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História To Die With The Sun; reescrita de harry potter - Capítulo 68


Escrita por: sweetwolf_

Capítulo 68 - Ao Pôr do Sol


21 de Janeiro de 1979, Casa de Peter e Hannah.

— Ela finalmente dormiu – sussurrou Hannah olhando para o bebê que dormia tranquilamente nos braços de Peter. – Olhando agora, nem parece que estava toda agitada uns minutos atrás.

Peter sorriu e continuou balançando Sophie em seus braços para o lado e para o outro em um ritmo calmo e gentil. James e Lily juntos com seus respectivos irmãos de alma tiveram que ir em uma missão para a Ordem e Hannah havia se oferecido para cuidar da bebê Sophie. E por mais que ele próprio ainda estivesse assustado em lidar com um bebê, ele não negaria o pedido de seus melhores amigos e a chance de estar mais perto de sua sobrinha.

— Ela é tão linda, não é? – perguntou ele baixo ainda olhando para Sophie. – Deus quando ela crescer ela vai ser um perigo com essa beleza toda.

Hannah riu baixo.

— Pobre James, conhecendo ele, é bem capaz de ir para Hogwarts com Sophie para manter ela longe de todos – brincou a mulher agora acariciando o cabelo de Peter. – Espero que você não seja um tio ciumento.

— Nah – respondeu Peter sorrindo. – Vou estar sempre do lado da minha pitica, aqui. Precisar esconder um relacionamento do James, Sirius e Remus eu vou estar lá para ajudar... – então parou e em seguida falou num tom mais sério e amoroso. – Tudo que ela me pedir eu vou atender.

Hannah sorriu olhando com grande carinho para o namorado e lhe dando um beijo na bochecha.

— Vai ser o melhor tio de todos.

Peter olhou para a namorada com adoração. Era incrível como para ele, seu amor por ela só crescia e ele se via querendo sempre mais dela em toda a sua vida. A verdade era que ele já estava com o anel pronto, apesar do medo de ser rejeitado, ele não podia negar o quanto o seu coração queria ter aquela mulher como sua parceira para o resto da vida. E agora ali, observando ela olhando para Sophie e acariciando as bochechas gorduchas de sua sobrinha com tanto afeto...

— Aqui – disse ele entregando Sophie suavemente para Hannah, que pegou a bebê um tanto assustada, um tanto confiante. – Perfeito. Minhas duas garotas favoritas do mundo.

Hannah sorriu tímida, e suas bochechas se tornaram vermelhas. Se passassem anos que estavam juntos, e ela sempre iria corar quando ele falasse coisas como aquelas. Ela olhou para Sophie e disse baixo:

— Já pensou nisso? – perguntou. – Ter filhos?

— Depois dos nascimentos de Sophie, Charles e Erik – concordou Peter. – É impossível não pensar nessa possibilidade quando três dos meus melhores amigos estão sempre encantados e falando sobre as crias.

Hannah riu baixo e concordou. Peter estava com o coração acelerado quando perguntou:

— E você?

— Antes eu ainda não sabia... Mas agora – ela olhou nos olhos de Peter. – A ideia de crianças vem crescendo cada vez mais em meu coração.

Peter abriu um largo sorriso e aquele medo que estava sentindo em pedir Hannah em casamento estava indo embora. Após aquela resposta, ele sabia que não poderia enrolar por mais tempo. Ele faria uma preparação linda para a mulher da sua vida, e com amigos ao redor e família também, ele pediria Hannah Sanders em casamento.

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25 de Abril de 1994, Hogwarts.


A euforia que Harry sentiu por ter finalmente ganhado a Taça de Quadribol durou pelo menos uma semana. Até o tempo parecia estar comemorando; à medida que junho se aproximava, os dias foram desanuviando e se tornando quentes, e só o que as pessoas tinham vontade de fazer era passear pela propriedade e se largar no gramado com vários litros de suco de abóbora gelado do lado, e talvez jogar uma partida descontraída de bexigas ou apreciar a lula gigantesca nadar, sonhadora, pela superfície do lago.

Apesar de terem perdido, os alunos da Sonserina em sua grande maioria estavam lidando bem com tudo. Menos com o próprio time da casa. Por Dean ter sido o único à realmente jogar no último jogo e realmente quase os levar a vitória marcando vários pontos sozinhos, o restante do time estavam recebendo um tratamento frio não só da própria casa como também dos alunos da Corvinal.

E graças aos alunos do sétimo ano da Sonserina, mais o próprio fantasma casa, Barão Sangrento, Pirraça agora estava atazando a vida de Marcus Flint de manhã até tarde da noite. E isso durou durante duas longas e tortuosas semanas para o ex capitão do time.

— Estão vendo jovens pimpolhos do primeiro ano? – disse Dean para os alunos do primeiro ano e apontando para Flint correndo de Pirraça que cantava uma música terrível e irritante. – É isso o que acontece quando vocês só pensam em bater nos outros e ser um completo babaca.

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Com o meio do mês de Maio, os exames estavam às portas e em lugar de se demorarem pelos jardins no maravilhoso calor que estava tendo, os alunos tinham de permanecer no castelo, e tentar obrigar o cérebro a se concentrar em meio aos sopros mornos de verão que entravam pelas janelas. Sophie e o grupo quase não eram mais vistos de tanto que estavam estudando, os exames deles começariam três semanas antes das do Harry.

Percy, por sua vez, estava se preparando para os exames de N.I.E.M.s (Níveis Incrivelmente Exaustivos em Magia), o diploma mais avançado que Hogwarts oferecia. Como Percy tinha esperança de ingressar no Ministério da Magia, precisava de notas muito altas. Por isso, a cada dia ficava mais nervoso, e passava castigos severos para qualquer aluno que perturbasse a tranquilidade da sala comunal à noite. De fato, a única pessoa que parecia mais ansiosa do que Percy era Hermione.

Harry, Rony, Sam e Gabriel tinham desistido de perguntar à amiga como fazia para frequentar várias aulas ao mesmo tempo, mas não conseguiram se conter, quando viram o horário dos exames que a amiga preparara para si. Na primeira coluna lia-se:

Segunda-Feira:

 

9h - Aritmancia

 

9h - Transfiguração

 

Almoço

 

13h - Feitiços

 

13h - Runas Antigas


— Mione? – perguntou Rony com muita cautela, porque ultimamente ela era bem capaz de explodir se a interrompiam. – Hum... você tem certeza de que copiou esses horários direito?

— Quê? – retrucou Hermione com aspereza, apanhando o horário de exames para conferi-lo. – Claro que copiei.

— Será que adianta perguntar como você vai prestar dois exames na mesma hora? – perguntou Harry.

— Não. – respondeu Hermione, impaciente. – Algum de vocês viu o meu livro Numerologia e gramática?

— Ah, eu vi, apanhei emprestado para ler na cama antes de dormir – disse Rony, mas bem baixinho enquanto Sam emprestava o dele para a garota.

E com os dias se passando mais o fim dos exames dos N.O.M.s estava chegando ao fim. O grupo já estava se tornando até mais animado e brincalhão novamente e sempre que estavam juntos, eles começavam a cantar “It’s My Life” da banda bruxa de rock, Bon Jovi. Na verdade, Harry estava vendo que eles estavam se tornando bem cantores a cada exame que eles finalizavam.

Já para Harry e todo os primeiros anos, eles se tornavam mais desanimados. Pois quanto mais o fim dos exames do quinto, sexto e sétimo ano terminavam, mais próximos os exames do primeiro, segundo, terceiro e quarto ano chegava.

— Você é esperto, Harry – disse Charles sentado no sofá da Grifinória ao lado de Patrick e Castiel, os três haviam acabado de sair do exame de Defesa Contra as Artes das Trevas onde tiveram que fazer um Patrono.

Patrick estava deitado com os olhos fechados e a cabeça caída nas coxas de Castiel enquanto o mesmo estava começando a babar no ombro de Charles.

— Você vai se sair bem, tenho certeza. – continuou Charles também começando a fechar os olhos.

— Obrigado, Charls – agradeceu Harry. – Como foi fazer o Patrono?

Mas tudo que recebeu em troca foram três roncos de três rapazes bem exaustos. Harry sorriu e decidiu deixá-los dormir um pouco antes deles terem de partir para o próximo exame.

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Foi no final da primeira semana de Junho que os N.O.M's enfim, haviam terminado de forma definitiva. Harry, Sam, Rony, Hermione e Gabriel haviam encontrado o grupo inteiro caídos na grama do castelo aproveitando o sol, e todos eles tinham largos sorrisos em seus rostos. Próximo ao lago, Aslan e Baguera estavam brincando juntos e as vezes entrando no lago.

— Finalmente livres – disse Patrick. – Nós sobrivivemos.

— Cara eu sinto que posso sair por todo esse castelo cantando de tão feliz que estou – comentou Dean fazendo anjo na grama. – Tudo é tão colorido agora.

— O que vocês vão fazer agora? – perguntou Hermione revirando os olhos para a dramatização de todos ali.

— Agora só descansar, Mione – respondeu Harriet feliz. – Nada de lições, nada de exames, nada de nada. Férias tranquilas e abençoadas.

— Amém – disseram em coro todos juntos.

Quando eles se afastaram do grupo – que disseram que iriam ficar deitados na grama durante o dia inteiro aproveitando o quão doce era a vida –, Rony disse:

— Se os N.O.M's acabaram então isso significa que...

— ...Que os nossos exames serão amanhã. – terminou Gabriel.

E ao contrário do humor do grupo, os cinco agora se encontravam terrivelmente desanimados.

— Vamos para a sala comunal estudar mais um pouco – disse Hermione por fim. – É o que nos resta.

E assim eles fizeram e passaram toda a tarde estudando na mesa perto da janela principal da sala comunal. Eles estavam tão concentrados nos estudos que os cinco levaram sustos com o súbito barulho de farfalhar à janela e Edwiges surgindo com um bilhete bem seguro no bico.

— É do Hagrid – informou Harry, abrindo o bilhete. – É... A execução do Bicuço, está marcado para o dia seis.

Essa notícia só fez os cinco ficarem mais desanimados e tristes.

— E agora? – perguntou Sam baixinho.

Mas ninguém sabia o que responder com aquele agora. O que lhes restavam fazer? Eles tentaram tanto impedir, Hermione, Sam e Charles mais que qualquer um. E ainda assim, haviam perdido. Por fim, Hermione abraçou o pescoço de Gabriel e chorou ali mesmo enquanto o Collins a abraçava de volta e a confortava o máximo que podia.

Não muito tempo depois o grupo de Sophia haviam aparecido e seus sorrisos logo sumiram de seus rostos quando viram as expressões tristes dos cinco mais novos. E eles se tornaram mais tristes ao ponto em que Harry contou para eles sobre o dia da execução.

— Bem... fizemos o que podíamos – sussurrou Fred em suspiro.

Todos abaixaram as cabeças, tristes.

— Será que fizemos mesmo? – sussurrou Sophie sem que ninguém escutasse.

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— Preciso de vocês.

Na manhã seguinte, enquanto os alunos dos primeiros anos iam para seus exames, Sophie aproveitou que ela e os amigos estavam livres para pensar durante boa parte do dia e quase tarde. Durante toda a madrugada depois de receber a notícia do dia que seria a execução de Bicuço, ela não havia parado de pensar. E agora, ela havia puxado para uma sala vazia as três pessoas que mais confiava para aquela ideia que havia se formado em sua mente.

— Sabe, eu tenho um pouco de medo quando você me puxa para lugares sem ninguém – comentou Erik se escorando na parede. – Sempre acaba sendo uma dor de cabeça no final do dia.

— Vamos, Erik, não seja não aventureiro – disse Castiel sorrindo e se sentando em cima da mesa do professor. – Sem contar que Sophie me puxar para um lugar sem ninguém é bem kinky.

— Hoje, Castiel – resmungou Teresa revirando os olhos. – Te aquieta, sim?

— Não prometo nada, Tessie – brincou Castiel.

— Sophie, fala logo o que você quer – disse Erik antes que Castiel continuasse. – No que você precisa da gente?

— Eu tenho um plano – disse a ruiva sorrindo.

— Você sempre tem um plano – respondeu Erik. – E sempre acaba com você quase morrendo no final.

— Isso foi bem dramático da sua parte – comentou Sophie.

— Eu sei.

— De qualquer forma! – exclamou Sophie batendo as mãos. – Não tem como eu quase morrer nesse plano porque ele nem me envolve. E nada realmente perigoso.

— Bem e o que é? – perguntou Teresa.

— Iremos salvar o Bicuço! – exclamou Sophie animada.

— E como você pretende fazer isso? – perguntou Castiel erguendo uma sobrancelha.

Nós iremos fazer isso, meu caro anjo – retrucou Sophie. – Será um tantinho arriscado eu imagino, mas não impossível. Nossa última chance.

Erik, Castiel e Teresa se olharam por um breve momento e então os três com seus sorrisos se voltaram para Sophie.

— Bem – disse Teresa. – Estamos prontos e ouvindo.

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Na hora do almoço, Harry já se sentia cansado. Tinha acabado de fazer o exame de Transfiguração, e estava pálido assim como todos os alunos do terceiro ano no momento. Todos agora estavam comparando respostas e lamentando a dificuldade das tarefas propostas, que incluíra transformar um bule de chá em um cágado. Hermione irritou os colegas ao comentar que seu cágado parecia mais uma tartaruga, o que era uma preocupação mínima diante das preocupações dos demais.

— O meu tinha um bico no lugar do rabo, que pesadelo...

— Era para os cágados soltarem vapor?

— No final, o meu continuava com uma pintura de salgueiro estampada no casco, vocês acham que vou perder pontos por isso?

Harry nem teve tempo de conversar muito com o restante do grupo pois teve que comer rápido para os próximos exames, que agora seria de Feitiços. E Hermione estava certa; o Prof. Flitwick realmente pediu feitiços para animar. Harry exagerou um pouco nos dele, por puro nervosismo, e Rony, que era seu par, acabou com acessos de riso histérico e precisou ser levado para uma sala sossegada, onde ficou uma hora, até ter condições de fazer o exame. Depois do jantar os alunos voltaram às salas comunais, não para relaxar, mas para começar a estudar Trato das Criaturas Mágicas, Poções e Astronomia.

Hagrid aplicou o exame de Trato das Criaturas Mágicas na manhã seguinte com um ar deveras preocupado; seu coração parecia estar longe dali. Providenciara uma grande barrica com vermes frescos para a turma e avisou que para passar no exame, os vermes de cada aluno deveriam continuar vivos ao fim de uma hora. Uma vez que os vermes se criavam melhor quando deixados em paz, foi o exame mais fácil que qualquer aluno teve de prestar, o que também deu a Harry, Hermione, Gabriel e Rony bastante tempo para conversarem com Hagrid.

— Bicucinho está ficando um pouco deprimido – contou o amigo, curvando-se sob o pretexto de verificar se o verme de Harry ainda estava vivo. – Está preso em casa há tempo demais.

Os quatro garotos tiveram exame de Poções naquela tarde, que foi um desastre inominável para Harry e Rony. Por mais que se esforçasse, Harry não conseguia engrossar a sua infusão para confundir, e Snape, observando-o com um ar de satisfação vingativa, lançou em suas anotações uma coisa que lembrava muito um zero, antes de se afastar.

— Ainda tem Astronomia meia-noite – resmungou Rony tristemente. – Meia-noite eu quero dormir, não ficar vendo estrelas.

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Um dia antes da execução do Bicuço, Sophie foi para a sala de Dumbledore. Ela, Erik, Castiel e Teresa já estavam preparados para salvar Bicuço mas para isso, ela precisava de uma pequena ajuda da parte do diretor de Hogwarts, algo, que ela sabia muito bem que seria fácil de obter.

— Olá, Sophie – cumprimentou Dumbledore gentil. – Uma visita bem-vinda mas com um grande motivo pelo que me parece.

— Como tem estado, senhor? – perguntou Sophie sorrindo e se sentando em frente ao mais velho.

— Muito bem na verdade. Desde do dia da final do campeonato, o tempo tem melhorado – comentou Dumbledore. – Menos para o nosso querido amigo, Hagrid. Ele tem estado em um humor triste, e eu não o culpo por isso.

— Eu sei... – sussurrou Sophie. – Ele não merece isso, senhor.

— Minha querida amiga, muitas pessoas não merecem certas coisas mas acabam recebendo. É a Vida, a Morte, o Tempo e claro, o Universo. E devemos seguir e fazer nossas escolhas, nossas ações a partir do que nos é dado.

— Eu concordo – disse Sophie. – E é o que eu pretendo fazer.

Dumbledore abriu um de seus sorrisos conhecedores e Sophie retribuiu.

— Existe algo que você queira me pedir, Sophie? – perguntou Dumbledore erguendo uma sobrancelha, o sorriso ainda em seu rosto.

— Que bom que perguntou, caro amigo, pois eu tenho sim – respondeu Sophie. – Eu preciso muito da sua ajuda. Você sabe que eu não considero justo a morte do Bicuço e muito menos acredito na palavra do Conselho. O senhor mais do que ninguém sabe o real motivo para eles terem escolhido condenação de morte.

— Claro que sim, claro que sim – concordou Dumbledore. – O Sr. Malfoy tem um método um tanto... Adoravelmente ameaçador para conversar com as pessoas, não acha?

— Oh, sim, realmente um querido é o que o Sr. Malfoy é – brincou Sophie. – De qualquer forma, eu... Bem, eu quero fazer algo para salvar o Bicuço amanhã...

— Continue.

— Eu preciso saber, irá ter alguma reunião ou papelada que o Hagrid terá de assinar? Amanhã antes da morte do Bicuço – perguntou Sophie.

— Sim, terá. Cornélio virá para ser a testemunha amanhã junto com o Carrasco e Davos Seaforth, um dos mais velhos do conselho – respondeu Dumbledore.

— E o senhor? Vai estar lá?

— Eu estarei. Ficarei ao lado de Hagrid para ajudá-lo com a dor o máximo que eu puder.

Sophie bateu as mãos animada.

— Melhor ainda para o meu plano. – disse ela e então se curvou mais próximo à mesa. – Escute, o Ministro, carrasco e esse Seaforth precisam ver que o Bicuço está preso antes de entrarem na cabana do Hagrid para ele assinar esses papéis – começou Sophie. – O senhor precisa segurar eles lá dentro, o maior período de tempo possível. Teresa, Castiel, Erik e eu iremos libertar Bicuço e levá-lo para a Floresta Proibida. De lá, libertá-lo...

— Sempre ocupada, não é mesmo? – comentou Dumbledore rindo baixo. – Você e sua pequena família estão prontos para isso? Realmente?

— Completamente – respondeu Sophie confiante. – Não podemos deixar Hagrid sofrer por algo que nem culpa dele ou do Bicuço foi. A última chance que temos.

Dumbledore olhou para ela por longos minutos antes de dizer:

— Bem, será um prazer ajudá-los nessa pequena aventura. Davos provavelmente vai estar do nosso lado também, ele foi um dos conselheiros a não ser ameaçado por Lúcio. É um bom homem.

— Isso já aumenta mais ainda nossas chances, então – disse Sophie.

— Sim, sim – concordou o diretor. – Mas você precisará ser rápida, não sei por quanto tempo conseguirei segurar eles dentro da cabana. Principalmente o Carrasco, aquele homem gosta do que faz. Odeio ter ele em minha escola.

— Entendido, farei o possível para fazer tudo com rapidez – disse Sophie séria e então sorrindo logo em seguida, se sentia mais confiante do que antes. – Vamos conseguir senhor, eu sei que vamos.

— É claro que vamos – disse Dumbledore. – Eu tenho fé em você, minha querida Sophie.

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— Você está me dizendo que o seu Bicho-Papão era a Profª McGonagall dizendo que você foi ruim em todos os testes? É isso mesmo? – perguntou Patrick rindo junto com Castiel, Gabriel, Harry, Dean, os gêmeos, Harriet e Harry.

— Para de rir, Patrick! Foi horrível! – choramingou Mione cruzando os braços. – Parou todos vocês!

— Sinceramente, Mione, você consegue ser pior que todos nós as vezes viu – riu Charles enquanto desviava o rosto de Baguera que tentava lambe-lo.

— Mas você conseguiu lançar o feitiço contra o Bicho-Papão? – perguntou Castiel.

— Depois de ter se acalmado – respondeu Sam comendo a comida.

— Quer um pouco de carne, Aslan? – perguntou Harry entregando carne para o leão que comeu.

— Cadê Sophie, a propósito? – perguntou Jorge.

— Foi conversar com Dumbledore, logo ela estará aqui. – respondeu Erik.

— Que saco, estou com vontade de suco de maracujá mas não tem! – Charles resmungou após olhar a mesa inteira.

— Tem suco de uva – ofereceu Harry para o corvino que negou com a cabeça.

— Eu não gosto de suco de uva –  Charles disse em resmungo.

— Tu é um bebezão, viu – comentou Castiel para o corvino. – Pior que eu, sinceramente Charles estou achando que eu sou o adotado da minha família e você é o meu irmão perdido.

— Por favor, Castiel, leva ele embora e eu digo se esperava ou não – disse Gabriel choroso.

De repente Erik se levantou.

— Já volto – o alemão disse dando um beijo na testa de Charles e saindo.

Harry observou com curiosidade Erik andar do começo ao fim pelas quatro mesas que havia ali das casas. E quando ele chegou no fim da mesa da Sonserina, ele parou e ficou olhando para a mesa dos professores. E Harry arregalou os olhos quando Erik foi até a mesa, principalmente onde Snape estava sentado e pegar uma jarra de suco que estava na mão do professor de Poções. Snape estava com os olhos arregalados mas Erik não notou, olhando para o suco. Os outros professores observavam o garoto com curiosidade. Então para deixar Harry e os professores mais surpresos, Erik que parecia satisfeito andou de volta para a mesa da Grifinória e se sentou ao lado de Charles.

— Aqui, suco de maracujá – Erik disse colocando suco no copo do corvino que abriu um enorme sorriso para o namorado.

— Erik! Obrigado! Onde estava? – Charles perguntou e bebeu o suco com vontade.

— Em uma das mesas – Erik disse dando de ombros parecendo bem orgulhoso por ter dado o suco ao Charles. 

Harry olhou para Dean que também havia observado a cena e ambos olharam ao mesmo tempo para Snape, que ainda estava com a boca aberta com a ousadia do Lehnsherr.

— Então gente, qual é o último exame de vocês hoje? – perguntou Teresa.

— Depois do jantar, vai ser Adivinhações, para mim, Harry, Rony e Gabriel – respondeu Sam.

— E para mim será Estudo dos Trouxas – respondeu Mione.

Depois da janta, o quarteto partiu para a sala de Adivinhações enquanto Mione foi para Estudos dos Trouxas. Eles subiram a escadaria de mármore, juntos; Hermione os deixou no primeiro andar e Harry, Gabriel, Sam e Rony prosseguiram até o sétimo, onde muitos colegas já se encontravam sentados na escada circular que levava à sala da Profª Trelawney, tentando enfiar na cabeça mais alguma matéria de última hora.

-— Ela vai receber os alunos, um a um – informou Neville quando os dois foram se sentar perto dele. O garoto tinha o seu exemplar de Esclarecendo o futuro aberto no colo nas páginas dedicadas à bola de cristal. – Algum de vocês já viu alguma coisa numa bola de cristal? – perguntou ele, infeliz.

— Não – responderam Rony e Gabriel num tom de tédio.

A fila de pessoas fora da sala foi encurtando aos poucos. À medida que cada aluno descia a escada prateada, o resto da classe sussurrava: “Que foi que ela perguntou? Você se deu bem?”

Mas todos se recusavam a responder.

— Ela disse que foi avisada pela bola de cristal que se eu contar a vocês, vou ter um acidente horrível! – falou Neville, esganiçado, ao descer a escada em direção aos meninos, que agora tinham chegado ao patamar.

— Isto é muito conveniente – riu-se Sam.

— Sabem, estou começando a achar que Hermione tinha razão sobre a professora – comentou Rony indicando com o polegar o alçapão no alto –, ela é uma trapaceira, e das boas.

— Pode crer – responderam Harry e Gabriel sorrindo.

Parvati desceu a escada com o rosto radiante de orgulho.

— Ela disse que eu tenho o talento de uma verdadeira vidente – informou à eles que se seguraram para não revirar os olhos. – Vi um monte de coisas... Bem, boa sorte!

A garota desceu depressa a escada circular ao encontro de Lilá.

— Samuel Winchester – chamou a professora do andar de cima.

Harry, Gabriel e Rony deram joinhas para o amigo enquanto ele subia. E não muito tempo depois ele voltou com cara de tédio no rosto.

— E ai? – perguntou Rony.

— Bobagem. Não vi nada, então inventei alguma coisa. – respondeu Sam. – O segredo é contar que tá vendo um monte de coisa ruim, se querem saber. Confiem.

— Gabriel Collins – chamou a professora.

Gabriel se levantou do chão e estufou o peito.

— Se é para inventar coisa então é comigo mesmo – brincou ele e então subiu.

Os três riram.

— Vou indo me encontrar com a Hermione, nos vemos depois – disse Sam para Harry e Rony.

— Tá bom, valeu Sam – disseram os dois observando o amigo ir embora.

Mais uns vinte minutos se passaram e então Gabriel desceu.

— Bem que o Sammy disse – comentou o Collins. – Totalmente bobagem. Só mentir e mentir. Comecei a falar da morte da bezerra e ela se animou toda.

— Bem então sabemos que vai ser tranquilo – comentou Harry. – Sam foi atrás da Mione.

— Vejo vocês depois então – disse Gabriel se afastando, ao mesmo tempo que a professora chamou.

— Ronald Weasley – chamou lá do alto a voz etérea que já conheciam.

Rony fez uma careta para o amigo e subiu a escada de prata, desaparecendo. Harry agora era o único que faltava ser examinado. Ele se acomodou no chão, apoiando as costas contra a parede, e ficou ouvindo uma mosca zumbir na janela ensolarada, seus pensamentos atravessando a propriedade até Hagrid. A execução seria daqui algumas horas amanhã.

Finalmente, uns vinte minutos depois, os enormes pés de Rony reapareceram na escada.

— E ai? – perguntou Harry se pondo de pé.

— Acho que a professora não se convenceu muito com a minha mentira mas ficou animada quando comecei a falar sobre ver mais um aluno mordendo a bunda do Snape – respondeu Rony e Harry riu.

— Encontro você na sala comunal – disse Harry quando a voz da professora chamou “Harry Potter!”

Na sala da torre fazia mais calor que nunca; as cortinas estavam fechadas, a lareira acesa e o costumeiro perfume adocicado fez Harry tossir, enquanto se desvencilhava das mesas e cadeiras amontoadas para chegar onde a professora Sibila o esperava, sentada diante de uma grande bola de cristal.

— Boa noite, meu querido – cumprimentou ela brandamente. – Quer ter a bondade de examinar o orbe... Pode levar o tempo que precisar... depois me diga o que está vendo...

Harry se curvou para a bola de cristal e olhou, olhou o mais atentamente que pôde, desejando que ela lhe mostrasse algo mais do que a névoa branca em espiral, mas nada aconteceu.

— Então! – estimulou a professora com delicadeza. – Que é que você está vendo?

O calor era insuportável e as narinas do garoto ardiam com a fumaça perfumada que vinha da lareira ao lado dos dois. Ele pensou no que Sam, Gabriel e Rony lhes avisou e resolveu fingir.

— Hum... uma forma escura... hum...

— Com que se parece? – sussurrou a professora. – Pense bem...

Harry vasculhou sua mente à procura de uma ideia e deparou com Bicuço.

— Um hipogrifo! – disse com firmeza.

— Realmente! – sussurrou Sibila, tomando notas, com entusiasmo, no pergaminho sobre seus joelhos. – Menino, talvez você esteja vendo o desenlace do problema do coitado do Hagrid com o Ministério da Magia! Olhe com mais atenção... O hipogrifo parece... ter cabeça?

— Sim, senhora – respondeu Harry com firmeza.

— Você tem certeza? – insistiu a professora. – Você tem bastante certeza, querido? Você não está vendo o animal se virando no chão, talvez, e um vulto brandindo um machado contra ele?

— Não! – exclamou Harry, começando a se sentir meio enjoado. – Tá vivinho! Vivinho e voando!

— Não tem sangue? Não tem Hagrid chorando?

— Não! – respondeu Harry de novo, querendo mais do que nunca escapar da sala e do calor. – Ele tá ótimo! – lembrou-se que Gabriel havia dito que ela se animava com a ideia de algo ruim acontecendo e então acrescentou: – Mas, oh! Oh!

— O que menino? O que?

— O carrasco cortou o próprio pé! – exclamou Harry com uma atuação digna de prêmios. – Tanto sangue dele! Ta manco! Ui ui!

— Meu Deus! Isso é... Meu querido você tem o dom da visão! Que maravilha! – exclamou a professora batendo palmas. – Um resultado ótimo! Tenha certeza que em minha matéria você passou com louvor! Pode ir agora.

Aliviado, Harry se levantou, apanhou a mochila e se virou para ir embora, mas, então, ouviu uma voz alta e rouca às suas costas.

“Vai acontecer amanhã à noite.”

Harry se virou depressa. A professora ficara dura na cadeira; seus olhos estavam desfocados e sua boca afrouxara.

— Des...desculpe! – exclamou Harry assustado e confuso.

Mas Sibila não pareceu ouvi-lo. Seus olhos começaram a girar. Harry se sentiu invadido pelo pânico. Ela parecia que ia ter uma espécie de acesso. O garoto hesitou, pensando em correr até a ala hospitalar – e então a professora tornou a falar, com a mesma voz rouca, muito diferente da sua voz habitual:

“O Lorde das Trevas está sozinho e sem amigos, abandonado pelos seus seguidores. Seu escravo esteve livre de seu poder durante longos anos mas voltará a ser preso. Amanhã à noite, depois da meia-noite, a Estrela do Amanhã irá deixá-lo ser livre mas o Lorde das Trevas tomara o poder sobre aquele que tem a alma mais frágil de todos. O futuro Rei vai ser chamado e seguirá os passos do antigo Rei, sendo o servo mais fiel do Grande Poder; a Igreja. O Lorde das Trevas vai ressurgir, com a ajuda do Rei, e maior e mais terrível que nunca ele renascerá. E tudo irá mudar. O novo mundo. Amanhã à noite... A alma quebrada... vai ser livre e então... capturada.”

A cabeça da professora se pendurou sobre o peito. Ela fez um ruído gutural. Harry continuou ali, os olhos grudados nela. Então, de repente, a Profª Sibila aprumou a cabeça.

— Desculpe, querido – disse com voz sonhadora –, o calor do dia, entende... cochilei por um momento...

Harry continuou parado, os olhos grudados nela.

— Algum problema, meu querido?

— A senhora... a senhora acabou de me dizer que o... Lorde das Trevas vai ressurgir... e sobre um rei indo se juntar a ele...

A Profª Sibila pareceu completamente surpresa.

— O Lorde das Trevas? Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado? Meu querido, isso não é coisa com que se brinque... Ressurgir, realmente...

— Mas a senhora acabou de dizer isso! A senhora disse que o Lorde das Trevas...

— Acho que você deve ter cochilado também, querido! – disse a Profª Sibila. – Eu certamente não me atreveria a predizer uma coisa tão incrível como essa!

Harry desceu a escada de corda, depois a circular, pensativo... será que acabara de ouvir a Profª Sibila fazer uma predição de verdade? Ou será que isto era a ideia da professora de um fecho impressionante para os exames?

Cinco minutos depois ele estava passando apressado pelos trasgos de segurança, à entrada da Torre da Grifinória, as palavras da Profª Trelawney ainda ecoando em sua cabeça. As pessoas cruzavam por ele, rindo e brincando, aproveitando a liberdade há muito esperada; quando ele alcançou o buraco do retrato e entrou na sala comunal, o lugar estava quase deserto. A um canto, ele viu Rony, Gabriel, Mione, Sam e o grupo sentados juntos.

— Ei, vocês não vão acreditar no que... – parou de dizer ao ver o rosto dos amigos. – ... houve?

— Hagrid acabou de mandar uma carta – disse Rony. – Vai ser ao pôr do sol. Ele não quer que nós estejamos lá.

Harry não sabia o que dizer.

— Eu vou me deitar – disse Hermione se levantando e indo para o dormitório.

Após a saída da garota, todos começaram a sair um atrás do outro com as cabeças baixas para seus próprios dormitórios e salas comunais. Sobraram apenas Harry e Sophie, ambos sentados de frente um para o outro e olhando para as estrelas através da janela.

— Mamãe e papai saberiam o que fazer – comentou Harry baixinho. – Tenho certeza disso.

— Sim... – sussurrou Sophie ainda olhando para as estrelas.

Harry suspirou triste. E disse por fim, não para Sophie, mas para as estrelas:

— Cuidem do Bicuço quando ele chegar ai... Ele é um bom garoto. – pediu ele e então foi-se deitar após dar um beijo na bochecha da irmã.

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— Eu não posso realmente acreditar que estamos fazendo isso – sussurrou Erik escondido atrás de uma das enormes moitas próximas a cabana de Hagrid. – Quer dizer, eu posso porque é a nossa cara. Mas ainda sim!

— Pare de ser um velho ranzinza! – retrucou Castiel batendo no braço do alemão. – A gente vai salvar esse hipogrifo ou eu mudo o meu nome para Misha!

— Misha? – perguntou Teresa olhando com uma careta para o amigo lufano.

— O que? Eu gosto. – Castiel deu de ombros sorrindo.

— Parece nome de hamster – cantarolou Sophie olhando ao redor escondida também atrás das folhas.

Já era quase pôr do sol, e os quatro estavam escondidos atrás das árvores da floresta proibida em frente a cabana de Hagrid. Bicuço estava do lado de fora acorrentado, deitado comendo ratos.

Após um longo tempo ali sem nada acontecendo, tanto Sophie quanto Castiel se sentaram na terra.

— Logo eles estarão aqui... teremos que ser rápidos – comentou Sophie pegando um galho e fazendo um desenho qualquer no chão.

— Sim senhora, capitã – cantarolou Erik em resposta ainda olhando em volta.

— Cala boca – resmungou Sophie revirando os olhos com um pequeno sorriso no rosto.

Erik e Teresa continuaram olhando para a cabana do Hagrid enquanto os outros dois brincavam com os galhos das árvores fazendo desenhos na terra. E foi quando ambos viram algo estranho. Hagrid abriu a porta, falou algo que ele não pode ouvir depois deu passagem para ninguém que Erik e Teresa estivessem vendo. Então a porta se abriu novamente e ninguém saiu, não muito tempo depois tornou a abrir e fechou. E então pela janela os dois viram Harry, Gabriel, Charles, Hermione, Sam, Rony, Dean e Patrick.

— É piada né? – perguntou Teresa para Erik.

— Eu disse que devíamos ter dito para os outros. – resmungou Erik.

— Por que? – perguntou Sophie levantando a cabeça e olhando para o amigo.

— Bem, aparentemente quase toda a nossa família agora se encontra dentro da cabana – resmungou Erik.

— Sério? – perguntou Castiel rindo e se levantando para ver o povo também e rindo mais. – Obedecer regras realmente não é com a gente né.

— Contanto que eles saíam da cabana sem o Fudge e o restante das visitas verem e que corram de volta para o castelo sem serem vistos, não vejo como isso irá nos atrapalhar – respondeu Sophie voltando a fazer o desenho que estava tomando forma de um rosto de hipogrifo.

— Você realmente está confiante com o plano, não é? – perguntou Teresa.

— Dumbledore tem fé em mim. – respondeu Sophie sem nem pensar.

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— Tem alguma coisa que se possa fazer, Hagrid? – perguntou Harry inflamado, sentando-se ao lado do amigo. – Dumbledore...

— Ele tentou. Mas não tem poder para revogar uma decisão da Comissão. Ele disse aos juízes que Bicuço era normal, mas a Comissão está com medo... Vocês sabem como é o Lúcio Malfoy... ameaçou todos eles... e o carrasco, Macnair, é um velho conhecido dos Malfoy... mas vai ser rápido e limpo... e eu vou estar do lado do Bicuço...

Hagrid engoliu em seco. Seus olhos percorriam a cabana como se procurassem um fio de esperança ou de consolo.

— Dumbledore vai descer quando... quando estiver na hora. Me escreveu hoje de manhã. Disse que quer ficar... ficar comigo. Grande homem, o Dumbledore... Um grande homem.

Hermione, que andara vasculhando o guarda-louça de Hagrid à procura de outra leiteira, deixou escapar um pequeno soluço, rapidamente sufocado. Ela se endireitou com a nova leiteira nas mãos, lutando para conter as lágrimas.

— Nós vamos ficar com você também, Hagrid – começou ela, mas o amigo sacudiu a cabeça cabeluda.

— Vocês têm que voltar para o castelo. Já disse que não quero que assistam. Aliás, vocês nem deviam estar aqui... Se Fudge e Dumbledore pegarem você fora do castelo sem permissão, Harry, você vai se meter numa grande confusão.

Lágrimas silenciosas escorriam pelo rosto de Hermione, mas ela as escondeu de Hagrid, ocupando-se em fazer o chá. Então, quando apanhou a garrafa de leite para encher a leiteira, ela soltou um grito.

— Rony! O que o Perebas está fazendo aqui?!

Rony ficou confuso e foi até a amiga onde Perebas estava de fato encolhido em um cantinho. Rony sorriu e pegou o rato.

— Sophie me disse que havia dado uma escapada e estava andando pelo castelo inteiro – comentou Rony acariciando Perebas. – Mas que Aslan estava de olho nele. Acho que ele veio fazer uma visita para o Hagrid.

Ele estava com uma aparência mais pálida e horrível. Parecia cansado.

— Continua com a aparência de matusalém – comentou Gabriel.

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— Na moral, quem mais vai aparecer nessa cabana? – perguntou Castiel enquanto eles quatro observavam Rony com Pettigrew nas mãos. – Juro pelo Universo, se a minha mãe sair de algum lugar dessa cabana eu vou sair correndo.

— Pelo menos ele vai estar seguro com o Rony – comentou Erik.

— É bom que o Sirius não o veja ou sinta o cheiro dele... – disse Sophie um tanto preocupada. – Não só pode atrapalhar nosso resgate como também pode colocar Peter em risco.

— Continuamos com o plano ou... – começou Teresa.

— Lógico que continuamos. Lidamos com Peter depois – respondeu Sophie soltando um longo suspiro. Olhou a distância e choramingou ao ver quem já estavam se aproximando. – Vejam –  apontou para a subida do castelo, onde vinham Dumbledore, Cornélio, o Carrasco e um homem mais velho parecendo ter a idade do diretor, provavelmente Davos. – Eles já estão vindo... A família precisa sair dali logo.

— Vocês dois são artilheiros – disse Erik para Sophie e Castiel –, acham que pode acertar o alvo? – perguntou  entregando pedras para os dois.

— E qual seria o alvo? – perguntou Castiel sorrindo.

— Só acerte lá dentro. Isso já vai chamar atenção para o lado de fora – respondeu Erik.

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— Bom, pelo menos algo bom aconteceu hoje – comentou Hagrid olhando para Rony e Perebas.

— Hagrid... – começou Gabriel mas então tanto ele quanto Harry soltaram um alto e dolorido “AI!”.

E duas pedras caíram no chão. O Potter o Collins passaram as mãos na nuca ainda sentindo uma baita dor por conta do acerto do objeto. E então olharam para o lado de fora da janela procurando quem havia feito isso quando viu quem estavam se aproximando da cabana.

— Hagrid – chamou Harry.

Hagrid foi ao lado dele e seu rosto se tornou pálido.

— Vocês têm que ir embora – disse Hagrid. Cada centímetro do seu corpo tremia. – Eles não podem encontrar vocês aqui... Vão agora...

Rony enfiou Perebas no bolso, e Sam apanhou a capa.

— Eu vou abrir a porta dos fundos para vocês – disse Hagrid.

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— Você querem parar de rir?! – rosnaram Erik e Teresa para Sophie e Castiel que haviam caído no chão enquanto riam.

— Sinceramente vocês são maus, eu senti a dor deles daqui! – resmungou Teresa.

Mas isso só fez o Potter e o Collins rirem mais. E enquanto Teresa fazia os dois calarem a boca, Erik observou a porta dos fundos abrindo e quarto par de pés correndo até onde eles estavam escondidos enquanto os outros quatro estavam esperando. Erik se voltou para Sophie e Castiel caídos no chão rindo e com um aceno para Teresa, eles puxaram os dois para trás das árvores e tamparam suas bocas bem a tempo de Harry, Gabriel, Hermione e Rony surgirem no lugar onde estavam segundos atrás.

Harry então colocou a capa novamente e correu para buscar o restante do grupo, bem a tempo da chegada de Fudge e Dumbledore. E não muito depois, Charles, Dean, Patrick e Sam também se juntaram a eles.

Todos eles observaram enquanto a comissão esperava por Hagrid para atendê-los que Davos conversava em voz baixa com Dumbledore, e o Ministro e o Carrasco olhavam para o Bicuço. Um olhava com dó do pobre animal, e o outro olhava com um brilho malicioso nos olhos.

— Chegou à hora – sussurrou Sophie voltando a ficar séria.

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Quando toda a comissão entrou na cabana, os oito começaram a subir a encosta gramada em direção ao castelo com cuidado para não serem vistos. O sol ia se pondo depressa agora; o céu se tornara cinzento, sem nuvens, e tinto de púrpura, mais para oeste havia uma claridade vermelho-rubi. Quando estavam no alto, eles se viraram e olharam uma última vez para a figura de Bicuço que de longe parecia pequenino.

— Queria ter feito mais por ele – sussurrou Harry sentindo os olhos arderem.

— Todos nós, Harry – disse Patrick triste.

Harry olhou para o chão. E o restante ficou em silêncio quando...

— Eu não posso acreditar! – exclamou Sam com a boca aberta.

Harry olhou para cima novamente e sua reação foi a mesma que Dean, Patrick, Gabriel e Rony. Eles riram alegres e vitoriosos pois lá em baixo eles podiam ver Sophie, Erik, Castiel e Teresa se aproximando de Bicuço.

— Eles... Eles vão...

— Vão salvar ele – sussurrou Mione sentindo lágrimas brotarem nos olhos. E então disse mais alto e alegre em meio a emoção. – Eles vão salvar o Bicuço!!

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— Está bem, Bicuço, agora você precisa vir comigo – sussurrou Sophie pegando a corrente. – Vai ficar tudo bem. Eu prometo – sorriu gentil para a criatura que se levantou devagar. – Pegou alguns ratos para ele? – perguntou para Castiel.

— Peguei – sussurrou Castiel. – Fedem para um cara...

— Vamos logo – disse Erik de guarda olhando atento para a cabana.

— Vamos Bic, mais rápido – sussurrou para o hipogrifo. – Você não vai morrer, não na minha guarda.

Finalmente eles entraram dentro da floresta, e não demorou muito para ouvirem:

— Mas onde ele está? – era a voz de Cornélio.

— Que extraordinário! – exclamou Dumbledore parecendo alegre.

— Estupendo, mesmo! – exclamou outra voz desconhecida para Sophie mas que também parecia contente. Davos.

— Professor Dumbledore, alguém certamente o desamarrou... – tornou a falar Fudge. – Hagrid...

— Oh, eu realmente espero que o senhor não esteja insinuando que Hagrid tenha alguma coisa haver com isso, ministro – retrucou Dumbledore levemente – Como Hagrid poderia, ele esteve conosco o tempo todo.

— De fato, estive! – bradou Hagrid.

— Professor, bem, temos que procurar na propriedade – Fudge tornou a dizer.

— Ah, procure no céu se quiser, Fudge – respondeu Davos mais divertido. – Hagrid, enquanto isso, eu gostaria de uma boa xícara de chá...

— ...ou uma dose grande de conhaque! – terminou Dumbledore.

— Com prazer, meus senhores.

— Ah, e Carrasco, seus serviços não serão mais necessários. Obrigado – disse Dumbledore e Sophie teve certeza que o diretor estava sorrindo.

— Sophie, vamos logo! – disse Castiel puxando a mão da amiga.

E assim os quatro entraram mais fundo na floresta com Bicuço os seguindo.

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— Ela conseguiu. Eles conseguiram! – exclamava Hermione alegre.

— Esse é a minha torta! – exclamou Dean alegre.

— Nossa família! – disse Harry feliz.

Todos eles tinham sorrisos em seus rostos e a sensação de alívio e alegria inundavam os corações deles. Mas então Rony sentiu uma agitação no meio das vestes.

— Perebas, fica quieto – sibilou Rony, apertando a mão contra o peito. O rato se debatia, enlouquecido. Rony parou de repente, tentando empurrá-lo para o fundo do bolso. – Que é que há com você, seu rato burro? Fica parado aí... AI! Ele me mordeu!

— Rony fica quieto! Se algum professor ou o Ministro nos verem, estaremos muito encrencados! – irritou Mione olhando em volta.

— Tu tava gritando até agora ai, Mione, dá um tempo – resmungou Rony. – E ele não quer... ficar... parado...

Perebas estava visivelmente aterrorizado. Contorcia-se com todas as suas forças, tentando se desvencilhar da mão de Rony.

— Que é que há com ele? – perguntou Sam.

Enquanto os mais jovens olhavam preocupados para o rato; Dean, Charles e Patrick olhavam em volta os três bem atentos.

— Eu não sei.... – antes mesmo de terminar a frase, Perebas havia conseguido escapar e saltou da mão de Rony para o chão, correndo em alta velocidade. – Perebas! – Rony saiu de baixo da capa e correu atrás do rato que andava em zig-zag.

— Rony! – rosnou Harry com urgência.

Dean, Charles e Patrick partiram correndo atrás de Perebas também os três preocupados com o que poderia acontecer se Sirius aparecesse.

Gabriel, Harry, Hermione e Sam se olharam por um breve momento antes de partirem correndo atrás dos outros também.

— Rony! Volta aqui! – disse Harry alto.

Mas eles correram durante muito tempo, até Rony se jogar no chão e pegar Perebas. Patrick, Dean e Charles ao redor do Weasley recuperando o fôlego mas de forma protetora.

Já Harry, Sam, Mione e Gabriel pararam um pouco atrás deles. E então Mione foi a primeira a perceber o que tinha a frente dos outros.

— Harry... a árvore – disse ela com medo.

Harry então percebeu que os outros quatro estavam muito próximo do Salgueiro Lutador e ele sabia bem como a árvore era.

— Pessoal saiam logo daí! Corram!

Quando todos olharam para eles, arregalaram os olhos ao mesmo tempo e Rony apontou na direção deles enquanto os mais velhos tiravam as varinhas das vestes.

Então, eles ouviram o ruído macio de patas gigantescas atrás deles. Os quatro viraram e, já no escuro da noite que havia chegado, um enorme cão preto estava olhando para eles.

— Corram! – Harry escutou Rony gritar. – Corram! É o Sinistro!



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