História Toda sua - Adaptação - Capítulo 1


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Categorias Cole Sprouse, Riverdale
Personagens Cole Sprouse, Elizabeth "Betty" Cooper
Visualizações 67
Palavras 1.631
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo 1


 “A gente devia ir até um bar comemorar.”

A declaração enfática de meu amigo Casey Cott, com quem eu dividia um

apartamento, não foi nada surpreendente. Ele estava sempre disposto a comemorar, mesmo

as coisas mais insignificantes. Sempre considerei isso parte de seu charme.

“Sair pra beber um dia antes de começar num emprego novo com certeza não é uma

boa ideia.”

“Vamos lá, Lili.”

Casey sentou no chão da sala do nosso novo apartamento, em meio à bagunça da

mudança, e abriu seu sorriso irresistível. Fazia dias que só cuidávamos da arrumação, e

ainda assim ele estava lindo. Com seu corpo esguio, cabelos escuros e olhos verdes, Casey 

era o tipo de homem cuja aparência, quaisquer que fossem as circunstâncias, raramente era

algo menos do que incrível. Isso me deixaria com raiva, se ele não fosse a pessoa que eu

mais adorava no mundo.

“Não estou dizendo pra gente encher a cara”, ele insistiu. “Só uma ou duas tacinhas

de vinho. A gente pega o happy hour e volta pra casa lá pelas oito.”

“Não sei se vou ter tempo.” Apontei para minha calça de ioga e meu top de

ginástica. “Depois que eu cronometrar a caminhada até o trabalho, vou pra academia.”

“É só andar depressa e malhar mais depressa.” A expressão de Casey, com as

sobrancelhas cuidadosamente curvadas em um arco perfeito, me fez rir. Nunca perdi a

esperança de que seu rosto incrível aparecesse um dia em outdoors e revistas de moda do

mundo inteiro. Qualquer que fosse sua expressão, ele era um arraso.

“Que tal amanhã, depois do trabalho?”, ofereci em troca. “Se eu conseguir

sobreviver ao primeiro dia, aí sim vamos ter o que comemorar.”

“Combinado. Hoje vou estrear a cozinha nova fazendo o jantar.”

“Hã...” Cozinhar era um dos prazeres de Casey, mas não um de seus talentos.

“Legal.”

Afastando uma mecha de cabelo que caíra sobre seu rosto, ele me olhou com um

sorriso.

“A gente tem uma cozinha de fazer inveja à maioria dos restaurantes. Não tem erro

ali.”

Não muito convencida, eu me despedi com um aceno, decidida a me esquivar da

conversa sobre a cozinha. Desci para o térreo de elevador e sorri para o porteiro quando ele

abriu a porta pra mim.

Assim que pus o pé para fora, fui envolvida pelos aromas e ruídos de Manhattan,

que me convidavam a sair e explorar. Eu não estava apenas do outro lado do país em

relação à minha antiga casa em San Diego — parecia estar em outro mundo. Duas

metrópoles importantes — uma infinitamente amena e sensualmente preguiçosa, a outra

pulsando como um organismo vivo carregado de uma energia frenética. Nos meus sonhos,

eu me imaginava em um pequeno e charmoso prédio no Brooklyn, mas, por ser uma boa

menina, acabei no Upper West Side. Se não fosse o Casey, eu estaria completamente sozinha

em um apartamento enorme que custa por mês mais do que a maioria das pessoas ganha em

um ano.

Paul, o outro porteiro, me cumprimentou tirando o quepe.

“Boa noite, senhorita Reinhart. Vai precisar de um táxi esta noite?”

“Não, obrigada, Paul.” Bati no chão com os amortecedores do meu tênis de

ginástica. “Vou sair pra caminhar.”

Ele sorriu. “Esfriou um pouquinho agora no fim da tarde. O tempo está gostoso.”

“Me disseram pra aproveitar o mês de junho, antes que comece o calor de verdade.”

“Um ótimo conselho, senhorita Reinhart.”

Ao me afastar da fachada envidraçada e moderna que de alguma forma não

destoava da idade do edifício e da vizinhança, desfrutei da relativa tranquilidade da rua

arborizada antes de chegar à agitação e ao trânsito intenso da Broadway. Eu ainda tinha

esperanças de me adaptar rapidamente, mas por enquanto me sentia uma falsa nova-

iorquina. Eu tinha um apartamento e um emprego, mas ainda não me sentia segura o

bastante para me aventurar no metrô, e não tinha me acostumado a acenar ostensivamente

para os táxis. Enquanto caminhava, eu tentava não parecer impressionada e atônita, mas era

difícil. Havia tanta coisa para ver e experimentar.

O estímulo sensorial era atordoante — o cheiro da fumaça dos escapamentos

misturado com o da comida dos carrinhos dos ambulantes; os gritos dos camelôs se

infiltrando na música dos artistas de rua; a impressionante variedade de rostos, estilos e

sotaques; as maravilhas arquitetônicas... E os carros. Minha nossa. O fluxo frenético de

carros, sempre grudados uns nos outros, era algo que eu nunca tinha visto na vida.

Havia sempre uma ambulância, uma viatura ou um caminhão de bombeiros

tentando romper a torrente de táxis amarelos com o uivo eletrônico de sirenes

ensurdecedoras. Fiquei impressionada com os ruidosos caminhões de lixo que se

arremessavam em ruas estreitas de mão única e com os entregadores que encaravam a

massa compacta de veículos, com prazos rigorosos a cumprir.

Os verdadeiros nova-iorquinos nem reparavam em tudo isso — a cidade para eles

era familiar e confortável como um velho par de sapatos. Eles não viam as ondas de vapor

escapando dos bueiros e saídas de ar com um encanto carregado de romantismo, nem

pareciam notar quando o chão tremia sob seus pés com a passagem do metrô — ao

contrário de mim, que sorria como uma idiota e encolhia os dedos dos pés. Nova York era

um caso de amor totalmente novo para mim. Eu estava embasbacada e não conseguia

esconder. Tive que me esforçar bastante para manter uma atitude indiferente enquanto me

dirigia ao local em que ia trabalhar. Pelo menos em termos profissionais, as coisas estavam

acontecendo da maneira como eu queria. Meu desejo era ganhar a vida com base em meus

próprios méritos, o que significava começar por baixo. A partir da manhã seguinte, eu seria

a assistente de Mark Garrity na Waters Field & Leaman, uma das maiores agências de

propaganda dos Estados Unidos. Meu padrasto, o magnata do setor financeiro Richard

Stanton, não gostou nada da ideia — na opinião dele, se eu fosse menos orgulhosa, poderia

trabalhar para algum amigo dele e colher os benefícios inerentes a esse tipo de

proximidade.

“Você é teimosa como seu pai”, ele falou. “Ele vai demorar a vida inteira para

conseguir pagar seu financiamento estudantil com o que ganha como policial.”

Esse foi outro motivo de disputa, e meu pai se recusou terminantemente a ceder.

“De jeito nenhum outro homem vai pagar pela educação da minha filha”, respondeu Victor

Reyes quando Stanton fez sua proposta. Ele ganhou meu respeito com essa atitude. E acho

que o de Stanton também, embora ele nunca vá admitir isso. Eu entendia o lado dos dois,

porque queria pagar eu mesma pelos meus estudos... mas não teve jeito. Para meu pai, era

uma questão de honra. Minha mãe não quis se casar com ele, mas isso não diminuiu sua

determinação em agir como pai em toda e qualquer situação.

Como remoer frustrações do passado nunca leva a nada, concentrei-me na tarefa de

chegar ao trabalho o mais rápido possível. Decidi cronometrar o trajeto em um horário de

pico de uma segunda-feira, e fiquei satisfeita por conseguir chegar ao Crossfire Building,

sede da Waters Field & Leaman, em menos de meia hora.

Inclinei a cabeça e segui o contorno do edifício até encontrar o azul do céu. O

Crossfire era absolutamente fenomenal — uma torre imponente com um brilho safírico que

parecia chegar até as nuvens. Nas entrevistas que fiz ali, vi que o outro lado das portas

giratórias ornadas com cobre era tão suntuoso quanto seu exterior, com piso e paredes

revestidos de mármore dourado e mesas e catracas de alumínio polido.

Tirei meu novíssimo crachá do bolso da calça e mostrei para os dois seguranças de

terno escuro sentados à mesa. Eles me barraram assim mesmo, sem dúvida por eu estar

muito malvestida para aquele ambiente, mas depois me deixaram entrar. Após subir os

vinte andares de elevador, pude fazer uma estimativa do tempo de viagem de casa até o

trabalho. Nada mau.

Eu estava saindo do elevador quando vi uma morena bonita e muito bem arrumada

passar pela catraca sem levantar devidamente a bolsa, que ficou enroscada e se abriu,

provocando um dilúvio de dinheiro sobre o chão. As moedas caíram e saíram rolando

alegremente — e as pessoas que passavam se esquivavam do caos e seguiam em frente

como se nada estivesse acontecendo. Em um gesto de compaixão, eu me curvei para ajudá-

la a recolher o dinheiro, junto com um segurança que havia tido o mesmo impulso.

“Obrigada”, ela disse, abrindo um breve sorriso no rosto quase coberto pelos

cabelos.

Retribuí o sorriso. “Imagina. Essas coisas acontecem.”

Eu tinha acabado de me agachar para alcançar uma moedinha que fora parar perto

da entrada quando dei de cara com um luxuoso par de sapatos oxford, encimado por uma

elegante calça preta. Esperei um pouco para que aquele homem saísse do caminho, mas,

como ele não se mexia, levantei a cabeça para ampliar meu campo de visão. O terno feito

sob medida já era suficiente para deixar meus sinais de alerta ligados, mas era o corpo alto

e esguio por baixo dele que o tornava sensacional. Ainda assim, apesar de toda aquela

demonstração impressionante de masculinidade, foi só quando vi seu rosto que percebi o

que havia de fato diante de mim.

Uau. Simplesmente... uau.

Em um gesto cheio de elegância, ele se agachou bem de frente para mim. Com toda

aquela beleza masculina ao alcance dos meus olhos, tudo o que eu podia fazer era encarar.

Admirada.

Foi então que o espaço que havia entre nós desapareceu.

Ao olhar para mim, ele mudou... como se um escudo tivesse sido removido de seus

olhos, revelando uma força vital esmagadora que me fez perder o fôlego. O magnetismo

poderoso que ele exalava se intensificou, transformando-se em uma impressão quase

tangível de uma energia vigorosa e inesgotável.


Notas Finais


E ai, comentem o que acharam. Bjjjjjjjjjjs ❤


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