História To Love Re: "Borda do Espelho" - Capítulo 4


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Categorias To Love-Ru: Trouble
Personagens Personagens Originais
Tags Comedia, Demonios, Drama, Magia, Policial, Revelaçoes, Sobrevivencia, Violencia
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Palavras 2.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Fantasia, Ficção Científica, Harem, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Survival, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - "Lobo"


Fanfic / Fanfiction To Love Re: "Borda do Espelho" - Capítulo 4 - "Lobo"

Hisoka gemeu e abriu os olhos, a cabeça latejando enquanto ele tirava as cobertas de seu corpo suado. Bom dia, bela adormecida. Hisoka saltou da cama, os olhos apertados saltando pela sala enquanto soltava um grunhido baixo, cerrando os punhos enquanto procurava no quarto qualquer sinal de onde estava. Seus olhos percorreram o ambiente, reconhecendo vagamente a cena da noite anterior, completa com suas notas de pesquisa espalhadas pelo chão. De repente, ele percebeu onde estava e caminhou até a porta, todo o cansaço esquecido. Yuri não estava à vista, mas ele notou a bolsa dela encostada na mesa. Lentamente, o corpo do menino relaxou e ele estava apenas olhando para o corredor, respirando suavemente.

 Yuri evidentemente havia apagado ele com uma frigideira em algum momento da noite, pois quando ele voltou para o quarto, Hisoka encontrou um papel sobre a mesa com um pedido de desculpas. Ele ignorou aquilo e ligou o seu MP3 antes de se jogar na cama. A música ecoou suavemente pelo seu quarto. Uma melodia suave de um shakuhachi misturado com o som agudo de uma harpa koto acompanhou-o enquanto ele estava olhando para o teto, pensando. O sol estava subindo lentamente, os primeiros raios quase cegando-o. Relutante, ele se levantou, a bagunça de cabelos negros balançando. Ele olhou para si mesmo por um momento no espelho, imaginando quem seria no espelho. Ultimamente ele não sabia dizer. Foram os traços fortes de seu pai, o queixo definido e o olhar frio, ou o azul profundo de sua mãe e o cabelo preto. Deixando a questão em aberto, como em qualquer outro dia, ele tomou um banho e começou a arrumar o cabelo espetado. 

His - Vou precisar de uma consulta no cabeleireiro em breve. 

Ele murmurou meio que para si. Mais uma vez ele se deparou com aquele olhar sem emoção. Como se estivesse se movendo pela vontade de outra pessoa, ele jogou o pente de lado, vestiu-se e pegou sua bolsa. Ele não suportava mais seu reflexo no espelho. Seu cabelo ficou intocado depois de tudo. Por um momento ele congelou na frente da porta. Sua irmã ainda estava dormindo. Talvez ele lhe dissesse adeus. Talvez não. Levou um segundo antes de sair. Não era como se Yuri dissesse alguma coisa legal para ele de volta. Com um movimento rápido, ele abriu a porta, pegou o longboard e desapareceu no tráfego da manhã. O ar estava quente e sentiu seu coração ao pensar no dia que iria começar. Uma respiração profunda acalmou sua mente novamente e ele deixou a batida afogar sua cabeça nas lembranças de um leve sorriso manchado no mais doce vermelho que ele já conheceu.

Ele estendeu a mão para o bolso para tirar os fones de ouvido, colocando-os e ligando o celular para tocar música enquanto andava de longboard em silêncio. Pôde também distrair-se o resto do caminho para a escola. Ser mais tarde do que o habitual significava que, quando ele chegou ás aulas, já estava quase cheio. No entanto, ele foi ignorado em sua maior parte enquanto se dirigia ao seu assento. Hisoka não tinha certeza do que fazer com ele mesmo. Ele ficou na sala alguns minutos depois de uma garota se aproximar dele e se perguntar o que deveria fazer. Ela tinha cabelo castanho-claro curto com uma pequena trança para o lado e dois adornos de cor creme recortados em lados opostos em seus cabelos, enquanto seus olhos também eram castanhos. Ela também tinha seios notavelmente grandes. Isso bem como eles estavam no meio da sala de aula, onde eles estavam ganhando cada vez mais olhos olhando para eles.

- Você é Hisoka-kun, correto?

A garota perguntou com uma cara séria.

His - Isso depente...

Hisoka respondeu com uma cara séria.

His - Ele está com problemas?

Ele não deveria ter dito isso. Felizmente, a garota não parecia estar muito zangada ou não impressionada.

- Por favor, leia isso.

Ela pediu, simplesmente ignorando a pergunta e entregando-lhe um envelope. Hisoka a encarou enquanto ela saia, confuso. As pessoas não tinham coragem para falar com ele, e ninguém nunca comentara nada sobre ele para as outras salas sobre ele ser o novo aluno transferido. Talvez aquela garota fosse diferente. No entanto, ele ainda não tinha se recuperado do fato de uma garota vir até a sua sala apenas para lhe entregar um bilhete. De qualquer forma, ele cortou a fita com suas mãos ágeis e desdobrou o bilhete, e então se pôs a ler. Me encontre atrás da escola, depois da aula. Por um longo momento, Hisoka ficou tão perdido que sentia vontade de quebrar alguma coisa e, ao mesmo tempo, seus olhos ardiam como se ele estivesse prestes a cair em prantos. Hisoka suspirou; ele não pensara direito.

Enquanto Hisoka observava o pátio da escola pela janela, algo pequeno saiu em disparada por entre as árvores como uma sombra que mudava constantemente de forma. O menino apertou os olhos, tentando ver melhor, mas não houve mais movimentos. Ele deu de ombros, os eventos recentes fizeram com que ele ficasse atento à menor brisa. Talvez estivesse imaginando coisas. Quando ele se virou para a frente da sala, o professor finalmente entrou, dirigindo-se á sua mesa e arrumando as páginas que levava consigo; presumivelmente as anotações do dia. Saero era velho, mas ainda era observador, e exigiu apenas um olhar superficial para notar as poucas ausências; apenas algumas pessoas que eram conhecidas por terem ido embora, antes de tossir para limpar a garganta.

Sae - Yukihime-san, por favor, ligue-nos.

O presidente da turma, Yukihime Murano, balançou a cabeça e levantou-se, levantando a mão para tirar uma mecha do cabelo preto do rosto. Ela se curou antes de ficar de pé, olhado para o professor.

Yuk - Fique. Curve-se. Sente-se.

A prática era tão comum que todos os estudantes a faziam na hora certa com todos os demais, antes de todos se sentarem. E com o papel desempenhado, ela também se sentou, permitindo que o idoso conversasse. Hisoka ignorou completamente o assunto, já que a conversa não o envolvia. O almoço não chegou rápido o suficiente, e quando Saero finalmente desacelerou seu zumbido, Hisoka estava mais do que pronto para se perder na escola assim que pudesse. Ele caminhou pelo corredor em um ritmo que ele duvidava que pudesse ser facilmente seguido. Ele ponderou aonde iria, e etão lembrou-se do bilhete. Depois de pensar sobre isso, ele decidiu sair para o pátio e ir para atrás da escola. De soslaio, Hisoka continuou a observar a pequena sombra que o acompanhava, se esgueirando de uma árvore para a outra. O que seria aquilo? Não parecia grande o suficiente para ser algum tipo de ameaça. Seja lá o que fosse aquilo, Hisoka parecia não conseguir tirá-lo da cabeça. Ele diminuiu o ritmo até ficar para trás, distanciando-se do restante do grupo de alunos que caminhava pelo pátio. Os outros estavam distraídos demais para que alguns momentos depois ele pudesse ir até as árvores sem que ninguém percebesse.

His - Quem está aí?

Hisoka perguntou baixinho. Um focinho peludo espiou detrás de uma das árvores. Uma coisa felpuda e com orelhas pontudas brotou diante de Hisoka, espiando o menino com seus olhos azuis e profundos. Um filhote de lobo. A criatura ganiu e se esgueirou para trás, saindo do campo de visão de Hisoka. O coração do menino retumbava dentro do peito. Ele deu meio passo para a frente, contraindo o corpo quando seu sapato rompeu um graveto com um estalo. O filhote de lobo não se afastou. Hisoka pôde ver quando o animal se aproximou, aninhando-se atrás de uma árvore. A brisa da manhã despenteava seu pelo preto. Ele farejava o ar com um focinho preto e úmido. Não parecia ameaçador. Parecia mais um cachorro. Um filhotinho, na verdade. 

His - Está tudo bem. 

Hisoka tentou fazer uma voz reconfortante. 

His - Pode sair. Ninguém vai lhe fazer mal. 

A cauda pequena e peluda do lobo começou a balançar. Aos tropeços, ele caminhou até Hisoka sobre as folhas mortas e a neve. Suas pernas ainda não estavam firmes. 

His - Ei, lobinho.

Hisoka baixou o tom de voz. Ele sempre quisera desesperadamente ter um cachorro, mas o pai nunca permitiu que ele possuísse qualquer bicho de estimação. Incapaz de se controlar, Hisoka estendeu uma das mãos e começou a acarinhar a cabeça do lobo, com os dedos afundando nos pelos de seu pescoço. O lobo começou a abanar a cauda mais depressa e a ganir.

- Watanabe-san!

Alguém chamou.

- O que você está fazendo? Aonde você foi?

Os braços de Hisoka começaram a se mexer contra a sua vontade, como se o garoto fosse uma marionete movida por varas, pois eles pegaram o lobo e o esconderam debaixo da camisa. O filhote começou a se debater, lutando para se segurar, tentando cavar a pele do menino com as patinhas. Arrependendo-se imediatamente, ele conjurou sua magia sombria. O chão diante dele foi tomado por uma placa oval e negra, com fios de escuridão serpenteando ao redor. Dele, ele retirou um casaco preto. Os braços de Hisoka começaram a se mexer novamente, pois ele colocou o casaco rapidamente e pegou o lobo e o escondeu debaixo do casaco. O filhote começou a se debater novamente, lutando para se segurar, tentando cavar o tecido da camiseta de Hisoka com as patinhas. Ele fechou o casaco e olhou para si mesmo. Não dá para ver que há alguma coisa aqui, ele disse para si mesmo. Parecia apenas que ele estava com uma pança, como se tivesse exagerado na carne. 

- Watanabe-san!

A voz gritou de novo. Hisoka hesitou enquanto o buraco negro desaparecia. Ele tinha certeza absoluta de que levar um animal para a escola era uma infração que o faria ser expulso. Aquele era um ato insano. E então o filhote de lobo subiu por dentro do casaco e lambeu a ponta do queixo de Hisoka. Ele se lembrou que ali naquela cidade não havia lugar para lobos. Será que ele havia se perdido pelo caminho de volta para casa? Será que ele fora capturado por um caçador? Será que aquele lobo não tinha mais mãe... assim como Hisoka? Ele respirou fundo e passou o resto do caminho com o zíper do casaco fechado até o pescoço, mancando atrás dos outros.

Yuk - Onde você estava?

Yukihime perguntou. Ela tinha saído do estado de atordoamento e naquele momento parecia irritada.

Yuk - Estávamos começando a ficar preocupadas.

His - Meu pé ficou preso em uma raiz.

Disse Hisoka, agora notando a segunda figura. Era aquela garota pequena e bronzeada que olhava para ele na sala de aula de vez em quando; Nemesis, se a mente não falhasse.

Yuk - Da próxima vez, grite ou faça alguma coisa do tipo.

Yukihime parecia muito cansada e distraída para analisar aquela história com mais cuidado. Nemesis olhou para Hisoka com uma expressão estranha no rosto.

Nem - Estávamos falando sobre você, na verdade.

Informou Nemesis.

Nem - Você não apareceu nas últimas aulas.

His - Desculpe, eu estava doente nos últimos dois dias.

Hisoka mentiu, não se sentindo tão mal quanto ele pensava sobre isso. Eles avistaram as portas da escola, o que distraiu Hisoka com a promessa de que, quando conseguisse voltar para casa, seria um milhão de vezes mais fácil esconder o lobo. Pelo menos seria mais fácil escondê-lo de todas as pessoas que não moravam com ele. Ele daria um pouco de água e comida para o lobo e então... e então pensaria no que fazer. Ele manteve-se calmo quando chegou dentro da sala de aula, seguindo o resto das horas de estudo como planejado. Quando a aula terminou, Hisoka sentiu-se completamente revigorado e aliviado. Era bom que a escola tendesse a sair rapidamente, o que significava que ele não precisava encontrar ninguém. Seria difícil explicar o fato dele carregar um lobo pelo corredor até a saída. Ele passou pelas portas, apresentado-lhe outro problema. Do lado de fora, estava o que ficara preso em sua mente durante todo o tempo desde que ele havia lido o bilhete; a garota de cabelos castanhos-claros. Graças ao pacote peludo que carregava na barriga, a temperatura do corpo de Hisoka se elevou. Para completar, o lobo respirava com seu bafo quente no pescoço do menino. Na verdade, ele até achou que o bicho devia ter caído no sono.

- Está tudo bem? Você está ficando meio roxo.

His - Estou bem.

Hisoka parou quando notou a voz familiar. Ele virou-se para encontrar Célia, a garota que ele não havia visto desde que chegara na escola. Ela o examinou por um momento. 

Cel - Tem alguma coisa enfiada debaixo do seu casaco? 

His - Meu cachecol.

Ele respondeu, esperando que ela não lembrasse que ele não estava usando um. Ela franziu o cenho. 

Cel - E por que você está usando cachecol? 

Hisoka deu de ombros. 

His - Eu estava com frio. 

Cel - E você trouxe o meu casaco?

Ela perguntou. Respirando aliviado, Hisoka balançou a cabeça negativamente. Célia trocou olhares com a menina de cabelos castanhos. A desconhecida encolheu-se um pouco antes de se afastar timidamente.

Cel - Hisoka-kun...

His - Mais tarde.

Hisoka arfou, começando a correr para os portões da escola. O resto da caminhada até sua casa foi gasto em total silêncio e em uma corrida frenética e rápida. Foi um tópico dolorido, evidentemente. No enanto, o silêncio foi interrompido quando ele se virou para o caminho em que sua casa estava localizada. Yuri estava de pé na porta de sua casa. No entanto, Hisoka a ignorou completamente, arfando enquanto corria para o seu quarto, se jogando na cama e fechando a porta com um chute. Ele caiu de costas no colchão bem na hora em que o lobo passou a cabeça pela gola do casaco e olhou ao redor. Livre, o animal parecia loucamente empolgado e pulava pelo quarto, suas unhas fazendo barulho sobre o chão de madeira. Hisoka rezou para Yuri não ouvir o lobo farejar o caminho até debaixo da cama dele, ao redor do armário e por cima do pijama que Hisoka jogara no chão quando foi acordado mais cedo. 

His - Você precisa de um banho.

Ele disse ao lobo. O filhote parou de rolar pelo chão, com as pernas no ar, balançando a cauda e com a língua pendurada em um dos cantos da boca. Afastando aquele pensamento, Hisoka subiu na cama, chutou os sapatos para longe e colocou a cabeça no travesseiro. O lobo pulou ao lado dele, cheirando a agulhas de pinheiro e terra recém-revirada. Por um momento, Hisoka imaginou se o lobo iria mordê-lo. Porém, em vez disso, ele se aninhou ao lado dele, rodeando-o duas vezes antes de jogar o corpinho sobre sua barriga. Com o peso quente do lobo sobre si, Hisoka caiu no sono imediatamente.

Continua...



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