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História Toda Sua - Jensoo - Capítulo 12


Escrita por: bellbas_blink_

Capítulo 12 - Capítulo 12


Suspirei. A quem estava tentando enganar? Eu acabaria indo de qualquer jeito.

Minha mãe e Stanton ajudavam instituições que cuidavam de crianças vítimas de abuso porque era uma coisa importante para mim. Comparecer a um ou outro evento pomposo era um preço pequeno a pagar em troca disso.

 Respirando fundo, tentei relaxar. Eu me programei para ligar para meu pai quando chegasse em casa e pensei em um bilhete de agradecimento para mandar a Jisoo pela garrafinha que curou minha ressaca. Eu até poderia enviar um e-mail para o endereço que estava no cartão de visitas que ela me deu, mas seria uma deselegância. Além disso, eu não sabia se ela mesmo lia seus e-mails ou delegava essa tarefa a alguém.

 Ligaria para ela quando chegasse em casa. Por que não? Foi o que ela pediu — ou melhor, mandou; estava escrito com todas as letras no cartão de visitas. E eu poderia ouvir aquela voz cheia de luxúria de novo.

 A porta se abriu e a massagista entrou. - “Olá, Jennie. Está pronta?”

 Não exatamente. Mas estava quase lá.

Depois de passar várias horas agradabilíssimas no spa, minha mãe e Chae me deixaram no apartamento e saíram à procura de abotoaduras novas para Stanton. Aproveitei esse tempo livre para ligar para Jisoo. Mesmo estando sozinha, tive que digitar o número dela várias vezes antes de enfim tomar coragem para completar a ligação.

 Ela atendeu ao primeiro toque. - “Jennie.”

 Fiquei surpresa por Jisoo saber quem era, e confusa por alguns instantes. Por que ela tinha meu número na lista de contatos? - “Hã... Oi, Jisoo.”

- “Estou aí perto. Avise na portaria que estou chegando.”

- “Quê?” Parecia que eu havia perdido uma parte da conversa. - “Chegando aonde?”

- “Na sua casa. Estou virando a esquina. Avise a portaria, Jennie.”

 Jisoo desligou e eu fiquei olhando para o telefone, tentando assimilar o fato de que em poucos momentos estaria novamente com ela. Um tanto desorientada, fui até o interfone e avisei na portaria que estava à espera dela, que chegou ainda enquanto eu falava. Poucos instantes depois, Jisoo estava à minha porta.

 Foi quando eu lembrei que estava usando apenas um robe de seda fina e que já estava maquiada e penteada para o evento da noite. Que tipo de impressão aquilo causaria nela?

 Fechei bem o robe antes de deixá-la entrar. Ela apareceu sem ser convidada, e eu não tinha a intenção de seduzi-la nem nada do tipo.

 Jisoo ficou parada na porta por um bom tempo, percorrendo com seu olhar desde a ponta dos meus cabelos até os meus dedos do pé pintados em estilo francesinha. Eu também estava impressionada com a aparência dela. A maneira como ela estava vestida, com um jeans surrado e camiseta, fez com que eu quisesse despi-la com os dentes.

- “Valeu a pena ter vindo até aqui para ver você assim, Jennie.” Ela entrou e trancou a porta atrás de si. - “Como está se sentindo?”

- “Bem. Graças a você. Obrigada.” Senti um nó no estômago por causa da presença dela, que fazia com que eu ficasse meio... tonta. - “Mas não foi por isso que você veio aqui.”

- “Vim até aqui porque você demorou pra ligar.”

- “Eu não sabia que tinha um prazo.”

- “Eu precisava falar com você ainda hoje, e também queria saber se está tudo bem depois de ontem à noite.” Seus olhos assumiram uma expressão séria ao passear por mim.

Seu rosto de tirar o fôlego parecia emoldurado por seus cabelos negros impecáveis.

 - “Você está linda, Jennie. Acho que nunca desejei tanto alguém como agora.”

 Com essas poucas palavras, simples e diretas, já fiquei toda excitada e carente.

Vulnerável demais. - “O que você tem pra falar de tão urgente?”

- “Vamos juntas ao evento de hoje à noite.”

 Levei um susto, surpresa e animada com o pedido. - “Você vai?”

- “E você também. Vi a lista de convidados e sei que sua mãe também vai. Podemos ir juntas.”

 Pus a mão sobre a garganta, dividindo minha preocupação entre o fato de ela saber  tanta coisa sobre mim e o que havia acabado de me pedir. - “Não foi isso que eu quis dizer quando pedi pra gente passar algum tempo juntos.”

- “Por que não?” Era uma pergunta desafiadora. - “Qual é o problema de irmos juntas a um evento a que nós duas já iríamos de qualquer forma?”

- “Não é só um jantarzinho íntimo. É um evento de muita visibilidade.”

- “E daí?” Jisoo chegou mais perto e acariciou com o dedo um dos cachos do meu cabelo.

 Havia um tom sugestivo em sua voz que me fez estremecer. Eu conseguia sentir o calor de seu corpo rígido e o aroma de sua pele. A cada minuto que passava, eu me deixava levar mais por seu charme.

 - “As pessoas vão tirar conclusões, principalmente minha mãe. Ela já está farejando sua solteirice no ar.”

 Baixando a cabeça, Jisoo pressionou seus lábios contra a curvatura do meu pescoço. 

- “Não me importa o que as pessoas vão pensar. Sabemos o que estamos fazendo. E pode deixar que eu me encarrego da sua mãe.”

- “Se você pensa assim”, eu disse, quase sem fôlego, - “é porque não a conhece muito bem.”

- “Pego você às sete.” Sua língua percorreu a veia pulsante da minha garganta e eu me derreti sob ela. Meu corpo amoleceu quando ela me puxou para mais perto.  Ainda assim, consegui dizer: - “Eu não disse que sim”.

- “Mas não vai dizer que não.” Ela mordeu o lóbulo da minha orelha. - “Não vou deixar.”

 Abri minha boca para protestar, mas Jisoo logo a calou com um beijo molhado e luxurioso. Sua língua se movia devagar, fazendo com que eu desejasse que ela fizesse o mesmo entre as minhas pernas. Minhas mãos foram diretamente para seus cabelos, passeando por eles, agarrando com força. Quando lançou os braços em torno de mim, arqueei o corpo, curvando-me sob suas mãos.

 Assim como no escritório dela, antes que me desse conta eu já estava deitada no sofá, com sua boca engolindo meu suspiro de surpresa. Meu robe se abriu ao toque de seus dedos habilidosos; ela agarrava meus seios, explorando-os com apertões suaves e ritmados.  

- “Jisoo...”

- “Shh.” Ela sugou meu lábio inferior, enquanto seus dedos beliscavam meus mamilos sensíveis. - “Eu estava ficando maluca só de pensar que você estava sem nada por baixo desse robe.”

- “É que você veio sem avisar... Ah! Ui...”

 Ela abocanhou um dos meus seios, produzindo uma onda de calor que fez minha pele transpirar.

 Meu olhar buscou desesperadamente o relógio do decodificador da TV a cabo.

- “Jisoo, não.”

 Ela me olhou com seus olhos intensos. - “É uma loucura, eu sei. Eu não... não sei explicar por que, Jennie, mas preciso fazer você gozar. Penso nisso o tempo todo, há dias.”

 Uma de suas mãos abriu caminho até o meio das minhas pernas. Elas se abriram sem o menor pudor. Meu corpo estava todo excitado, eu estava toda vermelha, quase febril.

Sua outra mão continuou massageando os meus seios, deixando-os insuportavelmente sensíveis ao toque.

- “Você está toda molhadinha pra mim”, ela sussurrou, seguindo com os olhos até onde estavam seus dedos. - “Você é linda aqui também. Macia e rosadinha. Quente. Não foi hoje que você se depilou, foi?”

 Fiz que não com a cabeça.

- “Ainda bem. Acho que não aguentaria nem mais dez minutos sem tocar em você, imagine dez horas.” Ela enfiou um dedo cuidadosamente em mim.

 Meus olhos se fecharam diante da vulnerabilidade de estar de pernas abertas sendo masturbada por uma mulher cujo conhecimento do tempo de recuperação depois de uma sessão de depilação com cera denunciava uma tremenda intimidade com o sexo feminino.

Uma mulher que ainda estava totalmente vestida, ajoelhada no chão à minha frente.

- “Você é tão gostosinha.” O dedo de Jisoo entrava e saía suavemente de mim.

Minhas costas se curvaram, e minhas pernas o abraçaram com vontade. - “E tão gulosinha. Faz quanto tempo que você não trepa?”

 Engoli em seco. - “Eu andei meio ocupada. Tinha que terminar a tese, depois procurar emprego, cuidar da mudança...”

- “Faz um tempão, então.” Ela tirou o dedo de mim e voltou com dois. Não consegui segurar um gemido de prazer. Aquela mulher tinha mãos talentosas, confiantes e habilidosas, e conseguia tudo o que queria com elas.

- “Você toma pílula, Jennie?”

- “Tomo.” Minhas mãos agarraram as bordas do estofamento. - “Claro.”

- “Assim que eu te provar que não tenho nada e você fizer o mesmo, vou gozar dentro de você.”

- “Jisoo” Eu estava ofegante, girando os quadris sem nenhuma vergonha ao ritmo dos dedos dela. Senti que ia explodir se Jisoo não me fizesse gozar.

 Nunca tinha ficado tão excitada na minha vida. Estava absolutamente dominada pela necessidade de ter um orgasmo. Se Chae chegasse naquele momento e me visse me contorcendo no meio da sala enquanto Jisoo me masturbava, eu não ia nem ligar.

 A respiração dela também estava acelerada. Seu rosto estava todo vermelho de desejo. Por mim. Sendo que tudo o que eu tinha feito fora me entregar a ela, incapaz de resistir.

 A mão que estava nos meus seios passou pelo meu rosto. - “Você está vermelha. Ficou escandalizada comigo.”

- “Fiquei.”

 Seu sorriso era o de alguém ao mesmo tempo perverso e deliciado, e me fez perder o fôlego. - “Quero sentir minha porra aqui dentro quando enfiar o dedo em você. Quero que você sinta a minha porra aqui dentro, pra lembrar como eu estava quando gozei, dos ruídos que fiz. E, quando pensar nisso, você vai querer fazer de novo e de novo e de novo.”

 Seus dedos produziam ondas dentro de mim, o descaramento de suas palavras me deixava à beira do orgasmo.

- “Vou dizer tudo o que quero que você faça para me dar prazer, Jennie, e você vai fazer tudinho... se me obedecer, vamos fazer sexo explosivo, selvagem, sem restrições. Você sabe disso, não é? Já está sentindo como as coisas vão ser entre nós.”

- “Sim”, eu sussurrei, agarrando meus seios para aplacar a fúria dos mamilos endurecidos. -“Jisoo, por favor.”

- “Shh... Pode deixar comigo.” Ela começou a esfregar meu clitóris com o dedão, em movimentos circulares. - “Olhe bem nos meus olhos quando gozar pra mim.”

 Eu estava prestes a explodir, e a tensão só aumentava enquanto ela massageava meu clitóris e enfiava os dedos em mim em um ritmo constante, sem a menor pressa.

- “Goza pra mim, Jennie”, ela ordenou. - “Agora.”

 Cheguei ao orgasmo com um grito abafado, agarrando as bordas do sofá até meus dedos ficarem sem cor, remexendo os quadris nas mãos dela, esquecendo completamente qualquer vergonha ou timidez. Meus olhos estavam grudados nos dela, incapazes de se desviar, hipnotizados pelo triunfo que brilhava em seus olhos. Naquele momento, ela tinha total poder sobre mim. Eu faria tudo o que ela quisesse. E ela sabia disso.

 Um prazer avassalador tomava conta de mim. Com o sangue pulsando nas minhas orelhas, ouvi sua voz rouca dizer alguma coisa, mas não consegui identificar as palavras quando ela apoiou uma das minhas pernas no encosto do sofá e cobriu meu sexo com a boca.

- “Não...” Eu empurrei sua cabeça com as mãos. -“Eu não aguento.”

 Eu estava inchada demais, sensível demais. Mas, quando sua língua tocou meu clitóris e começou a passear por ele, a vontade voltou com toda a força. Com mais intensidade do que antes. Ela percorreu tudo, me provocando, me tentando com a promessa de outro orgasmo que eu sabia que não conseguiria ter tão cedo.

 Foi quando sua língua entrou em mim, e eu tive que morder os lábios para não gritar. Gozei pela segunda vez, e meu corpo se sacudiu violentamente, com os músculos mais tenros se enrijecendo desesperadamente ao toque da língua. O urro que ela soltou reverberou através de mim. Não tive forças para afastá-la quando ela voltou ao meu clitóris e o chupou suavemente... incansavelmente... até eu gemer de novo, sussurrando seu nome. 

 Eu estava me sentindo toda mole quando Jisoo endireitou minha perna, e ainda não tinha recuperado o fôlego quando ela começou a beijar minha barriga e meus seios. Ela lambeu meus mamilos e me enlaçou com seus braços. Permaneci imóvel e submissa ao seu toque enquanto ela beijava minha boca com uma violência controlada, ferindo meus lábios e denunciando seu estado de excitação extrema.

 Então ela fechou meu robe e ficou de pé, olhando para mim de cima a baixo.

- “Jisoo...?”

- “Às sete horas, Jennie.” Ela se abaixou e tocou meu tornozelo, acariciando com os dedos a tornozeleira que eu havia posto já pensando no evento. - “E não tire isto aqui. Quero comer você com nada além disto.”


Notas Finais


😘😘


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