imitar Gai que carregava o exausto Kakashi, como treino. E ele já se sentiu extremamente constrangido e contrariado com aquilo, imagina estar sendo levado pela vila feito uma princesa?

Quis enforcar o namorado.

Tenten olhava tudo estupefata. Pegou o coleto de Lee e balançou contra o vento, tirando o excesso da água. Não tinha um dia tedioso com esse time, ela sabia bem.

 

 

E como para comprovar ainda mais as impressões de Tenten, em sua loja, Lee apareceu andando de ponta cabeça, tendo um boque de flores pendurado em uma das pernas. Eram lírios.

Sempre exagerado, hoje ele estava mais do que habitual.

Mais atento ao Neji, romântico, do jeito dele, que era bastante.

— Tome! Comprei na Ino, eram os lírios brancos mais lindos que já vi, me lembraram de você! Mesmo que não cheguem perto de sua beleza, Neji.

Tenten olhou para o Neji, o sorriso brincando nos lábios, enquanto ele suspirava escondendo o rosto envergonhado na mão.

— Chega disso — desatou as flores e as tomou.

— Lee, são flores de pedido de desculpas? Você fez alguma coisa? — Perguntou Tenten ao se debruçar sobre o balcão.

Geralmente esse comportamento recentemente seria justificado com um dos dois ter aprontado algo, senão foi Neji, então foi o Lee?

— Não — Deu estrelinha para ficar normalmente de pé e encara-la. — É um agradecimento.

— Agradecimento? — Questionou Neji.

Ao que Tenten acrescentou:

— De que?

Lee, firme, tomou uma das mãos do companheiro e o olhando sério, dentro dos olhos.

— Por podermos viver a primavera de nossas vidas juntos!

— … hã? — Fez Neji.

Tenten achou graça. Lee estava mesmo mimando o namorando, ao ponto de lembrar quando eles eram mais jovens, em que ele decidiu passar a tentar conquista-lo. Tinha sido muito divertido na época e lhe dava nostalgia só de lembrar.

— Nossa juventude juntos, deixe queimar!

— Deixe queimar o fogo da juventude! — Do lado de fora, Gai fazia flexões de ponta cabeça, o que só servia de incentivo ao Lee voltar a ficar de ponta cabeça e fazer o mesmo.

Kakashi que empurrava a cadeira de rodas de Gai, se inclinou vendo os lírios na mão de Neji.

— Oh, então você aceitou mesmo as flores? — comentou bem humorado — Mesmo amarradas na perda?

— Claro que sim, Kakashi — Gai respondeu por ele. — Veja, eu disse que é uma demonstração efetiva de amor! É assim que se vive a primavera de suas vidas!

— … — Neji queria se esconder atrás do balcão da Tenten e não ter que ouvir aquelas coisas.

Ela ria e suspirou aliviada, pousando a mão no ombro dele.

— Muito feliz que tenho você, meu amigo. Lidar com esses loucos seria difícil para uma pessoa só.

Lee concordou empolgado.

Estariam incompletos sem Neji e era dolorido só de imaginar tal coisa.

 

 

No dia seguinte, quando deixaram flores com Hinata e Hanabi no tumulo de Hiashi, Neji notou que Lee ficou tão pensativo que teve que chamá-lo para irem embora. Ele estava sério, lhe fez se lembrar dele logo após o fim da guerra, quando ele esteve ao seu lado e de sua família naquele momento.

Se perguntava se ele estava se lembrando de tudo de novo. Ele mesmo não poderia esquecer.

Por mais complexa que foi sua relação com seu tio, principalmente em sua infância, — o ressentimento em sua posição na família, do selo, da morte de seu pai — Neji cresceu para entender mais, ver mudanças em seu clã, para na guerra, infelizmente, perde também seu tio. Morreu lhe protegendo. Protegendo ele e a filha.

Seu pai morreu não só pelo destino de seu selo, mas porque escolheu proteger o irmão e o clã.

Seu tio não tinha a obrigação, e seguiu o mesmo caminho.

Era difícil para Neji pôr em palavras ou expressar diante dessas perdas, mas numa dessas tolas e doces declarações de Lee, ele lhe prometeu que choraria sempre as lágrimas que Neji não poderia chorar. Lee sempre foi intenso, não se continha, nem em seu emocional. Neji ficou olhando-o assim, ele lhe encarou de volta, prendendo seu olhar. Só depois, depositou a coroa de flores entre os incensos. Os grandes olhos escuros brilhavam umedecidos e um suspiro com um melancólico sorriso estava no rosto de Lee ao se aproximar.

Ele pegou sua mão e apertou com força, entrelaçando os dedos. Neji fechou os olhos e sentiu a brisa, maneando a cabeça concordando com o próprio pensamento que Lee expunha ali melhor a gratidão que ele sentia de poder estar ali. Mesmo que o peso da morte dos demais shinobis que se sacrificaram seja uma pesada carga. Gai-sensei lhes disse, precisam seguir e viver todos os dias, sem arrependimentos, viver e não apenas sobreviver, que assim nada será em vão e eles sempre estarão entre eles, entre seus entes queridos e Neji levou tais palavras para o coração. Afinal, seu time também era como sua família.

— O que está pensando? — perguntou enquanto caminhavam para se aproximar das primas.

— Guerra… É bom vivermos em paz, não acha?

— Sim, é claro.

— Juntos, especialmente juntos, é o que quero dizer.

O rosado levemente, pouco perceptível, estava nas maças do rosto de Neji depois de ouvir aquelas palavras.

— Eu concordo.

 

 

Só alguns dias depois, num dia um pouco frio, — porém um sol bonito entre as nuvens e os raios solares refletindo de forma bonita no vaso dos lírios com água. Lee admirando tal visão, no conforto de estar com a cabeça deitado no colo de Neji, abraçando sua cintura, enquanto ele lia e acariciava seus cabelos da nuca com a outra mão, — Lee contou:

— Foi um pesadelo ruim que tive daquela vez.

— … — Ficou em silêncio prestando atenção agora nele, não mais no que lia, esperando que ele continuasse.

— Era com a guerra.

Neji respirou fundo pelo tema e Lee se encolheu pela lembrança do pesadelo…, mas mais ainda da guerra e de seus temores na época.

— Alguém morreu… no seu pesadelo?

— …

— Fui eu?

Não era difícil de adivinhar ao se lembrar do comportamento do Lee.

Rock Lee se encolheu ainda mais, apertando-o mais em seu abraço. O namorado o confortou:

— Mas foi um pesadelo, lembra? Não é real. Para nós, shinobis, pesadelos assim são comuns.

Uma infeliz realidade que só deixava Rock Lee mais tenso. Então para aliviar, Neji disse:

— Não é diferente quando você sonhou que eu te traia com…

— Ino! — Respondeu Lee, erguendo o tronco.

Ah, desse ele se lembrava vividamente também.

Neji girou os olhos e ria da tolice do companheiro:

— Tão estupido. Me tratou mal por um dia inteiro e eu sendo completamente inocente.

Lee se sentiu culpado, ruborizou e beijou o rosto do outro homem, o abraçando e desta vez, se sentando em seu colo.

— Mas parecia tão real… tinha motivo para me irritar.

— Com o eu de seu pesadelo, não eu real.

Quando Lee perguntou:

— E as flores? Gostou do cheiro delas?

Neji achou graça, pensando que era o modo dele de mudar de assunto:

— Sim, obrigado.

Mas era só Lee se gratificando de poder dar flores que Neji pudesse aproveitar o aroma, tocar e agradecer. Diferente do pesadelo que teve no dia após o outro, de estar frente ao tumulo escrito Neji Hyuuga. Lhe dava arrepios. Ficar frente ao de Hiashi na mesma manhã daquele dia, o mesmo sobrenome ali…, fez pensar mais como a vida, ainda mais de shinobis, é tão frágil e pode se ir num sopro. Deveria ter mais gratidão por ainda estar ali, de pé, para ver o futuro e ter um.

— Viu? Eu posso te mimar também — disse Rock Lee, esfregando a bochecha na de Neji.

— E eu estou realmente aqui, com você, não precisa ficar a me apertar em cada oportunidade. Não irei sumir feito fantasma.

Ficaram naquele clima doce e gostoso no calor um do outro, interrompido pelo próprio Lee ao zombar:

— Mas você se lembra que você pensou que eu estava chorando por estar dolorid…? — Sua boca foi coberta pelo namorado zangado.

Zangado e extremamente constrangido.

— Cale-se.

Se livrou da mão e prosseguia:

— Meu eterno rival é tão cuidadoso, você me faria massagem? Compraria pomada?

Neji pressionava a ponto do nariz entre os olhos, estressado. Disse entre dentes:

— Eu vou te pôr para fora.

— Estamos na minha casa.

— Não importa!

— Não pode me pôr para fora, vamos viver juntos independe de onde for! Me prometeu, tenha palavra!

Neji suspirou estressado e sem-jeito:

— Ah… o que eu faço com você, Lee?

— Me dê amor!

Rock Lee o derrubou no tatame e lhe encheu de beijos.

Não adiantava, aquele Neji era seu e não havia mais o que o tirasse de si. Era a mais pura alegria poder amá-lo assim e ser amado de volta.


Notas Finais


Esse foi o último capítulo e desculpa pela demora, mas espero que fiquem por aqui para eu ter a liberdade de escrever mais desse ship, porque realmente tem muito poucas não só aqui no wattpad, viu? Então ou eu alimento esse rare ship, ou fico ai a ver navios.

Que tal um AU Tritão? Fica de ideia. Se um dia eu postar, eu aviso comentando aqui,
ou vocês me seguem, por favor (੭ ˃̣̣̥ ω˂̣̣̥)੭ु⁾⁾

Eu vi uma ideia (no tumblr) em que num universo em que Neji sobreviveria, poderia ser um onde Hiashi morreria em sacrifício pelo sobrinho e a filha, eu gostei da ideia e apliquei. Não imagino que seria exatamente como a morte de Neji, porque o lance da madeira só... meio forçado para habilidades deles (porque escudo até com ar Neji sabia fazer antes... enfim), virar espetinho num só, imagino ser de outra forma, eles mais debilitado durante a luta contra o inimigo, ao ponto de nem mesmo Sakura seria capaz de salvar (diga o que quiser, mas Neji daquele jeito, se ela estivesse por perto, como não conseguiria?) Não me conformo ʕ ಡ ﹏ ಡ ʔ
e deixar Neji como líder do clã. Mas não entrei em detalhes, porque se quiserem imaginar daquele forma similar a do animê/mangá, vocês ficam livres. Mas também tenho vontade de fazer mais do universo canon, Acho que rare ship geralmente tem mais tendência em aparecer em AU (e obviamente como secundários em ships maiores), e eu tenho um gosto grande em fanfics de universo canon das obras, para eu meiludir mais fácil em imaginar como seria o casal, para ser sincera (ᗒᗜᗕ)՛̵̖
Espero que tenham gostado e talvez se interessados por esse ship! (●♡∀♡))ヾ☆*。


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