História Toda sua - Capítulo 31


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swanqueen
Visualizações 398
Palavras 1.454
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 31 - I miss you


Fanfic / Fanfiction Toda sua - Capítulo 31 - I miss you

A sexta-feira começou com Trey tomando café da manhã comigo e com Killian depois de dormir lá em casa. Enquanto bebia a primeira xícara de café do dia, observei o modo como eles interagiam e fiquei contentíssima ao ver seus sorrisos de cumplicidade e a maneira discreta como trocavam carícias furtivas.

Eu já havia tido relacionamentos tranquilos como esse, e não soube valorizá-los devidamente na época. Eram namoros gostosos e descomplicados, mas também um tanto superficiais em certo sentido.

Como ter uma relação mais profunda se você não conhece os recantos mais obscuros da pessoa amada? Era esse meu dilema com Emma. O Segundo Dia Pós-Emma havia começado. Minha vontade era ir até ela e pedir desculpas por tê-la deixado. Queria dizer que podia contar comigo, que eu seria toda ouvidos, ou então ofereceria um consolo silencioso caso fosse preferível. Mas eu estava envolvida demais emocionalmente. Fragilizada demais. Morrendo de medo de ser rejeitada.

E saber que ela não se abriria para mim só fazia esse medo crescer. Mesmo que nos acertássemos, eu sabia que só ia me magoar não a tendo por inteiro, tentando conviver apenas com o que ela decidisse compartilhar comigo.

Pelo menos no trabalho estava tudo bem. O almoço comemorativo que os executivos nos ofereceram por termos conseguido a conta da Imperia me deixou feliz de verdade. Senti que era muita sorte minha trabalhar em um ambiente tão positivo. No entanto, quando ouvi que Emma também tinha sido convidada — apesar de ninguém esperar que ela aparecesse —, voltei para minha mesa em silêncio e me concentrei só nos meus afazeres pelo resto da tarde.

Passei na academia a caminho de casa, depois comprei ingredientes para fazer fettuccini alfredo para o jantar e crème brûlée para a sobremesa — uma comida bem pesada para me deixar num coma induzido por carboidratos. Esperava que o sono me oferecesse uma trégua dos questionamentos que percorriam ciclicamente meu cérebro, na esperança de que a manhã de sábado chegasse bem depressa.

Killian e eu jantamos na sala, com palitinhos, uma ideia dele para me agradar. Ele falou que o jantar estava ótimo, mas nem ouvi. Saí do transe quando ele ficou em silêncio também, e percebi que não estava sendo uma companhia muito boa.

“Quando vão sair os anúncios da campanha da Grey Isles?”, perguntei.

“Não sei, mas escute só isso...” Ele sorriu. “Você sabe como os modelos costumam ser tratados — somos descartados como camisinhas usadas numa orgia. É difícil se destacar, a não ser que você namore alguém famoso. O que do nada virou meu caso, desde que aquelas fotos minhas com você começaram a pipocar por toda parte. Entrei por tabela no seu relacionamento com o Emma. Você fez com que eu virasse um objeto cobiçado.”

Dei risada. “Nisso eu não ajudei, não.”

“Bom, mas com certeza mal não fez. Enfim, eles me ligaram para fazer mais algumas fotos. Acho que estão a fim de me usar por mais de cinco minutos.”

“Precisamos sair pra comemorar”, provoquei.

“Com certeza. Quando você estiver pronta para isso.”

Acabamos ficando em casa vendo Tron — o original, não o remake. O celular dele tocou vinte minutos depois do começo do filme, e eu o ouvi falando com um agente.

“Claro. Estarei aí em quinze minutos no máximo. Ligo pra você quando chegar.”

“Conseguiu um trabalho?”, perguntei quando ele desligou.

“Pois é. Um modelo apareceu chapado para uma sessão noturna de fotos e precisam de um substituto.” Ele olhou bem para mim. “Quer ir junto?”

Estiquei as pernas no sofá. “Não. Melhor ficar por aqui.”

“Tem certeza de que está tudo bem?”

“Só preciso de alguma coisa pra distrair a cabeça. Só de pensar em me trocar já fico cansada.” Eu não me incomodaria de usar minha calça de pijama de flanela e minha camiseta velha de dormir o fim de semana todo. Como estava machucada por dentro, o conforto exterior era uma necessidade para mim. “Não se preocupe comigo. Sei que ando confusa ultimamente, mas eu me arranjo. Pode ir, e divirta-se.”

Depois que Killian saiu, todo apressado, pausei o filme e fui até a cozinha pegar um vinho. Parei no balcão, passando os dedos nas flores que Emma tinha me mandado no fim de semana anterior. As pétalas caíam como lágrimas. Pensei em cortar os caules e usar o aditivo que veio junto com o buquê para aumentar sua vida útil, mas não fazia sentido me apegar a elas. No dia seguinte, iria tudo para o lixo, a última lembrança de meu relacionamento igualmente condenado.

As coisas com Emma haviam ido mais longe do que em relacionamentos anteriores que duraram mais de um ano. Eu sempre a amaria por isso. Eu sempre a amaria, e ponto final. Mas, algum dia, talvez isso não me causasse tanta dor.

*

“Vamos levantar, dorminhoca”, Killian falou em um tom meio cantado enquanto arrancava minhas cobertas.

“Argh. Vai embora.”

“Você tem cinco minutos para entrar no chuveiro, ou então ele vai vir até você.”

Abri só um olho para conseguir enxergá-lo. Estava sem camisa e usava uma calça larga que por muito pouco não escapava dos seus quadris. Em termos de persistência na hora de acordar alguém, ele era imbatível. “Por que preciso levantar?”

“Porque quando você está deitada não está com os pés no chão.”

“Uau. Isso foi profundo, Killian Jones.”

Ele cruzou os braços e me lançou um olhar enfezado. “Precisamos sair pra comprar roupas.”

Afundei a cabeça no travesseiro. “Não.”

“Sim. Se bem me lembro, foi você quem juntou as expressões ‘festa ao ar livre no domingo’ e ‘reunião de astros do rock’ no convite que me fez. Acha que eu tenho roupa pra uma ocasião como essa?”

“Ah, é. Bem pensado.”

“O que você vai usar?”

“Eu... não sei. Estava pensando no ‘visual clássico de chá da tarde com chapéu’, mas agora não estou tão certa.”

Ele concordou com a cabeça, animado. “Certo. Vamos percorrer as lojas e encontrar alguma coisa sexy, classuda e descolada.”

Com um rosnado de protesto, saí da cama e me arrastei até o banheiro. Era impossível tomar banho sem pensar em Emma, sem imaginar seu corpo perfeito e lembrar os ruídos que ela fez ao gozar na minha boca. Para onde quer que eu olhasse, Emma estava lá. Estava tendo até alucinações, vendo Bentleys por toda a cidade. Parecia sempre haver um por perto.

Killian e eu almoçamos e depois saímos pela cidade, entrando nos melhores brechós do Upper East Side e nas butiques da Madison Avenue antes de pegar um táxi para o SoHo. No caminho, duas adolescentes pediram o autógrafo do Killian, algo que pareceu ter sido mais motivo de alegria para mim do que para ele.

“Eu disse.”

“O quê?”, perguntei.

“Elas me conheciam de um blog de celebridades. Por causa dos posts sobre você e Swan.”

Eu suspirei. “Pelo menos para alguém minha vida amorosa está sendo boa.”

Ele tinha outro compromisso de trabalho às três, e eu fui também, para gastar algumas horas em um estúdio com um fotógrafo antipático e histérico. Foi quando me lembrei de que era sábado e saí de fininho para fazer minha ligação semanal para meu pai.

“Ainda está feliz em Nova York?”, ele perguntou sobre o ruído de fundo do rádio da viatura.

“Por enquanto tudo certo.” Era mentira, mas a verdade não teria serventia para ninguém.

O parceiro dele disse alguma coisa que eu não ouvi. Meu pai bufou e me falou: “Ei, Chris está aqui jurando que viu você outro dia na tevê. Em algum canal a cabo, coisa de fofoca de celebridades. O pessoal está me enchendo o saco por causa disso”.

Suspirei. “Diga para o pessoal que assistir a esses programas prejudica os neurônios.”

“Então você não está namorando uma das celebridades mais ricas do país?”

“Não. E sua vida amorosa, como vai?”, perguntei, logo mudando de assunto. “Está saindo com alguém?”

“Nada muito sério. Espere aí.” Ele respondeu a um chamado do rádio, depois disse: “Desculpa, querida. Preciso ir. Amo você. Estou morrendo de saudade”.

“Eu também, pai. Cuide-se.”

“Pode deixar. Tchau.”

Deixei o telefone de lado e voltei para meu lugar enquanto esperava Killian terminar a sessão. No fundo de minha mente, eu continuava torturando a mim mesma. Onde estaria Emma naquele momento? O que estaria fazendo? Na segunda-feira eu abriria o e-mail e veria um monte de fotos dela com outra mulher?

No domingo à tarde pedi emprestado um dos carros de Spencer e seu motorista e guarda-costas Phillip para ir até a propriedade dos Vidal no condado de Dutchess.

Recostada no assento, olhei pela janela e admirei a vista serena dos campos e dos bosques que se estendiam pelo horizonte. Foi quando me dei conta de que já estava no Quarto Dia Pós-Emma.


Notas Finais


"O começo da saudade acontece sempre no final de algo inesquecível".


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