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História TMNT- Death Magic - Capítulo 10


Escrita por: e Levi_Akerman


Notas do Autor


Desculpem a demora.
Tenham uma boa leitura

Capítulo 10 - Mudança de planos


Fanfic / Fanfiction TMNT- Death Magic - Capítulo 10 - Mudança de planos

-Evan vamos brincar na praia?!

-Não, nós só podemos brincar de esconde-esconde!

-Mas por que? Estou cansada de brincar da mesma coisa.

-Desculpe irmãzinha, mas é para o seu próprio bem.

............

P.o.v Vênus -cede da Máfia do Porto- 20:04 AM

Estava na sala do meu querido Mori, aguardava ansiosamente o moreno abrir a garrafa de champanhe francês. Comemorávamos a derrota de Francis em uma festa particular apenas para nós dois, esperamos Elise dormir para finalmente começarmos.

A garrafa é aberta, a tradicional espuma começa a escorrer abundante, ele serve as nossas taças de cristais russos.

-Um brinde- anunciou erguendo a sua taça- á morte daquele estorvo, e o progresso das nossas exportações!

-Saúde!- brindamos.

Sentada em sua poltrona, degustava da bebida alcoólica, o som instrumental tomava o ambiente com uma melodia suave de Mozart, a noite estrelada parecia festejar conosco e a lua cheia era nosso lustre, direcionei minha atenção ao líder mafioso fazendo nossos olhares se encontrarem, ele tinha um certo sorriso malicioso, arqueei uma sobrancelha lhe devolvendo o sorriso, cruzei minhas pernas deixando minha coxa exposta pela abertura do longo vestido de gala mais visível, seu sorriso ficou maior. Em apenas um longo gole, ele terminou sua bebida, deixou sua taça sobre pequena mesa de centro e caminhou até mim, logo terminei minha bebida e deixei o utensílio de cristal sobre o criado mudo ao meu lado. Delicadamente ele segurou minha mão me ajudando a levantar-me. De pé a centímetros do seu rosto, sentia sua respiração calma como uma leve brisa, suavemente ele desliza seus dedos sobre minha bochecha parando em meu queixo o erguendo delicadamente fazendo-me encará-los os lindos e misteriosos olhos negros.

-Você....

-Eu...

-Me daria a honra...- fiquei ansiosa, se ele pedisse o que estou pensando...- de acompanhar-me nessa dança.

-Ficaria lisonjeada!

Com o meu consentimento ele segurou minha mão e circulou a outra pela minha cintura, assim começamos a seguir os passos da melodia, dançávamos com leveza a cada nota instrumental.

Não nego que fiquei decepcionada com seu ato, esperava algo, digamos, “romântico” para o momento, mas como pude me iludir tão fácil, nunca daríamos certo, ele um líder mafioso sem afeto algum que não se prende a ninguém, e eu apenas uma pobre alma vagando sem rumo, e o quão desagradável seria ter que partilhar de uma vida comigo, sendo que até um simples beijo em meus lábios pode ser fatal, esse é o fardo que vou ter que carregar a vida inteira.

Abstrair me em pensamentos, acabo por perder o compasso e pisar no pé do mafioso.

-Oh perdão!- lamentei, me afastando um pouco.

-Não tem problema querida- ele recobra a sua postura com um semblante preocupado- você está bem?

-Estou sim, é que...-suspiro- estava pensando e acabei me distraindo.

Falei simples, mas sei que não o convenci, Mori me conhece melhor que ninguém e sabe quando não estou bem.

-Minha querida sukubu- fala enquanto caminha até sua poltrona- você não me engana.- ele senta no estofado acomodando-se, logo ele dá umas batidinhas em sua perna me indicando seu desejo. Fui até ele e sentei em seu colo, ele coloca sua mão sobre a minha coxa exposta fazendo leves carícias- Conte-me o que houve.

 Estava nervosa, não queria lhe contar, mas ao mesmo tempo queria desabafar, não tenho mais ninguém no mundo por mim, apenas ele, sempre fui sua favorita, depois da Elise claro, me dá presentes, compartilha de bons momentos comigo, passava meu aniversário junto dele chorando em seu colo, me divirto com suas histórias, riscava as paredes com Elise, enfim, não me sentia tão sozinha a seu lado. De um tempo para cá começei a sentir resquícios do que poderia ser amor, amor por aquele homem que me estendeu a mão, mas sempre guardava esses sentimentos para mim, não teria coragem de expressá-los abertamente, mas já faz tanto tempo, por que não tentar?

-Bem...-respiro fundo- Mori, se eu lhe perguntar algo, você promete responder com sinceridade?

-Sincero, é o meu segundo nome.- afirma em tom cômico.

-Mori, você se casaria com uma mulher como eu?- soltei em um único suspiro abaixando a cabeça logo em seguida.

O silêncio de ambos se fez presente por alguns segundos até ele soltar uma gargalhada perfurando meu orgulho como balas. Assim que conteve parcialmente os risos, disse.

-Até parece,*risos* olha querida, sem querer ofender, mas eu nunca me casaria, principalmente com uma mulher como você.

Como se já não bastasse a risada desnecessária ainda preciso ouvir a minha dura realidade jogada na minha cara, sem perceber, uma lágrima solitária escorre pela minha bochecha e cai sobre meu vestido.

-Ah, não fique assim minha linda, não leve para o lado pessoal, você é maravilhosa, muito atraente, mas você sabe como é, eu nunca ficaria tranquilo casado com você, com tantos outros homens babando em seus pés- ele soltou uma risada nasal- você pediu sinceridade e eu estou te dando, casar com você é pedir para ser traído.

Depois da sua ultima frase lhe dei um forte tapa, que tipo que mulher vulgar ele acha que sou? Não esperei mais nada e saí dali a passos rápidos, não queria chorar na sua frente, mas fui ingênua em acreditar que ele poderia ser delicado pelo menos uma vez na vida.

Por onde passava chamava atenção dos outros membros, cheguei a ouvir alguns murmúrios maldosos, mas já nem me importava mais, sai as pressas do grande edifício.

 A noite estava fria, as ruas desertas como o de costume naquela área perigosa, tentava conter o derramar de lágrimas, porém já chegava a soluçar. Não que eu me importe com o fora que recebi, mas dói saber que me vê como uma qualquer, uma mulher da vida, sem valores e sem rumo. Sempre fui vaidosa, gosto de chamar atenção, e se preciso, provocar e seduzir, mas nunca tive contato íntimo com alguém, se eu "beijo" qualquer um, é por necessidade, todos os dias tenho que aturar maus olhos sobre mim, alguns maliciosos, outros invejosos e quase sempre os que julgam, me sinto péssima e ter que sorrir sendo que só quero chorar, em ter que seduzir quando só sinto nojo, em ter que lutar quando só quero receber o golpe de misericórdia.

Tantas habilidades, tantos poderes, tanta beleza, e tudo que eu desejava é a morte, o alívio eterno de não precisar se alimentar de gente medíocre com um ato que deveria ser tão maravilhoso.

Caminhava de cabeça baixa pelas calçadas, abraçada a meu próprio corpo pelo frio, o som lento do salto colidindo com o cimento e a ventania eram ás únicas melodias presentes, até que ouço algumas vozes vindos de um beco a frente, sem dar muita importância passei pelo mesmo mantendo a cabeça baixa até ouvir passos atrás de mim.

-Mas o que é isso, he, he, o que a princesa faz longe do castelo- falou um deles.

-Ei gatinha, espere aí...- pegou em meu braço me forçando a parar- ...vem dar uma volta com a gente.- ele aperta o meu braço com mais força e mostra um beck- tá afim?

-Que nojo!- dei um soco no entorpecente o que o levou ao chão.

O homem furioso pegou em meu pescoço o apertando.

-SUA PUTA!!

Éh... Eu só queria ir para casa, mas não me importo de fazer um lanchinho, pelo menos vou chorar satisfeita.

P.o.v Raphael- seu quarto- Mansão na floresta- 20:55 PM

Encarava o espelho persistentemente, observava o quanto minha situação atual é repugnante, um tapa olho, uma cicatriz no palastrão, pontos no braço, e uma cara de trouxa, o quanto me deixei cair, o quanto minha masculinidade foi pisada, antes eu arrasava corações, especialista em iludir mulheres, os meus olhos heterocromáticos sempre davam um charme a mais, no entanto essa maldita deu as caras novamente, acabou com a minha existência, pisou no meu orgulho, e ainda por cima teve a frieza de matar o meu pai depois de tudo o que fiz por ela, depois do que vivemos juntos, já havia perdido um pai uma vez, agora perder duas vezes, sentir a mesma dor é putaria, se soubesse o que ela faria comigo eu a teria deixado morrer cheia de furos de bala. O que me deixa mais abalado é que não consigo deixar de amar essa pulguenta. Ao mesmo tempo em que quero metralhar essa vadia eu quero tê-la em meus braços outra vez. Larota, como você é má, além de ter matado meu pai ainda roubou meu coração. Isso não vai ficar assim minha rainha.

Sou tirado de meus devaneios quando ouço batidas na porta.

-Quem é?

-Filho sou eu.

-Aff, o que você quer?

-O Dr. Leopold está lá em-baixo, ele quer fazer uns exames em você.

-Ele já não fez exames de mais?

-Entenda meu bambino, todo cuidado é pouco.

-Foda-se, mande-o embora! E não me chame de bambino!- falei exaltado, não demorou muito a ouvi se afastando.

Me sinto mal em tratá-la desse jeito, mas eu não quero ver ninguém, o que eu mais quero agora é ficar sozinho e refletir.

Fecho o olho e abaixo a cabeça tentando manter a calma, quando ouço uma melodiosa voz sussurando em meu ouvido.

"Oi mera pyaar!"- chamou com o seu tipico e sedutor sotaque indiano.

Direcionei minha visão lentamente ao espelho, encontrando lá a mais bela das rainhas, Larota, um pouco mais diferente, parecia mais jovem, suas roupas eram típicas da sua terra, da mais pura seda indiana, seus cabelos mais compridos presos em um rabo de cavalo alto, do mesmo jeito de quando a conheci.

-O que faz aqui?- perguntei frio, não sei como, não consigo atacá-la agora.

"Desculpe aparecer de novo depois de tudo o que eu fiz querido, mas eu preciso de você minha vida!"- deslizou sua mão sobre meu ombro chegando a até a minha mão entrelaçando nossos dedos.

-Como você é cínica, depois de tudo você vem me pedir ajuda! Quero que você se foda.

"É sobre isso que vim falar mera pyaar, eu preciso que você me castigue querido, só assim ficaremos kits e você poderá ter seu descanso enquanto eu tenho o que mereço!"- me assustei com suas palavras, como ela deseja que eu a castigue? Ficou louca?

-Ficou maluca? Você...quer que eu lhe machuque.

"É o que eu mereço por ter lhe feito sofrer, eu sou a pior das mulheres, a pessoa mais repugnante que faz o seu único amor sofrer dessa maneira!"

-Sou...o seu único amor? Eu pensei que você não sentia nada além consideração por mim.

"Não meu querido, eu sempre te amei, só que fui tola em te desprezar por todos esses anos, mas a verdade é que uma simples garota como eu não merecia tamanha grandeza da sua parte!"

-Então quer dizer que...

"Você sempre me quis, e agora pode me ter, mas eu não me sentiria honrada o suficiente sem que você me castigue, e me fizesse pagar por tudo o que fiz."

-E como quer que eu faça isso?

"Eu com certeza poderia resistir, é que estou confusa sem você querido. Vou deixar sobre sua criatividade, quero que me encontre e me faça enchergar o seu ser imponente, que você sempre estará adiante, me mostre o que nunca poderia vislumbrar, que eu sou sua rainha meu imperador."

- Se é isso o que quer...- sorrio de canto- ...é isso que terá!

Levantei fui até meu armário de armas, abrindo suas portas me deparei com aquela imensidão mortal, desde armas brancas, até armas de fogo, meu sorriso branco só aumentou peguei uma AR-15. Me voltei para o espelho, o reflexo da loba, sorrindo para mim com ternura permanecia de pé me encarando com os lindos e cativantes olhos dourados apontei para a mesma.

"Eu te amo!"

Foram suas últimas palavras antes de despedaçar o espelho a tiros. Gargalhava sádico comecei a atirar por todo o quarto, me joguei na grande cama casal e passei a metralhar o teto, com certeza o sótão terá danos, mas dane-se, agora o predador irá se tornar presa, o carnívoro será devorado e serão feitos colares com suas presas, com tais pensamentos minha risada fica cada vez mais alta.

P.o.v Narradora- Mansão na floresta- 21:10 PM

Enquanto o mutante completamente insano destruía seu quarto, sua mãe o espiava em prantos, havia conseguido abrir a porta com uma chave reserva, e para suas preocupações, o viu falar sozinho, seu suposto diálogo a deixou assustada, temia pelo o que o vermelho naquele estado possa fazer com sigo e com os outros.

P.o.v Larota- Índia- floresta de Mangalore- 09:01 AM(fuso horário de 12 horas comparados a Nova York)

A floresta estava calma, o sereno canto dos pássaros, os raios de sol sobre as copas das grandes árvores. Meu destino inicial era Dubai, no entanto após um telefonema soube que meus pais haviam buscado minhas irmãs, não sabiam o motivo, foi me dito apenas que elas iriam ficar afastadas por um tempo. A medida em que caminhávamos, podia sentir a fivina presença da minha tribo, nossa alcateia é envolta por uma barreira mística que a mantém em segredo para olhos despreparados, sendo assim visível apenas para os Haká.

Após mais alguns minutos de caminhada, me deparo com a majestosa entrada para o local. Um grande aro de ouro envolto por orquídeas, fizemos uma reverência e adentramos a tribo. Como é bom ver nosso lar novamente, logo avisto um grupo de fêmeas em sua forma humanoide em uma roda de danças típicas, filhotes brincando com um pobre coelho, alegro me com essa cena. Do lado esquerdo na maior área temos uma grande arena onde os machos se enfrentam em batalhas por orgulho, do lado direito um pouco mais afastado a casa do ferreiro onde são feitas armas e armaduras de gafeno, material esse que é mais resistente que o aço e dez vezes mais leve, tendo detalhes e decorações em ouro e diamantes para nosso exército. Por todo o caminho é bem enfeitado pelas graciosas tendas dos habitantes, minha tribo é bem oculta, além de árvores ao seu redor possuí também grandes pedras, a maior e a principal delas a Sinhaasan é onde minha mãe e principalmente meu pai observam toda a alcateia e dão suas ordens, e bem no centro se encontra o grande templo onde as sacerdotisas e os curandeiros se encontram meditando diante da imponente imagem de Durga, a deusa protetora da nossa alcateia, a grande caçadora de demônios.

-Duncan, pegue minhas coisas e leve para minha tenda.

O mesmo obedeceu pegou minha bolsa e minha mochila com facilidade pela boca e se afastou.

Novamente fiz uma reverência em respeito ao lugar sagrado, o templo tem uma regra rígida sobre entrar apenas com nossa forma verdadeira e pura, por óbvio respeito voltei a forma original uma loba vermelha gigante. Os lobos vermelhos têm o tamanho normal de um lobo comum, não fui diferente ao nascer e na infantilidade, fui crescendo descomunalmente até quase atingir a estatura de meu pai, eu e ele somos exceções. Por ser sua primogênita, herdei seu tamanho de cinco metros.

Ao entrar sou recebida pelas sacerdotisas, por ser filha do líder alfa da alcateia sou considerada um tipo de princesa, elas reverenciam a minha presença, e logo ficam a postos.

-Raajakumaaree, a que devemos sua visita filha de Amarok.- falou a responsável tomando a voz por todas.

-Agranee pujaaree, me contento com sua primordial recepção! Minha visita perante ao templo sagrado é que vós façam a leitura completa sobre meu corpo e identifiquem o incomum.

-O seu desejo é uma ordem Raajakumaaree!

Com sua confirmação o grupo forma um circulo ao meu redor. Um feixe de luz surge de suas testas e vão de encontro a meu corpo, recitando mantras antigos, a líder do grupo se mantinha concentrada após dez minutos exatos foi concluída a verificação, sentei-me esperando o veredito do ser espirita.

-E então, o tem a me dizer!

-Tenho notícias vangloriosas para vossa canídea.

-O que seria?- perguntei ansiosa.

-Os deuses lhe abençoaram depois de anos divergências, lhe presentearam com a mais forte das armaduras, o seu próprio corpo. De alguma forma vossa grandeza adquiriu o dom da invulnerabilidade.

-Invulnerabilidade?- tentava assimilar o que ouvia, como havia conseguido tal dom sem ao menos merecer, com certeza há uma explicação lógica- realmente é uma benção,

 -Agradeço o veredito, voltem a seus afazeres.

-Sim oh grande Raajakumaaree!

Fiz uma rápida prece a Durga e saí do templo.

Após anos sendo considerada invalida pela minha raça, me dedicando a supremacia e a superação dos meus limites, suando meu próprio sangue, me tornando a maior guerreira da minha alcateia para simplesmente depois de anos ganhar uma "armadura", não quero parecer ingrata, mas do que isso vai adiantar agora, depois de toda a dor que passei, só quero descobrir como desenvolvi essa habilidade, o mais possível é alguma reação física ou química que deve ter me causado uma densificação celular, acho que tem algo haver com a alta voltagem que recebi.

Corri até a pedra principal a procura de meu pai, por todo caminho recebi cumprimentos de outros lobos, pude perceber certas feições indiferentes sobre alguns deles, provavelmente devem ter percebido alguma diferença, além da aparência.

O cheiro de sangue real invadia minhas narinas, me dando a direção exata de Amarok. Tive que dar a volta por entre as grandes árvores para encontrá-los atrás da grande pedra. Fui recebida docemente por minhas irmãsinhas e minha mãe.

-Bahan, você voltou!!- correu até mim com um grande sorriso.

-Sentimos sua falta!- a outra gêmea pulou nas minhas costas.

-Também senti saudades, dupla terror!!- assim as pequenas eram conhecidas por todos, eram travessas, amavam pregar peças nos habitantes da tribo, faziam da alcateia uma bagunça.

-Betee, minha querida!- minha mãe se aproximou, ela estava em sua forma humana. Daryasa era uma mulher muito bela, com longos cabelos ruivos, olhos avermelhados, alta, corpo delicado e curvilíneo, inteligente, sabia, gentil, bondosa, realmente como meu pai sempre diz, "Eu pedi uma benção a Brahma, e ele me deu um anjo próprio!"- que bom que...- ela para de falar me observando por um breve momento- seu cheiro, o que houve?

-Mãe...-volto a forma humanoide para facilitar a comunicação- ...por que buscou as meninas do colégio, pensei que não pudessem sair estamos no meio do ano letivo.- tentei mudar de assunto, mesmo sabendo o possível motivo, não queria que soubessem do perigo que as meninas corriam isso só iria piorar o meu castigo.

-Recebi uma mensagem telepática desconhecida sobre uma possível ameaça as tuas bahanon, falei com seu pai e fomos buscá-las, mas até agora não sabemos o qual o perigo e quem nos alertou, só sei que era uma mulher.- concluiu, mas logo sua feição voltou a ficar séria- agora que lhe expliquei, quero que me explique sobre esse cheiro misturado ao seu.

-Mãe é que...

-Akaela!- conheço essa voz grave e sempre séria me chamando sempre pelo segundo nome.

-Pai- me voltei para o mesmo, estava em sua forma original, mais intimidador do que nunca- precisamos conversar.

-Também acho!- exclamou visivelmente irritado- Patnee, leve nossas betiyon para a tenda- pediu a minha mãe, sem tirar seus olhos de mim.

-Sim, venham meninas.- segurando na mão de cada uma, as levou para longe.

Ficamos nos encarando, não conseguia se quer olhar em seus ameaçadores olhos por muitos segundos.

-Explique se AGORA! - Ordenou enquanto rosnava raivosamente.

- Pai por favor... Me desculpe. Eu... Eu... Eu não sei o que aconteceu, juro que não matei o pai do Raphael, aquilo foi um acidente.

- UM ACIDENTE? ESTÁ ME DIZENDO QUE AQUELA  BALA QUE SAIU DA ARMA QUE VOCÊ ESTAVA SEGURANDO,  ATINGIU E MATOU O PAI DO RAPHAEL DE FORMA PERFEITA, FOI UM ACIDENTE? ME DIGA, VOCÊ ACHA QUE SOU UM ESTUPIDO? QUE ACREDITAREI NESSA FARSA?

- Pai, eu lhe imploro que acredite em mim. Sei que parece um absurdo o que direi mas, eu não ativei o gatilho daquela arma. Não sei te dizer o que houve, mas deve ter ocorrido algum mal funcionamento. Pai... - fui interrompida por um movimento impetuoso, meu progenitor avançou sobre mim, me derrubando e colocando sua pata pesada  sobre meu pescoço a pressionando.

-MALDITA! MENTIROSA! TORPE! MERETRIZ! Desde que nasceu, a única coisa que nos trouxe foi vergonha e desonra. Não me surpreende que tenha cometido um dos maiores pecados que nossa religião condena. Assassinato. Minha própria filha conduziu a queda e a desgraça a meu povo. Não bastava ser uma invalida, impotente e inútil, tinha que desobedecer a minha palavra e quebrar nossa tradição se recusando a manter-se nas tendas até o dia do seu casamento,  junto com outras incapazes de nossa tribo. Me humilhou e desafiou o meu poder e respeito na frente do meu povo a se recusar a ter o mínimo de dignidade. Ainda se rendeu aos prazeres da carne se entregando a um imundo antes de seu casamento. Fugiu da tribo para alimentar sua ganancia de poder e reconhecimento, como se não bastasse toda essa vulgaridade, ainda me trouxe o desgosto de saber que minha própria filha é uma assassina. Eu te abomino e te amaldiçoo por seus atos vis contra não apenas a mim, mas a você mesma e a seu povo.

Meu rosto naquele momento se derramava em lágrimas, chorava como uma criança desprotegida. Aquelas palavras me feriram profundamente. Sei que meu pai é um homem difícil de lidar mas, ouvir deles tais ofensas foi pior do que imaginava.

-Pai por favor... - implorava por misericórdia reverenciada com as cabeça na terra como sinal de humilhação. - Me de uma última chance de reaver sua confiança. Tenha piedade.

- Há algo que pode fazer  mas, ouça, essa é a ultima chance que lhe dou. Não me decepcione novamente.

- Qualquer coisa que desejar eu farei meu pai.

- Exijo que vá até Raphael, quite sua divida com ele, se resolvam, faça o possível para que as coisas entre vocês melhorem. E como sinal de arrependimento, realize o desejo do jovem, se case com Raphael e o de filhos. Ele é um bom homem e te ama verdadeiramente. Depois do que fez a ele, isso que deverá fazer. Ele não é um de nossa espécie mas, é agradável a meus olhos que fiquem juntos.

- ESTÁ LOUCO! QUALQUER COISA, MENOS ISSO! - Me impus revoltada, já me pondo de pé para o confrontar olho no olho.

- Disse que faria o possível, honre suas promessas, não volte atrás com suas palavras. Nada mais justo do que a união matrimonial neste caso. Você levou muita dor a seu peito. Devemos levar em consideração o fato de que você tirou dele alguém insubstituível e ao qual ele nunca mais poderá ver, se é a favor da justiça que tanto pregamos, então da mesma forma que tirou um membro de sua família, deverá adicionar membros a sua vida. Se ponha no lugar dele, como se sentiria se me perdesse?

- NUNCA! EU NÃO SOU UM OBJETO DE TROCA, TENHO SENTIMENTOS E NÃO VOU ME VENDER A UM CASAMENTO COM ALGUÉM QUE NÃO AMO APENAS PARA CORRIGIR UM ERRO QUE NÃO COMETI!.

- NÃO ME IMPORTA! SE NÃO FOSSE TÃO REBELDE E DESOBEDIENTE, ISSO NUNCA TERIA ACONTECIDO!

- ELE QUER ME MATAR. A FAMÍLIA TODA ME ODEIA. NÃO ME DEIXARIAM SE QUER ME APROXIMAR DELE. MINHA CABEÇA ESTÁ APREMIO. Pai, por favor me escuta.

- CALE SE! VOCÊ JÁ FALOU DEMAIS. OU FAZ O QUE MANDEI, OU TEREI QUE TE BANIR DA MINHA TRIBO E RETIRAR SEU TITULO COMO MEMBRO DA NOSSA SOCIEDADE, SEU TITULO REAL, E SUA LIGAÇÃO COMO MINHA DESCENDENTE.

- QUER SABER? EU VOU EMBORA! - Gritei enquanto me afastava de meu pai a passos largos e fundos.

Sem pensar duas vezes, entrei em minha tenda peguei minha maior mala, coloquei todas as minhas coisas e chamei Duncan. Estava sentindo muito ódio de meu pai, como ele poderia exigir algo do tio de mim?

Enquanto ia em direção a saída, fui surpreendida por duas vozes meigas muito bem conhecidas, nesse momento meu sangue esfriou e pela primeira vez desde o inicio de minha ira com as imposições de meu pai, eu senti dor.Dor emocional. Me virei em direção as pequenas que me encaravam confusas.

Impensadamente, larguei minha mala e corri em direção as pequenas abraçando as fortemente as duas ao mesmo tempo, enquanto chorava desesperada. Passamos longos minutos nesse carinho sofrido

- Mana, o que está acontecendo? Porque está indo embora de novo se acabou de chegar? - Me interrogavam com lágrimas ameaçando cair em seus pequenos olhinhos.

- A Mana teve alguns imprevistos. Também não queria ter que sair mas não tenho escolha. Não fiquem triste, eu prometo que assim que puder ver vocês eu irei. - Falei com o objetivo de amenizar a situação mas isso fez com que percebessem o que realmente estava acontecendo, elas eram crianças muito espertas.

- Não vai embora Lara, por favor - As pequenas me abraçaram mais forte e seu pranto derramou se em meus ombros. As meninas soluçavam enquanto seus delicados rostos eram molhados por suas lágrimas. Não sabia o que dizer então fiz o que achei ser o certo. As abracei igualmente forte.

- Larota, o que está acontecendo? - Minha mãe que viu a situação de suas filhas veio me inquirir. Minha resposta veio através do silencio enquanto encarava seus belos olhos. Foi o suficiente para ela entender.

Lentamente separei o toque com minhas irmãs e abracei minha mãe. Abraçar nunca me causou tanta dor quanto naquele momento.  

Quando nos separamos, olhei por meio do ombro de minha genitora, deslumbrei meu pai em um lugar distante, na forma humana, me encarando de braços cruzados.

- Eu preciso ir. Amo todos vocês- Me despedi enquanto atravessava o portão junto com meu lobo de estimação.

 

*Quebra de tempo*

Andava pela mata quando um ruído me surpreendeu.

-Eu sei que está aí. Adam, eu posso sentir seu cheiro. - Me comuniquei quase sorrindo. Adam, era um grande amigo, meu melhor amigo na verdade. Apenas sua presença é o suficiente para me animar e fazer toda aquela energia ruim sumir. Uma risada rouca encheu meus ouvidos e fez com que um sorriso se abrisse em meu rosto. Eu me viro em sua direção.

-Oi princesa. O que a mais bela das guerreiras está fazendo a essa hora da noite no mato? - Falou sorrindo para mim.

- Adam, a quanto tempo. Saudades. O que esta fazendo aqui? - Respondi com os braços abertos, como se pedisse o abraço e acolhimento que precisava naquele momento depois de ser negada por meu pai.

Adam mais que prontamente atendeu ao meu pedido de carinho. Seu abraço era firme e apertado. Adam era um homem maravilhoso, com sua pele bronzeada, seus olhos cor de pérola, seu cabelo longo totalmente  branco e seu corpo repleto de tatuagens.

- Que bom te ver seu idiota. Você nem acredita no que aconteceu, nem eu mesma consigo acreditar.- Falei já chorando em seu ombro

- Calma Lara. Vamos para casa de seu pai e conversaremos lá - Falou enquanto me abraçava mais forte ainda.

- Eu não tenho pai. - Dialoguei enquanto me afastava de seus braços e o olhando nos olhos com uma expressão triste. - Meu pai me negou como filha e me exilou do meu povo, por isso estou aqui.

- Como assim?! ele te expulsou? ? Como  pode fazer algo do tipo com a própria filha? - Adam questionava revoltado. - Vem, você vai morar comigo agora princesa.

- Não se preocupe, eu me viro. Passei muito tempo forra de casa. Consigo dar um jeito nisso. Não quero te incomodar. - Educadamente recusei o seu pedido, na verdade, sua ordem.

- Me incomodar? De onde retirou uma tolice dessas? Somos amigos desde criança, se você me incomodasse eu não teria me dado o trabalho de pegar um voo de mais de dez horas apenas para te ver. - Falou enquanto colocava suas mãos quentes nas laterais de meus rosto e olhando em meus olhos de forma intensa.

- Saiu do Canadá só para me ver? -  Estava impressionada, nunca ninguém fez algo do tipo por mim.

- E por qual motivo a mais eu faria isso se não a minha loba favorita? Agora, a moça aqui vai viajar comigo para o Canada, vai morar comigo e assim poderemos voltar a sermos como antigamente, quando erramos crianças e adolescentes, treinávamos e passávamos o dia inteiro juntos. Eu te fazia rir e a senhorita me ajudava a me tornar o melhor lutador da minha alcateia. Seria igual aos velhos tempos. Isso seria incrível? - Falou animado irradiando sua felicidade a mim, me trazendo lembranças do nosso passado inesquecível. Um sorriso discreto se formar em meu rosto sem eu mesma perceber.

- Isso é realmente tentador. Tem certeza do que está propondo. Você mais do que ninguém sabe como sou. - Brinquei, e o relembrei que não sou a pessoa mais gentil do mundo.

- Não se engane ruivinha. Eu sei muito bem onde estou me metendo. Vai por mim, nem te ofereceria essa oportunidade se não soubesse o buraco que estou me enfiando. - Ele retribui com uma provocação que mais me fez rir do que me irritar.

- EI! OLHE COMO FALA COMIGO PRINCESO - Fingi estar brava com ele. Adam era um homem encantador e sempre conseguia me deixar melhor.

- Então... Vamos para o Canadá? Ainda podemos pegar um voo hoje. Meu carro está logo ali na estrada.

- Ok, ok, vamos. Um momento... Como conseguiu me encontrar?

- Seu cheiro é inconfundível. Senti a quilometros daqui enquanto dirigia.

- Ahhé... Então você conhece o meu cheiro tão bem assim? Eu devo ser muito cheirosa. - O provoquei.

- Não na verdade você fede a axila mal lavada. A propósito, está precisando urgentemente de um desodorante melhor. - Aquele idiota teve a ousadia de tirar uma com a minha cara. Tentei ficar nervosa com ele mas isso é simplesmente impossível.

- Cale a boca... E eu nem estou tão mal assim. Só  preciso de um bom banho.

E nesse clima amigável que atravessamos a mata até onde o carro dele estava estacionado.

- Vamos direto para o aeroporto e pegaremos o primeiro avião que tiver para o Canada.

- Espere. Como pretende pagar por tudo isso, você acabou de voltar de uma viagem, e que eu saiba esse carro é alugado.

- Lara, a senhorita mais do que ninguém sabe que dinheiro nunca foi problema para mim e para minha família. - Falou com uma  falsa cara debochada.

- Você não presta Adam. - O provoquei e nos dois sorrimos cúmplices um para o outro.

- Eu sei. É é por isso que você me ama, e é por isso que te suporto já que nós somos farinha do mesmo saco. - Sorriu para mim de forma que não pude evitar de devolver o ato.

...

~Talena.

- Aí minha cabeça. - Foi a primeira coisa que disse assim que acordei. Minha dor( ͡° ͜ʖ ͡°) era tanta que apenas mover a cabeça já me causava pontadas horríveis.

Logo em seguida percebi que não estava mais em meu quarto, e sim num lugar escuro e sujo.

- Tem alguém aqui. Olá. Por Favor me ajudem.

De repente uma luz  muito brilhante se acende, o que deixou meus olhos incomodados, demorando para que minha visão se acostumasse e assim pudesse descobrir quem eram aqueles borrões que se aproximavam de mim.

- Olha pessoal, a bela adormecida acordou. Creio que tenha tido bons sonhos. Espero que não se incomode com nossa humilde instalação madame, não podemos lhe proporcionar todo o luxo e mimo que seu maridinho te dava. - Falava de forma zombeteira. Foi quando percebi onde estava. Numa cela. Como se fosse alguma criminosa.

- Quem são vocês? Onde estou? Porque estou enjaulada? Onde está a minha filha? EXIJO QUE ME LIBERTEM AGORA, SE NÃO QUIZREM SEREM PROCESSADOS. - Ordenei furiosa mas, minha ameaças apenas fizeram com que aquele grupo de estranho começassem a rir.

- CALA A BOCA MADAME! AQUI VOCÊ É NINGUÉM. NÃO TEMOS MEDO DE VOE NEM DE SEUS ADVOGADOS. Na verdade se eu fosse você , me comportaria muito bem. Não queremos ter que te prejudicar. - A  imagem de uma mulher de maria chiquinha se formou em minha frente, me respondendo.

- Você... Eu te conheço. Você  é uma das servas do Done não é?! Como vim para aqui e CADE A MINHA FILHA?

- Até que a patricinha aqui tem a memoria boa. Me surpreendeu. Quanto as perguntas anteriores que fez, não tenho permissão para lhe responder e também não é da sua conta. Quanto a sua filha, ela está muito bem, por enquanto, e tudo poderá continuar bem se colaborar conosco.

- Ai meu Deus. - comecei a chorar. - O que querem de mim e de minha filha? É dinheiro que desejam? Te darei toda a quantia que pedirem, mas não machuque o meu bebê. - Implorei agarrada as grades.

- Na verdade queremos outra coisa da senhorita. - me olhou de forma sugestiva - Queremos que cure nosso mestre. Infelizmente durante uma luta conta dois de nosso inimigos, Bebop e Rocksteady, nosso senhor se feriu gravemente e se encontra em coma profundo no momento. Desejamos que use de seus conhecimentos e magia para cura -lo. Depois libertaremos você e seu filhote.

- Estão me pedindo para curar o filho da puta do Donatello? NUNCA. EU NUNCA IREI AJUDAR AQUELE DESGRAÇADO DE MERDA. ESPERO QUE MORRA. - Odiava Done mais do que qualquer criatura na face da terra, tinha meus motivos e jamais faria algo para um monstro tão repugnante como ele.

- É sempre assim. Eles nunca colaboram. - A mulher que agora me lembrei do nome, Negora, respondeu para seus colegas que também conhecia. Tibérius,  Duck e Jacob. - Creio que não me dá escolha então. - Tragam  na aqui. - Negora ordenou e um empregado surgiu segurando uma criança. Segurando Clawer. O homem a entregou nos braços da mulher e saiu.

Nesse momento o meu mundo parou. Meu coração se encheu de desespero quando a mulher usando de seus poderes fez com que uma cobra negra surgisse e começasse a circular o pequeno corpo de minha filhinha que logo começou a chorar assustada.

- PARE POR FAVOR PARE. EU FAÇO O QUE QUIZERREM. EU CURRO O DONATELLO, MAS POR FAVOR NÃO A MACHUQUEM. - Gritei desesperada, chorando compulsivamente.

- Sabia decisão madamesinha. - disse afastando aquele animal de meu nenê. - Mas, só terá sua filha de volta depois que nosso mestre estiver melhor.


Notas Finais




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