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História Toda Sua - Jensoo - Capítulo 25


Escrita por: bellbas_blink_

Capítulo 25 - Capítulo 25


Mas o nervosismo de Jisoo era nítido, o que me fez perceber que aquela visita era muito importante para ela. Quando a porta do elevador se abriu diretamente no hall de entrada com revestimento de mármore, ela apertou ainda mais minha mão antes de me soltar. Destrancou a porta dupla da entrada e permitiu meu acesso à sua privacidade. Sua ansiedade era visível enquanto observava minha reação.

 O apartamento era lindo como ela. No entanto, era bem diferente de seu escritório, que era ousado e moderno. Sua casa era aconchegante e suntuosa, repleta de antiguidades e obras de arte, com magníficos tapetes Aubusson revestindo pisos reluzentes de madeira nobre.

- “É... incrível”, eu disse baixinho, sentindo-me privilegiada por estar ali. Era um vislumbre de um lado de Jisoo que eu ansiava por conhecer, e era belíssima.

- “Entre.” Ela me puxou para dentro. - “Quero que você durma aqui hoje.”

- “Não trouxe roupas nem nada...”

- “Você só vai precisar da sua escova de dente e da bolsa. Podemos passar na sua casa amanhã de manhã e pegar o resto. Prometo que você não vai se atrasar para o trabalho.” Ela me abraçou e apoiou o queixo no topo da minha cabeça. - “Quero muito que você fique, Jennie. Não culpo você por ter saído correndo daquele quarto, mas seu sumiço me deixou desesperada. Preciso de mais um tempinho na sua companhia.”

- “Preciso de um abraço.” Enfiei as mãos sob a camiseta dela para sentir a maciez suave de suas costas. - “E um banho também me faria bem.”

 Ela inspirou profundamente, com o nariz bem próximo dos meus cabelos. - “Adoro sentir meu cheiro em você.”

 Mesmo assim, ela me conduziu por um corredor até seu quarto.

- “Uau”, suspirei quando ela acendeu a luz. Uma enorme cama de casal dominava o centro do quarto, feita de madeira escura — que parecia ser a de sua preferência — e coberta com uma roupa de cama creme. O restante da mobília combinava com a cama, e os detalhes eram adornados com tons de dourado. Era um cômodo acolhedo, sem nenhuma obra de arte nas paredes que concorresse com a vista serena do Central Park e dos imponentes prédios residenciais do outro lado do parque. Do meu lado de Manhattan.

- “O banheiro é aqui.”

 Enquanto eu me dirigia ao gabinete de pia, que parecia construído a partir de alguma escrivaninha antiga com pés em forma de garra, ela retirou toalhas de um armário e as deixou ali para mim, movendo-se com a sensualidade e confiança que eu tanto admirava.

Vê-la em sua casa, vestida tão casualmente, foi comovente. E saber que eu era a primeira mulher a entrar ali me emocionou ainda mais. Foi como se, mais do que nunca, ela tivesse se despido para mim. -“Obrigada.”

 Ela me olhou e pareceu entender que eu não estava falando só das toalhas. Seu olhar fez com que uma onda de calor se espalhasse pelo meu corpo. - “É muito bom ter você aqui.”

- “Não faço ideia de como vim parar aqui com você.” Mas estava gostando muito.

Muito mesmo.

- “E isso importa?” Jisoo veio até mim, levantou meu queixo e deu um beijo na ponta do meu nariz. -“Vou deixar uma camiseta na cama. Caviar e vodca está bom pra você?”

- “Ora... é um belo avanço em relação à pizza que comi.”

 Ela sorriu. - “Caviar tipo ossetra da Petrossian.”

 Retribuí o sorriso. - “Preciso me corrigir. É um tremendo avanço.”

 Tomei um banho e vesti a camiseta tamanho grande das Indústrias Cross que ela havia separado para mim; depois liguei para Chae para avisar que passaria a noite fora e contar meio por alto o que tinha acontecido no hotel.

 Ela soltou um assovio. - “Não sei nem o que dizer sobre isso.”

 Chae não saber o que dizer significava muita coisa.

 Encontrei Jisoo na sala, e sentamos no chão para comer o badalado caviar com torradinhas e crème fraîche enquanto assistíamos a uma reprise de um seriado policial de TV que tinha uma cena filmada em frente ao Crossfire.

- “Acho que seria legal ver um prédio meu numa TV como essa”, comentei.

- “Até que não é ruim, mas eles fecharam a rua durante horas para as filmagens.”

 Atingi o ombro dela com o meu. - “Quanta negatividade.”

 Fomos para a cama às dez e meia e assistimos ao restante do programa deitadas juntinhas. A tensão sexual entre nós era palpável, mas ela não tomou nenhuma iniciativa, então fiquei na minha. Desconfiei que ela queria compensar o incidente ocorrido no hotel.

Ela estava tentando provar que gostaria de passar um tempo comigo quando “poderíamos estar trepando”.

 Funcionou. Por mais que eu estivesse a fim, era muito bom ficar ali sem fazer nada.

 Ela dormia sem roupa, o que tornava o contato ainda melhor. Joguei uma das pernas por cima dela, abracei sua cintura e apoiei meu rosto sobre seu coração. Nem me lembro do fim do programa, devo ter dormido antes.

 Quando acordei o quarto ainda estava escuro, e rolei para o lado da cama. Sentei para consegui olhar para o relógio digital no criado-mudo e vi que ainda eram três da manhã. Eu costumava dormir a noite toda, o que me fez concluir que era o ambiente desconhecido que estava atrapalhando meu sono. Apenas quando Jisoo gemeu e começou a se mexer, inquieta, que descobri o que me havia feito despertar. Seu gemido era de dor, seguido por um sussurro atormentado.

- “Não encoste em mim”, ela disparou asperamente. - “Tire essas mãos de cima de mim!”

 Fiquei paralisada, com o coração disparado. Suas palavras atravessavam a escuridão e o silêncio da noite, carregadas de fúria.

- “Você não vale nada.” Ela se sentou, chutando as cobertas. Suas pernas se encolheram e ela soltou um gemido que me pareceu perversamente erótico. -“Não. Ai... Está doendo.”

 Ela se enrijeceu, contorcendo o corpo inteiro. Eu não aguentava mais ver aquilo.

- “Jisoo.” Como Chae tinha pesadelos de tempos em tempos, eu sabia que não deveria tocar em uma pessoa nessa situação. Em vez disso, ajoelhei-me na cama e disse seu nome em voz alta. “Jisoo, acorde.”

 Despertando de repente, ela desabou para trás, tensa e defensiva. Seu peito oscilava com a respiração ofegante. Ela estava tendo uma ereção.

 Falei num tom de voz firme, apesar de estar com o coração partido. - “Jisoo. Você está sonhando. Acorde e fique comigo.”

 Ela se soltou sobre o colchão. - "Jennie...?”

- “Estou aqui.” Saí do caminho da luz do luar que entrava pela janela, mas não vi nenhum sinal de que seus olhos estavam abertos. - “Você está acordada?”

 Sua respiração ficou mais lenta, mas ela não disse nada. Seus punhos estavam fechados sobre o lençol. Arranquei a camiseta que estava usando e a deixei em cima da cama. Cheguei mais perto e passei a mão pelo seu braço. Ela não teve reação, e eu a acariciei, passando as pontas dos dedos sobre seu bíceps.

- “Jisoo?”

 Ela teve um sobressalto. - “Quê? O que foi?”

 Sentei sobre os calcanhares com as mãos nas coxas. Vi quando ela piscou para mim, e depois passou as mãos pelos cabelos. Pude sentir quando tomou consciência do pesadelo, pela rigidez que dominou seu corpo.

- “O que foi?”, ela perguntou bruscamente, apoiando-se em um dos cotovelos. - “Estátudo bem?”

- “Quero você.” Eu me deitei ao lado de Jisoo, estendendo meu corpo nu junto ao seu. Pressionando meu rosto contra seu pescoço úmido, lambi suavemente sua pele salgada.

Pela minha experiência com pesadelos, eu sabia que abraços e um pouco de amor poderiam fazer os fantasmas voltarem para o armário por uns tempos.

 Ela me envolveu em seus braços, percorrendo com a mão a curvatura da minha coluna. Senti quando ela se esqueceu do sonho soltando um suspiro longo e profundo.

 Deitei-a de costas, montei sobre ela e beijei sua boca. Sua ereção encontrou meus lábios vaginais, o que me fez querer abrir caminho para ela. A sensação da mão dela nos meus cabelos, agarrando-me para assumir o controle do beijo, logo me deixou molhada e pronta para recebê-la. Minha pele estava quase em chamas. Esfreguei meu clitóris contra seu membro duro e grosso, usando-o para me masturbar até que ela emitiu um som áspero de desejo e rolou para cima de mim, invertendo a posição.

- “Não tenho camisinha aqui em casa”, ela murmurou antes de envolver um dos meus mamilos com os lábios e sugá-lo suavemente.

 Adorei o fato de ela estar desprevenida. Ali não era um simples abatedouro; era a casa dela, e eu era a primeira a estar ali. - “Sei que você falou em apresentar exames quando falamos sobre a pílula e que isso é o mais certo a fazer, mas...”

- “Eu confio em você.” Ela ergueu a cabeça e me olhou sob a luz pálida da lua. Abriu minhas pernas com os joelhos e me penetrou sem proteção pela primeira vez. Pude sentir todo o seu calor e toda a sua maciez.

- “Jennie”, ela suspirou, apertando-me contra si. -“Eu nunca... Meu Deus, como você é gostosa. Estou muito feliz por você estar aqui.”

 Puxei seus lábios para perto de mim e a beijei. -“Eu também.”

 Acordei da mesma forma que tinha dormido, com Jisoo sobre mim, dentro de mim. Seu olhar estava carregado de prazer quando despertei com aquele momento delicioso. Com os cabelos caídos sobre os ombros e o rosto, ela parecia ainda mais sexy por estar despenteada. Mas, o melhor de tudo, não havia nada de obscuro em seus lindos olhos, nem uma sombra da ameaça que tinha pairado sobre seus sonhos.

- “Espero que não se incomode”, ela murmurou com um sorriso malicioso enquanto entrava e saía de mim. - “Você estava quentinha e molhada. Não pude evitar.”

 Abracei sua cabeça e arqueei as costas, pressionando meus seios contra seu peito.

Através das janelas encimadas por arcadas, vi a luz do amanhecer começar a preencher o céu. -“Humm... Eu adoraria acordar todos os dias deste jeito.”

- “Foi isso o que eu pensei às três da manhã.” Ela mexeu os quadris e entrou ainda mais profundamente em mim. - “Pensei em retribuir o favor.”

 Meu corpo inteiro renasceu, minha pulsação acelerou. 

- “Sim, por favor.”


Notas Finais


Boa noite gente 🥱💖


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