História To Fell - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~bulletproof-

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Babykink, Daddykink, Drama, Jikook, Sexting, Taeseok, Texting, Vhope
Visualizações 601
Palavras 2.362
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oláaaaa
estamos de volta!
esse capítulo é a última parte do encontro, certamente os próximos voltarão a ser mensagens

até lá embaixo, boa leitura!

Capítulo 16 - Encontro Parte 3


Fanfic / Fanfiction To Fell - Capítulo 16 - Encontro Parte 3

Taehyung

 Meu corpo inteiro se arrepiou. Parecia que um choque intenso havia passado por cada músculo que formava meu ser.

 Seus lábios eram donos de uma maciez incrível. O toque dos mesmos com os meus era parecido com uma explosão das melhores coisas existentes no universo. Aquele momento poderia se relacionar como se o Sol se chocasse a Terra, como se as galáxias estourassem em mil pedacinhos brilhantes, como se a gravidade já não existisse e tudo estivesse fora de seu lugar, e ainda assim, restaria apenas nós dois e um beijo simples porém de todo apaixonante.

 O contato foi quebrado e Hoseok logo se virou para a direção oposta de minha visão, certamente escondendo o quão vermelho e quente seu belo rosto deveria estar, por conta de nosso selar. E tenho certeza, que seus batimentos já não estavam tão acelerados por conta da altura em que estávamos. Sentia até medo de que ele pudesse escutar os meus, já que parecia que meu coração fugiria a qualquer instante de meu peito.

 Aos poucos o brinquedo foi completando sua segunda volta, logo nos trazendo ao solo firme. Ajudei-o a descer da cabine para que não se desequilibrasse em seu salto médio ou acabasse por prender a borda de seu vestido rendado.

 - Nós podemos ir embora? – perguntou baixinho assim que tomou minha palma junto de sua destra e passamos a andar sem direção por entre os diversos brinquedos daquele parque.

 - Claro, o que você quiser meu anjo. – parei de caminhar, ficando frente a frente consigo, tentando lhe encarar já que desviava nossos olhares. – Seokkie, está tudo bem? Eu fiz algo de errado? Olha, me desculpe se te deixei triste de alguma forma, não foi porq...

 - Calma! – riu, daquele jeito que eu tanto amava ouvir, por conta de meu desespero. – Eu só quero ir embora para podermos ficar um tempo juntinho em casa sem tanta gente em volta, só isso. Você não fez nada de errado, está sendo incrível até agora, não se preocupe.

 Aquelas palavras me deixaram feito um bobinho sem reação alguma. Estava realmente conseguindo demonstrar tudo aquilo que tinha guardado dentro de mim? Estava conseguindo o conquistar da forma que tanto sentia medo em não conseguir?

 - Então vamos, não vejo a hora de colocar em prática aquilo que você disse pensar sobre nós dois abraçadinhos em sua cama. – pisquei e recebi um risinho abafado em troca.

 Ele conseguia ser a pessoa mais linda e adorável de todo o mundo.

 Tomei sua mão a minha, nos encaminhando até a saída do local, indo em seguida em direção ao automóvel alugado para que pudéssemos voltar a nossa casa.

 

Hoseok

 Chegamos à casa alguns minutos depois de pegar a estrada e subimos para meu quarto. Do lado de fora caía uma chuva um tanto forte, o que já era de se esperar levando em conta em como o tempo estava nublado e frio, no momento em que deixamos o parque.

 Ainda estávamos usando nossas “fantasias” e a minha parecia, de certa forma, o incomodar. Ele não tinha dito em momento algum algo sobre, até mesmo havia passado alguns momentos a elogiando e dizendo o quão bonito eu estava naquele vestido com os cabelos compridos, mas V já tinha me dito que amava o Jung Hoseok, o qual eu havia deixado para trás por alguns anos. Acho que poderia fazer um esforço dessa vez.

 - Pode se sentar aí no colchão. – ofereci assim que o vi meio acuado, encostado no batente da porta de madeira. – Se você não se incomodar, vou me trocar e já volto. Pode ficar a vontade.

 - Sem problemas.

 Peguei uma muda de roupa no armário branco, me dirigindo ao banheiro do quarto. Tirei o vestido, o deixando pendurado em um cabide na maçaneta da porta, logo retirando sua capa preta que me protegeu do vento da roda gigante e as luvas e o colar, seguindo pela peruca de fios castanhos e o espartilho.

 Passei a bermuda em lavagem escura pelas pernas, já sentindo a estranheza de usar algo tão ‘comprido’ em comparação de todas as saias e shorts que estava acostumado a usar dentro de casa. A camiseta verde clara - minha cor preferida - ainda estava um tanto folgada desde a última vez que tinha a usado, era um tanto esquisito estar com algo tão solto e leve em meu corpo. Passei tantos anos me vestindo da forma contrária que já havia me acostumado com isso, e usar aquela bermuda junto da camiseta larga, era a mesma coisa que me fantasiar, já que deveria ser o inverso em relação às roupas rosa e de rendas.

 Direcionei-me até o espelho fixo a parede, encarando-me. Baguncei meus fios em um puro ato de desordem mental.

 Estava começando a suar de nervoso. Fazia tanto tempo que não dava realmente vida a Jung Hoseok, mesmo que ia para a escola com o uniforme masculino, era como se fosse a minha ‘capa’ e não as roupas femininas que se apossavam de meu corpo.

 Será que ele não iria gostar de me ver como um garoto e todo seu amor se esvairia como uma fumaça ao vento? Mas ele havia me conhecido assim, não seria agora que me rejeitaria da minha maneira original, certo?

 Precisava vencer esse medo de ser novamente, pelo menos pelo dia de hoje, quem realmente sou. Ele vencera seu medo de estarmos juntos e transformou essa comemoração que tanto odiava, em um passeio incrível e maravilhoso, precisava retribuir de alguma forma seu esforço para tal.

 Respirei fundo, ajeitando mais uma vez a franja caída e destrancando a porta do banheiro.

 

Taehyung

 No relógio de pulso marcava já quinze e meia. Fitava o teto cor de rosa claro, deitado entre as diversas mini pelúcias que enfeitava a cama de solteiro de Hoseok, logo escutando o trinco da porta do banheiro ser aberto.

 Levantei para o olhar e senti que meu coração ia parar de bater a cada tonalidade que suas bochechas aumentavam para o vermelho.

 Pisquei algumas vezes sem nenhuma reação ou qualquer palavra que fosse para direcionar a aquele que me fitava com vergonha e ansiava para que algo saísse de minha garganta. Parecia como um sonho, bem a minha frente, realizado da forma que eu imaginava que poderia acontecer.

 Lá estava Jung Hoseok. O meu Jung Hoseok. Aquele que conheci quando seus cinco aninhos estavam aflorando, aquele que me acariciava os cabelos quando deitávamos para dormir, aquele mesmo garoto por quem eu me perdi apaixonadamente no labirinto do amor.

 Lá estava ele.

 Caminhei até perto de seu corpo que ainda possuía a cabeça baixa e as mãos agarradas à barra da camiseta larga, em sinal de nervosismo. Segurei seu rosto com uma mão em cada bochecha e fitei suas esferas castanhas escuras, que me transmitiam tanta paz e era banhada por um toque de medo e ansiedade.

 Sorri da forma mais sincera possível, deixando meus lábios em um formato retangular e, se ele pudesse ver através da máscara, meus olhos estariam com certeza em dois riscos puxados.

 - Você fez isso por mim? – me referi as roupas, recebendo um balançar de cabeça positivo. – Está lindo meu amor.

 - O-Obrigado, eu acho. – fechou os olhinhos permitindo receber o selar carinhoso que depositei em sua testa.

 Fui puxado pela mão para que me deitasse novamente à cama de Seokkie. Ajeitei-me mais para canto da parede lhe dando lugar para que se deitasse ao meu lado. Queria tanto me livrar daquela roupa de Tuxedo Mascarado e colocar algo mais confortável, mas não podia estragar minha identidade.

 Seu corpo se aconchegou mais próximo ao meu, fazendo com que nossas respirações se cruzassem e misturasse uma à outra. Senti seu braço circular minha cintura em um aperto fraco e receoso. Passei os meus por cima de seus ombros o trazendo mais para perto, nos deixando colados.

 - Era assim que você imaginava? – perguntei baixo em seu ouvido, sentindo uma de suas pernas passarem por cima das minhas.  

 Uma de suas mãos procurou por minha destra, fazendo com que nossos dedos se entrelaçassem perfeitamente como peças de um quebra-cabeça, a outra foi até meus cabelos claros os acariciando lentamente, da mesma forma que fazia quando éramos menores. Um beijinho tímido foi deixado em cima da pintinha que repousava sob a ponta de meu nariz.

 - Agora sim é da forma como eu imaginava. – se aninhou mais em meu peito, apertando ainda mais o enlaço de nossos corpos.

*

 Sua respiração pesada batia na altura de meu pescoço, fazendo com que arrepios dançassem livremente por minha derme exposta do local, e denunciasse que seu sono havia o puxado para o mundo dos sonhos.

 O ending dos diversos episódios de Sailor Moon passava pela televisão grande, mostrando o quanto nós tínhamos assistidos naquele fim de tarde, assim como nos velhos tempos. Suas risadas altas e comentários sobre cada cena - e até mesmo suas falas decoradas de alguns personagens – ecoavam ainda por minha mente, arrancando-me um sorriso bobo.

 No relógio marcava dez para às vinte horas, logo, logo Jeon estaria tocando a campainha, a espera de Hoseok para que pudessem passar o fim da noite juntos. Contra minha vontade, me desvencilhei de seus braços finos, os repousando sob o colchão, logo me levantando já sentindo a falta de sua temperatura contra a minha.

 Corri até meu quarto ao lado do seu em busca do presente simples, porém importante, que tinha comprado apenas para que ele pudesse se sentir mais próximo a mim quando fosse dormir. Estúpido, eu sei, mas o que não fazemos quando amamos?

 Voltei com uma pelúcia média em forma de um leão, já que era um dos meus animais preferidos, e a deixei abaixo de seus braços, onde meu corpo estava antes.

 Acarinhei seus cabelos sedosos, o observando respirar calmo enquanto dormia. Aproximei-me deixando um leve selar sobre o sinal que enfeitava um dos cantos de seu lábio inferior.

 - Eu amo você Seokkie. – sussurrei para que não acordasse, e assim sai do quarto, me dirigindo até o meu.

 

Hoseok

 Um barulho irritante ecoava por toda a casa, me fazendo acordar com tamanha era insistência com esse ruído agudo e chato.

 Abri os olhos me acostumando com a luz fraca que saia da tela da televisão, só então lembrando o porquê da mesma está ligada. Olhei para os lados dando falta da presença de V e logo um sentimento de abandono me preencheu o interior, mas ao perceber o leãozinho em meus braços e que possuía seu cheiro doce, logo aquele sentimento sumiu.

 Ele com certeza tinha seus motivos para ter me deixado ali enquanto dormia, talvez não quisesse me acordar para dizer adeus, já que eu mesmo não sei como reagiria a essa palavra, vendo sua silhueta se distanciando de mim.

 A campainha continuou insistindo, só me dando conta que certamente seria Jungkook que a estava tocando.

 Desci até a sala, me direcionando até o som insistente, abrindo a porta logo em seguida. Jeon mantinha um olhar irritado que da água ao vinho se transformou em um repleto de surpresa.

 - Por que raios você está com essa roupa? – perguntou tocando e analisando as vestimentas que caiam em meu corpo.

 - É uma longa história. – o puxei para que entrasse longo, fechando a porta. – Vem, vou te contar tudo. – segurei sua mão, correndo escada à cima.

 

 - COMO ASSIM VOCÊ O BEIJOU HOSEOK?!

 Gritou indignado a todo pulmão, sentado em minha cama. O mesmo vestia um pijama um tanto curto na cor lilás acompanhado de pantufas com carinhas de patinhos amarelos, o que me arrancava risada a cada vez que ele pisava e os bichos soltavam barulhos dos próprios animais.

 A chuva do lado de fora caía fortemente fazendo com que as gotas pesadas batessem contra o vidro da janela, de modo que, sua companhia e meu bolo preferido de chocolate que havia feito como um presente, deixava aquele dia ainda mais perfeito do que poderia ficar.

 Expliquei todo o encontro até a parte em que nos beijamos na roda gigante, e meu amigo achou o maior absurdo que eu já tinha o contado.

 - Isso que você ouviu. – sorri, lembrando-me daquele momento. – E sabe Jeon, foi o melhor beijo da minha vida. A boca dele era tão macia e estava com o gosto do sorvete de chocolate que ele chupou mais cedo. – fechei os olhos, podendo ainda sentir o seu toque. – Ele tem um sorriso tão bonito que há anos não via semelhante àquele.

 - Credo, você falando dessa forma até parece um besta apaixonadinho. – fez um bico enorme, o que eu sabia ser ciúmes, já que o mesmo era tão apegado a nossa amizade e com certeza me ouvir falar daquela maneira o cutucou. – Não estou gostando nada disso aí, se quer bem saber...

 - Yah, pare com isso Jeon, você está é com ciúmes de mim. – deitei ao seu lado em minha cama, enquanto o via virar o rosto para cima.

 - Estou mesmo! – cruzou os braços de forma infantil, cedendo facilmente a minha acusação. – Olha só o que ele está fazendo com você em apenas um dia, até conseguiu fazer você colocar essas roupas novamente. Parece até que eu estou te perdendo.

 - Não diga essas coisas Kookie. – apertei suas bochechas infladas. – Você é o melhor amigo de todos, e eu sempre vou te amar. Sabe disso, não é?

 - Claro que eu sei! – gritou alto, me abraçando forte. Jeon era mesmo uma criança quando queria. A minha criancinha que sempre cuidaria. – Agora para de melaço e me conta mais sobre seu encontro, quero saber tu-do!!

 Depois de tanto conversar, finalmente nos deitamos para dormir. O quarto estava em total silêncio, sendo preenchido apenas por alguns murmúrios baixos de Jeon enquanto se apertava ainda mais em meu corpo, em um abraço sufocante. Logo, meu celular acendeu revelando que uma nova mensagem esperava para ser visualizada. Sorri grande.

 

 

 Daddy V <3: Espero que o dia de hoje tenha valido a pena e você tenha se divertido muito, mesmo comigo tremendo de nervoso. E obrigado por ter me dado a chance de mostrar meus sentimentos por ti.

 Eu: Eu que agradeço por você me amar tão intensamente dessa forma.


Notas Finais


eai, gostaram? o que acharam desse primeiro encontro? atingiu as expectativas de todos? o que acham que vai acontecer daqui pra frente?
nos contem, adoramos ler seus comentários, nos deixam muito felizes

até o próximo!


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