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História TMNT: Human - Capítulo 2


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Notas do Autor


Estou de volta 😝

Capítulo 2 - Confronto ao Amanhecer


Fanfic / Fanfiction TMNT: Human - Capítulo 2 - Confronto ao Amanhecer

Os olhos de Aisha abriam devagar,embora tudo continuasse escuro ao seu redor,mas tinha a sensação de estar em movimento,apesar do corpo dolorido.

Sentia suas mãos agarradas a pele de alguém,ainda que por cima de uma roupa fina,talvez uma camisa,ela não sabia.

Mas tinha quase certeza que suas mãos tocavam a barriga de alguém,uma barriga lisa e dura contra suas palmas,era uma sensação estranha,mas não desagradável.

-O que houve...Onde eu estou...?-Tentou dizer,mas se sentia completamente tonta,incapaz de sequer analisar as coisas que pareciam se mexer ao seu redor.

-Poupe suas forças,menina. Tem alguma ideia do perigo que estava correndo? Que tipo de pessoa fica vagando nos becos de Nova York tão tarde da noite? Ainda mais em território dos Dragões Roxos? Se não fosse por mim,nem sei o que aconteceria com você.-Disse o menino,Aisha soube pois a voz era bem grossa,embora aparentasse um pouco de alívio.

Ela quis agradecer,mas não conseguiu,sentiu a escuridão envolve-la novamente,e caiu em um sono profundo e dolorido.

Mais Tarde

Quando Leonardo abriu a porta,se deparou com seu irmão,Raphael. Havia ferimentos leves em seu rosto,mas o que particularmente chamou a atenção de todos ali,era o fato de que ele carregava uma garota nas coisas,e ela parecia desacordada.

-O que é isso,Rapha!? Quem é essa menina!?-Indagou Leonardo,visivelmente surpreso.

Nada que surpreendeu Raphael,ele não esperava nenhuma reação diferente vinda de Leonardo,sabia bem como o irmão desejava manter o lar deles um segredo mais do que todos.

E trazer uma desconhecida não se encaixava nas medidas de descrição propostas por Leonardo.

-Não tive escolha,ela foi atacada por Dragões Roxos,se eu não tivesse interferido,ela poderia ter sido ferida,ou até coisa pior. A ideia de deixar uma menina jovem assim nas mãos dos Dragões Roxos não me agrada nem um pouco.-Disse Raphael,seu tom de voz rouco e ríspido,ele avançou para dentro da casa,deixando todos espantados enquanto ia direto para seu quarto.

Leonardo olhou para seu pai,Hamato,que não havia dito uma palavra sequer.

-Sensei,não acha que ele deveria ter deixado a menina no hospital mais próximo ou algo assim?-Indagou Leo,incomodado.

Hamato negou,balanço a cabeça.

-Deixar essa menina em um hospital teria chamado atenção em Raphael. Ele fez bem em trazê-la aqui,apesar de todos os riscos.-Disse Hamato.

-Temos que ajudá-la!-Disse April,indo até a porta fechada onde ficava o quarto de Raphael.

O restante apenas a olhou atravessando a sala,talvez fosse solidariedade feminina,ou simplesmente curiosidade,não importava.

April abriu a porta e encontrou Raphael de pé ao lado de sua cama,e a menina desconhecida deitada,ainda dormindo.

-Ela só teve um ferimento no rosto. Desconfio que possa ter sido o meu Sai quando ele caiu do meu cinto no meio da luta. Acho que ela só ficou nesse estado por causa do choque. Deve ficar bem logo.-Disse Raphael,ele não era nenhum médico,mas entendia o suficiente sobre ferimentos devido ao seu treinamento.

A bochecha da menina estava com um longo curativo de cor branca,era possível ver uma leve mancha escarlate devido ao sangue.

-Você salvou essa menina e nem sabe o nome dela,Raphael. Aposto que quando acordar,estará bem agradecida.-Disse April sorrindo.

Mas Raphael dispensou o comentário de April com um aceno.

-Não iria deixar ela lá desmaiada perto dos Dragões Roxos,mas também não sei se deveria ter trazido ela para cá. Não posso colocar em risco o meu lar e da minha família também. Não pretendo mais ajudar essa menina. O Donatello ou o Michelangelo podem se encarregar de tirá-la daqui quando ela despertar. Preciso praticar,se quiser ficar de olho nela,fique a vontade.-Disse Raphael,deixando o quarto e indo para a sala de treino.

April olhou para a menina desacordada,sua pele tinha cor de ébano,seus cabelos eram cheios e cacheados. Ela parecia estar sonhando,April apenas torceu para que fosse um sonho bom.

E fechou a porta,a menina precisava de descanso,e ela precisava de pizza e pebolim.

No Dia Seguinte

A fraca luz do amanhecer nova-iorquino atingiu os olhos de Aisha,fazendo com que ela despertasse bem devagar.

Examinou o local onde estava,certamente não era seu quarto,e muito menos sua cama. Havia vários mangás antigos sobre lutas marciais,algumas roupas espalhadas pelo chão,a maioria em tom de vermelho,e pôsteres de filmes de luta.

O travesseiro onde estava deitado tinha um cheiro levemente familiar,e o quarto em si cheirava a perfume masculino barato,e talvez suor.

-Onde eu estou?-Indagou Aisha,um pouco de pânico surgindo dentro de si. Ao se olhar no espelho do quarto,reparou em três coisas.

A primeira era que estava sem seu casaco da noite anterior,a segunda era que estava descalça,e a terceira,e mais chamativa,era que tinha um curativo em seu rosto.

Mal conseguia se lembrar do porquê de estar ferida,e tinha certeza que alguém era o responsável por sua atual condição,além é claro,de sua localização também.

Abriu a porta devagar,encontrou um cômodo completamente vazio,havia dois sofás e uma televisão,que estava desligada. Caixas de pizza já abertas se encontravam sobre uma mesinha,e uma mesa de pebolim bem desgastada se encontrava no canto direito extremo do local.

Aisha já havia calçado suas meias e tênis,e andava devagar pelo local,o barulho de seu tênis tocando o chão era quase inaudível.

Encontrou uma única porta aberta,e não pode evitar de olhar o que havia dentro. Encontrou uma sala espaçosa,com vários bonsais espalhados,um longo tatame vermelho amarronzado no centro. Havia sacos de pancada,três no total. Um era preto,e o outro,azul.

No vermelho,no centro da sala,encontrava-se um menino. Ele atacava o saco com voracidade,seus punhos estavam enfaixados,talvez para que não se machucasse.

Ele trajava apenas uma bermuda preta que parava na altura dos joelhos. Estava descamisado e seus pés descalços. Uma faixa vermelha estava amarrada em sua testa,e caindo por trás da cabeça,não cobria o rosto dele no momento.

Ela não sabia quem era o menino,mas reconheceu as armas que se assemelhavam a garfos próximos a ele.

Antes de conseguir dar um único passo para se afastar,o menino se pronunciou:

-Enfim acordada,não é? Já está claro o bastante para você fazer o seu caminho de volta para casa.-Disse ele,sem desviar sua atenção do saco de pancadas.

Apesar de não conhecer aquele lugar,nem aquele menino,a voz dele soou bem familiar.

-Já ouvi a sua voz antes. Nos conhecemos?-Indagou Aisha,entrando na sala.

O menino se virou para ela,e os olhos verdes florestais dele causaram um arrepio de reconhecimento no corpo de Aisha. Ela já tinha visto aqueles olhos antes.

-Não. Você foi atacada por bandidos ontem e eu te salvei. Te trouxe para cá porque não sei onde você mora,e tratei do seu ferimento. Você pode ir embora,não há motivos para você ficar aqui.-Disse ele,sendo bem direto.

Aisha não conseguia entender porque ele estava sendo tão duro com ela,não parecia querer conversar,ela se aproximou devagar dele.

Conseguiu olhar para ele mais de perto agora. Ele deveria estar ali treinando há um certo tempo,seus cabelos ruivos estavam encharcados de suor,assim como todo seu torso,deixando ainda mais evidente as definições e contornos de sua pele clara.

Aisha ficou sem ar por um breve momento. Não era de se surpreender que ele tivesse um físico tão bom. Associou o quarto onde estava a aquele menino,considerando o que ele havia dito.

-Obrigada por ter me ajudado. Não fosse por você,não sei o que teria acontecido comigo. Meu nome é Aisha,a propósito. Qual é o seu?-Indagou ela,esperando que ele respondesse.

O menino calçou chinelos pretos nos pés e passou por ela,sem dizer nada.

-O melhor agradecimento que pode me dar é simplesmente ir embora. Não tem porque querer puxar assunto comigo.-Disse ele,se dirigindo até a porta que deveria ser a saída.

Aisha cruzou os braços.

-Então é isso? Eu te disse o meu nome! O mínimo que você pode fazer e me dizer o seu!-Disse Aisha,seu tom de voz elevado levemente.

O menino fez um gesto de silêncio,repreendendo o comportamento dela.

-Sem barulhos,Aisha. Meu pai e meus irmãos estão dormindo,e não quero aborrece-los por sua causa. Saia logo.-Disse ele.

Aisha andou até a porta,não havia muito o que ser feito,ao olhar para o lado de fora,viu que o céu não estava tão claro quanto tinha pensado,e as ruas ainda estavam um pouco escuras.

Mas pior do que isso,ela não fazia ideia de como retornar para casa. Havia acabado de se mudar para Nova York,não sabia nem o nome daquele bairro ou rua,e não sabia se era perto ou longe de sua casa.

-Não sei como voltar. Cheguei na cidade ontem. Não faço ideia de onde estou.-Disse Aisha,não conseguindo esconder seu receio.

Por mais estranho que possa ter sido,o menino pareceu ter sentido pena dela,e sua expressão severa suavizou totalmente.

-Espere um segundo.-Disse ele,indo até o quarto onde Aisha estava.

Em menos de dois minutos,ele saiu. Desta vez trajava um tênis esportivo cinzento,uma calça de moletom preta com listras vermelhas,e um hoodie preto.

-Eu conheço a cidade como a palma da minha mão. Eu ajudo você voltar,fui eu que te trouxe para cá mesmo.-Disse ele,não parecia muito satisfeito consigo mesmo.

Aisha apenas concordou,não havia muito o que fazer mesmo,e Nova York estava longe de ser uma cidade pequena,e ela poderia se perder com facilidade.

O menino fechou a porta atrás de si,trancando com uma chave,ele entregou o casaco que Aisha estava usando,ela havia deixado ele no quarto,tinha se esquecido.

-Obrigada,de novo.-Disse ela,sem graça. Ficara imaginando quantas vezes teria de agradecer este menino que nem sabia o nome.

-De nada. Você tinha perguntando meu nome agora há pouco. É Raphael.-Disse ele.

Mais Tarde

Donatello encarava a tela de seu celular,acabara de acordar para seguir com a rotina de treino,embora Raphael não fosse se juntar a eles hoje,devido a sua última faceta noturna. Não que fosse fazer muita diferença,e era só por um dia mesmo.

Estava esperando uma mensagem de April,talvez em vão. Ser apaixonado por sua melhor amiga,que também era melhor amiga de mais quatro meninos,sendo que três deles eram seus irmãos,não era um cenário muito fácil de se lidar.

Mas Donnie não tinha muita escolha. April estivera presente,desde o início da adolescência,era difícil imaginar a vida deles sem ela. E ela jamais revelara nada sobre eles para ninguém. Sua lealdade era uma das coisas que fizeram Donatello se apaixonar por ela.

Não que April soubesse,claro. E Donnie vivia com uma pulguinha atrás de sua orelha que vivia dizendo que April nutria sentimentos por Casey Jones.

O excêntrico e divertido Casey Jones. Não era difícil de imaginar porque ela escolheria ele. Donatello tinha um vasto conhecimento em tecnologia e coisas do tipo. Mas isso não parecia trazer grande ajuda no quesito meninas. Embora alguns diziam que ser o nerd sexy hoje em dia era uma boa ideia.

Hamato estava sentado de frente para eles,Donatello rapidamente guardou seu celular,ao seu lado direito estava Leonardo,completamente concentrado em Hamato,esperando o movimento do sensei,caso ele tivesse que se esquivar.

Ao lado esquerdo,estava Michelangelo,embora ele aparentasse estar dormindo. Não seria surpresa se o estivesse.

-Tem certeza de que o Raphael não deve se juntar a nós,mestre? Os exercícios de esquiva são essenciais para qualquer guerreiro ninja.-Disse Leonardo.

Hamato abriu os olhos e encarou Leonardo,surpreso pelas palavras vindas de seu filho.

-Raphael não está nas melhores condições,Leonardo. Você sabe muito bem o que houve ontem.-Disse Hamato.

Leo assentiu,apesar de não saber onde aquela conversa iria levá-lo.

-É que...quando vim até aqui colocar o tatame,ele já estava no chão,e havia marcas de suor nele. Vocês sabem que o Raphael não tem o hábito de se secar durante o treino.-Disse Leo.

-Então ele decidiu treinar um pouco sozinho. Qual o problema?-Perguntou Michelangelo,sem entender onde Leo queria chegar.

-Não tem problema algum. Mas eu estou com a sensação de que ele nem está aqui agora. O chinelo dele está lá na porta do quarto.-Disse Leonardo.

Hamato se levantou e deixou a sala de treino brevemente,quando retornou,assentiu para Leonardo.

-Realmente,seu irmão não se encontra,e nem a menina,aparentemente.-Disse Hamato.

Os irmãos trocaram olhares de dúvida,claramente se perguntando onde Raphael deveria estar a está hora. Não era do feitio dele sair assim,normalmente ele reservava essas escapulidas misteriosas para a calada da noite.

-Devemos fazer alguma coisa? Não é como se o Rapha não soubesse se cuidar.-Disse Michelangelo,aparentando tranquilidade.

Talvez Mikey estivesse certo,pensou Donnie. Raphael era um exímio lutador e tinha toda a furtividade necessária de um ninja,não era necessário tanta preocupação.

-Leonardo,por favor,tente encontrar o seu irmão. Entendo que ele tenha o hábito de deixar nosso lar,assim como vocês. Mas ele não deve fazer isso com tanta frequência,ainda temos que manter a discrição.-Disse Hamato.

-Farei isso,sensei.-Disse Leonardo,se levantando e indo até a porta.

Tentou abri-la,mas percebeu que estava trancada. Pegou sua própria cópia da chave e destravou a porta.

Suas espadas estavam presas em suas costas,ele colocou a faixa azul no rosto e seguiu em direção nos prédios de Nova York,o céu tinha quase a mesma cor que sua bandana,um profundo azul escuro que anunciava um amanhecer que logo chegaria.

Enquanto Isso

Era estranho para Raphael andar tão devagar pelas ruas as vezes.

Obviamente já tinha feito isso,ainda mais quando era mais novo,e não era tão bom nos saltos como um ninja deveria ser. Mas agora que dominava isso,quase se sentia desconfortável em andar tão devagar.

Mas havia recompensas naquele hábito,Nova York era uma cidade incrivelmente bela,e o tom azul suave de um quase amanhecer dava um tom de luz profundo para todos os outdoors e luzes da cidade.

Aisha andava ao lado de Raphael,tão concentrada nos arredores quanto ele. Ainda estava descobrindo coisas a respeito da garota que tinha salvado.

Já tinha percebido que os olhos dela eram de um tom castanho claro,que combinava com sua pele escura e seus cabelos ondulados. Era linda,não era difícil perceber isso nela,embora ter qualquer impressão dela não mudaria absolutamente nada.

-De quem você me salvou,exatamente? Aqueles caras eram de algum tipo de gangue ou algo assim?-Perguntou Aisha,sua curiosidade era genuína.

Raphael assentiu.

-Dragões Roxos. Patifes que normalmente se envolvem em assaltos nos bairros da cidade. As vezes exigem recompensa para algumas lojas por proteção. Mas é só uma desculpa para chantagem. São uns babacas.-Disse Raphael,irritado.

Detestava os Dragões Roxos,odiava como eles se sentiam os donos da cidade. Certamente chegaria o dia em que Raphael colocasse um fim neles. Um definitivo desta vez.

-Eu não sabia disso. Cheguei a Nova York ontem a tarde. Meus pais nem me deixaram sair. Pulei a janela para me aventurar na cidade. Ainda não sei como vou explicar esse ferimento no meu rosto.-Disse Aisha.

-É nisso que dá desobedecer. Ainda mais em uma cidade turbulenta como essa. O que Nova York tem de bonito,tem de perigoso.-Disse Raphael,em tom de alerta.

Aisha cruzou os braços.

-Vai me dizer que nunca saiu sem pedir permissão?-Indagou ela.

Raphael a encarou,seus olhos verdes examinavam o rosto determinado da menina,que parecia convencida em contraria-lo.

-Pareço ser o tipo de pessoa que precisa de permissão para fazer qualquer coisa?-Perguntou Raphael,rebatendo as palavras de Aisha.

Estranhamente,ela assentiu.

-Você não parece ser muito mais velho do que eu. Apesar de eu realmente não conseguir definir uma idade para você.-Disse Aisha.

-Minha idade,assim como eu,é irrelevante para você e a sua vida. Eu te salvei,e foi apenas isso,teria feito com qualquer outra pessoa. Sou uma sombra para você agora. Não vamos nos ver mais.-Disse Raphael,seu tom era certeiro.

-Isso me parece muita presunção da sua parte. Nova York é uma cidade enorme. É completamente possível que nos encontremos.-Disse ela,sem querer dar o braço a torcer.

Raphael apenas deu de ombros,ela poderia muito bem pensar o que quiser,ele não acreditava que fosse vê-la novamente. Não era uma coisa ruim,embora o pensamento também não lhe trouxesse nenhum alívio.

Eles pararam em frente a um beco localizado próximo a saída do Queens. A escada vermelha da saída de emergência estava abaixada,e era possível ver uma porta de vidro fechada mais acima.

-Chegamos. Suba agora e não faça mais o que fez. Não sou nenhum anjo da guarda,não vou aparecer sempre que você estiver em perigo.-Disse Raphael.

-Tem certeza? Pelo o que eu saiba,Raphael é o nome de um anjo. E não um anjo qualquer,um arcanjo quase no topo da hierarquia celeste.-Disse Aisha.

Raphael arqueou as sobrancelhas,não fazia ideia do que ela estava falando,apenas reparou o comentário que ele possuía o nome de um anjo.

-Meu pai não me deu esse nome por causa de um anjo. É o nome de um dos artistas renascentistas favoritos dele.-Disse Raphael,meio que sem querer,não estava esperando que nenhuma palavra escapasse de sua boca. E mesmo assim...

Aisha não conseguiu evitar o fraco sorriso que se formou em seu rosto.

-Pelo menos aprendi algo sobre você,Raphael.-Disse ela.

Raphael encarou o chão,os tênis cinzentos visíveis a seus olhos,um sorriso também apareceu no rosto dele,embora Aisha não tivesse notado.

-É. Acho que aprendeu.-Disse Raphael.

Enquanto Isso

Leonardo saltava pelos prédios com agilidade e silêncio,seus olhos vasculhavam as ruas praticamente vazias da cidade que nunca dormia.

Procurar por Raphael costumava ser uma tarefa no mínimo entediante. Ele sabia que Raphael gostava de ir a locais que eram apenas do gosto dele,e que ele não gostava de companhia enquanto o fazia.

Mas Hamato havia ordenado,então ele não tinha escolha. Não era como se Donatello e Michelangelo também nunca tivessem tentando,mas eles tinham uma grande tendência em se distrair do objetivo principal em detrimento de suas próprias diversões.

Leonardo sempre fora o mais focado dos quatro,sempre fora o líder daquele equipe. Se aquele era o fardo que ele tinha que carregar,então que fosse.

Escutou um leve som agudo,algo perfurando o ar com velocidade. Rapidamente Leonardo pousou em um prédio e rolou pelo chão do teto,se esquivando de três kunais,que ficaram presas ao chão.

Olhou ao seu redor rapidamente,procurando qualquer coisa que parecesse incomum,uma presença,na verdade. Alguém provavelmente deveria estar tentando feri-lo,pois três kunais não voavam do nada.

Ainda estava escuro,o céu não tinha ficado em seu tom azul claro ainda,o que dificultava encontrar alguém que sabia se esconder muito bom.

Leo escondeu-se nas sombras de um tanque de água no telhado,a escuridão era uma das principais ferramentas de um ninja,ali ele teria mais tempo para tentar encontrar seu algoz.

Notou um leve brilho próximo ao telhado onde estava,como se alguma luz tivesse sido refletida em uma armadura. Tirou uma shuriken e a arremessou onde viu a luz,e percebeu uma sombra se esquivando,e caindo no mesmo telhado onde ele estava.

Leonardo sacou suas duas espadas,em uma posição de batalha,apontando-as para sua oponente.

Era uma mulher,parecia ter a idade de April. Seus olhos eram de um tom castanho claro ácido,quase amarelo. Havia manchas vermelhas próximas a seus olhos,seu cabelo era preto,ela trajava uma armadura e trajes ninjas,mais especificamente,do Clã do Pé.

Uma serva do Destruidor? Foi a única coisa que passou pela mente de Leonardo,até ela tirar duas facas e partir para o ataque. Apesar do alcance das facas serem relativamente menores que de suas katanas,o som das lâminas colidindo não pareceu assustar a kunoichi.

Ela tentou dar uma rasteira em Leonardo,mas ele saltou e desviou,ao mesmo tempo em que desferiu um golpe no ar,mas ela rolou para longe dele.

Leo aterrissou no chão e correu até ela,pronto para um ataque direto,a lâmina esquerda visou ataca-la no centro da armadura,enquanto a lâmina direita serviu para defesa própria.

Mas ela pareceu notar a estratégia de Leonardo e se defendeu prontamente,sem deixar qualquer brecha para nenhum contra-ataque.

O choque da luta fez com que os dois se afastassem,já ofegantes,a máscara de metal que a menina usava cobria parte de seu rosto,mas era possível ver que a parte de trás de seu cabelo era claro,loiro.

-Você tem um estilo de luta previsível. Confesso que esperava um pouco mais de um dos discípulos de Hamato Yoshi.-Disse a menina,seu tom de voz entregava uma certa surpresa.

-Tão previsível que você já até me derrotou. Fico me perguntando quando o próprio Destruidor vai criar coragem para me enfrentar pessoalmente. Ele já mandou gente melhor do que você.-Disse Leonardo,ainda em posição de batalha.

Para sua surpresa,a menina riu de suas palavras.

-Coragem? O Destruidor? Isso me soa ruim vindo de alguém que vive escondido.-Disse ela.

-Encontrar pessoas não é o forte do seu Clã,certo?-Perguntou Leonardo,irritado.

-Digamos que não,embora você ter aparecido assim tenha facilitado as coisas para mim. Só pensei que a luta você ser mais interessante,só isso. "O Ninja da Bandana Azul",você quase virou um mito para o meu Clã.-Disse ela.

-Sou mais real do que imagina.-Disse Leonardo,saltando e atacando com suas katanas,um corte X,do qual a menina quase não desviou,mas Leo fora rápido o bastante para destruir a máscara de metal que ela usava.

Isso revelou seu rosto por completo,seus lábios eram finos e vermelhos,o que completava a expressão irritada dela.

-E lá se vai o meu disfarce.-Disse ela,quando algo em seu pulso começou a emitir uma luz vermelha.

-Vamos ter que deixar essa nossa luta para outro dia. Mas foi interessante lutar com você. Fazia tempo que eu não encontrava um adversário desses.-Disse ela.

-Quem é você,afinal de contas? Precisa mesmo seguir essas ordens idiotas do Destruidor?-Indagou Leonardo.

-Acho que você está querendo saber demais,o que não te ajuda muito. Mas eu tenho uma certa honra,como kunoichi. Meu nome é Karai. Melhor decorar,pois vai ouvir muito meu nome ainda,ninja das espadas.-Disse Karai,saltando até o outro prédio,seu pouso foi suave,mal causando qualquer barulho.

Ela foi embora,pareceu ter se unido ao ar e desaparecido antes que Leonardo pudesse raciocinar direito. Karai. Certamente era uma oponente e tanto. Talvez uma das melhores assassinas do Clã do Pé. O Destruidor não estava de brincadeira.

O céu já assumira um tom mais próximo do amanhecer,e Leonardo continuou seu caminho,ainda precisava encontrar Raphael. Pulou pelos telhados,sem olhar para trás.

E sem perceber o rastreador microscópico que estava em suas costas.


Notas Finais


Espero que tenham curtido👌✨


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