História Toda sua - Capítulo 29


Escrita por:

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swanqueen
Visualizações 187
Palavras 1.752
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Thank you, Regina. for everything.


Fanfic / Fanfiction Toda sua - Capítulo 29 - Thank you, Regina. for everything.

A manhã seguinte foi permeada por acontecimentos surreais. Cheguei ao trabalho e passei o tempo todo com frio. Não conseguia me aquecer de jeito nenhum. Estava demorando mais do que deveria para entender as coisas, e não conseguia espantar um sentimento irracional de medo.

Emma não tentou entrar em contato de forma nenhuma. Não recebi nada no celular depois da minha mensagem na noite anterior. No e-mail também não. Nem um bilhete.

Esse silêncio era desesperador. Principalmente depois do novo alerta diário do Google, com fotos e vídeos de nós dois no Bryant Park feitos por celular. A visão de nós como um casal — a paixão e o desejo, a intensidade estampada em nosso rosto, a felicidade da reconciliação — era ao mesmo tempo doce e amarga. Uma dor cresceu no meu peito. Emma. Se nossa relação não desse certo, eu conseguiria parar de pensar nela?

Tive que me esforçar para me recompor. August teria uma reunião com Emma naquele dia. Talvez por isso ela não tivesse entrado em contato. Ou talvez estivesse realmente muito ocupada. É claro que devia estar, considerando seu cronograma de negócios. Até onde eu sabia, ela pretendia ir à academia comigo depois do trabalho. Soltei um suspiro e disse a mim mesma que de alguma forma as coisas se resolveriam. Por bem ou por mal.

Faltavam quinze para o meio-dia quando o telefone da minha mesa tocou. Pelo mostrador, vi que a chamada vinha da recepção. Não consegui esconder minha decepção ao atender.

“Oi, Regina”, Mulan me cumprimentou toda simpática. “Uma moça chamada Lilith Page está aqui pra falar com você.”

“Comigo?” Olhei para o monitor do computador, confusa e irritada. As fotos do Bryant Park teriam sido motivo suficiente para fazer Lilith sair do seu covil? Qualquer que fosse a razão, eu não tinha o menor interesse em falar com ela. “Você pode pedir pra ela esperar? Preciso resolver uma coisinha primeiro.”

“Claro. Vou pedir pra ela se sentar um pouquinho.”

Desliguei o telefone, peguei o celular e encontrei o número do escritório de Emma na agenda. Para meu alívio, foi Elsa quem atendeu.

“Oi, Elsa. É Regina Mills.”

“Oi, senhora Regina. Quer falar com a senhora Swan? Ela está numa reunião, mas posso passar a ligação.”

“Não, não precisa incomodar.”

“Tenho ordens para isso. Ela não vai se incomodar.”

Fiquei muito contente ao ouvir isso. “Acho meio chato jogar esse tipo de coisa no seu colo, mas tenho um pedido a fazer.”

“O que for preciso. Tenho ordens pra isso também.” A solicitude de sua voz me deixou ainda mais tranquila.

“Lilith Page está aqui no vigésimo. Pra ser sincera, a única coisa sobre a qual poderíamos conversar seria Emma, e essa ideia não me agrada nem um pouco. Se ela tem alguma coisa para falar, deveria se dirigir diretamente ao sua chefe. Você pode mandar alguém pra levá-la aí pra cima?”

“Claro. Vou cuidar disso agora mesmo.”

“Obrigada, Elsa. Agradeço.”

“É um prazer poder ajudar, senhora Regina.”

Desliguei o telefone e me recostei na cadeira, sentindo-me um pouco melhor e orgulhosa de mim mesma por não ter me deixado levar pelo ciúme. Apesar de detestar a ideia de que ela ainda tivesse contato com Emma, eu não havia mentido quando disse que confiava nela. Acreditava de verdade que tinha sentimentos profundos por mim. Só não sabia se isso seria suficiente para que ela contrariasse seu instinto natural.

Mulan me ligou de novo.

“Ai, meu Deus”, ela disse, aos risos. “Você precisava ver a cara dela quando apareceram aqui pra buscá-la.”

“Ótimo.” Abri um sorriso. “Bem-intencionada ela não devia estar. Ela já foi, então?”

“Já.”

“Obrigada.” Atravessei o corredorzinho estreito até o escritório de August e estiquei a cabeça lá para dentro para perguntar se ele queria que eu comprasse alguma coisa para o almoço.

Ele franziu a testa e pensou um pouco a respeito. “Não, obrigado. Só vou conseguir comer depois da apresentação para Emma. Até lá, o que você comprar já vai estar frio e passado.”

“Que tal uma vitamina, então? Só pra tapear o estômago até você conseguir comer.”

“Seria ótimo.” Seus olhos escuros se acenderam e ele abriu um sorriso. “De algum sabor que combine com vodca, para me deixar no clima.”

“Tem alguma coisa de que você não goste? Alguma alergia?”

“Nada.”

“Certo. Volto daqui a uma hora.” Eu sabia exatamente aonde ir. A delicatéssen que tinha em mente ficava a uns dois quarteirões dali, e tinha vitaminas, saladas e uma enorme variedade de paninis feitos na hora.

Desci até o térreo e procurei esquecer o silêncio de Emma. Eu esperava algum tipo de manifestação depois do incidente com Lilith. O silêncio me deixou novamente preocupada. Saí para a rua pela porta giratória e só prestei atenção no homem que desceu do banco de trás de um carro com chofer quando ele me chamou pelo nome.

Eu me virei e me vi diante de Neal Vidal.

“Ah... oi”, cumprimentei. “Tudo bem?”

“Melhor agora. Você está linda.”

“Obrigada. E eu digo o mesmo.”

Apesar de muito diferente de Emma, ele também era maravilhoso, com seus cabelos castanhos ondulados, seus olhos esverdeados e seu sorriso charmoso. Estava vestido com um jeans folgado e um suéter creme com gola V que o deixavam muito sexy.

“Você veio ver sua irmã?”, perguntei.

“Sim, ela e você.”

“Eu?”

“Está indo almoçar? Posso ir com você e explicar tudo.”

Até me lembrei do aviso de Emma para que eu ficasse longe de Neal, mas a essa altura achava que ela já tinha mais confiança em mim. Principalmente em relação a seu irmão.

“Estou indo a uma delicatéssen aqui na rua”, eu disse. “Se você estiver a fim...”

“Com certeza.”

Começamos a caminhada.

“Por que você queria me ver?”, perguntei, curiosa demais para esperar.

Ele tirou do bolso um convite em estilo formal num envelope de veludo. “Vim convidar você para uma festa ao ar livre na propriedade dos meus pais no domingo. Uma mistura de negócios e diversão. Vários artistas contratados pela Vidal Records estarão lá. Acho que seria uma ótima ocasião para seu colega de apartamento fazer bons contatos — ele tem o visual certo pra aparecer em videoclipes.”

Fiquei toda animada. “Seria maravilhoso!”

Neal sorriu e me entregou o convite. “Vocês dois vão se divertir bastante. As festas da minha mãe são imbatíveis.”

Olhei de relance para o envelope na minha mão. Por que Emma não tinha falado nada sobre o evento?

“Se você está se perguntando por que Emma não disse nada a respeito”, ele começou, como se estivesse lendo minha mente, “é porque ela não vai. Ela nunca aparece. Apesar de ser sócia majoritária da empresa, Emma acha que a indústria fonográfica e os músicos são imprevisíveis demais. A esta altura, você já deve saber como ela é.”

Loira e intenso. Absurdamente atraente e sensual. Sim, eu sabia como ela era.

Emma sempre fazia questão de saber no que estava se metendo.

Apontei para a delicatéssen quando chegamos, nós entramos e pegamos a fila.

“O cheiro aqui está ótimo”, disse Neal, olhando para o celular enquanto digitava uma mensagem.

“E o sabor é tão bom quanto o cheiro, pode acreditar.”

Ele abriu um agradável sorriso de menino, que com certeza deixava a maior parte das mulheres de joelhos. “Meus pais estão ansiosos para conhecer você, Regina.”

“Ah, é?”

“Foi uma surpresa ver fotos suas com Emma durante toda a semana. Uma surpresa boa”, ele fez questão de ressaltar diante da minha expressão. “É a primeira vez que a vemos realmente interessada em alguém com quem sai.”

Suspirei ao lembrar que, naquele momento, o interesse já não parecia ser tão grande. Teria sido um grande erro deixá-lo falando sozinho na noite anterior?

Quando chegamos ao balcão, pedi um panini grelhado de queijo com vegetais e duas vitaminas de romã, e expliquei que a segunda era para viagem e eu só pegaria depois de comer. Neal pediu a mesma coisa, e tivemos a sorte de encontrar uma mesa naquele lugar lotado.

Conversamos sobre trabalho, rimos ao falar a respeito de um vídeo engraçado que era a febre da internet no momento e de algumas piadas de bastidores sobre os artistas com que Neal havia trabalhado. O tempo passou bem rápido, e quando nos separamos na entrada do SCrossfire eu me despedi dele com um sentimento de afeto genuíno.

Subi para o vigésimo andar e encontrei August ainda na mesa. Apesar de parecer muito concentrado, ele sorriu ao me ver.

“Caso você não precise de mim”, eu disse, “acho que seria melhor eu não dar as caras nessa apresentação.”

Apesar de ele tentar esconder, vi o alívio estampado em seu rosto. Não fiquei ofendida com isso. A situação era estressante por si só, e minha relação volátil com Emma era a última coisa com que August deveria se preocupar quando trabalhava em uma conta tão importante.

“Você vale ouro, Regina. Sabia disso?”

Sorri e pus na mesa dele a bebida que havia trazido. “Beba sua vitamina. Está uma delícia, e vai deixar você saciado por um tempo. Se precisar de mim, estou na minha mesa.”

Antes de guardar a bolsa na gaveta, mandei uma mensagem para Killian perguntando se tinha planos para o domingo e se gostaria de ir a uma festa da Vidal Records. Depois voltei ao trabalho. Comecei organizando os arquivos de August nos servidores, re-nomeando os e criando diretórios para facilitar a pesquisa e a montagem de portfólios.

Quando August subiu para a reunião com Emma, meu coração acelerou e a ansiedade apertou meu estômago. Não conseguia acreditar que estava toda empolgada só porque sabia o que Emma estava fazendo naquele exato momento, e que ela necessariamente pensaria em mim quando visse August. Esperava receber notícias suas depois disso. Fiquei de bom humor só de pensar.

Durante a hora seguinte, eu mal podia esperar para saber como as coisas tinham ido. Quando August apareceu com um sorriso no rosto e um andar confiante, eu me levantei na minha baia e o aplaudi.

Ele fez uma mesura galante e teatral. “Obrigado, senhorita Mills.”

“Estou muito feliz por você.”

“Emma me pediu para entregar isto.” Ele me deu um envelope pardo lacrado. “Venha até a minha sala e eu conto os detalhes.”

O envelope era pesado e tilintante. Eu sabia o que era antes mesmo de abrir, mas ainda assim a visão das chaves caindo na minha mão foi uma bela porrada. Com a dor no peito mais intensa que já havia sentido na vida, li o cartão que as acompanhava:

OBRIGADO, REGINA. POR TUDO.

E



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...